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  • há 19 horas
FOCCUS HISTÓRIA
MAIS UMA HISTORINHA DE AVENTURA E SUSPENSE.

Categoria

Pessoas
Transcrição
00:00A chuva batia com força contra as janelas da velha casa de fazenda, como se estivesse
00:05tentando entrar a todo custo.
00:07Lucas apertou o cabo da lanterna, a luz fraca tremeluzindo e projetando sombras distorcidas
00:14nas paredes de madeira escura.
00:16Ele tinha vindo para limpar o local, que pertenceu seu avô falecido há três meses, e prepará-lo
00:22para a venda.
00:24Ninguém morava lá há anos, e os moradores falavam coisas estranhas.
00:28Lucas achava que eram apenas histórias.
00:32Até aquela noite, tudo começou quando ele ouviu um som.
00:37Não era o vento, nem a chuva.
00:40Era um som baixo, arrastado, vindo do andar de cima.
00:45Lucas parou, o coração batendo mais forte.
00:49Quem está aí?
00:50Gritou, mas a voz saiu trêmula.
00:54Nenhuma resposta.
00:55O som continuou, mais próximo agora, como se estivesse descendo as escadas.
01:02Ele caminhou até o corredor, a lanterna iluminando o caminho.
01:07As escadas estavam vazias, mas o som estava ali.
01:12Virou-se bruscamente, e a luz caiu sobre a porta do escritório do avô, que estava entreaberta.
01:18Ele tinha certeza que estava fechada?
01:21Com passos lentos, Lucas se aproximou.
01:25Ao empurrar a porta, ela rangeu alto, cortando o silêncio.
01:30O escritório estava como ele lembrava, estantes cheias de livros velhos.
01:35Uma mesa e um quadro na parede.
01:38Mas agora, algo estava diferente.
01:41Os olhos da mulher no quadro pareciam seguir os seus movimentos.
01:46E, no chão, perto da mesa, havia uma marca úmida, como se alguém tivesse caminhado ali com os pés molhados.
01:54De repente, a luz da lanterna apagou.
01:58Lucas tentou acendê-la novamente, mas nada funcionou.
02:02No escuro total, ele sentiu um sopro frio no ouvido e uma voz rouca sussurrou.
02:08Você não deveria ter vindo.
02:10Ele recuou, tropeçando em algo e caindo no chão.
02:14Quando conseguiu acender um fósforo, o que viu fez o seu sangue gelar.
02:19No chão, onde ele tinha tropeçado, havia pegadas de pés nus, molhadas e com unhas compridas e sujas.
02:27Elas levavam até o canto do cômodo, onde não havia nada além de uma parede.
02:33Mas as pegadas terminavam ali.
02:35O fósforo queimou os seus dedos e se apagou.
02:40Novamente, no escuro, o som arrastado voltou, agora tão próximo que ele podia sentir a vibração.
02:47Algo tocou seu braço menos, algo frio, úmido e com textura de madeira apodrecida.
02:52Lucas gritou e se arrastou para a porta.
02:55Ele conseguiu abrir e correr pelo corredor.
02:58Mas quando chegou a entrada da casa, a porta da rua estava trancada.
03:04E não era apenas trancada a menos, as fechaduras tinham sido substituídas por correntes enferrujadas que ele não tinha visto
03:11antes.
03:12Ele bateu na porta, gritando por ajuda, mas a chuva abafava os seus gritos.
03:18Então, ele olhou para o corredor e viu.
03:22Uma figura alta e esguia estava parada ali, com a pele cinzenta enrugada, os olhos vazios e brilhantes como carvão
03:29aceso.
03:31Na mão, ela segurava o quadro da mulher e os lábios da figura se moveram.
03:37Repetindo a mesma frase, você não deveria ter vindo.
03:42Agora, você vai ficar.
03:44Lucas tentou correr para outro cômodo, mas as portas ao redor dele começaram a se fechar uma a uma, com
03:51um som forte e seco.
03:52A figura se aproximou lentamente e ele percebeu que os pés dela não tocavam o chão, ela flutuava.
04:00Deixando um rastro de água suja e folhas secas pelo caminho.
04:04A última coisa que Lucas ouviu foi o som da sua própria respiração.
04:10Misturado ao sussurro que agora parecia estar dentro da sua cabeça.
04:14E a última coisa que ele viu foi os olhos da mulher no quadro, que agora brilhavam com a mesma
04:19luz escura dos olhos da figura.
04:22Na manhã seguinte, os vizinhos notaram que a luz da casa estava apagada.
04:26Como sempre, ninguém foi verificar.
04:30Apenas o vento continuava a soprar e quem passava perto da fazenda jurava ouvir, entre o som da natureza, um
04:38grito abafado.
04:39Que parecia vir de dentro das paredes.
04:43E o quadro da mulher, dizem, ainda está lá menos com os olhos que seguem cada movimento.
04:48E o momento?
04:49Música
04:49Obrigado.
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