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O que era para ser um dia de lazer e esporte em Olinda se transformou em pânico e revolta. Durante um torneio de futebol na comunidade do Marezão, em Peixinhos, a chegada ostensiva da polícia militar causou medo e questionamentos. Moradores relatam que os policiais efetuaram disparos para o alto sem que houvesse confronto, gerando pânico entre crianças e adultos.

A ação teria se iniciado após a abordagem de um jovem que seguia para comprar frutas para os jogadores. Testemunhas afirmam que, após a abordagem, os policiais entraram na comunidade atirando, com muitas cápsulas de pistola sendo encontradas no local. O incidente deixou a população indignada pela forma como a segurança pública é realizada, com queixas de violência e desrespeito aos moradores, incluindo idosos.

Este episódio reacende debates sobre a atuação policial em comunidades e a necessidade de cuidado com a população civil, especialmente as crianças, que muitas vezes são as mais afetadas pela violência. A comunidade clama por uma abordagem que respeite a vida e evite colocar inocentes em risco.

#PolíciaViolenta #Olinda #Comunidade #DireitosHumanos

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Transcrição
00:00Os vídeos de celular mostram o momento da chegada dos policiais militares no Beco,
00:06que dá acesso à comunidade do Marezão, em Peixinhos Olinda.
00:11Eles estão apressados, correm com armas em punho.
00:14A população questiona pelo fato de, no campo, estar havendo um torneio de futebol.
00:20Ainda assim, tiros são disparados para o alto.
00:47Muitas cápsulas de pistola foram encontradas no local.
00:50A ação teria começado depois que os PMs abordaram na entrada do Beco o filho desta dona de casa,
00:57que estava de moto, indo comprar as frutas para os jogadores do torneio de futebol.
01:03Ele saiu para ir comprar as frutas da verdura dos meninos daqui do jogo, com 300 reais.
01:07Então o João pegou ele lá na frente.
01:09Aí, sem estar com a moto, sem cama de escape, aquela zoada, os camas de escape que faz zoada,
01:15se retrovisou e sem habilitação.
01:18Nisso eu vou para lá, me andaram em chamar.
01:20Aí eu chego lá na frente e vieram as polícias já me desculhambando, né, que é os laranjinhas,
01:23porque eles já fazem o trabalho assim, é desculhambando, metendo bala,
01:27porque foi meio mundo de bala aqui, meio mundo de criança, não respeita ninguém.
01:29Ainda deram no meu filho, entendeu, e levaram meu filho para a delegacia.
01:33Foi um momento de pânico por aqui.
01:35Foi. Hoje foi um terror, hoje. Um terror, um terror.
01:38O que as testemunhas contam é que quando o rapaz de 23 anos na moto foi abordado do lado de
01:43fora da comunidade,
01:45uma criança de 11 anos que estava na garupa desembarcou e veio correndo para o campo de futebol, assustado.
01:51Foi nesse momento que os policiais militares, armados, entraram e começaram a atirar.
01:58Todo mundo ficou em pânico.
01:59Muitas crianças e adolescentes tiveram que se abrigar em casas próximas ao campo.
02:04Este é o garoto de 11 anos que estava, inclusive, de uniforme de time para jogar.
02:09Ele conseguiu se abrigar, mas a agonia foi grande.
02:13Até porque os moradores não entendiam o motivo de disparos estarem sendo efetuados sem que houvesse confronto.
02:20Minha casa ficou cheia de criança, porque se eu não obrigasse, capaz de sair uma criança baleada.
02:24E isso aqui é constantemente, eles não respeitam ninguém.
02:26Então eles têm que ver que se ocorreu alguém e devesse, eles pegavam e prendiam, não atiravam.
02:30Porque fora eles tinham os outros inocentes aqui, né, que podiam ser baleados.
02:34Olha aqui, ó, a quantidade de cápsula.
02:37A comunidade denuncia ainda que alguns PMs foram violentos.
02:42Agiram contra o culência, mesmo com moradores que só estavam assistindo o torneio.
02:47Este que prefere não se identificar, diz que apanhou.
02:51Ele disse, não, o que manda aqui é a polícia.
02:53Eu disse, não, vocês que mandam aqui não, pô.
02:57Aí ele foi e atolou na minha cara do nada ali, ó.
03:00Aí deu um chute no rapaz também ali.
03:02Sem que vocês estivessem com nada de errado.
03:04Sem nada de errado, só para olhar o jogo aqui mesmo.
03:06Em outubro, uma operação da PM que combatia o tráfico de drogas dentro da comunidade do Marezão
03:12terminou em tiroteio.
03:14Um homem identificado como Danilo Souza Oliveira, de 32 anos,
03:18foi baleado, socorrido e morreu no hospital.
03:21A polícia conseguiu prender uma outra pessoa com drogas.
03:25Na época, a comunidade chegou a realizar protestos.
03:28Depois do novo episódio desse domingo, a população está ainda mais revoltada.
03:33A queixa não é contra o trabalho da polícia.
03:36Mas sim, em relação à falta de cuidado com moradores e principalmente com crianças
03:41que não podem pagar pelos erros de outras pessoas.
03:45Não respeita a criança, não respeita morador, não respeita ninguém, certo?
03:49Hoje mesmo, minha mãe, ela tem 81 anos.
03:51Eles meteram spray de pimenta na cara da gente, da minha mãe também.
03:54Então a gente questionou o seguinte, a forma que eles trabalham, né?
03:57Eu tenho um sobrinho que trabalha aqui de lado,
03:59que para levar tem que a mãe levar todo dia para o trabalho.
04:02Porque se não levar, eles metem a tapa lá na frente.
04:04Isso é pai de família, dá rasteira, quebra a cara dos outros.
04:07Quer dizer, é assim que eles fazem a segurança de todo mundo, desse jeito.
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