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  • há 2 dias

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Transcrição
00:00Um caso exclusivo?
00:01Pois é, a capa pessoal de Casa Vítima relata medo após sofrer importunação sexual no município de Ananideu.
00:09Agora ela cobra prisão do suspeito. Bora ver.
00:14O caso aconteceu na Alameda Belterra, no Conjunto Pá, em Ananideu.
00:18O circuito de segurança registra o momento em que a mulher caminhava na rua
00:23quando um motociclista se aproxima pelas costas e dá um tapa na vítima.
00:27Logo depois, o suspeito deixa o local rapidamente.
00:31A vítima conversou com exclusividade com a nossa equipe de reportagem e preferiu não se identificar.
00:38Ainda abalada, ela relembrou como tudo aconteceu e o momento em que foi surpreendida pelo suspeito.
00:44Eu estava indo para a academia, eu sempre ando por ali pela rua.
00:49Eu não acostumo em muitos dias de sábado treinar.
00:52Aí eu resolvi ir nesse dia, nesse sábado.
00:56Aí eu sempre vou para lá.
00:58Então, tem gente que fala nos comentários, mas tu não tem que andar nessa rua.
01:02Eu nunca imaginei que ia acontecer.
01:04A gente nunca imagina.
01:06Aí eu terminei, acho que eram umas 11 horas.
01:09Ou então ia dar uma hora, eu não lembro.
01:11Aí eu vim, terminei e passei.
01:13E eu não vi nada de suspeito.
01:15Segundo ela, a ação foi rápida, sem qualquer chance de reação.
01:19Eu só vi assim, que ele veio bem rápido, como parece que ele pegou uma força, ele fez uma força
01:24bem rápido.
01:25Quando eu olhei para o lado, eu só vi a moto vermelha.
01:28Aí foi que ele fez aquilo que está lá no vídeo.
01:31Aí a minha reação foi assim, eu chamei um, falei um palavrão lá e fiquei assim.
01:35Eu não tive reação se eu voltava, se eu ia atrás, se eu falava.
01:39Eu não sabia o que fazer, eu só fiquei assim.
01:41Eu falei, meu Deus, eu não acredito que isso aconteceu comigo.
01:43Aí eu segui mais um pouco, que eu moro para cá.
01:46Aí eu segui mais um pouquinho, eu cheguei um pouco aqui na esquina, aí eu vi um conhecido.
01:50Aí eu chamei ele, aí eu falei, bora aqui comigo.
01:53Aí eu nem falei nada, eu só contei por alto o que tinha acontecido.
01:56Aí ele já ficou bem revoltante, aí eu subi na moto com ele.
01:59Aí a gente foi atrás, mas a gente não achou de jeito nenhum.
02:01A gente rodou muito, mas a gente não achou.
02:03Desde então, o sentimento é de medo e insegurança.
02:07Principalmente ao precisar sair de casa.
02:10É horrível, é horrível, porque é horrível.
02:12Eu não sei explicar, me dá um ódio, um ranço.
02:16Quando eu, agora quando eu fui para ali, que eu olhei assim, parece que ia acontecer tudo de novo, sabe?
02:23Como eu falei, parece que a gente é abusada, mesmo não sendo, sabe?
02:28Mas é horrível.
02:30Familiares e amigos têm dado apoio e incentivado a vítima a registrar o boletim de ocorrência,
02:35para que outras mulheres não passem pela mesma situação.
02:39Logo quando eu cheguei em casa, eu não fiz, eu não conseguia fazer nada, nem passava na minha cabeça isso.
02:44Eu só queria encontrar de alguma forma, aí eu não fiz, porque eu fiquei sem condição de ir lá.
02:49Aí eu já estava conversando com um amigo, ele falou para eu ir lá fazer hoje, né?
02:53Aí eu ainda não fiz o boletim de ocorrência, não fui fazer.
02:57Parece que até a culpa é nossa, né?
02:59Mas é horrível, é horrível.
03:01É horrível, eu sinto uma raiva, muita raiva, muita raiva mesmo.
03:05É uma coisa surreal.
03:09Deixa eu te falar uma coisa, a culpa nunca é da vítima.
03:12A culpa é do abusador.
03:15A culpa é dessas pessoas que não sabem ver uma mulher na rua, né?
03:20Não é culpa da tua roupa, não é culpa se tu está com um short curto, uma blusinha curta,
03:24se tu vinha da academia, vinha da balada, estava sozinha, não é culpa, não é culpa nossa.
03:29Nunca é culpa da vítima, não se sinta culpada, tá bom?
03:33Pronto, eu não sei nem o que dizer diante da nossa Gabi, né?
03:39O que a Gabi falou, porque encontrou outra mulher semelhante a ela, certo?
03:45Com problema de sair, por medo, medo, por usar uma roupa, por andar como gosta de andar,
03:54porque vai sair na rua, então a mulher veste o que ela quiser.
03:59Claro que dentro do comportamento, claro que respeitando todos e tudo mais,
04:03mas ela usa, ela escolhe a sua vestimenta para andar na rua.
04:08Então vem um ceboso desse, um patife, um pilantra, né?
04:12Que vai ser encontrado, viu senhora?
04:15Não se preocupe não, faça o boletim de ocorrência,
04:19peça apoio na delegacia da mulher,
04:21a senhora merece toda atenção, todo cuidado,
04:24vista o que a senhora se sentir confortável, continue saindo na rua.
04:27Para esse tipo de gente aí, ah, não se preocupe não,
04:31vai ser encontrado e vai ser punido no rigor da lei.
04:36Ou quem sabe, se alguns o encontrarem antes da polícia,
04:41poderão passar exatamente pela punição, né?
04:45Punição do povo.
04:46Está aí o bonitão achando de moto, vendo uma mulher andando sozinha,
04:50acha que pode fazer essa palhaçada que ele fez aí.
04:53Isto é crime, vai responder por isso e por muitas outras coisas.
04:58Agora, olha a sua capacidade pessoal de casa.
05:00Muitas mulheres passam por isso aí, viu?
05:02Muitas, né?
05:03Muitas mulheres passam por isso aqui em Belém,
05:06em região metropolitana e no interior.
05:08Certo?
05:09Não fique calada.
05:10Certo?
05:11Felizmente, nós temos imagens, nós temos registro desse patife fazendo isso.
05:17Agora, a gente lamenta que em algumas ocasiões não se tenha registro,
05:22não se tenha imagens, só testemunhas, não é?
05:24E mesmo assim, faça o BO, faça o BO que a polícia vai encontrar.
05:30É claro que haverá questão de defesa e tudo mais, mas neste caso aí não.
05:34Neste caso, é porque não dá, a imagem não permite,
05:37mas a gente poderia mostrar a cara dele, viu?
05:39Porque é um flagrante, né?
05:41Mas infelizmente a gente não pode, mas a placa está aí.
05:45Ei, calma que a polícia vai botar o pé na porta, é só um tempinho.
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