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  • há 13 horas

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Transcrição
00:00Porque foi muita água durante a madrugada também, tá? Durante a madrugada também.
00:05Sabe o que aconteceu? Uma barreira, ela deslizou e destruiu parte de uma casa na comunidade Bola de Ouro, que
00:11fica em Jaboatão, também.
00:13Os moradores estão sem saber o que fazer a partir de agora, porque caiu, derrubou parte do muro e também
00:18parte do telhado,
00:19inclusive num quartinho de um bebê que tá pra vir, né? Tá na barriguinha ainda da mãe. Veja aí.
00:26Foi um susto muito grande pra dona Selma e o marido, que assistiam TV sentados neste sofá, quando a barreira
00:34deslizou.
00:35Parte da sala e todo o quarto da casa, que fica na comunidade Bola de Ouro, no Curado 4, em
00:41Jaboatão dos Guararapes, ficaram destruídos.
00:44Os moradores conseguiram correr e não se feriram.
00:48Entendi o meu quarto e a sala.
00:52A senhora tava em que cômodo na hora?
00:54Na sala.
00:56Ali no canto e na sala ali.
00:58E essa casa foi a senhora mesmo que construiu com sua marido?
01:01Não, eu comprei ela.
01:02Há quanto tempo?
01:03Trinta anos.
01:04Trinta anos.
01:05E foi a primeira vez que algo assim tinha acontecido?
01:08Primeira vez que caiu.
01:09Essa barreira, ela já dava algum sinal?
01:12Nunca deu sinal, não.
01:14Sempre morei aqui, sempre morei aqui, nunca caiu, não.
01:17Caiu porque caiu de cima pra baixo.
01:19Mas aí nunca aconteceu.
01:21Agora, como tá assim, não.
01:23E a defesa civil, já tinha vindo aqui?
01:25Não.
01:26Dona Selma está provisoriamente abrigada na casa da filha e não sabe como fará daqui
01:32pra frente.
01:33Ela não tem recursos para reconstruir o imóvel.
01:37É só pedir só a Deus, com falta a Deus e pronto.
01:39Se a senhora tivesse condições, reconstruiria?
01:42Lógico que é minha, que é meu.
01:44Eu comprei, né?
01:46Mas eu tô pagando ainda.
01:49Se eu tivesse dinheiro pra começar, eu construiria de volta pra minha casa de novo.
01:56Mas não tem medo que volte a acontecer?
01:58Não.
01:59Nunca tive medo.
02:00Então, foi essa agora a vez, foi de repente, né?
02:03Que eu nunca esperei.
02:04O incidente assustou a vizinha, que também mora na frente de uma encosta.
02:09E pra piorar, no alto dela, há uma casa abandonada.
02:14O meu medo é eu estar dentro de casa dormindo e acontecer uma chuva forte, né?
02:19E a casa lá de cima desabar em cima da minha, né?
02:23Aí eu tenho muito medo.
02:24Aí sempre eu fico na casa da minha menina.
02:26Quando eu chego do trabalho, eu vou direto pra casa da minha menina.
02:30Aí...
02:31Quando chove, a senhora não vem pra cá?
02:32Não, eu fico lá na casa da minha menina, que ela não quer que eu durma aqui.
02:36Aí pronto, meu menino fica em Garaçu.
02:38Tá na Garaçu, na casa da mulher dele, que foi ontem, é ontem.
02:43Aí a gente tem medo de tudo, né?
02:46Aí vem acontecendo com os outros, né?
02:48Quando acontece tão perto assim.
02:49É, só que não acontece só com os outros.
02:51Também tem que acontecer com a gente.
02:52Ninguém sabe, né?
02:53Do dia da manhã.
02:53O dia da manhã pertence a Deus, não pertence a gente, né?
02:56Por causa da chuva, a mesma comunidade já viveu uma tragédia ainda maior, anos atrás.
03:03Em 28 de maio de 2022, seis pessoas morreram soterradas no deslizamento daquela barreira,
03:10onde ninguém mais voltou a morar.
03:13Por aqui, todos lembram daquele dia.
03:16Ó, tristeza, né?
03:17Todo mundo chorando, ajudando.
03:19Queria não ajudar, mas não podia fazer mais nada.
03:21Só desespero mesmo.
03:23O senhor foi um dos que tentou ajudar também a encontrar essas pessoas?
03:26Eu fiz um serviço e vim ajudar na hora.
03:29Não era minha família, mas faz parte da comunidade, né?
03:31A maioria era evangélica, teve quatro mulheres e duas crianças, né?
03:38E até a mamãe do amigo meu.
03:41Só foi tristeza, né?
03:42Tchau, tchau.
03:42Tchau, tchau.
03:42Tchau, tchau, tchau.
03:43A CIDADE NO BRASIL

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