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  • há 9 horas

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Transcrição
00:00A Karen Brustolin, pouco, você é pouco italiana, hein?
00:06Brustolin Granetto, psicóloga, como vai você?
00:09Tudo certo.
00:10Já te deram água, café, tudo?
00:11Já, já, fui bem recepcionada.
00:13Muito bem. E o churrasco, qual o cheiro?
00:15Olha, aí você me complica, né, Olga?
00:18Por que você é vegetariana?
00:20Gente, não, porque eles têm esse cheiro e aí eu aqui me complico.
00:25Não, mas olha, a gente pode dar um pedacinho de carne pra ela, né, Giovanni?
00:29Olha a coisa mais linda.
00:30Giovanni, é a hora que precisa cortar aí, você me avisa, tá?
00:32Tá bom.
00:33Você me avisa que eu vou aí.
00:35Aqui vai ser cortar pra finalizar e a gente degustar.
00:37É, então tá. Então segura aí.
00:39Tá.
00:39Bom, você tem filhos, Giovanni?
00:41Tenho dois.
00:42Que idade?
00:43Amável tem oito, o Sebastião tem sete.
00:46Tá, Amável é o nome da minha avó.
00:49Lindo esse nome.
00:50Amável e Maria.
00:51Quando a sua filha vai tomar banho, ela demora muito no chuveiro?
00:57Um pouco, um pouco mais que o L.
00:59Às vezes você tem que ir lá, bater na porta, pedir se tá tudo bem.
01:03Isso.
01:04É isso?
01:04Isso aí.
01:05Viu? Giovanni tem filho, é isso. Você tem filho?
01:08Tenho.
01:08Que idade?
01:09Eu tenho uma bebê de um ano e quatro meses.
01:12É mini adolescente.
01:13Não chegou ainda a tomar banho sozinha.
01:15Eu já passei essa fase com os meus dois meninos e era bem isso.
01:19Agora, isso tem resposta. E qual é a resposta, hein, doutora Karen?
01:24Olha, é o seguinte, Olga. Vários períodos da vida, da nossa vida em si, elas nos trazem
01:31algumas respostas referentes ao processo do banho, né?
01:34Então, desde lá do processo do desenvolvimento da criança quando bebê, recém-nascido, até
01:40o período da fase adulta, né? E o banho, ele está relacionado ao sentido que nós
01:45damos a ele.
01:46Então, cada período da vida, nós damos um sentido pra esse banho, né?
01:51Então, vamos pensar assim, a criança recém-nascida, ela tem muita dificuldade ali no banho.
01:57Ou ele é relaxante ou ele é estressante. Por quê?
02:00Por conta da temperatura do ambiente e a criança também não tem sentido em relação a isso.
02:06A minha bebê, por exemplo, ela ama banho. A briga é sair do banho. Por quê?
02:10Porque é um processo relaxante. Porém, ela ainda não atribui um sentido a isso, né?
02:15Então, a amabile, ela já tem um sentido relacionado ao que vem ser o banho, né?
02:21Um processo relaxante, um processo que eu dou um time, né? Do que eu estou vivenciando
02:27durante o dia, né? E aí, assim, vai recorrendo até a adolescência.
02:32Então, os adolescentes, por exemplo, eles têm um pouquinho mais de demora no banho. Por quê?
02:38Por quê? Justamente porque eu sempre coloco que a cabeça do adolescente, ela está a mil, né?
02:44Durante todos os processos que ele vem enfrentando.
02:47Tanto o processo hormonal, que parte do processo orgânico,
02:50quanto o processo psíquico e emocional.
02:53E nós, enquanto adultos, nós já atribuímos outro sentido.
02:56O banho rápido, porque eu tenho uma criança pra trocar, pra alimentar,
03:00ou eu preciso sair logo pro trabalho.
03:02Ou um pós-trabalho, né? Que você relaxa.
03:06Então, o banho está relacionado ao sentido que nós damos a ele.
03:10É um momento de reflexão, hein?
03:12Com certeza.
03:14Quantas vezes que a gente brinca, né? E fala assim,
03:16ah, a pessoa demora tanto nesse chuveiro.
03:20Eu lembro de quando a gente...
03:22Bom, economizar água é uma coisa que a gente...
03:24Eu sempre vou falar, a gente precisa economizar água.
03:26Eu não consigo conceber um chuveiro aberto por 20 minutos.
03:30Eu não consigo. Eu passo mal se eu enxergar um negócio desse.
03:35Porque você pode ficar 20 minutos no chuveiro.
03:37Entra, abre e fecha, né?
03:38Agora, 20 minutos escorrendo água, do jeito que está esse planeta, gente,
03:43pensa nisso.
03:44Mas, voltando, você vai nesse chuveiro e você faz reflexão, sim.
03:50Por exemplo, você é adolescente.
03:52O seu corpo está mudando.
03:55Sua voz está mudando.
03:56As percepções todas do mundo estão mudando, né?
03:59É um momento que você está despido de roupa, mas não de pensamentos, né?
04:06Exatamente.
04:07E quando eu li essa matéria sobre o banho, eu falei, olha só que interessante.
04:12E eu comecei a lembrar da minha vida no chuveiro, sabe?
04:16O quanto que a gente reflete coisas.
04:18O quanto que a gente resolve o problema debaixo do chuveiro, né?
04:22Chora.
04:23Chora, ai meu Deus do céu.
04:25Exatamente.
04:26E ali no processo da adolescência, Alga, é muito importante a gente ressaltar isso.
04:30Porque ali no processo da infância, tem dois pontos, né?
04:35São dois situações que a gente precisa analisar.
04:39Ou a criança não gosta de tomar banho, que é uma briga para tomar banho.
04:43Ou a criança quer ficar debaixo do chuveiro.
04:46Não sai, mas nunca mais.
04:47Não sai nunca mais.
04:49Então, qual que é o sentido que se atribui nesse processo?
04:52É justamente do porquê.
04:54Ah, eu vou perder tempo no banheiro.
04:56Eu poderia estar brincando, fazendo outras coisas, né?
05:01Ou eu estou lá também brincando dentro do banheiro.
05:03E no processo da adolescência é exatamente isso.
05:06Eu estou no meu processo de auto-reflexão.
05:08Eu estou sozinho.
05:10E o processo da adolescência, Alga, é difícil.
05:13É complicado.
05:14Então, quantas vezes eu escuto, meu filho é adolescente, agora?
05:18O que eu faço?
05:20Porque sabe o que acontece, Alga?
05:22Muitas vezes a gente acaba patologizando a adolescência pela aborrecência.
05:27Ah, ele é aborrecente.
05:28E aí acaba deixando em evidência esse adolescente.
05:32E aí, o que eu costumo dizer, né?
05:35Que esse processo de crise, o adolescente vai se ver assim.
05:38Eu não sou nem criança e eu não sou nem adulto.
05:42Aí a mãe chega e fala, olha, você pode fazer tal coisa.
05:45Porque você já é grande.
05:46Ah, mãe, posso sair?
05:48Não.
05:48Você ainda é uma criança para sair.
05:50Então, ele fica nessa confusão.
05:52É confuso também isso.
05:53Exatamente.
05:54Aí inicia, por exemplo, o processo do banho longo.
05:56Porque é ali que eu consigo estar de frente comigo mesma.
06:00E o processo também do isolamento lá dentro do quarto.
06:03Fechar a porta.
06:04Eu não quero conversar com ninguém.
06:06Só fica muitas vezes no celular.
06:08Não quer conversar com o pai.
06:09Não quer conversar com a mãe.
06:11Então, esse processo é muito complexo para o adolescente.
06:15Então, ele está num processo confuso de inserção em grupos.
06:19Então, quem eu sou?
06:20Eu não sou mais aquele que a minha mãe ou meu pai falam que eu preciso ser.
06:25Eu preciso me encontrar comigo mesma.
06:27As minhas expressões não são mais a do outro.
06:30São as minhas.
06:31Então, a roupa que eu vou colocar não é mais a roupa que a minha mãe arruma lá para eu
06:35colocar.
06:35Não é a roupa que eu quero colocar.
06:37E aí começa o conflito.
06:38Porque daí a mãe não quer aquela roupa, não quer aquele calçado.
06:41E aí começam as gírias, né?
06:44A questão da linguagem dos adolescentes.
06:47Por quê?
06:47Porque eles querem se inserir nos grupos.
06:50E isso faz com que a família se afaste desse adolescente.
06:54Porque o adolescente é rebelde, é o aborrecente.
06:56Ele não consegue mais conversar.
06:58E aí vira esse conflito de ambas as partes.
07:02Tanto do adolescente quanto da família.
07:04E aí que vem o perigo.
07:06Aí que vem o perigo.
07:07O perigo é grande nessa época, né?
07:10E quando a gente fala do celular no chuveiro,
07:13uma coisa bacana para se fazer, quem tem adolescente em casa,
07:17é deixar o celular fora.
07:20Deixa esse celular fora.
07:22Primeiro porque tem a umidade toda do chuveiro e tal, né?
07:24Mas para ele realmente relaxar, para ele conseguir se desligar um pouco das telas também, né?
07:30Porque é uma coisa...
07:32A gente precisa se policiar.
07:33Claro.
07:34Porque tem adulto que vai para o chuveiro, vai para o banheiro com o telefone,
07:39esquece da vida, né?
07:41Esquece.
07:41E fica lá.
07:42E fica lá.
07:43Outro dia a gente até fez uma pauta aqui sobre isso de ir para o vaso sanitário.
07:49Sentar no vaso sanitário com o telefone.
07:51Não é nada bom.
07:52A gente não está falando de contaminar o aparelho.
07:54A gente está falando de um problema que você pode ter de saúde.
07:58Hemorroidas, por exemplo.
07:59Pode, porque você fica exposto ali muito tempo, né?
08:04E isso pode não ser legal.
08:05Eu estava falando com a médica sobre isso, né?
08:08Então, veja você, é importante.
08:10E aí tenta, tenta falar com a filharada sobre isso também, né?
08:13Porque tem que ter tempo.
08:16Esse tempo que você fala que ninguém mais tem, eu concordo.
08:18É tudo corrido, tudo difícil.
08:20Então, é assim, o momento do banho, por exemplo.
08:22Eu consegui tomar banho hoje em cinco minutos.
08:24Não sei como que eu consegui, mas eu só tinha cinco minutos, né?
08:27Enquanto que o seu filho pode ter ficado lá 20 minutos, né?
08:31Exatamente.
08:31E aí o que acontece diante disso, né?
08:34É claro que nós, enquanto pais, nós precisamos administrar esse tempo do adolescente.
08:39Porque ele chega nesse processo, nesse período, e aí ele quer fazer aquilo que ele tem vontade,
08:44ele vai conhecer novas coisas.
08:46Então, isso não quer dizer que os pais não tenham que interferir nesse processo.
08:49Porém, os pais também precisam ouvir qual é o sentido e significado que o adolescente está dando para esse período,
08:55né?
08:55Então, por exemplo, o isolamento.
08:57O isolamento no período da adolescência, no sentido de estar no quarto, a gente precisa compreender o quê?
09:02Se esse isolamento é para organizar pensamentos ou se é para se distanciar da vida.
09:10Então, tem muito desse processo.
09:12Quando o adolescente só quer dormir, só quer ficar lá, às vezes, no celular, olhando alguns vídeos que não são
09:18legais, né?
09:19Essa questão do uso de telas, a gente sabe que é uma fuga da realidade.
09:23Então, muitas vezes, a gente deixa de fazer outras atividades para ficar no celular, né?
09:29Então, para o adolescente é muito mais prático.
09:32E aí, com o uso de telas, o que acontece?
09:34Começa o comparativo.
09:36Começa o comparativo de estereótipo, né?
09:39O outro é dessa forma e eu sou dessa forma, né?
09:43Começa o comparativo de vestimenta, começa o comparativo familiar, né?
09:48Porque o que acontece?
09:49O que a gente vê na internet, muitas vezes, não é a realidade pura, né?
09:55Então, tem muito desses processos que a gente precisa analisar.
09:58Não é algo fácil para os pais.
10:00Jamais.
10:00Olha, eu não sei, ter filho nessa época, dessa altura, com essa tecnologia que nós estamos vivendo e a velocidade
10:09é incrível, não deve ser fácil educar filho, não.
10:12Não, não é fácil, Olga.
10:13Eu acredito assim, antes de eu ser mãe, eu olhava muito para esse todo, principalmente do uso das telas, né?
10:22E aí, eu olhava de uma forma e hoje, sendo mãe, eu olho de outra forma.
10:27Isso que a tua criança tem um aninho?
10:29Um ano.
10:29É.
10:30Como é que você lida, Giovanni?
10:32Como é que você lida com isso, com a sua amável, que é a que tem mais idade?
10:36Como é que você lida com internet, com tela, com celular?
10:39Como é que você lida com isso?
10:41É um problema hoje para os jovens, né?
10:47Como acho que em todos, também tem regras, né?
10:51Eles chegam da escola, eles estudam aqui na FAG, na parte da tarde.
10:54Então, eles chegam em casa, eles têm o horário deles de ficar no celular, de ficar na televisão, jantar e
11:02dormir.
11:03Amanhã, no dia seguinte, daí tem o horário certinho deles de estudar, levantar, fazer as tarefas, né?
11:11E daí tem as outras coisas diárias ali, psicólogo, tem outras atividades que eles fazem na parte da manhã e
11:18à tarde, a escola.
11:20É tudo cronometrado, a vida das nossas crianças, né, Giovanni?
11:23Tem que ser assim hoje, né?
11:24Antigamente a gente saía jogar bola, Betis e confusão, hoje ajuda, mas atrapalha a tecnologia um pouco nesse crescimento dos
11:35nossos pequenos, né?
11:36É verdade.
11:37Já, já eu vou aí para a cozinha, tá?
11:39E você pode se preparar, então, Giovanni, que tem mais uma aqui, morta de fome.
11:43Eu brinco com todo mundo aqui, parece tudo morto de fome.
11:45Mas com o cheiro desse, você viu que teve o nosso menino que faz fotos lá para o portal, ele
11:50veio e ele falava assim,
11:52Que cheiro é esse, meu Deus?
11:54Pois é, o cheiro de churrasco maravilhoso do Giovanni.
11:57Você sabe fazer churrasco?
11:58Olha, eu não, mas o meu marido...
12:00Ah, ele sabe?
12:01Sabe.
12:02Ah, sabe que ele sabe fazer essa picanha deste jeito com o mestre Giovanni?
12:06Olha, se ele não souber, ele vai aprender.
12:08Você ensina e viu, viu, viu?
12:10Bom, voltando ao celular aqui, e a esse momento do banho, que é o momento de reflexão.
12:17Então, quando a sua criança estiver no banho, não fica também gritando, berrando, né?
12:23Pensa que é um momento que essa criança, esse adolescente precisa também, né?
12:27Exatamente, Olga, é importante para a criança, para o adolescente, para nós adultos.
12:32Então, assim, aquilo que eu mencionei para ti, não é sobre tomar ou não tomar banho,
12:36é sobre o sentido que você atribui diante disso.
12:39É claro, né, o teu adolescente está dentro do banheiro, com o celular, com a porta trancada,
12:44não responde, é claro que é um momento de alerta, né?
12:47Mas a gente precisa compreender muito esse espaço que o adolescente tem.
12:51Por exemplo, ah, então, aqui em casa, então, vamos elencar regras.
12:55Então, cada um vai ter 15 minutos de banho, digamos assim, né?
12:59Porque senão, às vezes, fica taxativo só para aquele adolescente, né?
13:02É, mas é legal isso, tantos minutos para cada um, né?
13:05Exatamente, porque se é para um, é para todos, né?
13:08Porque sempre tem essa, muitas vezes, essa divisão ali do que,
13:11ah, a irmã mais nova pode fazer, a irmã mais velha não pode,
13:15o irmão mais novo pode, a irmã mais velha não pode, né?
13:18E assim por diante.
13:18Então, é importante que tenha realmente essa questão da rotina, né?
13:22O que o Giovanni mencionou é muito importante.
13:24É claro que hoje, para as nossas crianças, a gente sente muita falta do verde, da terra, né?
13:30De você brincar livremente, né?
13:32Mas hoje, nós não temos mais tanto essa liberdade para realizar esse tipo de atividade.
13:37Mas é importante que se tenha rotina, né?
13:40Eu sempre menciono que a importância de ter rotina é uma questão de saúde, né?
13:45Tanto para nós, quanto para as nossas crianças, né?
13:47A questão da própria higiene, do sono, né?
13:50Então, por exemplo, ah, eu tenho a rotina, né?
13:53Do que a minha criança vai tomar banho, brinca e vai dormir, né?
13:59Ótimo, maravilhoso.
14:00Mas é, por exemplo, uma criança ou adolescente que um dia vai dormir 10 horas da noite,
14:04outro dia vai dormir meia-noite, outro dia 7 horas,
14:07ou às vezes troca o dia pela noite, principalmente nas férias, Olga.
14:11Troca o dia pela noite.
14:11A férias bagunça tudo, né?
14:13Bagunça.
14:13A volta é complicada, né?
14:15É complicado.
14:16Então, assim, é importante que se tenha esse processo de rotina realmente, né?
14:21E eu acredito que os pais precisam conhecer o seu próprio filho, né?
14:25De dar abertura.
14:26Porque, assim, Olga, eu não vou dizer que seja fácil,
14:29porque os comportamentos, eles são, assim, bruscamente mudados de uma hora para outra.
14:36Então, um dia eles estão com um corte de cabelo,
14:40outro dia eles querem pintar o cabelo.
14:41E querem pintar o cabelo.
14:43E se não pintar, vai ser o fim do mundo se não pintar o cabelo.
14:45E daí faz o quê?
14:46Pinta o cabelo?
14:46A gente precisa compreender o quê?
14:49Qual é a organização familiar diante disso?
14:51Qual é o sentido de pintar o cabelo?
14:53Porque muitas vezes a mãe vai falar assim, não, não pinta.
14:56Não vai pintar.
14:57Filho meu, filha minha não vai pintar cabelo.
14:59Não vai fazer tatuagem e pronto.
15:00Não vai.
15:01E é isso.
15:02Ponto.
15:03Tá.
15:03Pra aquele adolescente, acabou o mundo.
15:05Minha mãe é a pior mãe do mundo.
15:07Ela não faz o que eu quero.
15:08Ao invés de muitas vezes a gente chegar, tá, por que você quer pintar o cabelo?
15:12Qual é o sentido de você pintar o cabelo?
15:15Esses dias eu vi um vídeo de uma mãe que colocava assim,
15:18se algum dia o seu filho adolescente pedir pra pintar o cabelo,
15:24não diga não.
15:25Apenas entenda o porquê ele quer pintar o cabelo.
15:28E aí ela levou a filha a pintar o cabelo só a pontinha.
15:31Mas era dois dedinhos da pontinha.
15:33A filha queria pintar todo o cabelo.
15:34Mas primeiro ela entendeu aquele processo,
15:37ela pintou as duas pontinhas,
15:38duas semanas depois ela cortou essas duas pontinhas do cabelo,
15:40porque não queria mais.
15:42Né?
15:42Então o que acontece?
15:43É claro que tem todo o enredo diante disso.
15:45Dá trabalho isso.
15:47Dá, dá trabalho.
15:47E ninguém mais tem tempo pra filho, doutora Karen.
15:51Exatamente, exatamente.
15:52Aí que tá o problema.
15:53É, o tempo de qualidade hoje tá escasso, né, Olga?
15:56Muitas vezes, por exemplo, as crianças e os adolescentes acabam ficando na escola o dia todo.
16:02Aí os pais chegam cansados.
16:04Aí não conseguem dar atenção o suficiente, porque os filhos querem atenção.
16:08Olga, vou te dar um exemplo.
16:09A minha bebê, se eu chego em casa, eu tenho que largar o celular.
16:13E aí eu sento.
16:14Se eu pegar o celular, ela já reina.
16:16E não é o sentido de ela estar me mandando, né, de eu não poder pegar.
16:22Ela quer sua atenção, ela quer você inteira.
16:24Exatamente.
16:25Você quer ver uma cena que eu não curto?
16:27É de ver, por exemplo, eu vi essa cena ainda semana passada.
16:32Fiquei triste, sabia?
16:33Mas é a realidade, não tem jeito.
16:36A mãe estava amamentando o bebê.
16:38Então ela amamentava neste peito, ela amamentava o bebê e com essa mão ela segurava aqui o telefone.
16:45E ela estava interagindo aqui no telefone.
16:48É que assim, o momento da amamentação é tão sagrado, né?
16:53Desliga, desconecta, por favor, tira, né?
16:55Depois tu vai ver lá.
16:57E não era nada urgente, né?
16:58Era algo assim, era aquela coisa da tela, né?
17:01Vai rolar da tela, né?
17:02Exatamente.
17:03E é uma fuga muitas vezes, né?
17:05E assim, desde pequena, essa criança, ela vai ter uma conexão, né?
17:11Com essa mãe.
17:12Então, é realmente uma cena assim que corta o coração.
17:16Sem dúvida.
17:17Obrigada por ter vindo, tá?
17:18Imagina, Olga.
17:19Qual que é o teu Instagram?
17:21Você tem Instagram?
17:22Tenho.
17:23É KarenBrustolin.psy
17:25E tem a clínica também, que é a clínica Liberté.
17:29Muito bem.
17:29Agora eu vou lá na cozinha, toma um cafezinho que eu acho que vai dar uma carninha aí.
17:34Ai, ótimo.
17:34Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:37Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:39Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:39Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:40Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:40Pronto, meu querido churrasqueiro.
17:40Obrigado.
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