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  • há 9 horas
AO VIVO: Velocidade é só para provas curtas?

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Transcrição
00:00Uma coisa que é importante, eu vou te falar, nunca ouvi ele fazer um estímulo de sábado, viu?
00:05Tá sempre no leve, né?
00:06Tá sempre no leve.
00:09Mas aí é...
00:10Eu não sei se é coincidência, mas eu nunca vi a variação.
00:15Às vezes que a gente se encontrou é sexta-feira, que aí sexta-feira leve e volta da grade.
00:21Eu respeito a condição.
00:24Deu uma trucada aí, né, Balu?
00:26Bom, bom.
00:26Ele foi rápido.
00:28Foi rápido.
00:28Foi rápido. Funcionou hoje, funcionou.
00:31Até usando o exemplo do Rô, assim, né?
00:33A gente fala muito de velocidade.
00:36Óbvio que as pessoas, às vezes, remetem...
00:38Elas remetem muito à velocidade só a pensar em performance.
00:41E, na realidade, a velocidade, ela não é só para pensar na performance.
00:47De, ah, eu quero melhorar meus 5 mil, meus 10 mil, minha meia, minha maratona.
00:52Não é nada disso.
00:53Tem essa parte, óbvio, para quem tem esse olhar, né?
00:56Que quer, de fato, ali.
00:57Mas ela também é importante para quem quer se manter correndo de uma forma confortável.
01:04Se você não faz um trabalho de velocidade, me corrija se estiver errado, Balu, você fica sempre correndo no mesmo
01:11ritmo ali.
01:12Vamos supor, ah, o Rodrigo vai correr sempre a 5 por quilômetro, todos os treinos dele.
01:18Daqui a 5 anos ele não vai estar correndo mais a 5 por quilômetro.
01:20Ele vai estar mais velho, ele vai perder velocidade.
01:23E, para ele correr, na mesma sensação dos 5 por quilômetro, ele vai estar correndo a 5 e 15, 5
01:28e 20.
01:29Porque, de fato, ele vai perder essa capacidade.
01:31Então, o trabalho de velocidade, muitas vezes, ele é feito, óbvio, para quem não tem velocidade, vai desenvolver a velocidade.
01:39Mas, para quem já tem velocidade, por exemplo, é feito para sustentar aquela velocidade.
01:44Para não perder, para não ficar mais lento.
01:46E tem pessoas distintas, com características diferentes.
01:51Então, dou um exemplo meu e do Balu.
01:53O Balu é o opalão, o randalzão, né?
01:56Que embala e vai.
01:58Eu tenho uma característica mais de velocidade.
02:01Então, o trabalho de velocidade que é feito...
02:04Estou dando um exemplo prático aqui.
02:08O trabalho de velocidade que teria que ser feito comigo é diferente do que teria que ser feito com o
02:12Balu.
02:12Mesmo que a gente tenha o mesmo objetivo de prova.
02:14Ah, vamos dois fazer uma meia maratona.
02:18Eu tenho uma velocidade, o Balu tem outra.
02:21Então, o que que cada um...
02:23Qual a importância e como trabalhar isso é o que faz a diferença.
02:26Confere, Balu.
02:27Pelo menos da maneira que você enxerga.
02:29É natural as pessoas, o corredor, o leigo, o amador, associar a velocidade a isso que você falou, de desempenho.
02:36E a outra coisa também, que é aquela velocidade de futebol, né?
02:40Que é o máximo.
02:4050 metros com o pé no acelerador, não.
02:43Não necessariamente isso.
02:44Você está falando do Rho, dá o exemplo arbitrário de 5 para 1.
02:49A gente não está falando que a velocidade dele é 3 tiros de 50 metros.
02:53Não.
02:53São velocidades um pouco mais rápidas do que o 5 para 1.
02:56Isso é velocidade.
02:58Não é a máxima velocidade.
02:59Não é a máxima.
03:00Não necessariamente a máxima.
03:02Ele sai da velocidade cruzeiro.
03:05É um trabalho de velocidade.
03:06Ele parte alguma coisa acima da velocidade cruzeiro, que é aquele Z2 que o pessoal adora aí, o moderado, até
03:14a velocidade máxima.
03:15Isso.
03:15E você entende como você tem que trabalhar.
03:17É isso.
03:18É o trabalho de velocidade.
03:19Exato.
03:19É que é engraçado, né?
03:23A coisa se organizou melhor na minha cabeça é quando eu entendi que a velocidade, ela é ao mesmo tempo
03:31uma capacidade e uma habilidade.
03:33Não seja de novo, ela é uma capacidade e uma habilidade.
03:35A habilidade é o sentido de você conseguir, é igual a habilidade de chutar de 3 pontos no basquete.
03:42Se eu vou lá todo dia, se eu tenho uma tabela no meu prédio, eu desço dia sim, dia não,
03:47dou 10, 15 chutes de 3 na tabela,
03:53eu vou manter a minha habilidade de, vamos dizer, que eu acerte uma a cada 4.
04:01Vamos dizer, sem marcação e tal.
04:03Se fosse eu, era 4 em 4.
04:054 em 4.
04:06Ricardo Curry.
04:07Mas é que eu vou lá e eu tenho uma média histórica de 1 em 4.
04:11A capacidade diz respeito ao eu conseguir fazer a bola chegar no aro dos 3 pontos.
04:18É a minha capacidade de chutar.
04:19E a habilidade seria no sentido de converter essa bola.
04:22E de novo, eu tenho uma habilidade de acertar 1 em 4.
04:26Se eu paro de descer lá na quadra do meu prédio, fazer essa prática dia sim, dia não, com o
04:33tempo eu vou perder essa habilidade.
04:35Eu não vou mais acertar o 1 em 4, eu vou acertar o 1 em 5, o 1 em 6,
04:38o 1 em 7.
04:39Ou seja, eu vou perdendo uma habilidade.
04:41Correr rápido é uma habilidade e uma capacidade.
04:45Eu tenho a capacidade de correr, sei lá, 100 metros em 15 segundos.
04:49E uma habilidade também de correr rápido, de fazer a minha perna girar rápido.
04:53Então quando a gente pede que a pessoa fique treinando velocidade mesmo, que ela esteja treinando para a maratona,
05:00é a garantia que eu tenho dela não perder essa habilidade.
05:03O exemplo que você usou com o Rô, que é um vício comum.
05:08Ah não, eu estou treinando para a maratona, eu não preciso treinar a minha velocidade.
05:11Sim, se você não treina o ano que vem, você vai perdê-la.
05:14Então você tem que treinar mesmo que você treine para a maratona.
05:17Porque você não pode perder a habilidade e a capacidade de correr rápido.
05:22E lá no fundo, é outro conceito também que me ajudou, isso eu aprendi com o Papai Canova,
05:28que quando ele falou isso, eu falei, nossa, abriu o mundo.
05:31Ele falou, toda competição, não importa qual, toda competição na corrida é uma prova de velocidade,
05:37é ver quem é mais rápido.
05:39Toda competição, o cara, quando ele falou isso, eu falei, nossa, mas é...
05:42Dos 100 metros rasos até uma outra maratona.
05:44Eu falei, cara, mas é tão óbvio, é tão óbvio, ninguém me falou isso.
05:47Sim, é quem corre mais rápido por 42 quilômetros.
05:52Se você quer ganhar uma prova de velocidade, o que você tem que treinar é a velocidade.
05:57Quer dizer que, para ser o melhor maratona, você tem que todo dia dar tiro de 100 metros?
06:01Não, não é isso que ele está falando.
06:02Mas eu tenho que trabalhar aquilo que eu quero.
06:05Então, toda vez...
06:06Como que é um treino de basquete?
06:08Todo treino de basquete.
06:10Todo treino de basquete.
06:11Os caras jogam basquete.
06:13Todo treino de basquete.
06:14Se é tático, físico, não importa se você tem o contato com a prática do basquete.
06:19E se o que você mais quer, melhor quer é jogar basquete, você vai jogar basquete.
06:24Se o que você quer é correr rápido, você tem que ter o contato com a velocidade.
06:29Então, existem, de novo, repito a ênfase.
06:32Hoje mesmo, eu falava com a Lula, ele vai ter um probleminha essa semana.
06:36Eu falava, Lula, o que eu não posso perder essa semana?
06:38Treinando para Boston.
06:40Falei, você sabe que você não pode perder essa semana.
06:42Longo, né?
06:44Ele, não, beleza, só queria confirmar com você.
06:46Eu falei, beleza.
06:46Porque o que eu mais quero, o que ele mais quer, é correr bem Boston.
06:53Eu, para a maratona, não estou dizendo que eu vou treinar só velocidade.
06:58Não, eu vou treinar mais longo, mas eu não posso abrir mão da velocidade.
07:01Porque, um, velocidade é uma habilidade.
07:03A habilidade que eu não treino, eu perco.
07:05E, dois, no fundo, no fundo, todo corredor, todo corredor que entra numa prova,
07:11ele pode não saber, ele pode não saber, mas aquilo que ele mais quer é a velocidade.
07:16Ele só não sabe disso.
07:17É, porque ninguém larga ali falando assim, ah, não, não estou preocupado.
07:20Quero chegar lá atrás, eu quero ser mais lento.
07:23Exato, e na hora que eu ver alguém, eu passando alguém, eu diminuo.
07:26Eu diminuo, não tem isso.
07:27Vou ficar feliz se eu correr mais devagar do que eu corri Boston no passado, não.
07:31Se a gente pegar um corredor amador que está, sei lá, 3 quilos acima do peso padrão dele,
07:39o quanto que isso, num treino de velocidade, pode ser, eu não diria pior, mas o quanto que, por exemplo...
07:46Dificulta?
07:47O quanto que dificulta, ele é 2, 3 quilos.
07:50Porque você às vezes fala, pô, 2, 3 quilos é nada.
07:52Mas o quanto que isso interfere num...
07:53Ah, muito.
07:54Ó, pra você tomar noção, em maratona, existe uma conta meio...
08:00Aquelas contas aproximadas, tipo 220, menos a idade, você sabe a frequência cardíaca máxima.
08:08É mais do que um segundo, eles falam que é entre um e dois segundos por quilo por quilômetro.
08:14Então você pega 42, se você fizer dois pra facilitação, se você perder 5 quilos,
08:19você tá falando aí em mais ou menos uns 3, 4 minutos.
08:23Fácil.
08:23É, uma diferença considerável.
08:24E tende a ser, quanto maior esse número...
08:28É, mas que daí tem uma questão de perda de acúmulo de calor e tal, né, de nível do corredor.
08:34Então, ah, é que esse...
08:36Porque daí a pessoa magra, ela vai assimilar menos calor.
08:43Isso.
08:44Mas assim, a grosso modo, pensa em dois segundos por quilômetro.
08:47Então, mas se a gente considerar essa pessoa, creio eu que não deve, vai afetar, mas não tanto.
08:54Pra ela fazer, sei lá, os 5 quilômetros, o melhor tempo dela, ou que seja os dois,
09:01esse contraste ou essa diferença afeta menos, obviamente, do que numa maratona.
09:06Não, afeta menos, mas é assim, tem uma teoria que é assim, que aplica inclusive pra Fórmula 1 que você
09:12adora,
09:12é a relação peso-potência.
09:14Relação peso-potência, a física não mente.
09:19Óbvio, ah, mas não dá pra você garantir, porque não é matemático de,
09:22ah, esse cara é o mais leve e é o mais rápido e ele vai ganhar.
09:25Não é isso, por quê?
09:26Porque envolve o quê?
09:27Meses e meses de treinamento.
09:29Mas você, olhando pra você mesmo, falando, o Ricardo chegou já 5 de junho,
09:37eu vou correr uma maratona, ou uma meia maratona, ou 10 quilômetros.
09:41Se eu estiver 4 quilos a mais ou a menos, são provas totalmente distintas.
09:48Totalmente distintas.
09:49E faz muita diferença.
09:51Muito, muito.
09:532 quilos já é uma...
09:54Pega um saco de 1 quilo de arroz.
09:57É, sim.
09:57E segura um em cada mão e fica 10 minutos paradinho, assim, ó.
10:01Segurando, sem encostar no corpo.
10:03Você vai ver teu braço, vai ficar dolorido.
10:05Sim.
10:05Então, assim, não tem como.
10:06Agora, você imagina tudo, né?
10:07Parte muscular, articular, respiração.
10:11Você fala, cara, eu tenho minha capacidade de velocidade.
10:15Vamos supor que eu trabalho.
10:16Trabalhei bem.
10:17Mas se eu chego mais pesado, eu não vou conseguir imprimir...
10:21A mesma velocidade.
10:23A mesma porcentagem da velocidade que eu poderia se eu tivesse mais leve.
10:26Porque a força que eu vou empurrar no chão é a mesma.
10:28Só que uma eu tenho que carregar 65 quilos e a outra 60.
10:32Então, você põe a mesma força...
10:34São mundos diferentes.
10:35São mundos totalmente diferentes.
10:37Então, pra você pensar em velocidade, inevitavelmente, você também tem que pensar em peso.
10:45Por mais que as pessoas falem, não, vem aquele discurso do hipócrita que não quer perder peso.
10:50Não, mas você não tem que ser magro, você tem que ser forte.
10:54Eu falo, então, beleza.
10:55Então, pega um cara do crossfit e manda ele correr.
10:585 mil pra 15.
10:59E essa condição é tanto pra homem quanto pra mulher.
11:01Total.
11:02Eu tô dizendo que você tem que ser esquálido.
11:03Eu acho que pra mulher vai ser até pior por causa dos níveis de força, né?
11:07Então, a proporção ali, massa magra, massa gorda, é até pior pra mulher.
11:12Quem sabe que a mulher tem uma dificuldade biológica de perder peso, uma dificuldade maior do que o homem.
11:20Mas eu arrisco dizer que pra mulher é ainda pior.
11:24Porque é mais desfavorável essa relação, é a capacidade de gerar força e a carga a mais que ela tem.
11:30O ponto é o que o Rita quer dizer que, por ser uma prova curta, a pessoa talvez subestime, talvez,
11:39a importância, o papel do peso.
11:41Mas ele existe.
11:42Ou porque às vezes ela nem percebe tanto.
11:45Sabe assim?
11:45Ela não para pra pensar que se ela tivesse 3 quilos mais leve, aquilo ali poderia ajudá-lo.
11:53E ajudar, muitas vezes, dá no resultado, vem no resultado.
11:57Mas mesmo que não venha no resultado, vem também na menor agressão pro corpo.
12:02Isso.
12:03Por quê?
12:03Porque na hora que você carrega 3 quilos por 50 minutos, vai 40 minutos nos 10K, é diferente de você
12:14carregar 3 quilos a menos por 40 minutos.
12:19Então, parte muscular, parte óssea, articular, tudo muda.
12:23Então, a tua mecânica muda, a agressão na hora que você pisa no chão, a força do impacto.
12:29Se a gente for pensar em correndo ali, um cara que corre mais rápido e tem uma mecânica boa, ele
12:35vai colocar de 3 a 4 vezes o peso dele no chão.
12:38Se ele coloca ali 4 vezes, vezes 60, dá 240.
12:41Se ele coloca 65, você já vai pra 260.
12:4510.0.
12:46Então, você fala, 20 quilos a mais por passada.
12:49Por passada.
12:50Você quer um só pé, né?
12:51No seu pé, na sua musculatura, no seu tendão, no seu joelho, no seu tudo.
12:57Isso aí a gente tá falando de peso de uma pessoa que é leve.
12:59Agora, você imagina quem...
13:00Tem amigo meu que tem a mesma estatura que eu e pesa quase 20 quilos a mais do que eu.
13:06Eu com 64 quilos, tenho 84.
13:08Não é difícil.
13:10E não é obeso.
13:11Pensa o quanto mais de força essa pessoa tem que fazer pra correr 1 quilômetro do meu lado.
13:18Cara, se é 20 quilos a mais, a gente tá falando de 30% do meu peso.
13:22Não, mas esse exemplo que você tá dando é mesmo se a pessoa...
13:25A pessoa tem a estrutura corporal dela e o peso padrão dela é 70 quilos.
13:31E o teu peso padrão de prova é 60.
13:34Tudo bem, tem uma diferença considerável.
13:37Mas esse cara de 70 quilos, dificilmente ele vai manter a mesma velocidade que você.
13:42Não, depende. Se fosse dois Ricardos, daí ele não manteria.
13:46Mas a gente não consegue comparar duas pessoas.
13:49Porque vai ter cara de 70 que vai correr muito mais rápido do que eu.
13:53Mas se você pegar dois, você tem que pegar o mesmo ser.
13:55Por isso que eu...
13:56Eu gosto de falar de exemplo de similares.
13:58Como se fossem irmãos gêmeos, mas como são poucos irmãos gêmeos,
14:01a gente fala pessoas muito similares geneticamente.
14:04Cara, eu e meu irmão.
14:05Vocês dois conhecem o Renato bem.
14:07A gente tem uma capacidade atlética muito semelhante.
14:12Ele não conseguiu dar uma continuidade tão grande aos treinos de corrida
14:16por conta de se machucar e ele pedala muito bem.
14:19Então ele acabou indo muito mais para o ciclismo do que para a corrida.
14:25Eu tenho mais velocidade que ele.
14:29Só que minha frequência cardíaca vai lá para as alturas.
14:33E a dele, ele nunca passou de 189 na vida.
14:36E eu já em teste, laboratório, já bateu mais de 212.
14:41Então, o mesmo pai, mesma mãe, nível atlético muito semelhante.
14:47E a gente vê uma coisa totalmente diferente.
14:49E ele é um cara que tem 4 centímetros a mais do que eu, 5 centímetros a mais do que
14:53eu de altura.
14:54E ele dificilmente chega a pesar 69 quilos.
14:58E eu...
14:58O meu pico é 69.
15:01E ele não baixa disso.
15:04Eu cheguei para fazer Porto Alegre em 22 com 59 quilos.
15:08Daí você fala, um cara que é mais veloz, 10 quilos, 15 quilos, 12 quilos mais lento, não tem como
15:15você competir.
15:17Não tem.
15:17É o queniano e o etíope.
15:19Você olha ali, você vê alguém com um grama a mais na largada?
15:23Ninguém.
15:24É todo mundo magro.
15:27Agora, putz, agora não, quero olhar para o cara de velocidade, o cara que vai correr 400, o cara que
15:31vai correr 200.
15:33Não.
15:33Esse cara tem que ter muito músculo.
15:35Esse cara tem que ser grande.
15:36Porque a força que ele tem que aplicar com a excelência, amplitude de movimento, a carga que ele tem que
15:42suportar é muito diferente da nossa.
15:45A nossa, a gente pode sair devagarzinho, a 6 por quilômetro, em 200 metros estou a 5, a 48 estou
15:51a 4.
15:52Pronto, eu já estou na velocidade excelente de performance.
15:55Agora, um velocista, o cara em 0,1, ele já tem que estar a dois passos de estar na velocidade
16:02máxima da vida.
16:03É 0,100 de um carro.
16:04É isso, é pé embaixo, né?
16:06Só que daí o corpo dele tem que ter o quê?
16:09Muita força para aguentar o que ele vai aplicar ali.
16:13E para tudo, não é só para performar de velocidade.
16:16É para ele executar o movimento, ele tem que ter muita força muscular e uma capacidade articular de tendão muito
16:24grande também,
16:25diferente de um maratonista.
16:28Ou de um corredor de fundo, 5 mil, de 10 mil.
16:31Você vê que o estereótipo, o biotipo de cada um é muito diferente.
16:37Então, assim, quando a gente vai comparar, porque todo mundo fala assim, mas meu amigo...
16:41Você fala, cara, desculpa, teu amigo é teu amigo.
16:44O Ricardo tem que ser comparado comigo.
16:46E eu vejo isso, eu começo a treinar para uma prova, eu vejo, eu estou 3, 4, 5 quilos acima.
16:51A gente estava antes de gravar aqui, eu falei, eu não sei quanto eu perdi.
16:54Em questão de nem um mês.
16:56Cara, é outro treino.
16:58Eu tinha feito um treino que eu fiz a série de mil para o ritmo que eu fiz a maratona
17:01em 2022.
17:04Série de mil eu fiz para o ritmo que eu fiz a maratona.
17:08Só que eu estava 10 quilos acima do que eu fiz a maratona.
17:12Então, assim, não tem como eu querer estar muito melhor.
17:15Então, o que eu tenho que fazer?
17:16Trabalho de velocidade e perda de peso.
17:19Mas, independente da perda de peso, o trabalho de velocidade tem que ser feito.
17:24Isso é indiscutível.
17:25Para quem quer correr minimamente, minimamente, de...
17:29Ah, eu quero completar bem, não, eu quero daqui 10 anos estar correndo ainda 5 por mil os 10 quilômetros.
17:35Faça trabalho de velocidade.
17:37Porque você vai perder capacidade de força, você vai perder mecânica, você vai...
17:42Isso tudo vai mudando.
17:43Se não, o corredor que se aposenta com 32 anos de idade, o velocista, ele não faria isso.
17:48Ele não faria trabalho de força, ele não faria trabalho de velocidade, não.
17:51Já desenvolveu com 18.
17:54Não precisa mais fazer.
17:55Não é a pendianda de bicicleta, nunca mais vai esquecer.
17:58Que é o que o Malu falou, né?
17:59É você ter a...
18:00Você ser capaz a você conseguir executar.
18:04Então, eu sou capaz de correr.
18:06Mas você executa a velocidade, você consegue executar aquilo ali com excelência.
18:12E daí, eu acho que o grande ponto, que eu acho que é o que é o legal, e pra
18:17mim uma das coisas mais legais que tem no treinamento, é conseguir identificar o que cada um tem que fazer.
18:23Óbvio.
18:24A gente faz ali, começo de ano, pessoal que vai ter prova de maio em diante.
18:29Cara, é um... vai todo mundo mais ou menos no mesmo balaio.
18:32Uns fazem 10 de 200, outros faz 12, né?
18:36Uns faz 4 de 3 de 200, daí o outro vai pra 300, um fica mais na de 200.
18:41Porque daí você identifica, eventualmente, um ou outro que precisa, ou perdeu a semana de treino e tal.
18:47Mas você começar a ver que, às vezes, você fala assim, putz, esse cara aqui, ele vai passar pelo 200,
18:51em 3 semaninhas tá tudo certo.
18:53Mas eu vou precisar fazer o quê?
18:54Ele vai precisar aprender a manter mais tempo, condicionar o corpo e a cabeça, mais tempo com mais velocidade.
19:01Daí é uma outra característica.
19:03Tem que ter o trabalho de velocidade, mas daí não é só a velocidade.
19:07É a capacidade de sustentar aquela velocidade por mais tempo.
19:10Que é a história da ênfase, né?
19:12Só que, ah, não, o maratonista só vai ficar rodando, rodando, e quem quer trabalhar a velocidade, só velocidade, velocidade,
19:20velocidade.
19:20Não, não é isso. Você tem um pouco de tudo.
19:22Mas o ponto é, você tem que ser capaz de correr rápido.
19:26Você tem que ser capaz de correr rápido.
19:28Estava conversando com um aluno no final de semana, que eu estava tentando explicar justamente isso pra ele.
19:34Falei, cara, a gente tem aquilo que a gente chama de velocidade de reserva, que é a diferença entre a
19:39sua, entre aspas, né?
19:40Não é isso, mas entre aspas, a sua velocidade máxima, vai ser nos 200 metros, e a sua velocidade de
19:46maratona.
19:49Você ter uma velocidade rápida nos 200 metros, não vai fazer você correr a maratona mais rápido.
19:56Mas ele cria possibilidades de você correr a maratona mais rápido.
20:00Porque é impossível, gente, é impossível, tá?
20:02É impossível eu conseguir correr, sei lá, 200 metros em, dá um exemplo aqui, em 40 segundos máximo,
20:10e fazer uma maratona com parciais de 42, é impossível.
20:15Então, se eu aumento essa janela, crio 200 metros a 35...
20:18Se ele vai pra 35, daí ele fala, pô, 42...
20:21Já começa a ser possível.
20:23Já começa, o norte fica um pouco mais claro, entendeu?
20:26Então, quando maior eu alargar essa reserva de velocidade, eu torno possível outros desempenhos.
20:35Então, agora eu tô numa fase que ele vai só tendo o segundo semestre.
20:40Porque a gente precisa melhorar esse 200, o máximo que a gente conseguir, o máximo.
20:44Ah, tá batendo 34, vou tentar 33.
20:47Pra que você tenha uma janela maior, que possibilita que a sua velocidade na maratona seja cada vez mais rápido.
20:54O amador, por algum motivo, ou por eu entender muito bem do esporte, ele acha que isso não traz benefício.
21:00Eu falo, não, não, não, não, que eu precisa rodar, rodar, rodar.
21:02Aí eu fico rodando devagar, porque ele está fora de forma.
21:06E aí ele está longe do ritmo que ele sonha.
21:10Falei assim, pô, mas você tá aqui rodando devagar, devagar, devagar, e você acha que no dia você vai correr
21:15rápido?
21:16Isso não faz absolutamente nada sentido.
21:17E talvez ele associe mesmo rodando, ah, pô, se eu perder, sei lá, 5, 6 quilos mesmo sem fazer o
21:22trabalho de velocidade...
21:23Ela vai aparecer do nada.
21:26Ela vai surgir.
21:27Não, não existe isso.
21:28No treino você faz aquilo que você não tem.
21:30Você tem uma velocidade, então vamos supor que...
21:34Vou colocar em números hipotéticos aqui.
21:37Ah, eu consigo correr hoje uma maratona a 4 por quilômetro.
21:43Eu não posso superestimar o que eu posso fazer.
21:46A minha capacidade é aquela.
21:49Então não é porque eu fiz alguns treinos que me mostram que vai ser aquilo que agora eu falo, não,
21:52então, cara...
21:53Então eu vou perder mais peso ainda.
21:55É.
21:56Entendeu?
21:57Você tem que ter uma linha tênue entre o que é viável, o que você treinou pra fazer, para o
22:06que você deseja fazer.
22:08Então, assim, as pessoas, elas vêm com aquelas...
22:11Com sonhos, né?
22:12Com sonhos.
22:12Ah, não, eu quero correr sub 3.
22:15Aí você fala assim, tá bom, mas...
22:16Ah, mas eu corro a meia maratona para o maior e 35.
22:18Você fala, então...
22:19Você quer dobrar a distância e quer tirar 5 minutos e 2 segundos, pelo menos, por meia.
22:25É por meia, eu vou falar.
22:26Mas como é que você treinou pra meia?
22:28Não, cara, eu tava 5 quilos mais magro, voando, treinando 5, 6 vezes por semana.
22:32Você fala, cara, podemos pensar isso num prazo de 2, 3 anos?
22:36Daí sim, faz o que a gente tá falando.
22:38Ah, então vamos trabalhar a velocidade, né?
22:41Vai ganhar a velocidade, vai aprender a sair dos 35 nos 200 metros, pra correr pra 32, 33.
22:46Vai sustentar isso pro 300, vai jogar mais perto pro 400.
22:50Vai melhorar ali sua velocidade pra depois você pensar.
22:55Agora, é muito fácil, né?
22:56Assim, a gente, o papel ou a ideia aqui, a gente, óbvio, também gostaria de fazer um tempo incrível
23:01em qualquer prova que eu vá fazer.
23:03Mas você tem que ter noção do que você, do que teu corpo está treinado.
23:06Ser viável, né?
23:07E do que é viável.
23:07Que é o que o Balô falou.
23:09Você corre pra 40 segundos, você quer manter 42 na maratona?
23:14Né?
23:14A média dos 200 metros?
23:16Não, não vai dar certo.
23:17Não vai dar certo.
23:18Então, você melhora esses 40, joga mais pra baixo possível perto dos 30.
23:23Faça o que precise.
23:24Se é mais treino, se é velocidade, se é alimentação, se é dieta, se é horário de treino, se é
23:30local de treino.
23:31Eu não sei o que você vai fazer.
23:32Se é reza.
23:36Bela, macumba, galinha morta, barruda, vai lá e tá tudo certo.
23:42E é engraçado que quando a gente joga esse conceito pra força, é muito claro pro amador.
23:46Porque se você, ah, vamos melhorar o supino aqui.
23:49Porque se você ficar forte fazendo supino, você aumenta a reserva, que nesse caso seria a reserva de força.
23:56Então, você tá lá fazendo supino.
23:57Ah, vamos tentar fazer o supino com 100.
23:59Se você vai fazer muitas e muitas repetições com 35 quilos no supino, pro amador é muito claro.
24:07Pô, se eu faço 100 quilos no supino, fazer muitas repetições com 35 é boa.
24:11De boa, porque é de novo uma reserva de força.
24:15Mas quando você joga pro conceito de velocidade, ele já se confunde e fala, não, não, não, velocidade não é
24:21importante.
24:22O que me importa é volume.
24:25Aí não, a gente volta ao Canova.
24:27Toda competição, absolutamente toda competição que existe, é uma competição de velocidade.
24:31Então, eu tenho que treinar velocidade.
24:33Quando eu quero jogar bem basquete, eu jogo basquete, eu não jogo futebol.
24:37O futebol me deixa bom no futebol.
24:38O basquete me deixa bom no basquete.
24:40Se eu quero ganhar velocidade, eu tenho que treinar o quê?
24:44Velocidade.
24:45E o inverso do que ele falou no supino é a prova viva.
24:49Você vai chegar e vai falar assim, ó, não, eu vou ficar fazendo 15 repetições com 35 quilos.
24:54Para ficar forte.
24:54Porque daqui a um mês eu vou levantar 100.
24:57Peraí, tá errado.
25:00Você não vai.
25:01Lógico.
25:02Você não vai conseguir.
25:02Por quê?
25:03Porque você não conquistou aquela sua capacidade.
25:06Você tem a capacidade de executar o movimento, mas não a capacidade de aguentar aquela carga.
25:11E a carga no treinamento, na musculação ali no supino, é o peso.
25:15Sim.
25:16A carga na corrida é a velocidade.
25:18Só que a gente tem a velocidade e a distância.
25:20Que no supino, você fez uma de 100 ou uma de 35, é um igual.
25:25O que muda é só o peso.
25:26Na corrida, um quilômetro, beleza.
25:29Um quilômetro, um quilômetro.
25:30Mas você vai correr 5 por mil e você acha que vai correr o quilômetro para 3?
25:33Exato.
25:34Só que daí você tem um exponencial, porque a corrida, ninguém fica fazendo.
25:38Eu quero fazer mil repetições com 100 quilos.
25:41É só o cara que quer entrar no Guinness que vai fazer isso.
25:44Mas não existe um propósito para isso.
25:46Na corrida, existe o propósito de você fazer 42 mil metros.
25:52Não um metro.
25:54Então, você tem que entender que você tem que trabalhar ambas as valências.
25:59Aguentar mais tempo da atividade e ser uma pessoa que faça mais veloz a minha execução desse movimento.
26:09Seja para 1 quilômetro, seja para 5, para 10, para meia, para maratona.
26:12Eu sempre acho que a pessoa tem que entender aquilo que ela quer.
26:17E, às vezes, ela não sabe.
26:18Ela não sabe.
26:19Você tem que falar para ela.
26:20Você quer correr mais rápido.
26:21Você só não sabe disso.
26:22Porque a pessoa vai lá.
26:23Não, eu vou na USP lá.
26:25Me assusta a quantidade de pessoas que vão na USP para correr longe de prova, 2 horas e meia, 2
26:31horas e 45, lento.
26:33Porque ela fala assim.
26:33Não, eu preciso correr bastante.
26:35Tá, mas você está correndo devagar.
26:36Muito mais devagar do que você quer.
26:38Você precisa aprender a correr rápido antes.
26:41Porque se você...
26:44O Kanova, ele revolucionou o treinamento da corrida porque ele falou, não, você faz uma extensão da velocidade.
26:52As pessoas, os treinadores modernos, eles podem até não saber, né?
26:56Mas é o que Kanova fez.
26:58Foi isso.
26:58E ele fala isso.
26:59Tem 3, 4 palestras dele no YouTube, de graça para quem quiser ver.
27:04Que ele fala que é uma extensão da velocidade.
27:06Então, no caso deles, os atletas correm a 3 para 1, mais ou menos.
27:10Então, ele fala que cada vez mais ele faz o atleta correr a 3 para 1, cada vez mais longe.
27:16Mais longe, 12 quilômetros, 14 quilômetros.
27:18Ele fala que no começo da temporada, puxando para a milha.
27:22Ele fala, ah, não, você vai hoje, no começo da temporada, a maratona tem 26 milhas.
27:276 milhas no ritmo de prova.
27:30Ao longo, 6 milhas no ritmo de prova.
27:32Sendo que ele vai bater até 26.
27:34Então, o que ele faz?
27:35Ele quer, ao longo da preparação, esticar essa velocidade.
27:38É uma extensão da velocidade.
27:40Só que, em paralelo, o Kanova faz os atletas correrem 5, 10, 15% mais rápido do que esse 3
27:47para 1.
27:48Por quê?
27:49Ele ganha velocidade aqui, porque ele quer, no final, daqui a 4 meses, ser o mais rápido da prova.
27:56Então, é sempre uma questão de velocidade.
27:58De velocidade, de velocidade.
27:59Então, estende a velocidade, estende a velocidade, estende a velocidade.
28:03É assim que ele revolucionou.
28:04É óbvio que, de novo, os traduores modernos, eles podem se explicar ou se expressar de uma maneira diferente.
28:11Mas o Kanova vai achar ele genial até porque ele é didático nisso.
28:14Ele vai explicando, vou que não.
28:16Você mesmo, usando o Rô aqui de exemplo.
28:18Que o Rí pede para ele, de sábado, fazer longo.
28:21Eu perguntei, é sábado longo, é sábado longo, com alternância de velocidade.
28:26Com alternâncias.
28:27Essa alternância é velocidade.
28:29São pitadas de velocidade no treino longo.
28:31Porque você estende a velocidade da pessoa.
28:35Mas, de novo, o amador, às vezes, ele acha que isso aqui é volume.
28:37Não, não, não, não.
28:38O que você mais quer, você pode até não saber, é correr mais rápido.
28:42Você não sabe disso.
28:43Mas o que você quer é correr mais rápido.
28:44Não é engraçado isso?
28:45Você tem que explicar, assim, óbvio.
28:46Deixa eu explicar.
28:47Você não sabe.
28:48Você não sabe.
28:48Mas o que você quer é correr mais rápido.
28:50Você só não está sabendo se explicar.
28:52Mas, muitas vezes, eu até falo para o aluno.
28:53Eu falo assim, você vai ficar feliz se você correr 4 horas a maratona?
28:57Não.
28:57Então, você quer correr rápido.
28:58Você quer velocidade.
28:59Então, você quer correr rápido.
29:01E não é?
29:01Tem gente que faz, corre rápido para a pessoa e faz 4 horas.
29:04E é, você falou mais esse exemplo que você está dando.
29:06Rápido para a pessoa.
29:07Para a pessoa, exato.
29:08Porque eu sei que é uma pessoa que tem capacidade.
29:10Imagina o Bolt.
29:11Não, não.
29:11Você quer o seu rápido.
29:12É isso.
29:13E eu sei que essa pessoa tem condição de correr para 3,30, por exemplo.
29:16Mas, porque essa pessoa tem um histórico de já ter feito maratona abaixo das 4 horas.
29:20Ela leva um pouco disso.
29:21Não, então.
29:22Isso.
29:23Mas, é que daí ela fala.
29:24Não, não.
29:24Eu preciso de volume.
29:26Tá, então vamos correr 4 horas.
29:27Ah, não.
29:27Você não quer correr 4 horas.
29:28É que fica muito claro o volume para as pessoas pelo seguinte.
29:31Principalmente quem vai fazer prova longa.
29:33Porque eles tinham que falar assim.
29:34Cara, depois do 30, eu azedei.
29:37Cara, eu senti.
29:37Eu senti um cansaço que eu nunca senti na vida.
29:40Daí você fala.
29:40Óbvio que você sentiu um cansaço que você nunca sentiu na vida.
29:42Você correu 30 quilômetros.
29:43Você correu 30 quilômetros num ritmo que você nunca correu.
29:46É normal.
29:47É normal.
29:48É esperado.
29:48É esperado que você sinta esse cansaço.
29:50Não, eu preciso de mais volume.
29:52Daí você fala.
29:53Tá bom.
29:54Eventualmente, pode até ser que seja o volume.
29:56Só que na realidade é o seguinte.
29:57Se você quer correr num ritmo que você correu esses 30 quilômetros.
30:00Você precisa fazer a próxima maratona.
30:04Os 30 quilômetros iniciais nesse mesmo ritmo.
30:06Com um pouco mais de conforto.
30:08E como é que você vai fazer esses 30 quilômetros.
30:11No mesmo ritmo com mais conforto.
30:13Ganhando velocidade.
30:15Se você não ganhar velocidade, não adianta você estar mais resistente.
30:18Porque vai ser sofrido os mesmos 30 quilômetros.
30:21Então, não adianta você sair de 60, 70 quilômetros na semana para 120.
30:27Se você não colocar o estímulo de velocidade.
30:30Que é o que o Balu falou.
30:31Por que que, por exemplo, os longos eu coloco esses estímulos?
30:34Porque são estímulos que são muito próximos ao ritmo que a pessoa vai fazer na prova.
30:39Então, na hora que...
30:41E muitas vezes é mais difícil você fazer essa variação do que você fazer constante firme.
30:47Porque o constante firme você entra em homestase.
30:49Que é um estado de equilíbrio.
30:50Então, mecanicamente, teu corpo fica muito mais econômico.
30:53Você não tem que ficar indo e voltando.
30:56Ah, no começo é bom você ter aquele intervalo.
30:58Mas na hora que você está cansado, você fala...
31:00Cara, se eu diminuir agora esse 1 quilômetro aqui, pode ser que eu não consiga voltar.
31:03Acelerar.
31:04Só que é a hora que você treina o que você tem que fazer no final de uma prova.
31:07Que é a hora que você está cansado, você fala...
31:09Não, agora eu vou colocar o ritmo de prova que eu quero.
31:11Só que se você não tem velocidade, você não vai conseguir colocar.
31:16Cara, tem um...
31:18Esse é um outro ator.
31:20Eu não sei falar alemão.
31:22Jürgen Weineck.
31:24Ele fala que não existe...
31:25É muito bom.
31:26Então, ele, o Jürgen Weineck, de novo, perdoe quem fala alemão, ele fala que não existe resistência.
31:31Ele não fala.
31:31Mas você deduz que não existe resistência.
31:34E o Mark Rippertow, ele fala que não existe velocidade.
31:39Ele fala assim, não, bobagem.
31:41Existem os dois.
31:41Quando você para para entender esse falando, você fala assim, cara, não existe.
31:45Por que o Weineck defende?
31:47Que a resistência não existe.
31:49Balu, você fumou antes de vir para cá, Balu?
31:50Não.
31:52Ele fala o quê?
31:54Que a resistência não existe.
31:55De novo, ele não fala isso, tá?
31:56Mas você deduz que não existe.
31:57O que existe é você fazer perdurar a velocidade.
32:04Então, ele fala assim, você perdura a velocidade.
32:07Então, o aluno vira para o Rih e fala, pô, Rih, na última maratona, no 30, eu estava
32:11cansado.
32:12Eu já acho isso incrível.
32:13Porque as pessoas querem correr 30 quilômetros sem se cansar.
32:16Ah, eu vou nadar aqui na piscina, mas, ô Rih, eu não quero me molhar, tá?
32:19Eu já acho incrível essas pessoas.
32:21Nossa, você estava cansado nos 30 quilômetros.
32:23Que bom que você estava cansado nos 30 quilômetros.
32:25Quer dizer que você correu num ritmo legal.
32:28Aí, o que que ela, a ideia dela, eu preciso ganhar resistência.
32:31Não, não, você não precisa ganhar resistência.
32:33Você não precisa ganhar resistência.
32:34Você precisa ter velocidade para estender essa velocidade.
32:37E o que o Mark Ripetton fala?
32:39Não existe velocidade.
32:41O que existe é força repetida.
32:43E aí, quando você para e pensa, assim, cara, é verdade, não existe velocidade.
32:48O que é velocidade?
32:49Velocidade é você.
32:50Então, o corpo, alguém, um corredor, tem lá 70 quilos.
32:53O que faz a pessoa correr?
32:56O que faz a pessoa correr é a contração muscular sincronizada.
33:01Então, a velocidade é uma consequência da contração muscular sincronizada.
33:07Isso gera velocidade.
33:08Então, o que que a pessoa precisa, o que ela precisa...
33:12Executar isso com excelência por mais tempo.
33:14Exato.
33:14Ela precisa de força coordenada que vai fazer a velocidade.
33:19E aí, depois, ela tem que fazer essa velocidade se perdurar.
33:22É que as pessoas olham para a maratona, Valô, e elas se perdem um pouco.
33:25Sim, eu tenho certeza disso.
33:26Mas se você puxar isso para a pista, você fala assim, olha a mecânica, em termos de força aplicada,
33:34dos 100 metros, dos 800, dos 1.500 e dos 3.000, mesmo que seja com um obstáculo,
33:43os 5.000.
33:44É diferente.
33:46Se não, você sairia da velocidade dos 10 segundos que seja nos 100 metros,
33:52você ia dobrar nos 200, quadriplicar nos 400 e não vai.
33:56Não vai.
33:57O cara ninja dos 400 corre para 43.
34:03Não vai correr mais rápido que isso.
34:05Ah, putz, vai diminuindo...
34:08Cara, é vírgula, vírgula, vírgula, vírgula.
34:11É quase nada.
34:12Por quê?
34:12Porque, de fato, a excelência disso já está ali.
34:17Então, ah, poxa, mas os caras há 10 anos atrás não corriam a maratona para 2 horas e 4.
34:22Você fala, tá bom, mas em 1960 eles já corriam os 10.000 para 28.
34:28E hoje o maluco bateu para 57, 20, 57, sei lá quanto foi.
34:34Então, você fala, cara, tirou um minuto.
34:35Um minuto de 50 anos, 60 anos.
34:38É muito pouco em termos de transgir ao longo da vida.
34:43Por quê?
34:44Porque, de fato, é muito difícil você sustentar numa prova de 10.000,
34:47que é muita velocidade, você sustentar durante 20 e poucos minutos a excelência disso tudo.
34:54De tudo.
34:55A capacidade física da pessoa, condições meteorológicas, climáticas, percurso.
35:02Daí junta tudo.
35:04Alimentação, peso, treinamento, tênis.
35:07Cara, é uma série de coisas.
35:09Se você for ver, o maluco que corria lá para 10.01 em 1960, os 100 metros rasos,
35:20se você colocar uma sapatilha de hoje naquele cara, ele já caía para 9.80.
35:24É.
35:25É um vídeo bem bom disso.
35:26Né?
35:26Então, assim, não é demérito nenhum, pelo amor de Deus.
35:29Mas eu estou dizendo...
35:30Então, as pessoas, elas querem, na realidade...
35:33E é normal.
35:34Eu também.
35:35A gente quer procurar o conforto.
35:36A gente está o tempo inteiro se mexendo na cadeira aqui porque a gente quer achar uma posição confortável.
35:40E no treinamento é a mesma coisa.
35:42É muito mais fácil você ficar correndo duas horas no conforto
35:44do que você ter que ficar olhando no relógio ou pegando alguma marcação
35:48sabendo que você está fazendo mais intenso.
35:50É.
35:51É muito mais gostoso.
35:53Só que, saiba que lá na frente, o mais gostoso, né?
35:58Decisões fáceis, futuro difícil.
36:00Decisões difíceis, futuro teoricamente um pouco mais fácil.
36:03É isso.
36:04E na corrida é igual.
36:05É muito justo.
36:06É, não, é bem isso.
36:08E, assim, eu tento explicar isso, até porque acho que quando você explica isso para o aluno,
36:13é mais fácil ele assimilar a ideia, né?
36:16Então, fala, ó, cara, você não sabe, mas o que você quer é velocidade.
36:19Então, a gente precisa disso.
36:20Porque aí, quando eu explico, né, o passo a passo, ele fala, beleza, faz sentido.
36:24Então, ele abraça a ideia.
36:26Eu contei desse aluno essa semana, foi domingo, que é quando eu passo o treino, né?
36:33Eu falo, ó, cara, a gente precisa disso, porque não tem como correr, e ele vai correr 42, com o
36:38pé embaixo.
36:38Não tem como.
36:40Então, se você não melhorar os seus 200, não tem como você fazer esse tempo que você quer fazer.
36:45Porque você vai correr muito perto da velocidade máxima, não existe isso.
36:49Então, a gente precisa ganhar essa velocidade de reserva.
36:52A pessoa, ela acha que é só resistência e resistência.
36:54Não, não, não, não.
36:55Eu preciso de velocidade, porque você pode não saber.
36:57Mas, no fundo, no fundo, toda competição, como já dizia o papai Canova, é uma competição de velocidade.
37:03É isso.
37:04Ficamos aqui com essa frase do Balu.
37:06Do Canova.
37:09Do Canova.
37:10Papai Canova.
37:11Papai Canova.
37:12Porque não dá para confiar muito no treinador alemão.
37:16Até porque ele está falando o nome que se bobe a linha.
37:19É com o W, vai, né, que é com o W.
37:20W, vai, né, que é isso.
37:24Beleza, galera.
37:25Isso aí.
37:26Dê atenção para a velocidade.
37:27Vale a pena.
37:28Seja para 5 km, seja para 10, meia, maratona, 8, 12, enfim.
37:34Acaba que, no final, depois de um tempinho, aquela velocidade cruzeiro passa a ser um pouquinho mais rápida do que
37:41você vinha fazendo.
37:42Então, vale a pena investir o seu tempo aí.
37:45Já que você já está indo treinar, treina direitinho.
37:47Coloca a velocidade que você vai colher bons frutos.
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