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Carol Gattaz revela bastidores por trás da decisão de se aposentar e uma nova versão fora das quadras
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EsportesTranscrição
00:00Carol, muitos fãs veem atleta em quadra, mas não veem os bastidores, né?
00:05Como era a sua rotina dos bastidores para tentar entrar em quadra nesses últimos meses,
00:10antes da sua decisão?
00:13Olha, assim, foi muito, na verdade, foi bem...
00:17Ao mesmo tempo, foi muito desgastante para mim,
00:21porque eu queria parecer que eu estava bem, obviamente,
00:25não só para as pessoas, mas para o time,
00:29eu não queria nunca transparecer o tanto que eu estava sofrendo para tentar voltar,
00:35porque cada dia que eu estava ali, estava entrando em quadra, eu sentia muitas dores,
00:40mas, ao mesmo tempo, eu não queria ser negativa,
00:43porque a gente sabe que quando é uma volta de lesão,
00:46tem dias bons e tem dias não tão bons, tem dias ruins.
00:50E, para mim, os dias eram muito sacrificantes, porque eu sentia muita dor.
00:56E, ao mesmo tempo, eu falava, meu Deus, eu não quero pensar que pode ser que não dê certo,
01:00porque eu nunca, desde quando eu tive essa lesão, eu sempre falei,
01:06não, daqui nove meses, se Deus quiser, vai voltar bem,
01:09em dezembro eu estou bem e vou voltar a jogar.
01:12Para mim era isso, e nada me colocava na cabeça outra coisa.
01:17Tanto que eu fiquei, esses meses aí, focada muito na minha recuperação.
01:22Só que, às vezes, tem coisas que a gente não entende o que acontece,
01:28e foge, obviamente, fugiu totalmente essa outra lesão do meu radar.
01:33Então, assim, foi bem frustrante,
01:38mas, ao mesmo tempo, eu tentei de tudo.
01:41Realmente, eu tentei de tudo, assim, para tentar voltar.
01:44Sim, até porque você já teve totalmente outras lesões na sua carreira, né?
01:49Então, você não imaginava que toda essa decisão,
01:54que seria algo que realmente te faria pensar sobre colocar um ponto final e tudo mais, né?
02:01E você...
02:02É, conseguiu.
02:04E em qual momento exato você percebeu que o diálogo com o seu corpo
02:08já não era mais o mesmo e que você começou a cogitar, talvez, parar?
02:15É, a partir do momento que meu joelho...
02:18É, a partir do momento que meu joelho desinchava, né?
02:21Não desincha até hoje, inclusive, né?
02:24Ele ainda está inchado mesmo eu tendo parado de treinar praticamente em quadra, né?
02:29Ele ficou num processo tão crônico
02:33que até hoje, se você olhar meu joelho, ele está quente e inchado.
02:37Por mais que eu tenha...
02:39Na academia, eu só estou fazendo um reforço para ele e tudo mais.
02:42Ele não...
02:43Ele não melhorou.
02:45E, uns meses atrás,
02:47quando eu treinava e tentava entrar em quadra,
02:49ele sempre doía muito e inchava muito no outro dia.
02:53Então, eu ficava meio que incapacitada de treinar.
02:56E aí, eu fui entendendo que...
02:58Né?
02:58Que eu falei, poxa, eu acho que eu não vou conseguir,
03:00porque meu joelho...
03:01Aí, todo mundo, quando eu fazia algum procedimento
03:05e passavam os dias, eu falava,
03:06meu, mas não está dando certo, como eles falaram, que ia dar.
03:09Já passou duas semanas, aí passava três semanas,
03:11aí passava um mês, aí todo mundo...
03:13É, realmente já era para estar evoluindo e não evoluía.
03:17Então, alguma coisa estava acontecendo e está acontecendo no meu corpo, né?
03:21Entendi.
03:21E você diria que essa decisão final de parar,
03:25claro, que vai te trazer saudade
03:27daquela coisa toda de anos, de uma carreira,
03:30mas também trouxe um certo tipo de alívio
03:32por não precisar mais lidar com a dor todo dia,
03:35que é algo que você estava lidando recorrentemente.
03:38E ainda lida.
03:39Com certeza, com certeza.
03:41Eu acho que...
03:43Eu pensava, mas vai parar, obviamente, até pela minha idade, né?
03:46Eu já tinha outros...
03:48A rotina é muito estressante, muito cansativa.
03:50Então, esse ano, no máximo, se eu estivesse muito bem,
03:54isso eu já tinha decidido.
03:55Talvez na próxima temporada.
03:57Mas, assim, já era o limite mesmo, né?
04:00E assim que eu me machuquei, eu entendi que...
04:04Falei, não, agora eu vou respeitar um pouco o meu corpo e tal.
04:06Eu vou parar nessa temporada.
04:10Enfim.
04:10E, obviamente, foi um alívio quando eu decidi por causa disso.
04:14Porque eu falei, caramba, agora eu vou parar de sentir dor.
04:16Porque era dor todos os dias.
04:21Não tinha um dia que eu não sentia dor.
04:23E era, como eu falei, era muito frustrante.
04:25Porque eu ficava aqui em casa o dia inteiro fazendo recuperativo,
04:29fazendo fisioterapia.
04:31Eu saia do trem e ia para a clínica de fisioterapia,
04:33fazia fisioterapia lá e chegava aqui e ainda continuava com a fisioterapia.
04:36Então, assim, era 24 horas praticamente fazendo fisioterapia
04:40para tentar entrar em quadra.
04:41E quando eu entrava, ainda não era do jeito que eu queria.
04:44Então, a partir do momento que a gente decidiu,
04:47deu um alívio muito grande.
04:49Agora, além da questão só da lesão,
04:51como foi para você, no sentido mental, de lidar com tudo isso?
04:55Porque, apesar de você saber que você já estava querendo,
04:59nada te prepara para a decisão forçada que você teve, basicamente.
05:04É, assim, é que nem eu falei, né?
05:06Eu já estava pensando nisso há muito tempo, né?
05:11E é claro que quando a gente tem que tomar uma decisão,
05:14é aquela decisão que você tem que pensar muito bem
05:16para depois não se arrepender.
05:18E eu tomei nessa decisão, lógico, conversei com a minha família,
05:22conversei com os meus amigos,
05:24e todos viam a mesma coisa que talvez eu sentia.
05:28Falaram assim, Carol, você está aí sofrendo todos os dias,
05:33você já entregou tudo o que você podia para o vôlei,
05:37você cumpriu a sua missão,
05:39mas você quer estar aí ainda.
05:40E eu queria, realmente eu queria.
05:42Para mim, eu queria estar aqui com o time,
05:44queria ganhar títulos pelo praia,
05:46só que eu entendi que realmente chega uma hora
05:48que eu preciso cuidar da minha saúde também, né?
05:51E eu já não estava tendo mais saúde.
05:53E, obviamente, meu mental é uma das coisas que eu mais me preocupo.
05:57E eu me preparei para isso, né?
05:59Então, eu já tinha me preparado um pouco antes,
06:04terapia e tudo mais, né?
06:06Até agora faz até um pouco tempo que eu não faço,
06:08mas, assim, eu venho acompanhando isso há um tempo,
06:11já sabendo que essa decisão ia acontecer em algum momento.
06:14Então, só aconteceu mesmo.
06:16Mas a gente tem que...
06:18Por enquanto, o que eu falei?
06:19Por enquanto, ainda não senti, né?
06:21Esse baque.
06:22Mas eu acho que foi uma coisa muito bem pensada.
06:25Então, eu espero que eu consiga lidar muito bem com isso também no futuro.
06:30Perfeito.
06:31E, quando olharem para a história do vôlei daqui a uns 50 anos,
06:35qual é a principal característica que você gostaria que associasse ao seu nome?
06:40Ah, eu acho que uma característica...
06:42Eu acho que disciplina, né?
06:44Resiliência.
06:44Falar, poxa, a Carol não desistiu.
06:47A Carol conseguiu aí realizar os sonhos dela com 40 anos.
06:53Espero que daqui a 50 anos tenham pessoas indo para as Olimpíadas com 50 anos.
06:57Por que não, né?
06:59A gente sabe que essa evolução aí da medicina esportiva vem rápido e está vindo muito legal,
07:07porque eu vejo que as pessoas estão se cuidando desde cedo.
07:10Eu falo que, na minha época, a gente se cuidava, mas não era tanto.
07:14Agora, os suportes são muito maiores.
07:17Então, assim, eu espero que as pessoas lembrem de mim isso, assim, sabe?
07:22Ter sido uma pessoa que se doou por inteiro, que sempre amou o que fez e, com certeza, lembrar como
07:29uma pessoa disciplinada.
07:32Você se sente alguém que abriu portas para outros jogadores pensarem em carreiras mais longas?
07:37Com certeza, isso sem dúvida nenhuma.
07:41Principalmente em Olimpíadas, assim, em Seleção Brasileira.
07:45Porque eu acredito que...
07:48Não lembro de quem jogou na Seleção Brasileira, pelo menos nesses últimos anos, com 40 anos.
07:54Eu sei que a Fofão foi com 38, né?
07:57Ela foi campeã olímpica com 38, mas depois disso eu não lembro de ninguém com mais de 40.
08:04Então, agora eu vejo que tem meninas até nos clubes mesmo, querendo ir mais longe.
08:13E isso é uma coisa muito legal e eu sei que eu abri portas por isso.
08:17Porque, às vezes, a pessoa quer ir mais longe e vai até mais longe, só que, às vezes, não no
08:23alto nível.
08:23Ou não em algum time bom, algum time competitivo.
08:27Então, eu consegui me manter em alto nível, num time competitivo, até agora.
08:32Eu só parei, realmente, por causa da minha lesão.
08:34Então, assim, eu acredito que outras jogadoras que tenham essas condições também possam pensar em continuar em alto nível.
08:41Porque, como eu falei, eu acho que limites a gente não pode se impor, né?
08:46A gente tem que fazer o que a gente ama até o nosso limite tem que ser a gente, tem
08:52que ser nós mesmos.
08:54Perfeito. Falando em Olimpíadas, você vai sentir saudade de falar da idade da galera?
08:59Que eu não sei quem tem quantos anos e essas brincadeiras que eram por trás das Olimpíadas?
09:06Isso sim. Não, isso com certeza, né?
09:09Assim, eu acho que o que mais eu senti falta, né?
09:12A gente sente falta de muitas coisas, mas eu acho que esse grupo, principalmente o grupo que nós fomos para
09:17as Olimpíadas,
09:18que foi, assim, um grupo sensacional.
09:20Foi um dos grupos que eu mais tive prazer de trabalhar, né?
09:24Então, era um grupo gostoso. Era gostoso estar lá, era gostoso treinar, era gostoso estar juntas.
09:29A gente sempre estava, não tinha essa coisa de ninguém, de alguém não gostar de alguém, sabe?
09:35Então, assim, era muito gostoso. E isso eu sinto falta, obviamente.
09:39E eu brinco que eu falava que eu não chamava só Carol Gattaz, né?
09:42Era Carol Gattaz, 40 anos. Então, eu tinha um sobrenome que era a minha idade.
09:47Então, sim, eu vou sentir, com certeza, a falta desses pequenos detalhes que eu sei que são especiais.
09:54A China com a Macri, a gente vai fazer falta?
09:57Muito, nossa senhora.
09:59Inclusive, nesse último jogo, quando a gente jogou, a Macri disse,
10:02ai, Carol, nem um tempinho costas, eu falei, não consigo, porque eu não estou conseguindo saltar com a minha perna
10:07esquerda.
10:08Mas é o que eu mais senti a falta, assim, de fazer uma China.
10:11Eu falei, uma China só, mas, infelizmente, meu joelho não deixava, mas eu vou sentir muita falta.
10:16E como que, agora, do lado das amizades, como que a Macri está lidando com a sua apresentadoria, a galera,
10:22o pessoal?
10:22Ah, eu acho que todo mundo, claro que as pessoas ficam tristes, né?
10:26Eu acho que a Macri também ficou triste.
10:28Eu lembro que, enfim, ela é uma menina muito tímida, ela não fala muito, mas eu...
10:32Ela chorou e tal, no dia da minha despedida.
10:35E, realmente, pra mim, foi muito marcante, porque...
10:39Ah, eu sei que, né?
10:40Claro que muitas pessoas fazem falta, e eu tenho certeza que eu acho que vou fazer falta ali pra elas.
10:46Mas, ao mesmo tempo, foi muito legal ver o tanto que elas se importam também comigo, né?
10:52Então, assim, foi muito bacana.
10:57Mas eu acho que elas também estão felizes por me ver agora em paz, né?
11:03Sem as dores, enfim.
11:05Elas respeitaram a minha decisão.
11:07É ótimo.
11:08E agora, como é que vão ficar as brincadeiras com a Rosa Maria?
11:12Já tem as cantadas, a apresentadoria, você não é o NSS, mas largaria tudo por você.
11:18Como é que vai ser agora?
11:21Uai, tem que rolar, né?
11:23Tem que rolar.
11:24Sim.
11:24Ah, em breve, em breve, em breve a gente vai se encontrar.
11:28Gente, até mais breve do que eu imaginava também, porque ela tá voltando também do Japão.
11:37E é, com certeza, ela é uma das minhas melhores amigas.
11:40Então, vamos, vamos.
11:42Se a Cristal e a Vicky deixarem...
11:45Pois é.
11:47Não tem problema.
11:48Então tá tudo liberado.
11:50Eu falo, se tiverem liberado, porque eu lembro que na época a gente brincava, ela era solteira.
11:56E eu também, né?
11:57Agora as duas estão namorando, mas tô brincando.
12:00Mas a gente é.
12:01As brincadeiras são de amigas mesmo.
12:04Agora, pensando nesse momento, vou fazer uma pergunta que todo vôlei fã já se perguntou.
12:09O casal Rosataz, alguma vez já teve chance de existir ou foi só um delírio, uma fanfic que os vôlei
12:15fãs criaram?
12:16Então, conta pra gente.
12:17Não, o casal Rosataz, não.
12:19Foi mais fanfic mesmo.
12:23Não, eu e a Rosa, a gente, na verdade, nós somos múnicas, né?
12:27Quando eu conheci a Rosa, ela era nozinha.
12:30Hã?
12:31Pode continuar.
12:33Oi, oi.
12:34Tá me ouvindo?
12:35Sim.
12:38Ah, tá, tá.
12:39E nós somos...
12:40Eu conheci a Rosa, eu já tinha mais de 30 e ela era bem novinha.
12:44Acho que ela tinha 19 anos.
12:45E nós sempre nos conectamos muito.
12:49Assim, cara, a gente sempre gostou da Celeste, óbvio que ela já era uma das minhas melhores amigas.
12:55E aí só calhou da gente estar lá juntas, né?
12:58E a gente sempre estava no mesmo quarto e tudo mais, né?
13:01Agora eu cedi ela pra Betinha, mas que era a minha parceira de quarto.
13:08Agora eu tô de vida amiga, então.
13:13E aí as pessoas...
13:17Agora...
13:18Não, então aí...
13:19Até o pessoal da minha família achava que eu tinha alguma coisa,
13:21O cara falava, não, gente, ela é só minha amiga, muito amiga.
13:24Mas nunca teve, não.
13:27Perfeito.
13:27Foi só uma grande amizade.
13:29Agora a galera dos vôleifãs vão ficar tranquilos e vão parar de ficar.
13:35Uma grande amizade.
13:37Quem é a Carol quando ela não é a gataz do vôlei?
13:40O que você vai finalmente ter tempo pra descobrir sobre isso mesmo agora?
13:43É curiosa de fazer, porque a maioria de nós, né?
13:46A gente não sabe o que nós somos sem o vôlei, né?
13:49Porque a gente passa anos e anos vivendo para o vôlei, né?
13:56E esquece um pouco do nosso lado pessoal.
13:59Mas eu acho que a Carol agora vai aproveitar um pouco a vida, né?
14:07Não que é um mercado trário.
14:09Acho que agora eu vou ter tempo de ficar com as pessoas que eu amo,
14:13família, mais tempo integral, enfim, participar mais da vida dos meus sobrinhos,
14:17que isso eu sempre quis, de estar mais perto, ver eles crescendo,
14:23de estar mais com a minha família, viajar, viajar com a minha namorada, enfim.
14:26Eu quero mais isso.
14:27E a Carol ainda, na verdade, assim, agora vai ser uma outra vida, né?
14:34Vou te falar se eu já sei o que eu vou fazer?
14:37Não, não sei.
14:38Mas eu quero aos poucos.
14:39Eu não quero fazer nada atropelado, entendeu?
14:42Eu sei que vão surgindo oportunidades, isso claramente, eu acredito que vá.
14:50E com isso eu quero estudar e quero entender, quero entrar nesse meio do esporte.
15:02E entender quem é a Carol, o que eu vou fazer desse...
15:05Enfim, sou apaixonada pela vida, gosto de ser leal às pessoas que eu me importo.
15:21Então, acho que a Carol...
15:25Perfeito.
15:26Aqui travou novamente, mas...
15:29Você consegue me ouvir ainda, Carol?
15:33Consegue?
15:35Consigo, agora tá normal, porque antes tava bem...
15:39Lento, mas eu consegui ouvir sua resposta.
15:42Em câmera lenta, sabe?
15:43Aham.
15:44Sim.
15:45Vamos lá.
15:46Eu tenho uma pergunta.
15:47Você vai vir...
15:48Pretende virar comentarista agora, nessa fase que tudo está descobrindo, se vai, se não vai?
15:55E a conexão caiu novamente.
15:57Mentira...
15:58Mas tá me ouvindo?
15:59Caiu?
16:00Caiu.
16:00Tô ouvindo, tô ouvindo.
16:02Pretende virar comentarista ou ainda é algo a se pensar?
16:06Não, acho que comentarista é uma coisa minha que já é...
16:10Eu adoro fazer, então é óbvio que se surgirem oportunidades, eu vou fazer sim.
16:16Talvez não seja a minha atividade principal, mas eu quero, quero comentar sim.
16:21Quero estar perto dos jogos, quero acompanhar, quero muito.
16:26Perfeito.
16:27Então, talvez em breve tenhamos caralho na televisão.
16:33O que mais te assusta e o que te empolga na ideia de ter uma agenda que não seja editada
16:38por treinos, viagens, fisioterapia?
16:41Claro que a fisioterapia ainda vai continuar por conta do joelho, mas é a questão de não ser mais tão
16:45regada as coisas.
16:46O que te empolga e o que te assusta diante disso?
16:54Não, o que me empolga é o poder...
16:55As programações que eu quero, né?
16:57Poder programar a minha vida, porque quando a gente tá aqui no time, a gente não consegue programar nem a
17:01próxima semana.
17:02Porque, querendo ou não, a gente sabe que tem treinos, tem jogos e muitas vezes eles não mandam a programação
17:07antes.
17:08Então, a gente tem que se programar tudo em cima da hora.
17:10Então, é horrível isso.
17:11Isso é uma das coisas que eu mais...
17:13Nossa, graças a Deus eu vou estar livre pra fazer o que eu quero, a hora que eu quero viajar,
17:17a hora que eu quero.
17:18Isso pra mim é muito bom.
17:19E, obviamente, aquela coisa que assusta é que você não vai ter mais aquela rotina, né?
17:26Eu vou ter que formar uma outra rotina.
17:29E, querendo ou não, isso é uma vida nova.
17:32Não que seja ruim ou que seja boa, mas vai ser desafiador, com certeza.
17:38Perfeito.
17:39E você já desafiou a biologia do esporte, juntando a longevidade com alto rendimento por muito tempo.
17:45Qual foi o segredo mental pra se manter competitiva durante esse tempo todo, enquanto o físico já sinalizava o desgaste?
17:53Não o segredo, mas a chave, aquilo que foi mais importante pra você pra unir as duas coisas numa só
18:00e fazer como sempre bem feito.
18:04Olha, eu acho que...
18:06Eu falo sempre que quando a gente ama o que a gente faz, isso aí já é um ponto fundamental,
18:12né?
18:12Porque, pra mim, tava ali, tava querendo treinar e melhorar, era uma coisa que eu queria fazer, que eu gostava
18:20de fazer, né?
18:22E, claro, que depois da minha lesão, tudo ficou mais incerto.
18:27Mas até a minha lesão, até o campeonato mundial que eu disputei, eu tinha plena certeza do que eu queria
18:33ali.
18:33que eu iria tentar Paris, né?
18:37Eu queria tentar Paris, na verdade.
18:40E depois, que nem eu falei, depois que eu joguei o Mundial com 41 anos e performei super bem...
18:45Desculpa, aqui entrou uma ligação, não sei porquê.
18:49Aí.
18:51Aí, pronto.
18:56Aí, eu pensei, falei, pô, com tudo, e aí eu vou focar mais ainda.
19:00E eu, claro, você tem que...
19:01O que que eu fazia, o que eu gosto muito?
19:03Eu estudo e vejo as coisas que estão, por exemplo,
19:06olha, o que que é bom é pra sono,
19:11recuperação,
19:11como que eu vou me dar a cabeça também,
19:13porque, óbvio que o mental é o que direciona muito a gente.
19:17Então, assim, eu fui procurando tudo
19:20pra tentar melhorar o meu corpo, né?
19:23Porque, exatamente, você falou, o corpo já não é mais o mesmo.
19:25Mas, se a cabeça for melhor do que o corpo,
19:28a gente consegue criar atalhos,
19:32consegue criar atalhos pra que o corpo não seja tão exigido,
19:35mas que a nossa experiência possa superar tudo isso.
19:38Então, pra mim, foi mais é isso.
19:40Mas, infelizmente, tivemos as lesões.
19:42Sim.
19:43Mas é uma nova oportunidade.
19:46uma nova oportunidade de fazer diferente.
19:48Eu fui pelo lado do ser comentarista,
19:51mas também a questão de estar mais perto da equipe,
19:56estar nas quadras, lidando com...
19:58Sendo, talvez, treinadora, chefe de equipe.
20:02Te agrada ou é algo que, agora, nesse momento, você não visa?
20:13Não, agora, treinadora, ser uma técnica ou ser uma supervisora,
20:17você tem que estar ali, muito próxima à equipe
20:20e, tipo, tem que meio que ter a mesma rotina, né?
20:24A mesma programação.
20:25E não é isso que eu quero agora e, provavelmente, não, né?
20:29Eu gostaria de uma gestão, alguma coisa assim, enfim.
20:31Mas isso aí só o futuro vai dizer, né?
20:34Se eu vou seguir, o que eu vou seguir.
20:38Vamos ver aí o que vai me levar.
20:40São muitas possibilidades.
20:42Se você pudesse colocar um jogo ou uma conquista
20:46em um quadro na sua sala
20:47pra representar toda a sua jornada,
20:49qual seria?
20:50Ou quais seriam?
20:52O único jogo?
20:53É, um jogo ou uma conquista.
20:55Algo que você se sentiu realizado como atleta,
20:58de realizar, conquistar.
21:00Ah, não.
21:01Com certeza, a medalha olímpica.
21:02Isso, sem dúvida nenhuma.
21:04Eu acho que isso...
21:05Tiveram outras muitas conquistas
21:07que foram super significativas,
21:10não só na minha vida, como na minha carreira,
21:11em pontos-chaves.
21:13Mas a principal de todas, assim,
21:16a cereja do bolo, a que fechou todo, né?
21:20Tudo que eu imaginava pra minha carreira
21:22foi a medalha olímpica,
21:23que mudou totalmente a minha percepção como atleta.
21:28E qual foi, além da medalha,
21:30pode ser diversos tipos de sentimento,
21:33mas qual foi o momento mais marcante
21:35pra você, em questão sentimental?
21:37Seja um momento divertido,
21:39algo que você nunca quer esquecer no esporte.
21:42Ah, é subir no pódio olímpico, né?
21:45Com certeza.
21:46Esse jogar uma final olímpica,
21:48óbvio que a gente entra pra ganhar,
21:51mas pra gente ali já era uma conquista muito grande.
21:54E jogar uma final olímpica,
21:57aquele sentimento de estar ali dentro
21:58e subir no pódio olímpico,
22:01é indescritível, assim.
22:02É uma lembrança que eu quero levar
22:03e vou levar pra sempre.
22:05É uma coisa muito emocionante mesmo.
22:09O Minas e a seleção
22:11têm torcidas apaixonadíssimas por você.
22:14Que mensagem que você deixa
22:15pra quem te acompanhou em cada salto,
22:17em cada bloqueio, em cada fase?
22:20Olha, eu acho que essas pessoas, né,
22:22que me acompanharam todos esses anos, né?
22:25E torcendo pra atleta Carol Gattaz,
22:27independente, assim, até dos clubes,
22:29porque eu tenho, acho que a grande,
22:32o grande base de fãs são do Minas, né?
22:36Obviamente, minha carreira
22:37e meu amor pelo Minas
22:39são gigantescos,
22:40e pela seleção brasileira também,
22:42mas tenho vários outros times
22:44e outras cidades também
22:45que têm muitos fãs,
22:47e assim, que eu sou muito grata.
22:48E com certeza,
22:50esses fãs me deram muita força
22:53pra eu continuar,
22:55pra quando eu pensava em desistir,
22:56ou quando eu pensava que não iria dar certo,
22:58eu pensava nessas pessoas que
23:00muitas vezes me mandavam mensagens
23:01se inspirando em mim,
23:03se inspirando na minha força de vontade,
23:05na minha luta,
23:06na minha vontade de nunca desistir.
23:09Então, assim,
23:09eles foram muito importantes.
23:11Então, assim,
23:11eu preciso agradecer de coração
23:14todo mundo que torce por mim,
23:15todas as mensagens que eu sempre recebi,
23:17porque isso me deu muita força
23:19pra continuar até aqui.
23:21E tem um recadinho especial pra eles,
23:23ou só um agradecimento
23:25por todos esses anos de parceria?
23:28Não, é.
23:29Eu acho que esse recado mesmo
23:31de agradecimento,
23:32e que tudo que eu fiz,
23:34todos os clubes que eu passei,
23:35principalmente, né,
23:36obviamente, né,
23:37no Minas,
23:38mas em todos os clubes que eu passei,
23:39eu deixei a Carol de verdade.
23:42A Carol Gatas,
23:44que sempre quis conquistar títulos,
23:46independentemente do que fosse,
23:48eu ia,
23:49e eu sempre me doei pro time.
23:50Então, assim,
23:51eu só quero agradecer
23:52porque eu sei que os fãs
23:53torcem pras pessoas
23:54que realmente compram a briga
23:57de querer ganhar títulos pelo time,
24:00senão não teria sentido nenhum, né,
24:02o esporte.
24:03Então,
24:04eu me entreguei de verdade,
24:06eu fui a Carol de verdade,
24:07então,
24:08só tem que,
24:08como eu falei,
24:09só tem que agradecer
24:09todo esse apoio
24:10e todo esse carinho.
24:12Perfeito.
24:13Então, é isso, Carol,
24:14muito obrigada
24:15por reservar um tempo seu
24:17no meio da sua rotina,
24:18obrigada por
24:19essa entrevista maravilhosa,
24:21pela sua calma com a internet,
24:23e eu te desejo
24:25uma nova fase
24:26brilhante na sua vida,
24:27que eu tenho certeza
24:28que será brilhante,
24:29porque você é a Carol Gatas,
24:31então,
24:32eu desejo
24:33que você viva
24:34uma nova fase
24:35de extrema felicidade.
24:38Muito obrigada, Mari,
24:39obrigada mesmo,
24:40e se precisar,
24:41estamos aí,
24:42tá bom?
24:42Obrigada,
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