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  • há 5 horas

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Transcrição
00:00Infelizmente, um policial civil lotado na delegacia de Assis de Sintorião, Jackson Dalton,
00:05ele cometeu um homicídio, a cidade está esclarecida, e na sequência ele tirou a própria vida,
00:12ele morava sozinho, ele foi para o apartamento dele e com a arma de serviço ele acabou tirando
00:19a própria vida, infelizmente.
00:21Em relação à motivação, que eu com certeza pergunto que vocês vão fazer, ainda é muito
00:28sincero para falar disso, existem várias teorias que a gente já está ouvindo hoje pela manhã,
00:34nenhuma dessas teorias tinha qualquer veracidade até o momento apurada, seja sobre a geotagem,
00:44seja sobre qualquer outra motivação passional, não tem nada disso apurado, nós temos lógico
00:50uma linha de investigação e não iremos adiantar sem ter a certeza daquilo que ocorreu.
00:56Assim que nós tivermos a confirmação através das periças, dos telefones, a gente vai passar
01:02para vocês, que é o nosso compromisso com a verdade, mas até o momento a motivação
01:08não está esclarecida.
01:09Trabalhou aqui em Toledo, trabalhou em Terra Roxa.
01:13Como é que era?
01:14Recentemente com o luta tem aqui.
01:16O Jackson era um policial não proporcionado, vamos dizer assim, ele não era um policial
01:22de ponta, da ativa, investigador, trabalhava mais em serviços internos, aqui ele chegou
01:28a desenvolver um trabalho no cartório, era o mesmo tipo de trabalho que ele desenvolvia
01:33em Terra Roxa e lá em Assis ele era plantonista.
01:35Ele era uma pessoa muito tranquila no trato, no dia a dia, mas no passado, eu não era delegado
01:41que nem ele, ele teve um episódio de violência aqui dentro da adolescência que motivou a transferência
01:47dele.
01:49E assim, no dia a dia, no trato com os colegas, ele era muito cordial.
01:53Mas ele fazia acompanhamento particular com o médico dele e também foi encaminhado para
01:59fazer tratamento através do estado.
02:01Bom, a própria esposa da vítima já informalmente ouvida ontem, ela escreveu a dinâmica desses
02:08fatos, imagens coletadas pela equipe de homicídios ontem ainda, dá para ver claramente o veículo
02:14do policial estacionando e depois saindo da residência.
02:17E como eu falei, em relação à autoria desse crime, não tenho a menor dúvida.
02:23Agora, a motivação é que nós temos que apurar com muita responsabilidade, com muita tranquilidade
02:29em respeito à memória da própria vítima.
02:32O que eu posso adiantar é que essas primeiras conjecturas, esses primeiros boatos circulantes,
02:39nenhum deles tem qualquer informação que adverne da própria polícia.
02:45Muito cedo você falar na motivação, nós temos o telefone do policial atendido, nós
02:50teremos periciar esse telefone.
02:51algumas pessoas conversaram com ele, eu mesmo encontrei ele na véspera do crime, para
02:58ele estar com uma normalidade total.
02:59Então, nós iremos apurar isso com muita responsabilidade e quando nós tivermos a certeza
03:03do que aconteceu, nós iremos passar para vocês, sem dúvida, isso demonstra que ele
03:07não estava bem.
03:07Então, quando a pessoa não está bem, a motivação passa a ser as mais variadas possíveis.
03:14Pode ser o motivo ou não.
03:15Então, você perguntou em relação à esposa dele, a esposa dele disse que o policial
03:19chegou lá, identificou-se com o próprio nome e pediu para falar com o marido dela e
03:25ela chamou o marido dela, normalmente ele foi até o policial, até o momento não há
03:30auto-extribui nesse sentido, porque ele pode ter ouvido uma discussão.
03:34Pela rapidez dos fatos dela, menos de 10 minutos entre o primeiro fato e o segundo fato, e a
03:40rapidez quando ele chegou e saiu do local, se ocorreu uma discussão, ela foi muito rápida.
03:44Mas nós não tínhamos isso gravado, nem testemunha a presença.
03:47Na realidade, ninguém ouviu, porque estava chovendo no momento.
03:51Nós conversamos com o delegado de Assis durante a tarde, onde ele já encaminhou mais um pedido
03:58para ele ser submetido ao tratamento, que ele já tinha sido encaminhado, porque ele mesmo
04:03relatou com a policia, para o delegado, que ele não ia mais trabalhar, ele não estava
04:08assim de momento.
04:09E aí, quando aconteceu isso, depois das seis da tarde, esse delegado encaminhou um
04:17áudio do Jackson, eu acionei o nosso superintendente e pedi para que ele fosse até o apartamento.
04:23É, não, é lógico que é uma informação sigilosa, mas nós temos policiais que fazem
04:28acompanhamento, que trabalham normalmente, então temos um profissional que cuida disso.
04:31Posso te dizer que o Departamento da Polícia Civil tem tido uma postura recente de acompanhamento
04:39psicológico de qualquer policial que solicite ou que o chefe imediato encaminhe.
04:45Evidentemente, isso depende também da pessoa que está sendo tratada, ela tem que querer
04:48melhorar.
04:49A gente sabe que o Departamento da Polícia Civil morava muito tempo na mesma residência,
04:55que sou muito conhecido, já estava nesse endereço aí há bastante tempo.
05:01Eu sei que o policial o conhecia, mas não tinha relação com a possibilidade.
05:06Não sabemos esse vítima, tanto é que a mulher que nem conheceu ali o policial no momento.
05:11Então, o que eu acho que precisa é realmente dar perícia nos telefones e ouvir os familiares,
05:18as pessoas próximas ao Jardim, os amigos, para saber se ele demonstrou essa motivação.
05:25Como eu disse aqui no começo da entrevista, esse fato aconteceu há poucas horas, né?
05:29Nós estamos cuidando de tudo, inclusive de suportamento, essas coisas.
05:35Os investigadores ainda estão começando a investigação.
05:37Então, respeito à imprensa, e a população tem muitas perguntas a respeito disso,
05:43a gente está passando as primeiras informações.
05:45Bom, nós temos a apreensão do telefone do policial.
05:49Ele mandou muitas mensagens para muitas pessoas, nós vamos encaminhar para a perícia,
05:55para averiguar.
05:56Nós iremos ouvir os familiares, as pessoas próximas, os vizinhos.
06:00E, normalmente, ouvimos alguns vizinhos que não notaram nada de anormal.
06:04Não, ele foi casado, mas ele não tinha visto.
06:08Então, ele tem aqui uma irmã e uma tia que serão ouvidas, amigos que serão ouvidos.
06:15Eu, particularmente, o encontrei anteontem, no final da tarde, aqui ao lado, no comércio.
06:21Aparentava total normalidade, conversou normalmente comigo.
06:25Essas coisas de saúde mental, elas são muito delicadas, né?
06:28E a gente que não é profissional da área procura até falar pouco para não falar nenhum tipo de besteira.
06:33Mas, quando a gente tiver a certeza da sua motivação, nós iremos lhe passar por isso.
06:38Todos os policiais que podem participar.
06:40Surgiu a informação de que, em Gol Prata, o motorista teria baleado uma pessoa próxima ao órgão municipal.
06:49E o nosso superintendente, ele sabia que o jato tinha um bom prato.
06:54Aí, ele acionou a polícia.
06:55Uma equipe foi para o local do primeiro fato.
06:59E os nossos policiais e eu também fui para a residência do jato.
07:03E daí lá, nós constatamos que o carro estava estacionado e não havia ninguém dentro.
07:09Então, nós fomos até o apartamento.
07:11E com o auxílio da Polícia Militar, que também chegou rapidamente, nós tentamos, através de...
07:17A campanha estava estragada, mas empateamos a porta.
07:20Ele não abriu, tinha uma luz acesa dentro do apartamento.
07:23E nós achamos que deveríamos adentrar assim dentro.
07:26Então, bombamos a porta, a Polícia Militar arrombou a porta.
07:30E já nos preparamos com a cena dele morto, contido, na cabeça, dentro do banho.
07:36Crime, primeiro, crime.
07:38As imagens que nós conseguimos captar, evidentemente que os policiais vão captar mais, da vizinhança.
07:43Só demonstram a chegada e a saída do carro em alta velocidade.
07:47E não tem uma câmara específica que possa entender com os tiros.
07:53Essa hipótese não está descartada, porque ali é um bairro que tem...
07:56As casas, geralmente, tem muitas câmaras de segurança.
07:59Mas, como eu falei, muito cedo ainda, os policiais vão atrás dessas imagens.
08:03No tratamento, ele tinha um médico particular, um médico de psiquiatra particular, que ele consultava.
08:09E, assim, quando as pessoas solicitam ou quando o delegado, a chefinha já acha interessante,
08:16eles são encaminhados para o tratamento promovido pelo próprio Estado,
08:21através de um programa de acompanhamento psicológico gratuito.
08:26Ele fazia os medicamentos?
08:28Acredito que sim, porque ele relatava sempre problemas de dificuldade de dormir, né?
08:32E, no momento que a gente adentrou a casa dele, eu vi vários medicamentos.
08:35Confesso que eu não sei que tipo de medicamento que é, mas são medicamentos controlados.
08:42Então, deve ter tido receita para isso.
08:44Trata com muita semelhade, inclusive, nós temos aqui, aqui em Toledo,
08:48nós temos um psicólogo presidenciado que atende a Polícia Militar, a Bombeira, a Polícia Civil.
08:56E, de uns tempos para cá, isso tem sido feito de uma forma muito profissional.
09:01O condão de retirar a arma é quando o profissional indica isso,
09:07o profissional da área, nós somos psicólogos e psiquiatras para...
09:11Ou quando a própria pessoa pede para deixar a arma aqui,
09:17ou quando ela comete algum fato que justifique o recolhimento dessa arma.
09:22Aí sim, no caso dele, não ocorreu nenhum fato pretérito,
09:27pelo menos num passado recente, eu estou aqui há três anos,
09:30que justificasse essa medida, até porque o recolhimento da arma
09:33tem notaria também um afastamento dele.
09:35Então, como ele estava sendo acompanhado, nós aguardávamos, então,
09:41o parecer de um profissional para poder fazer isso.
09:43É muito difícil nós, que somos delegados de polícia,
09:49no caso, o delegado lá de Assis, se não tiver um fato gerador,
09:53um motivo que denote para retirar essa arma.
09:57Ele, recentemente, somente quando é que ele começou a mandar áudio
10:02para o delegado, o delegado dirigiu-se aqui,
10:06nós conversamos longamente, e ontem mesmo eu recomendei a ele
10:09que fizesse encaminhar novamente para ele,
10:13ele se submeter a um tratamento mais rigoroso.
10:16Mas, infelizmente, não deu a pena.
10:18O que ele conta nessa hora?
10:19Dez minutos antes, ele mandou um áudio para o delegado.
10:23Para o delegado.
10:24Para o delegado.
10:24Para o delegado.
10:25E aí, a gente, que é profissional da área de segurança,
10:29a gente já, pela voz, pelo tipo de fala,
10:32a gente já fica preocupado, tanto é que eu liguei
10:34para que fossem buscar, localizá-lo e buscar a arma.
10:38Mas é muito rápido, foi muito rápido.
10:41Então, mesmo os policiais fazendo de tudo,
10:45quem esteve no local, porque tinham vários policiais,
10:47inclusive o estado de short, todo mundo saiu lá
10:50para tentar localizá-lo, e realmente não deu tempo,
10:55infelizmente.
10:57A gente fica mandado, realmente não sentindo
11:00que isso é para a família da vítima,
11:03e também para a família do policial, evidentemente,
11:06um fato que não deu, porque a gente espera
11:08que aconteça nunca mais.
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