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  • há 18 horas

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Transcrição
00:00Foram quase 5 horas como refém na mira de armas desses criminosos covardes que queriam tirar a vida desse trabalhador.
00:11Motorista, faz transporte por aplicativo, não estava nem rodando no horário porque tinha largado da empresa onde trabalha, na região
00:18de Setúbal.
00:20E foi pertinho da Imbiribeira já, perto da Beira Canal, que esse trabalhador acabou sendo abordado.
00:26Ele estava com os vidros do carro baixos, bem tranquilo, até se distraiu ali no trânsito, baixou a cabeça para
00:33olhar no celular.
00:33Foi quando os criminosos entraram, eram três, e entraram no carro como se fossem conhecidos dessa vítima.
00:41A partir dali, começaram os momentos de terror, ameaças, armas apontadas para a cabeça, para o corpo,
00:50e a vítima tendo que praticamente entregar o celular para fazer transações bancárias.
00:54Não havia muito dinheiro nas contas dele, é quando os criminosos procuram por contatos de familiares,
01:00de amigos, de pessoas que pudessem fazer a transferência dos valores para que os bandidos saíssem no lucro.
01:07Depois de muito tempo de terror, essa vítima, esse trabalhador, foi colocado aqui, na mala desse carro.
01:13Estava com o rosto coberto e a cena, ou melhor, as cenas de horror continuaram.
01:20Porque aqui, do carro, ele ouvia, quando os bandidos discutiam entre si, uns querendo que ele fosse morto,
01:29outros dizendo que a vida dele deveria ser poupada.
01:32Mas, assim, o veículo seguiu até a área do Cabanga, perto de onde existe um quartel do exército,
01:39e onde o veículo acabou sendo deixado, abandonado.
01:42A vítima conseguiu passar para a parte da frente do carro, depois de baixar o banco.
01:49E aí, conseguiu contactar familiares, pedir ajuda de moradores daquela região, para que pudesse ser salvo.
01:57Prejuízo de nove mil reais, aproximadamente, um dinheiro que foi repassado para os bandidos,
02:04fruto da conta dele, da conta de amigo, da conta de família.
02:08E, claro, o trauma que permanece.
02:10Eu conversei com essa vítima, que preferiu não se identificar,
02:13mas que trouxe detalhes de como foram esses momentos de horror que viveu.
02:18Três elementos adentraram aí no carro, como se fossem conhecidos meus.
02:23Falando, e aí?
02:24Aí eu olhei e perguntei, o que é que está acontecendo? O que é isso?
02:27Aí disseram, isso aqui é um assalto, só faça o que a gente lhe mandar.
02:32Nada mais do que isso, se você quiser ficar vivo.
02:35Muita tortura o tempo todo, com a arma na cabeça, dizendo que iam me matar,
02:40que iam tirar minha vida.
02:42Aí pediram o celular, mandaram abrir, desbloquear o celular,
02:45mandaram abrir as contas de banco.
02:48Tinha alguns valores lá, valores pequenos, e eles ficaram irados,
02:53porque disseram, como é que você está andando com um carro desse e não tem nada na conta?
02:58E começaram a me xingar, monte palavrão, tortura, arma na cabeça, engatilava na minha cabeça.
03:04E é nesse momento que ele começa a fazer as ligações para as pessoas próximas a você,
03:09para extorquirir mais dinheiro, para pedir mais.
03:11Liguei para um amigo meu, liguei para algumas pessoas,
03:14e no final de tudo, quando eles viram que não estavam conseguindo o que eles queriam,
03:20aí apareceu um contato lá de uma amiga da igreja,
03:26e falaram, liga para essa aqui agora, e falei com ela,
03:29e isso já estava abalado demais, eu não consegui nem falar direito, chorando.
03:34Foi aí que quando eu falei que eu estava num sequestro,
03:38aí eles desligaram o telefone,
03:40você é louco, aí engatilaram a revolver, a gente vai te matar, não liga isso não.
03:43Aí outro, um que estava entre os três, disse, rapaz, não vamos fazer isso não,
03:48vamos deixar esse cara vivo, é um pai de família.
03:50Ligaram novamente para ela, e pediram,
03:54mandaram eu pedir um pix, um valor bem alto,
03:59e ele disse que seria a última tentativa,
04:01se não tivesse, a minha vida ia findar ali naquele momento.
04:05Quando foi que eles te colocaram na mala do carro?
04:08Me mandaram parar e me tiraram do carro,
04:10colocaram um pano, não sei o que foi, um capô na minha cabeça,
04:13e me jogaram na mala do carro, e saí, eles pegaram o carro,
04:16e saíram comigo na mala, e andaram muito comigo, muito, muito.
04:20E eles dentro do carro, se comunicando com o outro,
04:24até discutiram para, um queria matar, o outro não queria,
04:28o outro queria deixar eu atirar e jogar o corpo em algum local.
04:33Eu pensava que ali era o fim, né?
04:35Eu só pensava no meu filho, que eu tenho meu carcelinho de três anos,
04:39que todo dia ele me espera chegar em casa.
04:43Mas, Deus me interviu em meio a tudo isso,
04:46e estou aqui hoje para contar essa história aí.
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