Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 13 minutos

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Dancinhas com objetos na cintura para simular armas, além de músicas e emojis,
00:03são usadas pelo crime organizado para ampliar sua influência entre jovens nas redes sociais.
00:08Esse fenômeno já tem nome, narco-cultura digital.
00:10Ele descreve uma adaptação de uma estética do mundo do crime para ambientes virtuais.
00:14Em muitos casos, são trends que chegam ao mainstream, ao som de funks ligados à cultura carioca,
00:18com menções a nomes como corolla e urso, associados a facções criminosas.
00:22A reportagem fez um teste para verificar se o algoritmo pode entregar esse tipo de conteúdo para os usuários.
00:26Para isso, criou um perfil novo no Instagram e passou a consumir publicações ligadas ao universo da cultura periférica.
00:32Em meia hora, o algoritmo passou a sugerir vídeos com referências ao crime organizado.
00:36Entre os conteúdos mais frequentes, estão imagens com emojis cobrindo rosto e arma,
00:41músicas e postagens de supostos integrantes de grupos criminosos.
00:44Dentro dessa subcultura, emojis como urso, crocodilo e peixe ganham um novo significado.
00:49Eles fazem referências a traficantes que ganharam notoriedade.
00:51Lideranças de facções viram personagens cultuados em edits.
00:54Essa subcultura vende a ideia de ganhos fáceis no crime.
00:57Também enaltece práticas como estelionato digital, apelidado de Raul nas redes.
01:01Em nota, a meta diz que mantém no Brasil uma campanha educativa
01:04para evitar que jovens interajam com conteúdos potencialmente perigosos.
01:08Após ser procurada pela reportagem, a empresa removeu as publicações identificadas
01:12e afirmou que colabora com as autoridades de investigação.
Comentários

Recomendado