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  • há 2 dias
"A HORA CHEGOU" ⏳
O texto de Claudio Alves de Oliveira nos faz um alerta necessário: o fim é inevitável e, quando ele chega, não há mais tempo para consertar o que ficou para amanhã. Nesse momento, as palavras cessam, os sorrisos e as lágrimas param, e deixamos de existir nesta terra.
Muitas vezes culpamos o divino por dores causadas pela própria imprudência ou maldade humana. Mas a verdade é que nossa jornada aqui tem um propósito e um fim estabelecido.
Aproveite hoje para dizer "eu te amo". Não sabemos quando ouviremos nossa última canção ou faremos nossa última oração. Como diz a máxima: o mal nós não plantamos, então que possamos colher apenas o que é bom enquanto há tempo.
Transcrição
00:24Um dia vai acontecer a inevitável e vai chegar o momento, ou ora, o minuto.
00:30Em que tudo finda, tudo acaba. E deixamos tudo, nada mais nos resta. Terminamos nossos dias, chegou a hora. Nesse
00:38momento seremos inconvenientes. Não podemos mais ajudar, nem estender as mãos, nem falar palavras de motivação, de ajuda. Nem olhar
00:48nos olhos buscando uma verdade da alma. Nem dizer ao nosso familiar, eu te amo.
00:53As palavras cessaram e nem sossurros se ouvirá mais. Não haverá mais sorrisos, nem lágrimas. Nesse momento deixamos de existir.
01:03Logo seremos levados para um lugar. Esse local onde todos acabam indo. Nossa última morada na terra.
01:10Não temos como resolver ou consertar algo. Alguma coisa inacabada que ficou para amanhã. Estando dois em uma casa, só
01:18vai restar um. Estando no telhado, não vai dar tempo de descer. Estando alguém fora da cidade, não conseguirá voltar.
01:26Alguém saiu para uma viagem, será a última.
01:29O que temos a certeza é que acontecerá. Vai existir inúmeras argumentações. Justificativas, mas serão inúteis. É verdade que alguns
01:39eventos poderiam ser evitados.
01:41Pelo menos aos nossos olhos e entendimento. Imprudências e negligências de profissionais. Por exemplo, alguns acidentes aéreos poderiam ser evitados.
01:51O que foi constatado, segundo as investigações. Ou no trânsito, aquela colisão que seifou vidas.
01:58O bombardeio ou a bala perdida ou a explosão. Há um tempo bem distante, lá no passado. Uma mulher chorava
02:06e não aceitava ser consolada.
02:08Seus filhos estavam sem vida, com outras crianças. Tinham menos de dois anos de vida. Um rei havia ordenado a
02:16matança dos inocentes.
02:17A justificativa dele, medo de que entre os recém-nascidos estivesse o seu sucessor. Um decreto sangrento que destruiu a
02:26inocência.
02:26Todas as certezas que temos é que existe um propósito. Que muitas vezes não aceitamos. Não compreendemos, nem assimilamos.
02:35Como escreveu um sábio, há um tempo para tudo. Talvez estivesse escrito em algum lugar.
02:41Que aquelas crianças teriam aquele tempo de vida, em um lugar inacessível aos homens. Já estava determinado que aquelas crianças
02:50viveriam pouco tempo. Não se preocupe porque existe uma justiça que não falha. Se o sangue derramado, clama por justiça.
02:58Os homens que se dedicam a não acreditarem em Deus. O culpam por situações criadas por homens sem Deus. Se
03:06justificam em ações que eles mesmo criaram.
03:08A fome, a pobreza, as guerras e a injustiça. A Terra, o planeta Terra, tem recursos.
03:15Esse é um mundo criado para ser habitável. Uma natureza esplendorosa, magnífica.
03:21Somos um ponto no vasto universo. Um pálido ponto azul no universo.
03:26O nosso tempo está determinado nesta Terra. Os nossos dias estão contados.
03:32Em algum lugar longe da nossa dimensão. Está contabilizado a vida de cada ser humano.
03:38Alguns serão centenários. Outros apenas verão esse mundo uma única vez.
03:43Tão logo chegou, já partiu. E outros que na formação não resistiu.
03:47Mas aí daqueles que impediram a vida. Que não permitiram que aquela alma abrisse seus olhos.
03:54Crianças que foram assassinadas. Sem ver a luz do sol, nem o brilho do luar.
03:59Que ainda não viu as cores. O que dizer para alguém que perdeu um familiar?
04:03Somos como as flores de um jardim. Um dia o jardineiro vai precisar da sua beleza em outro lugar.
04:09O seu cheiro suave vai assalar em outra dimensão.
04:13Já fez seu papel aqui. Precisa mudar de jardim.
04:16Se continuasse aqui, suas pétalas caíriam. Suas folhas caíriam.
04:21As raízes não teriam mais a fotossíntese.
04:24Perderia sua beleza. Sua forma. Seu esplendor.
04:27E logo não serviria mais para o jardim.
04:30O jardineiro poderia queimar com as pragas e as ervas daninhas.
04:34Antes que ocorresse um mal.
04:36Foi preciso. Foi necessário.
04:38Somos apenas um sopro de vida que nos sustém vivos.
04:42Nos demais, somos apenas o pó da própria terra.
04:46Nos transformamos algo natural em desespero.
04:49A carreira que alguém concluiu, celebramos com soro e lamentações.
04:53Mas essa dor é irreparável. É insuportável.
04:57Não existem palavras que aliviem.
04:59Nem argumentos justificativas.
05:02Mesmo que estivéssemos esperando.
05:04Nossos lábios até, dizem, descansou.
05:08Mas os olhos não controlam a tristeza.
05:10E logo as lágrimas correm.
05:12O contraste da festa com a nossa chegada.
05:15A felicidade de uma família quando chegamos ao mundo.
05:19Agora a infelicidade estampada nas faces, com a nossa despedida.
05:23Não deis para amanhã o que pode ser feito agora.
05:26Não custa nada pedir desculpas, perdão.
05:29Ou se perdoar, não sabemos quando será.
05:32Quando ouviremos a nossa última canção.
05:34Quando nossos lábios dirão as últimas palavras.
05:38Não fazemos ideia da última vez que falaremos com Deus.
05:41Que faremos nossa oração, pedindo pelos outros.
05:44Ou por nós mesmo, ou exprimindo nossa gratidão.
05:48Quando nossos olhos fezarem para sempre.
05:50E a nossa voz se calar.
05:52Que estejamos preparados para a eternidade em glória.
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