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  • há 2 dias
"Eu sempre lhe disse para não ir": dinheiro leva milhares de colombianos a combater na Ucrânia

Segundo estimativas da ONU, cerca de 10.000 colombianos estão envolvidos em conflitos internacionais em todo o mundo. Muitos fazem-no devido à difícil situação económica do seu país. No final, porém, o resultado está longe de ser o desejado: silêncio, dor e incerteza.

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Transcrição
00:00Sou Pablo Puentes, nasci no 12 de abril de 1992 em Girón, Santander.
00:07Em dezembro de 2024, Pablo Puentes deixou a Colômbia com um propósito simples.
00:13Trabalhar alguns meses como motorista de ambulância na Polónia e voltar com dinheiro suficiente para comprar uma casa na Colômbia.
00:20Segundo a mulher, foram as poucas oportunidades de trabalho que o levaram a juntar-se às Forças Armadas ucranianas.
00:30E, pois, em desespero, o que eu vou tomar essa decisão, de dizer que eu vou e trabalho três meses,
00:34seis meses e me devolvo.
00:36John Edward Villarreal também desapareceu na Ucrânia após um bombardeamento em janeiro do ano passado.
00:42A mulher, Sarai Vera, também diz que o dinheiro se tornou o principal motor para muitos destes recrutamentos.
00:49Conozco de familiares que os esposos e os filhos foram para a Rússia porque ofereciam mais dinheiro.
00:58Me entende? Foi um tema de dinheiro que, na hora de ter, no campo de batalha, se estavam atacando colombianos
01:05com colombianos.
01:06Vera salienta que os montantes do dinheiro que se oferecem para combater na Ucrânia são especialmente elevados.
01:13Comparados com a Colômbia, um país flagelado pelo desemprego e pelas más condições laborais.
01:18O sueldo base era o que ele me explicou, 12 milhões de pesos, e que a OTAN dava 7 milhões
01:27de pesos mais ao regressar da missão.
01:29Para Carlos Ramírez, da ONG, a voz dos que não estão, a chave está na precariedade interna do país, mas
01:36também na reputação dos militares colombianos.
01:39Os soldados colombianos são reconhecidos no estrangeiro como soldados muito bons ou com muito boas capacidades.
01:47E isso gera esse centro de atenção para a Colômbia e a buscar essa população.
01:56No entanto, Ramírez adverte que essa imagem nem sempre reflete a realidade, num país onde, afinal, existe o serviço militar
02:03obrigatório.
02:05E, obviamente, não o sacam na zona de combate, digamos, de conflitos, aqui em Colômbia.
02:10Esse homem quando havia voltado a coger uma arma.
02:13O último contacto de Pineda com Puentes foi em 3 de janeiro de 2025.
02:18Pouco depois, chegou a captura e uma condenação a 28 anos numa prisão de máxima segurança na Rússia.
02:24Hoje, entre desaparecidos, presos e famílias em busca de respostas, repete-se uma mesma ideia.
02:29A promessa de uma vida melhor que termina na solidão, no silêncio e nem certeza.
02:34Ou seja, sempre, obviamente, sempre lhe disse que não se foi.
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