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  • há 1 hora
O rapper mineiro Djonga foi homenageado nesta segunda-feira (11/5), pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A iniciativa é da deputada Ana Paula Siqueira (PT), que propôs a homenagem em reconhecimento à trajetória do artista mineiro.

Conhecido por letras que abordam desigualdade social, racismo e identidade, Djonga consolidou-se como um dos principais nomes do hip hop nacional na última década.

Para a parlamentar, a homenagem simboliza não apenas o reconhecimento artístico, mas também um gesto político de valorização da população negra e periférica.

Saiba mais: https://www.em.com.br/cultura

Imagens: ALMG

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#minasgerais #djonga #rap #cultura

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Transcrição
00:00Quando eu ouvi meu primeiro disco de rap, eu tinha uns sete anos de idade.
00:06Mais ou menos na época que eu tomei a primeira batida da polícia.
00:10Hoje eu penso que se pá foi por isso, que mesmo sem entender nada do que os racionais falavam naquelas
00:17músicas,
00:18eu sentia que era pra mim.
00:20O nome do disco é Sobrevivendo no Inferno.
00:24Autoexplicativo.
00:25Na real, que bom que existe o hip-hop, porque sem ele eu não ia ter vivido do lado de
00:29FBC,
00:30Coyote, Oreia, Clara, Rote, todo mundo que formava o nosso bonde do dever, André, enfim.
00:39Sem ele não existiria fogo nos racistas.
00:42A frase que mudou minha vida, que deve ter mudado a percepção de muita gente por aí.
00:46Sem ele a gente não tinha empregado esse tanto de família por aí.
00:51Sem ele eu nem sei se eu olharia no espelho e me acharia capaz, como eu me acho hoje.
00:57O triste é pensar que o hip-hop nasceu pra ser remédio pra doença que é o descaso do Estado
01:03com as populações de baixa renda.
01:05Desde antes.
01:06Com as mulheres e mães solos.
01:09Principalmente se a pele for preta.
01:11O hip-hop foi o caminho que os jovens negros do mundo acharam de denunciar as desigualdades e de se
01:16expressar.
01:18Também.
01:19Até porque foi através do hip-hop que a gente entendeu o poder que tem quando quem vem de onde
01:24a gente vem fala de amor e de coisas leves também.
01:27Certo?
01:29E, apesar de parecer que já deu tudo certo, a gente ainda está engatinhando.
01:35Com todas as minhas contradições, com todos os problemas que eu trago, eu não posso achar normal a guerra que
01:41se vive nas periferias,
01:43resultando em 63 mortes de jovens negros por dia.
01:47Não dá pra achar normal a epidemia de violência contra a mulher, contra a população LGBT,
01:53baseada num discurso de ódio que é quase institucionalizado.
01:57Não dá pra achar normal a fome, a violência policial, o descaso.
02:02Por isso, um recado para os meus amigos rappers também.
02:06Não vamos esquecer a função disso aqui, não.
02:08Não vamos esquecer porque a gente começou a fazer isso.
02:11E não só nós.
02:12Não vamos esquecer porque quem vem antes da gente começou a fazer isso aqui.
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