00:00Eu percebo a preocupação, e é uma preocupação que é legítima, porque nós temos, desde o início da temporada, muitos
00:09bons sofridos.
00:11Eu sei que não nos lembramos mais quando sofremos, porque quando não sofremos, não falámos sobre isso,
00:17e achámos que o desempenho defensivo foi ótimo, e às vezes não é.
00:22Mas é uma verdade, é o facto que eu não posso fugir dessa questão, dizer que é uma questão que
00:27me preocupei também,
00:28e que nós temos que sermos mais competentes naquilo que é também o momento defensivo,
00:32porque a verdade é que os adversários não creem muito sobre nós.
00:36Nós temos tido a capacidade de ser muito mais dominantes do que o adversário, e neste jogo em concreto isso
00:43voltou a acontecer,
00:45e o adversário tem precisado de muito pouco para fazer o gol.
00:48E isso é uma preocupação nossa naquilo que é o trabalho que temos de fazer, porque não há outra forma
00:54de contrair isto.
00:55A questão coloca-se sobre o jogador A, B ou C.
00:59Todos os jogadores têm de estar preparados para poderem, quando chamarmos, corresponder.
01:04A exigência nesta altura é muito grande, porque a situação geral acaba por deixar algum desconforto também,
01:14sobre aquilo que é um resultado e assusta-nos.
01:19Mas temos que ter a serenidade necessária para continuar a acreditar no trabalho que estamos a fazer,
01:24naquilo que é a evolução da equipa progressiva, e onde temos que melhorar nessa questão.
01:32Porque quando formos encostrados e perdermos o jogo, vamos, se calhar, todos admitir que acaba por ser justo.
01:40Nisto custam mais.
01:41Eu percebo a palavra frustração porque é aquilo que eu sinto tão bem.
01:44Mas capaz que os meus jogadores estão lá igualmente frustrados como nós, porque não há ninguém que esteja mais do
01:48que nós.
01:49Podem estar o mesmo sozinho, porque é um jogo em que estamos, em que criamos, em que temos a dominância
01:58do jogo,
01:59e pouco nos criam e pouco fazem para conseguir ganhar e fazer lunes.
Comentários