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EsportesTranscrição
00:00A relação de vocês dois começou no vôlei, então a gente pode dizer que o Arthur foi o fruto desse
00:06esporte.
00:07Como é que foi para vocês ver ele em quadra pela primeira vez?
00:11Foi assim emocionante, porque querendo ou não, a gente não tem esse contato com ele dentro dos treinamentos.
00:20E faz pouco tempo que ele começou a treinar, fazem o que? Três meses só.
00:25E como os pais não podem assistir o treino, a gente não sabia como que estava a evolução dele, não
00:31é?
00:32Mas a gente sempre foi muito incentivador dele, não só do vôlei, ele também já fez outros tipos de esportes
00:38também.
00:39A gente queria que ele estivesse no esporte, só que em um certo período ele começou a querer, sabe?
00:46Está mais um esporte, não sei se por pressão das pessoas fora, de sempre falar, mas o mais importante é
00:54que ele estava criando o gosto de treinar o vôleibol.
00:59Então isso para a gente foi algo muito feliz, porque como eu falei, ele já fez karatê, ele já fez
01:08futebol, ele era goleiro, entendeu?
01:11Um pé de um goleiro, nossa, as pessoas elogiavam muito por ele ser alto e ágil, sabe?
01:18Ele já fez beach tênis, ele já fez muitos esportes assim, pelo incentivo da gente, não só pelo vôlei, mas
01:25pelo esporte.
01:26Então foi algo assim, muito emocionante poder assistir e ver a evolução dele ali dentro de quadra, jogando vôleibol.
01:34Coisa que, como você mesmo falou, é algo que já está na nossa vida há muitos anos.
01:41Ele veio através desse fruto do vôleibol, a gente se conheceu nesse meio e ver o nosso filho ali se
01:48desenvolvendo no vôlei, para a gente é algo surreal.
01:52Se você me perguntar qual é o sentimento, eu não sei te falar um sentimento, porque a gente não sabe
01:58explicar como que é assistir ele fazendo o que a gente sempre fez a vida inteira, entendeu?
02:03Mas realmente é muito emocionante e é gratificante poder cada vez mais ver ele evoluindo em algo e gostando, né?
02:13Que é o mais importante.
02:15Isso, é tipo, querendo ou não, assim, é a realização do nosso sonho, por enquanto, né?
02:23Talvez ainda não é o sonho dele e a gente torce para que também vire o sonho dele se tornar
02:28um jogador, sei lá.
02:31Imagina ele, a gente sonha alto, né?
02:33Imagina ele representando a seleção brasileira.
02:34E a gente indo, viajando lá e torcendo.
02:37É muito cedo, né?
02:38A gente tem que também tentar respeitar o tempo dele.
02:41Como a Jaque falou, a gente incentivou ele a fazer muita coisa.
02:44Ele já fez tudo isso que ela falou.
02:47Só que no final do ano passado, ele falou assim, pai, eu quero treinar vôlei.
02:51Porque ele fazia o vôlei na escola, educação física, era uma coisa bem básica.
02:54A gente brincava em casa.
02:56E aí, quando eu trouxe ele para fazer a peneira aqui, eu acho que ele se empolgou, sabe?
03:01Ele viu que os meninos são da altura dele, são do nível melhor que ele.
03:06Então, que ele ia ter que se dedicar.
03:07Então, acho que essa é a nossa felicidade.
03:10Hoje ele tem uma gotina, né?
03:12Ele realmente gostou do negócio.
03:14É, então, ele veio de outros esportes, mas a vontade dele de começar e se dedicar
03:18mesmo no vôlei partiu dele, né?
03:20Foi natural.
03:21Partiu dele.
03:22A gente, em nenhum momento, obrigou ou quis que ele fizesse, não.
03:26Ele, até então, até ano passado, ele queria ser goleiro, entendeu?
03:32Então, a gente incentivou ele.
03:34Enquanto ele queria estar ali treinando, ele queria estar ali com os meninos jogando na escola.
03:42A gente incentivou, tanto que a gente pensava, é, amor, a gente perdeu aí um jogador de vôlei.
03:47Mas não.
03:48Esse ano, aconteceu dele despertar esse negócio com o vôleibol.
03:53Acho que por me ver jogar, não sei, voltar a jogar.
03:58Eu acho que deu uma despertada, assim, nele.
04:00Poxa, enfim.
04:02E daí, ele tá aí treinando, a gente tá super incentivando, a gente sai da nossa casa,
04:08vem trazer ele, fica aqui esperando dentro do carro.
04:10Nossa rotina é essa agora.
04:12Como eu tô de folga, né?
04:13Acabaram os jogos e tal.
04:16Era o Murilo que fazia isso sozinho.
04:17Mas eu faço maior questão também de vir, porque eu acho que acompanhar,
04:22mesmo não estando lá dentro, assistindo ele,
04:25mas eu sei que ativamente, de alguma maneira, eu tô aqui ajudando ele nesse crescimento
04:31e nessa evolução nele, que se Deus quiser, ele seja aí um grande jogador.
04:36Ah, eu acredito.
04:38Vocês acham que existe um cuidado maior pra ele não sentir o peso da história de você e do esporte?
04:47A gente tenta ter esse cuidado, mas, assim, é inevitável, né?
04:52Inevitável.
04:52A gente não consegue controlar.
04:54Então, o simples fato da Jaque, como mãe, fazer um post emocionada,
04:59de estar vendo o filho jogar,
05:01ela, putz, 100% dos comentários é filho de peixe,
05:06peixinho é, a fruta não cai longe do pé, sabe?
05:10O tio é bloqueador, o pai é atacante, a mãe é passadora,
05:13esse menino vai ser um fenômeno, sabe?
05:15Então, tipo assim, são coisas que ele ainda,
05:18a gente não deixa ele ter acesso à rede social,
05:21então são coisas que ele não lê, sabe?
05:23Então fica mais restrito a gente.
05:26Mas não é que a gente não deixa, não.
05:27Ele não se interessa também, graças a Deus, entendeu?
05:31Então, enquanto ele estiver por fora desse mundo,
05:34assim, ainda a gente acha que tá bem mais controlável, né?
05:38Então, vamos deixar o processo ser bem natural.
05:41Acho que, como despertou o interesse dele jogar,
05:43quem sabe daqui a pouco vai despertar o interesse dele
05:46sobre redes sociais também.
05:48Ele já entende que o pai e a mãe foram jogadores de seleção,
05:52foram medalhistas olímpicos e tal,
05:54então a gente vai respeitar o tempo dele,
05:58acho que tudo tem o seu tempo, né?
06:00Pra acontecer.
06:01Uma notagem que a Jaque fez, né?
06:03Gente, ela falou sobre a formação dele como um homem.
06:07O que o vôlei ensinou pra vocês
06:09que vocês querem passar pra ele nessa formação?
06:12Ai, Murilão, você é bom nisso.
06:15Eu acho que é um amadurecimento, né?
06:18Então, tipo assim, ele tá com 12 anos.
06:20A gente, esses dias, até a gente tava conversando,
06:22assim, que a gente tava nessa ânsia dele.
06:24Ai, será que não vai? Será que vai?
06:27E aí, quando ele veio treinar e quando ele foi jogar,
06:29a gente se deu conta de que ele é muito novinho ainda, sabe?
06:32Pro vôlei.
06:33São 12 anos, ele faz treino só no final do ano.
06:38Esse amadurecimento, ele vai ter também a sua função.
06:42Tem colega dele aqui do treino que já anda de metrô,
06:46que já anda de ônibus.
06:47A gente tá trazendo, porque, lógico, é muito longe.
06:50A gente não preparou ele pra isso.
06:52Mas, assim, é um processo natural também dele começar
06:56a ter as coisinhas dele, a ter que se virar do jeito dele.
06:59Ter responsabilidade.
07:02A responsabilidade uniforme aqui, de horário,
07:05de fazer academia, de ter que dormir cedo,
07:08de descansar, de se alimentar bem.
07:10Então, coisas que o atleta acaba tendo que se desenvolver
07:12um pouco precocemente, né?
07:14São assuntos que a gente já conversa com ele sobre isso.
07:17Uma criança normal talvez não tenha esse tipo de conversa
07:22com os pais.
07:23Então, acho que isso vai ser muito importante
07:27na formação dele.
07:27Ele vai ser obrigado a passar por esse processo sozinho também, né?
07:33Por mais que tenham os pais ali 24 horas o tempo inteiro ajudando,
07:38o esporte, ele faz com que você cresça e evolua sozinho.
07:44Porque, por mais que a gente imponha as responsabilidades dele,
07:48vai ter um momento que a gente não vai poder ajudá-lo, entendeu?
07:51Então, ele vai ser obrigado a fazer aquilo que é proposto para ele
07:57em pensar, em se desenvolver, em ter esse contato com as crianças
08:02e saber lidar com as pessoas.
08:03Então, é importante, né?
08:06O esporte tem muito disso, de trazer essa responsabilidade,
08:10não só como uma criança que está evoluindo,
08:12mas para um futuro homem, né?
08:17É, exatamente, levar a bronca do técnico,
08:21levar a bronca de pessoas que não sejam os pais,
08:23que eu acho que é importante também,
08:26dele ter a hierarquia de respeitar outras pessoas que não sejam os pais também.
08:31Então, isso, querendo ou não, eu acho que para a evolução
08:33e para o futuro dele é muito importante.
08:37É o que a gente teve, né?
08:38É o que a gente conviveu.
08:39E nós somos pessoas que somos hoje pelo esporte,
08:44pelo vôleibol, que nos trouxe tudo isso,
08:47de ter responsabilidade de viver longe da família,
08:50de sofrer frustrações,
08:51de ter momentos muito bons,
08:53de conhecer lugares muito legais,
08:56de conviver em ambientes diferentes.
08:57Então, isso é importante.
08:58E agora, assistindo ele jogar,
09:01vocês acham que dá para separar o olhar de pais
09:05para o olhar de atletas diferentes vendo o jogo?
09:12Acho que dá um pouco, assim,
09:15acho que o olhar do pai, né?
09:17É muito mais, assim,
09:20está tudo ótimo, está tudo bom, sabe?
09:23É verdade.
09:23É muita felicidade de ver ele lá dentro de quadro.
09:26Agora, o olhar de atleta, assim,
09:29de técnico, quase, né?
09:31Fala, putz, ele precisa melhorar isso.
09:33Ah, ele tem que melhorar a coordenação.
09:34Ah, o braço esquerdo dele não está levantando.
09:38Ah, ele tem que se posicionar melhor em quadra.
09:41Mas, eu estou batendo um pouco nessa tecla,
09:44é que é tudo muito recente para ele.
09:47Então, tipo assim, esses dias a gente estava em casa,
09:49com papel e caneta,
09:50fazendo a formação, os quadradinhos,
09:52as posições ali,
09:53onde é que o oposto vai, sabe?
09:55Ele anotando.
09:56O técnico pediu para eles fazerem isso.
09:58Então, eles ainda estão se acostumando com tudo.
10:01Ainda sacam por bar.
10:03Então, assim, é muito legal.
10:05É uma evolução que a gente,
10:07como a Jaque falou,
10:08a gente não consegue acompanhar os treinamentos.
10:11Então, assim, a gente fica um tempo sem ver
10:12e a gente vê o quanto já evoluiu, né?
10:14O que é muito legal.
10:15É, não é só tecnicamente,
10:17é taticamente também.
10:18E a tática é estudada em casa também, entendeu?
10:22Não é só o técnico que vai lá e conversa e fala isso, aquilo.
10:26Em casa também tem o aprendizado.
10:28Então, querendo ou não,
10:30semana passada, como ele falou,
10:32ele meio que estudou, sabe?
10:34Como que era ir para a posição 1,
10:36para a posição 2,
10:37para onde que o levantador vai,
10:39para onde que saca.
10:41Querendo ou não,
10:42isso é tudo muito novo ainda para ele, entendeu?
10:44São só 3 meses.
10:46Mas, assim,
10:47eu acho que ele está em uma evolução muito grande, assim, sabe?
10:51É novinho, é novinho,
10:53mas a gente está vendo a importância
10:55dele estar vindo treinar com os meninos,
10:57de ter a rotina.
10:59E isso que é gratificante para a gente, né?
11:01Poder saber que realmente ele tem postura de jogador, entendeu?
11:08Então, é muito legal ver essa evolução dele.
11:11Mas e o olhar de mãe?
11:12Ah, eu não julgo nada agora, não,
11:14para te falar a verdade.
11:15O Murilo já é mais...
11:17Ele já vê mais essas coisas dos erros,
11:20o que pode melhorar, tal.
11:21Mas hoje, por ele só ter 12 anos,
11:24eu realmente não vejo isso.
11:25Eu vejo ele feliz,
11:28jogando, se desenvolvendo.
11:30E, se Deus quiser,
11:31aí se tornando um grande jogador
11:33e a gente indo assistir,
11:34torcendo muito,
11:35e viajando o país inteiro, sabe?
11:38Eu acho que esse é um sonho nosso, assim,
11:40que a gente ia até no futebol, né, amor?
11:43Ele foi em campeonatos de futebol,
11:46a gente viajava para ir assistir, sabe?
11:49E agora, com o vôlei,
11:50eu acho não, não vai ser diferente.
11:53A gente vai estar acompanhando sempre,
11:55porque, querendo ou não,
11:55é a nossa vida, né?
11:57Sempre foi a nossa vida.
11:58E é o que nos faz feliz,
12:00e saber que nosso filho está nesse meio aí,
12:03eu acho que é algo inexplicável,
12:05inexplicável,
12:06e a gente vai aproveitar muito isso.
12:08É, ele está bem no começo,
12:10mas vocês conseguem notar
12:12alguma diferença
12:14que ele tem de vocês como atleta?
12:16Assim, ele está jogando de oposto, né?
12:18E vocês dois foram dois ponteiros passadores.
12:21A Jaque começou de oposta também,
12:23mas depois...
12:24Eu era central,
12:25fui para a ponta,
12:26joguei no Rio de oposta,
12:28hoje de líbero.
12:30Ah, meu filho, eu já fiz de tudo.
12:31Só no fundo,
12:32eu não joguei de levantadora,
12:33mas o resto...
12:34Mas vocês conseguem sentir
12:36alguma diferença dele
12:38para vocês como atleta?
12:40Ó, para te falar a verdade,
12:41eu não lembro
12:42como eu jogava na idade dele.
12:44Eu não lembro,
12:45eu não tenho essa lembrança.
12:46Você talvez tenha,
12:47mas eu não...
12:48Eu acho que não.
12:51Assim,
12:52e querendo ou não,
12:53para você ver alguma diferença,
12:58você precisa lembrar.
12:59Não lembro.
12:59Você lembra, amor?
13:00Eu lembro, assim,
13:01quando a gente trouxe ele para treinar,
13:03até o ano passado,
13:04ele já poderia ter começado,
13:05mas não deu certo
13:07a questão das agendas.
13:08E eu tentava,
13:09tentando lembrar,
13:11a categoria sub-14,
13:14era na nossa época,
13:15a gente chamava de mirim,
13:17não, então é?
13:17Tinha um mirim,
13:18tinha um infantil,
13:19tinha um infanto,
13:19tinha um juvenil.
13:21Aí eu lembrei do mirim,
13:22porque é a categoria
13:23que só pode sacar por baixo.
13:24Não, eu não lembro.
13:26de quando eu já disputei
13:27um campeonato lá em Passo Fundo,
13:28de que só podia sacar por baixo.
13:31Mas, assim,
13:33qual era o meu nível na época,
13:35não tem como...
13:37Então, assim,
13:38eu acho que cada um tem o seu tempo.
13:41Não dá para julgar e nem comparar.
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