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  • há 15 minutos
A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, cinquenta meninos negros e mulatos foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, passaram a ser identificados por números e foram submetidos ao trabalho escravo por uma família que fazia parte da elite política e econômica do país, e que não escodia sua simpatia pelo ideário nazista. Aos 83 anos, dois sobreviventes dessa tragédia brasileira, Aloísio Silva (o “menino 23”) e Argemiro Santos, assim como a família de José Alves de Almeida (o “Dois”), revelam suas histórias pela primeira vez.

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Transcrição
00:07A mentira nunca fica escondida por muito tempo, né?
00:17Nem consegue se enganar tantos por tanto tempo.
00:21Recebi da respeitável irmã superiora da casa de expostos, o menor, Aloysio da Silva.
00:27Eles vieram aqui no ofanato.
00:30Eles estavam procurando os meninos mais fortes?
00:33É.
00:33O que era bom para o Estado, o que era bom para o ofanato irmão de Matos Duarte,
00:38por que não haveria de ser bom também para os meninos?
00:42Todo mundo era numerado.
00:44Era numerado. Era por escala, né?
00:46Sim, tamanho.
00:46Ele quis preto só, que branco ele quis.
00:49Depois da lavoura, vinha aqui na cocheira de novo.
00:52Acabamos os cavalos, bem cuidado dos carnes lá na grama.
00:56Vocês eram remunerados?
00:57Não.
00:58Era só a comida e mais nada.
01:01E assim vem a vida.
01:03Esse período é o mais racista da nossa história.
01:05Acabou o escravo, mas aí como que nós vamos inferiorizar os trabalhadores?
01:11As teorias da superioridade racial branca floresciam.
01:15Precisava higienizar o povo brasileiro.
01:17O que a sociedade era essa que aceitava tais ideologias e tais práticas como sendo não só comuns, como louváveis?
01:31A minha infância foi roubada.
01:33Estendia a mão e eu paro.
01:35Ficava de braço aberto, joelhava em cima de grão de milho e tudo.
01:39Deus no lixo, só escutava o grito.
01:45Tomara que ninguém passe o que passeia.
01:49Fugir.
01:49Era a única coisa que a gente pensava, mais nada.
01:52Ficava de braço aberto, joelhava em cima de grão de milho e tudo.
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