- há 18 horas
Neste episódio especial do Match Gastronômico, reunimos duas histórias que mostram como tradição, família e identidade podem transformar restaurantes em verdadeiros patrimônios da cidade.
De um lado, Rodrigo Alves, quarta geração à frente do Ponto Chic, um dos bares mais icônicos de São Paulo. Fundado em 1922, o restaurante atravessou décadas da história paulistana e se tornou o berço do lendário sanduíche Bauru, hoje reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Estado. No episódio, Rodrigo compartilha os bastidores de manter um negócio centenário relevante, o equilíbrio entre preservar a tradição e inovar para novas gerações, além das histórias que fazem do Ponto Chic muito mais do que um restaurante — um capítulo vivo da cultura da cidade.
Do outro, Vitor Manuel, um imigrante português que construiu uma das cantinas mais queridas da gastronomia paulistana. Há mais de quatro décadas à frente da Cantina Gigio, no Brás, ele ajudou a transformar a casa em um verdadeiro ponto de encontro entre gerações. Entre memórias do salão cheio, decisões de expansão e o desafio de preparar a sucessão familiar, Vitor revela como consistência, hospitalidade e amor pelo que se faz são ingredientes fundamentais para atravessar o tempo.
Duas trajetórias marcadas por tradição. Dois restaurantes que contam a história de São Paulo à mesa. Um episódio sobre legado, família e a arte de manter clássicos sempre vivos.
De um lado, Rodrigo Alves, quarta geração à frente do Ponto Chic, um dos bares mais icônicos de São Paulo. Fundado em 1922, o restaurante atravessou décadas da história paulistana e se tornou o berço do lendário sanduíche Bauru, hoje reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Estado. No episódio, Rodrigo compartilha os bastidores de manter um negócio centenário relevante, o equilíbrio entre preservar a tradição e inovar para novas gerações, além das histórias que fazem do Ponto Chic muito mais do que um restaurante — um capítulo vivo da cultura da cidade.
Do outro, Vitor Manuel, um imigrante português que construiu uma das cantinas mais queridas da gastronomia paulistana. Há mais de quatro décadas à frente da Cantina Gigio, no Brás, ele ajudou a transformar a casa em um verdadeiro ponto de encontro entre gerações. Entre memórias do salão cheio, decisões de expansão e o desafio de preparar a sucessão familiar, Vitor revela como consistência, hospitalidade e amor pelo que se faz são ingredientes fundamentais para atravessar o tempo.
Duas trajetórias marcadas por tradição. Dois restaurantes que contam a história de São Paulo à mesa. Um episódio sobre legado, família e a arte de manter clássicos sempre vivos.
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00:08Olá, olá, bem-vindos ao MET Gastronômico, o maior programa de gastronomia e empreendedorismo do Brasil.
00:15Eu sou a Manu Carvalho.
00:16Eu sou o Gabriel Carvalho e a gente está aqui de novo para estourar o sabor de sucesso e aprender
00:20com histórias inspiradoras.
00:22E que bom ter você aqui de volta. Essa reprise é para os amantes da cozinha com história, alma e
00:28raiz.
00:28É isso aí, Manu. A gente revisitou o papo com o Rodrigo Alves, do Ponto Chique, e Vitor Manuel, da
00:34Cantina Didi Obrás, guardiões da gastronomia afetiva.
00:37Ponto Chique é tradição. A gente começou o quê? Desde 1922. Na verdade, começou na mesma Semana da Arte Moderna,
00:45né?
00:45É um mês depois da Semana de Arte Moderna.
00:48Então você tem uma resposta, você carrega algo de muito pesado, né? Como é que é isso?
00:53Ah, é um privilégio, prazer, mas é um peso também, né? Da responsabilidade de manter esse ícone, né? De manter
01:01as tradições todas do Ponto Chique.
01:04E como é que você faz para a semana? Ah, desculpa.
01:06E quem deu o nome para a gente foi o Oswaldo de Souza.
01:09Olha que bacana, eu sabia dessa.
01:10Abriu o Ponto Chique sem nome, mas com instalações muito refinadas para a época.
01:15E aí o pessoal da Semana se reunia e aí o Oswaldo de Andrade falava, ah, vamos naquele Ponto Chique,
01:22né? Naquele lugar.
01:23Legal. Interessante, hein? Não sabia dessa.
01:25E foi um cliente de vocês que inventou o Bauru? Como é que foi essa história?
01:31Foi um cliente. O Casimiro Pinto Neto, ele veio para São Paulo para estudar Direito no Largo de São Francisco.
01:37Lá no Ponto Chique?
01:39E aí frequentava ali o Ponto Chique com todos os estudantes, todos os alunos lá da São Francisco.
01:44E como ele veio de Bauru, então o apelido dele era Bauru.
01:47Ele estava lendo um livro de gastronomia da época, de nutrição, e ele se inspirou para criar um sanduíche que
01:54representasse uma refeição completa.
01:56Ele chamou o chapeiro e ele foi editando o pão francês, o roast beef, aí pediu para derreter os queijos,
02:04que na época já era técnica culinária de fazer na água.
02:07Não tinha chapa, né?
02:08Não tinha chapa e acrescentou depois o tomate e o pepino.
02:12Aí quando ele foi comer, passou o outro amigo, o Kiko, roubou metade do sanduíche.
02:18A hora que ele experimentou, já disparou.
02:20Me vendo esse aqui igual do Bauru?
02:22Foi um sucesso imediato e...
02:24Então não foi na cidade do Bauru, foi na cidade de São Paulo, através de uma pessoa de Bauru, correto?
02:30Na cidade de São Paulo, por um bauruense.
02:32Não existe algo mais paulista do que o Bauru.
02:33Perfeito, perfeito, perfeito.
02:35E outro ponto, né?
02:36Muita gente confunde o Bauru com presunto, né?
02:40Pede, ah, me vê um Bauru, é presunto com queijo.
02:42Na verdade, não.
02:43O Bauru tradicional começou com roast beef.
02:46Com roast beef, o original com roast beef.
02:48Depois, por conta da guerra, que aí os embutidos chegaram com muita força,
02:53era mais fácil trabalhar com presunto...
02:56Mas barato do que trabalhar com roast beef, né?
02:58Você tem que assar o lagarto, você tem toda uma preparação.
03:02Então hoje você vai pedir pizza de Bauru, pastel de Bauru, esfirra de Bauru,
03:06e aí acaba vindo com presunto, né?
03:08Tem uma outra coisa interessante também.
03:09Na verdade, o Bauru, eles têm umas três ou quatro leituras aí pelo país.
03:14Então tem o original, que é o deles com roast beef,
03:16tem o picles e o queijo fundido, que é o grande charme, na minha opinião.
03:20O Bauru tradicional paulistano, se você for em qualquer lugar em São Paulo,
03:23vai vir pão francês, presunto, queijo e tomate.
03:26É isso, um queijo, né?
03:28Agora, eu estive no interior outro dia e comi um Bauru,
03:30que era uma carne, era carne mesmo, um filézinho, queijo e tomate.
03:34Chamam de Bauru também.
03:36Em Porto Alegre também.
03:37Em Porto Alegre também, perfeito.
03:38É com contrafilé.
03:39Com contrafilé, queijo e tomate.
03:40Comi segunda-feira em Limeira.
03:42Você falou isso, agora minha família vem no interior,
03:45lembrei que a gente comia muito Bauruzinho.
03:47É.
03:48E aí eu fiquei...
03:50Muitos estudantes também, né?
03:52Quando eles voltavam para suas regiões,
03:54acabaram levando a receita, mas eles ficam com releituras.
03:57Eu vou assim, o Bauru é o sanduíche mais famoso do Brasil.
04:00Porque em qualquer lugar que você esteja,
04:02pedir um Bauru vai chegar um sanduíche.
04:05Mas não exatamente como o original, né?
04:07E se eu não estou enganado, Rodrigo,
04:08o roast beef vocês produzem na casa, né?
04:10Sim, nós que assamos a partir do lagarto.
04:13Perfeito.
04:14E conta um pouquinho, é...
04:171922, né?
04:20Manter uma tradição até 2025.
04:24O que mudou de lá para cá?
04:26Como é que foi essa diferença, talvez, dos clientes?
04:29Ou como é que vocês conseguiram aí se manter no auge?
04:32Eu gosto de falar muito que o Ponto Chico é um jovem senhor de 100 anos.
04:37Porque você tem que se adaptar.
04:39Então, essa capacidade de adaptação,
04:42de entender as mudanças da sociedade, dos clientes,
04:44das necessidades mudadas, que era em 1922,
04:47que é para hoje.
04:49Então, essa capacidade de se adaptar é o sucesso também,
04:51de conseguir prosperar por tanto tempo a mesma empresa, né?
04:56Uma outra coisa importante na mesma linha.
04:58Você é a quarta geração já, né?
05:00Eu sou a quarta geração.
05:01E você toca isso exclusivamente ou você tem uma outra profissão?
05:05Exclusivamente.
05:06E todas as quatro gerações assumiram isso.
05:08Interessante, isso é bem legal, né?
05:10É uma gestão familiar desde sempre.
05:13Sim.
05:14Legal.
05:14E com quantos anos você já ia lá para o balcão,
05:18já ia aprendendo, Rodrigo?
05:19Ah, desde que a gente tenha memória,
05:21se entende por gente,
05:23a gente ia para o salão do Ponto Chico, né?
05:25Até para as reuniões familiares,
05:26ficar com meu pai, com meu avô.
05:29Começou com o seu Bisa?
05:31Começou, na verdade, com o fundador,
05:32que não era da família.
05:33Tá bom.
05:34E aí, meu avô veio de Franca,
05:36na década de 50,
05:38e ele foi garçom do Ponto Chico.
05:39Ah!
05:40Depois, na década de 70,
05:43o Odílio Titini,
05:44que foi o fundador,
05:46ele não teve sucessores,
05:47ninguém da família se interessou.
05:50Ele já estava com muita idade,
05:51e aí ele acabou decidindo
05:54fechar o Ponto Chico e tal.
05:55Estava com dificuldade na locação,
05:56lá no contrato de locação
05:58com o proprietário,
05:59e decidiu fechar.
06:01Aí saiu notícia em tudo quanto é lugar,
06:03então, meu pai e meu avô
06:04viram a notícia,
06:05correram,
06:06estão no ex-patrão,
06:07e aí acabaram adquirindo a marca,
06:08a empresa,
06:09e deu para dar sequência.
06:11Então, há 50 anos aí,
06:12já está na minha família,
06:14mas tem o primeiro fundador.
06:15Por isso que eu gosto de falar
06:15que eu sou a quarta geração, né?
06:17Ah, legal.
06:18Agora, a mesma coisa,
06:19vocês vendem 140 mil baurus por ano.
06:23São.
06:23Como faz...
06:24É, brabo.
06:25E eles são semi-verticalizados, né?
06:27Porque o rosbife é produzido,
06:29o pão vocês devem ter um fornecedor,
06:31o queijo também e tal.
06:33Mas como é que mantém padrão
06:36para vender 140 mil por ano?
06:39É uma luta diária, né?
06:41Para manter a qualidade,
06:42para manter o padrão.
06:44Lógico, as parcerias estratégicas
06:45nos fornecedores que nos garantem
06:47os produtos nas receitas
06:49que a gente precisa,
06:50tanto do pão como do queijo,
06:52o tamanho da peça do lagarto
06:55para poder produzir o rosbife.
06:57Mas ela é...
06:59É artesanal, né?
07:00Então, assim, ele sofre alterações.
07:02Como eu falei, o pão depende
07:03da temperatura, a umidade,
07:05acaba tendo essa pequena variação
07:08ali artesanal,
07:09mas é essa luta diária ali.
07:11E a equipe, principalmente,
07:12que mantém o padrão.
07:14Eu acho que o grande segredo
07:15é o queijo, cara.
07:15O queijo, né?
07:17Porque, assim, um rosbife,
07:18um rosbife, um pepino, um pão,
07:19a gente consegue produzir.
07:22Agora, esse queijo,
07:24essa é a forma que ele é feito.
07:25Ele é feito dentro da água,
07:26para quem não sabe.
07:27Ele é fundido dentro de água.
07:28E são vários tipos de queijo, né?
07:31Vocês podem contar
07:31o segredo dos queijos aqui.
07:32Pode?
07:33Quais são, então?
07:33Queijo prato, steppe,
07:35golden suíço.
07:36Sabia do golden suíço só?
07:38Steppe.
07:38Ele acaba...
07:39As quantidades deles
07:41não são exatamente
07:43sempre as mesmas,
07:44porque depende do lote do queijo,
07:45então a gente tem que fazer
07:46algum ajuste ali na...
07:47Vem de fora?
07:48No dia.
07:49De laticínio, sim.
07:50Gente, quem não conhece...
07:52Assim, em São Paulo
07:54muita gente conhece.
07:55Se você não conhece,
07:56você não é um paulistano,
07:57na verdade, né?
07:58Talvez o Gabriel,
07:59se tivesse sentado aqui,
08:01ia falar a novidade.
08:02Não pode.
08:03Meu pai me levou.
08:04Quando eu tinha, tipo,
08:0418 anos,
08:05faz 32 anos atrás,
08:07no Paissandu.
08:08Mas o queijo,
08:09quando você come lá na hora,
08:11é uma coisa espetacular.
08:11espetacular,
08:12é diferente.
08:13É isso, né?
08:13Existem tradições de São Paulo,
08:15que é o rei do filé,
08:17ponto chique.
08:18Estadão.
08:19O rei do filé aqui não é rei do filé,
08:20é filé do Moraes, né?
08:21Vamos combinar,
08:22que o nome é original.
08:22É, virou rei do filé.
08:24Mas são patrimônios, né?
08:25Inclusive, você estava me dizendo
08:26fora do ar que você tem aí
08:28o título de patrimônio, né?
08:30A prefeitura concedeu como
08:32selo de valor cultural.
08:34Então, ponto chique, é o...
08:35Estadão.
08:36Estadão, também tem.
08:37Estadão é um absurdo, né?
08:38Também.
08:39Muito legal.
08:39E, Rodrigo, conta aqui pra gente
08:43o que você trouxe.
08:44A gente já sabe, né, Léo?
08:46A gente já sabe o que é.
08:47Pode comer?
08:49Aqui é pra comer.
08:52É...
08:52O que temos aqui, então?
08:54Vamos lá.
08:54Nós trouxemos os campeões de vendas.
08:56O Bauru, receita original.
08:59Amo.
09:00Gente...
09:01Esse queijo fundido, ó.
09:02A câmera vai pegar aqui, cara.
09:05Olha isso, ó.
09:10Fruta que partiu.
09:11Ele queria falar o palavrão.
09:14Não.
09:16Não é aconselhável comer depois,
09:18porque o segredo é o queijo vindo derretido,
09:20mas mesmo assim, está uma delícia.
09:22Esse queijo é fenomenal.
09:24A batatinha frita, também,
09:26que hoje acabou se tornando um diferencial, né?
09:29Porque nós não usamos batata congelada.
09:31Ela é in natura.
09:34Então, descascada e frita na loja.
09:37Ou ela faz essa técnica de lavar ela ou não?
09:40A batata congelada?
09:41Lava.
09:41É, isso é importante, né?
09:43Maionese é boa também.
09:44E o pudim também, que é a sobremesa mais pedida.
09:49Mas eu vou dar uma dica fora do que você trouxe aqui,
09:52que talvez não desse tempo pra trazer.
09:53Gente, provem o mexido.
09:55Que é o ovo mexido deles com o presunto e com o queijo fundido.
09:58Vem numa panelinha, é de comer de joelho.
10:02Muito bom.
10:03Sai bastante também.
10:05Olha, você tem muitos colaboradores que são antigos, né?
10:11Como é que você faz pra reter tanto esses colaboradores,
10:15manter a tradição que é o ponto chique?
10:18Em média, nossos colaboradores têm 18 anos de casa.
10:21Uau.
10:22Em média.
10:22O que é muito difícil pra hoje em dia, né?
10:24E também, na média, eles têm 46, 47 anos.
10:29Eu tenho o público também, já da terceira idade, que continua ativo.
10:34Então, tantos benefícios, né?
10:35A gente tem que pensar mais pro público mais velho do que pro mais jovem.
10:40Mas é uma relação muito bacana, assim,
10:43de respeito, principalmente, com eles, recíproco, né?
10:49Valorização, tanto de salário, como de condições de trabalho, de regras, de rotinas.
10:56Então, isso que acaba sustentando essa equipe de tanto tempo, né?
10:59De ficar, permanecerem com a gente e não querer ir embora.
11:02É, você não tem que procurar um garçom jovem hoje em dia.
11:06Os jovens não estão mais ligados nessa profissão.
11:09Os garçons mais antigos, mais velhos, eles já têm, além de ele ter a paciência,
11:14eles têm a manha do trato com o consumidor, né?
11:17Com o cliente.
11:18Um garçom experiente, ele escolhe o que você vai comer, né?
11:21Exatamente.
11:22A gente te atende.
11:23Agora, o jovem também.
11:26A questão, tá mais difícil de atrair os jovens para o setor de restaurantes.
11:32Até porque, querendo ou não, a gente que trabalha nesse ramo sabe que
11:36quando as pessoas estão descansando, a gente tá trabalhando, né?
11:39Exato.
11:40Então, esses jovens, talvez, eles não têm mais essa visão, né?
11:45De que tem que trabalhar no fim de semana, porque não tem outro jeito.
11:49É quando a gente mais recebe, né?
11:51É quem vem mais, agora, por vocação.
11:53Antigamente, vinha mais por necessidade, né?
11:55Então, o setor sempre foi o primeiro emprego.
11:58Hoje, é mais por necessidade.
12:00Agora, acho que o mais importante é você ter o alinhamento dos valores da empresa
12:06com os valores da pessoa.
12:08É isso que vai fazer esse casamento e durar tanto tempo a relação.
12:11Acho que quando isso tá...
12:12Tem algum ruído, tem alguma coisa fora, é que acaba não dando certo, né?
12:17Fica um pouco tempo.
12:18Legal.
12:19Mas tem essa, acho que tem várias mudanças também que o setor tá passando,
12:22e de horários também, de turnos, pra poder conseguir atrair esse mais jovem.
12:29Eu tenho uma pergunta interessante aqui.
12:32Vocês têm 102 anos, né?
12:34103.
12:34103 anos.
12:35No Brasil, se eu não me engano, apenas 1% das empresas passam dos 50 anos, tá?
12:42Qual é o maior desafio nesses 103 anos que você acha que você enfrentou,
12:46ou sua família enfrentou pra se manter aí?
12:50Nós vendemos bauru em todas as moedas que o Brasil já teve, né?
12:53Nossa, verdade, hein?
12:56Verdade, verdade.
12:57Ótima essa.
12:58Nós passamos em todas as crises financeiras também.
13:03Acho que, lógico, a mais impactante também que eu sofri mais foi a da pandemia.
13:09Foi muito agressiva.
13:11Mas em todas elas, teve seus desafios também, sua dificuldade.
13:16E eu perguntava sempre isso muito pro meu pai e pro meu avô, né?
13:19Falei, qual o segredo?
13:19Como é que vocês passaram por todas essas crises de confisco, de dinheiro, né?
13:23De mudanças, de moeda.
13:25E meu avô sempre falava, ó, manter a qualidade.
13:29Se precisar, se reajuste o preço.
13:31Às vezes o cliente reclama momentaneamente ali, mas ele retorna.
13:35Agora, quando você perde qualidade, aí você perde o cliente pra sempre.
13:38Perfeito.
13:39A gente falou muito disso, né, Léo?
13:41Até antes de começar o programa.
13:43O grande problema das grandes marcas, quando compram, às vezes, empresas, grupos.
13:50A gente vê que a ideia é escalar, vender mais e, com certeza, ter mais lucro, dando menos qualidade pro
13:59produto.
13:59E aí, onde você literalmente perde o cliente, né?
14:03Então, Rodrigo, acho que você falou um ponto super importante.
14:06E, querendo ou não, ponto chique tem algumas unidades, né?
14:10Não é só uma.
14:11São públicos diferentes?
14:13Como é que é pra vocês?
14:15Posso acrescentar mais uma coisa que tem a ver com isso?
14:18Além disso, ela fala das três lojas, do controle e dos públicos diferentes.
14:21Vocês já pensaram em franquear, em expandir agressivamente?
14:26Vamos lá.
14:27Das três lojas, hoje, tem alguma diferença, principalmente no horário do almoço.
14:32O almoço comercial.
14:33Que é aquele público que vem a pé, que trabalha em volta.
14:38Então, pra esse público, a gente tem a sugestão do dia, aonde a gente adapta um pouco a loja pra
14:43cada dia.
14:43Eu já comi almoço, arroz.
14:48É, tem também.
14:49Batata.
14:50Eu não, eu adoro.
14:52É, aqui, na loja do Paraíso, da Paulista, é mais filé mignon.
14:57Então, a gente consegue fazer essa adaptação.
14:59Sim.
15:00Nós já tivemos sete unidades, no mesmo tempo, aí no passado.
15:04Meu pai até chegou a fazer projetos de franquia, de uma expansão maior.
15:08Na época, teve mais resistência do meu avô.
15:11Eu tava falando, isso é certo.
15:13Acabou segurando mais.
15:15Mas a gente tá sempre em vista, né?
15:17Sempre querendo, assim, ver como a gente pode expandir, como pode aumentar.
15:20Mas tem esses desafios, de como manter a qualidade, entregando o mesmo produto.
15:24Olha, o Rodrigo é um mestre na tradição nordestina, mas agora vamos descobrir o que
15:30Vitor Manuel tem a dizer sobre raízes e identidade na cozinha.
15:35Então, conte pra gente a sua história.
15:37Essa é a massa feita artesanal, essa é feita com espinafre, tá?
15:41Tá bom.
15:41Ela vem com isca de filé mignon, mozzarela de búfalo, champignon e moinho napolitano, tá?
15:47Esse pão calabresa, como todas as nossas massas, é tudo gratinado forno a lenha.
15:53Nós não usamos forno elétrico, nós ainda mantemos tudo forno a lenha.
16:00Então, o sabor da comida, você gratina uma massa, uma carne no forno a lenha, é totalmente
16:06diferente.
16:06É outra coisa.
16:07Você faz um cabineiro de catupiry, um talerinha, qualquer massa, um outro camarão.
16:12Muitas massas vão no forno.
16:14Muito bom.
16:15Todas as nossas massas, tá vendo que você tá perdendo, que você não tem ido?
16:19Você tá devendo já visita agora, tá?
16:21Mas não quentinho lá, hein?
16:22Ele é ótimo marqueteiro e aqui no ar-condicionado, viajando, tá só delícia.
16:29Mas muito bom.
16:30Não, mas é...
16:31Mas quem que não gosta de pão com linguiça e queijo, né?
16:33Não, a filha.
16:34Aí você não confia nessa pessoa.
16:35Eu sou suspeito que eu de pequeno já ajudava a minha mãe a fazer pão.
16:39Eu com oito anos de idade, nove anos, ajudava a minha mãe a amassar o pão.
16:42Um bom português tem que saber fazer pão.
16:44Tem que saber, não pode.
16:46E essa massa aqui é o que mesmo?
16:47Eu grávida, posso comer duas vezes.
16:50Essa é feita com espinafre.
16:52E tem um ragu aqui, é isso?
16:54Não, tem aí...
16:55Um guiça, um...
16:56Não, são iscas de filé mignon.
16:59Ah, isca de filé mignon mesmo.
17:01Mozzarella de búfalo e champignon.
17:04Agora, isso quentinho, gente...
17:07Hum, mas tá delicioso.
17:09É muito, é muito, muito bom.
17:12A pessoa que tá assistindo ou escutando a gente, tá assim...
17:17E o restaurante é desde 1971.
17:21Sim.
17:23Hoje a gente vê tantos restaurantes sendo feitos e não conseguindo concluir nem cinco anos de ciclo.
17:31O que você vê que foi o case de sucesso de vocês pra estarem aí há tanto tempo no mercado?
17:39Olha, são vários fatores.
17:41São vários fatores.
17:43Eu, por exemplo, quando nós entramos lá, eu entrei mais e mais três sócios.
17:47Nosso propósito, nós tínhamos mais casas e tal.
17:50Mas aconteceu...
17:52A vida nunca é como a gente espera, enfim.
17:55Um saiu, o outro saiu, o outro Deus chamou e eu acabei ficando.
17:59Perfeito.
18:00E eu sempre acreditei no meu propósito de trabalho.
18:03Qual é o meu propósito de trabalho?
18:04Olha, aprender.
18:06Lutar pelo ideal.
18:08Eu não quero ser mais um.
18:10Não melhor do que ninguém.
18:11Mas aquilo que eu me proponho a fazer, eu tenho que conhecer pra fazer em ordem.
18:16Sabe?
18:16Podemos até falhar, mas o propósito é você estar aprendendo a cada dia que passa.
18:23Eu acho que esse é um ponto chave, Vitor, porque é o que eu sempre falo até pro meu time.
18:28Acho que a humildade, ela tem que estar presente na nossa vida pra sempre.
18:32Porque senão a gente para de aprender.
18:33E no momento que você para de aprender, você vai ficar pra trás.
18:35Porque o mundo tá evoluindo.
18:36As coisas estão melhorando.
18:37As coisas estão mudando.
18:38Não adianta.
18:39Você tá o tempo todo aprendendo.
18:40A vida é a verdadeira escola.
18:42Você tem que estar aprendendo, mas saber dentro do seu eu que você precisa aprender.
18:48Sim.
18:48Não pelo simples fato de...
18:50Ah, eu sei.
18:51Não diga pra mim que...
18:52É a mesma coisa que eu digo pro pessoal.
18:54Não fale eu, filho.
18:55Fale nós sempre.
18:57Nós somos uma equipe que estamos aqui juntos aprendendo juntos.
19:01E a dedicação, ela tem que ser plena.
19:03E agora, o comando, ele tem que existir e tem que ser respeitado.
19:07Agora, Vitor, vamos voltar um pouquinho no tempo.
19:09Você chegou no Brasil com 12 anos.
19:11Sim.
19:11Sendo de Portugal.
19:12Sim.
19:13E começou desde jovem já a trabalhar.
19:15Acho que, se eu não me engano, você trabalhou com seu pai numa fábrica de imóveis.
19:18E depois começou a construir uma carreira.
19:20Como é que foi esse início de Brasil e essa mudança pra entrar no mundo de gastronomia?
19:25Conta um pouquinho pra gente.
19:27Veja bem, nós tivemos...
19:29Meu pai e minha mãe, nós saímos de Portugal em 1960.
19:33Por que saímos...
19:34Meu pai saiu de lá.
19:35Necessidade.
19:36Lá, eu não tinha condições.
19:38Era no interior, era muito difícil.
19:40E o meu tio falou pro meu pai, não, você tem que ir embora daqui.
19:43Não é legal pra você.
19:44E nem pros seus filhos.
19:45Então, nós viemos com carta de chamada na época.
19:48Cinco dias depois, nós fomos trabalhar na fábrica de imóveis.
19:51Né?
19:52Ali em Santa Ana.
19:53Eu e meu pai, nós fazíamos 15 horas por dia.
19:57Andávamos 8 quilômetros a pé.
19:59E eu, no domingo, que era a minha folga, ia fazer carreira toda a feira.
20:03Foi assim que nós fizemos.
20:04Por que fazer isso?
20:05Muito trabalho.
20:06Muito trabalho.
20:07A minha mãe era uma guerreira de marca maior, uma lutadora.
20:11Cuidava da gente, lavava, passava, trabalhava há dias pra fora.
20:15Lavava a roupa pra fora, tá?
20:17Comida era...
20:18Você comia pé de galinha, moela.
20:21O que tinha?
20:21O negócio, sabe, pra você juntar.
20:24Mas foi gratificante.
20:26Mas foi gratificante.
20:27Por quê?
20:28Todo mundo junto, acreditando nisso.
20:30Porque meu pai ficou devendo muito dinheiro lá na época, porque não tinha dinheiro pra passagem.
20:33Foi uma história parecida com a da minha avó.
20:36É?
20:36Ela veio pro Brasil.
20:37Mesma coisa.
20:38Também veio devendo.
20:39Foi a mesma...
20:40Dívida.
20:40Eu fiz 12 anos por ano na vida.
20:42Meu bisavô teve que deixar duas filhas lá, como garantia.
20:46É, não é fácil.
20:47Não é fácil.
20:48Falou, o dia eu volto pra pagar as dívidas e trago minhas filhas.
20:51E aí vão tudo.
20:51Mas sabe a coisa gostosa que eu tiro disso da minha vida?
20:56Imagina o meu pai, um pobrérrimo, tá, com a minha mãe.
21:00Meu pai ficou devendo lá 16 mil escudos na época.
21:03Era muito dinheiro.
21:05Meu pai não deixou um papel assinado.
21:09Um papel assinado.
21:10Ia ter fugido, sumido, com a dívida e tchau.
21:11Cara, vai pro outro país.
21:12Vai com a mulher, vai com os filhos.
21:13Não sabe se tá no caminho, não vai.
21:15Então, veja, pra mim, isso é o maior presente, o maior orgulho que eu tenho entre meu pai e
21:20da minha mãe.
21:21É.
21:25Eu senti isso.
21:27Eu imagino.
21:28Eu acredito.
21:28Eu imagino.
21:29É.
21:30É muita credibilidade.
21:32E é talvez o maior valor que eles passaram pra você.
21:34Não tem noção quanto isso é importante.
21:38Eu fiquei emocionada você contando.
21:42E com 15 anos você assumiu um cargo de liderança, né, Vitor?
21:47Então, aí nessa fábrica eu fiquei dois anos, dois anos e pouco.
21:51Aí já fui pra uma outra, eu queria crescer.
21:54Eu sempre gostei de...
21:55Preciso aprender, preciso buscar mais.
21:57Eu fui descobrir, tinha outro lá perto, uma outra fábrica de imóveis também.
22:01Fábrica de imóveis perineus, era um senhor espanhol.
22:04Eu fui pedir serviço pra ele.
22:05Mas eu queria já...
22:07Um outro área.
22:08Eu queria ser encarregado da expedição de imóveis.
22:11E ele me falou...
22:12Aliás, ele me falou na época que tava precisando.
22:14E eu dei tanta sorte que ele...
22:16E ele confiou tanto em mim.
22:18Você acredita?
22:18Eu, com 15 anos, era encarregado de uma expedição de imóveis.
22:21Eu mandava imóveis pro Brasil inteiro.
22:24Já tinha cinco pessoas subordinadas a mim.
22:26Com 15 anos.
22:28Com 15 anos de idade.
22:29Impressionante.
22:30E ele ficou...
22:31Esfregava a chão.
22:32Ele ficou tão, meu amigo, que depois eu quis sair, aí eu quis ir pra feira.
22:36Eu não queria mais aquilo.
22:38E eu quis ser carroceiro.
22:40Eu fui ser carroceiro.
22:42Foi trabalhar na feira.
22:44Legal.
22:45E o que a feira te ensinou, Vitor, nesse período?
22:47O que a feira te ensinou nesse período?
22:48Tudo que você possa imaginar.
22:49Ficou quase 20 anos na feira, né?
22:50Tudo que você possa imaginar.
22:52Por quê?
22:53Lidar com gente...
22:54Eu só fiz o primário na vida.
22:56Eu não estudei.
22:56Mas eu gosto...
22:57Eu sou detalhista.
22:58Eu gosto de ficar ouvindo.
23:00De ficar vendo.
23:01Conversar com as pessoas.
23:04E procurar lidar com pessoas que sabem mais do que eu.
23:09Quando eu posso aprender algo.
23:10E você sabe, vender pra homem é uma coisa.
23:12Vender pra mulher é mais difícil.
23:14Tá?
23:15Você sabe disso.
23:16E que isso é muito importante.
23:17Isso me ensinou muito a credibilidade, como você usar com coisas.
23:24Então, eu tinha uma clientela maravilhosa.
23:27Nossa, graças a Deus, me deu muito bem.
23:29E aí, depois, casei.
23:31Eu já montei um mini mercado também.
23:33Tá?
23:34Açougue, merceria.
23:35Pequeninho.
23:36Mas tinha...
23:36Aí, já entregava batata também pra supermercado.
23:40Comecei a mexer com construção.
23:42Tá?
23:42Então, aí, eu já fui lá.
23:44Mas, antes disso, viu, Gabi?
23:46Eu, eu...
23:47Eu descei de carroça e comprei um caminhão em 1941.
23:53Já usado, velho.
23:55Mandei arrumar, pintar.
23:57Acredite, o maior presente da minha vida, quando eu saí da carroça, montei no caminhão daquele.
24:03Era meia porta, o outro era lona.
24:04Quando chovia, chovia muito lá dentro.
24:07Chovia dentro.
24:07Mas eu era o cara...
24:08Pra mim, eu era o cara mais rico do mundo.
24:09A grande conquista.
24:10E já tinha feito um salão pra guardar caminhão e fazer depósito também.
24:14Salão que eu fiz com areia que eu tirei do Corgo da Avenida Engenheiro Catano Alves.
24:20Ou seja, empreendendo desde...
24:22Você imaginava o lugar que você teria hoje, naquela época?
24:27Não dá pra imaginar nada, filha.
24:29Você quer...
24:30Eu queria...
24:31Você quer fazer?
24:32Eu quero fazer.
24:33Até hoje, me fascina na construção.
24:35Eu quero fazer, eu quero aprender.
24:37Eu quero poder construir algo.
24:40É a mesma coisa lá na cantina.
24:42Você imagina...
24:44Nós temos o privilégio de atender a quarta geração na mesma família.
24:51Vem avós, filhos, netos e bisnetos.
24:54E você...
24:55Olha que coisa maravilhosa, que bênção.
24:58Que privilégio é o meu, o nosso.
25:00Com certeza.
25:01Vitor, chegamos agora no momento que a gente vai te conhecer um pouquinho mais.
25:06Roda aí o Retrato do Chefe.
25:10Retrato do Chefe.
25:12Vitor, qual foi a melhor experiência gastronômica da sua vida?
25:20Eu não sei, mas a melhor pra mim foi ter ido pro Gijo.
25:24Olha lá.
25:25São uns 40 e poucos anos de Gijo.
25:28Ter ido pro Gijo.
25:30Legal.
25:31Bacana.
25:31Qual profissional da gastronomia te inspira, Vitor?
25:35Pra mim, na realidade, no fundo, é o Gijo.
25:38O Gijo.
25:39Sim, ele me ensinou bastante.
25:41Foi meu amigo de verdade.
25:44Foi o seu professor.
25:44Meu professor.
25:45O que você faz hoje.
25:46É.
25:47Que legal.
25:47Bacana.
25:48Mas eu quero saber qual foi a grande lição que o Gijo deixou pra você.
25:53Hã?
25:54Qual foi a grande lição que o Gijo deixou pra você?
25:56Porque é...
25:57Ele me mostrou, ele era muito extrovertido, conhecia muito, brincava muito com o cliente.
26:06Eu faço tudo isso até hoje, você acredita?
26:09Porque eu amo fazer isso também.
26:12Legal.
26:12Eu amo fazer isso.
26:13Mas aprendeu com o Max.
26:15Sim, ele...
26:16Que legal, muito bacana.
26:17É isso, muda toda a experiência do cliente, né?
26:20Sim.
26:21Se você não tivesse escolhido gastronomia, pra onde você teria ido?
26:26O que você faria?
26:27Eu já faço hoje, mas ficaria só na construção civil.
26:30Que é outra minha paixão de verdade.
26:33Amo, amo, amo.
26:34Bem comum dos imigrantes portugueses no Brasil, né?
26:37Meu avô também, gosto de construir.
26:39É.
26:40Adoro, adoro, adoro.
26:41Gosto de tirar um negócio.
26:42Eu tenho um pessoal, eu terceirizo tudo, mas o pessoal que tá...
26:46Você tem um ideia?
26:47O pessoal que me faz granita e pedra, tá na terceira geração.
26:50Que legal.
26:51Terceira, filha.
26:52Que é a coisa mais gostosa.
26:54O arquiteto, o pintor, o gênero...
26:57Eu não tenho problema.
26:59Legal.
26:59É isso.
27:00Vitor, qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha?
27:03Farinha.
27:04Farinha.
27:06Bom, mas tem que ter farinha.
27:08É isso.
27:09Pão, massa.
27:10Se fosse só a última refeição, o que você pediria?
27:15Não fala assim, mano.
27:16Eu quero a penúltima, não a última.
27:18Poxa.
27:19Tá bom, a penúltima, a penúltima.
27:21Não sei te dizer, eu sou, eu gosto de comida, eu gosto tudo que tenha qualidade.
27:31Pode ser a cozinha mais simples.
27:34O arroz e feijão muito bem temperado, que nós fazemos lá também, pra nós, amo de verdade.
27:39Mas eu gosto muito de peixe também.
27:42Ah, português, né?
27:43Então, além do bacalhau, claro, mas o linguado com o olho e camarão, inclusive nós temos lá, é muito gostoso.
27:52Mas eu não colocaria como o último, porque eu quero abrigir muitos mais.
27:56O último dá pra comer um monte de coisa ao mesmo tempo?
27:59Não dá.
28:00Ainda bem, não podemos, pode ser também.
28:02Um jovem que nem eu, um jovem com quase 80 anos, acha que pode ficar abusando?
28:06Não pode.
28:06Não pode, tem que pegar leve.
28:08Vitor, foi uma honra te escutar, aprender com você, que também, além de ser aluno, também é professor.
28:15Super obrigada pela sua presença no programa hoje.
28:18É isso aí, Manu.
28:19E o papo continua no nosso canal do YouTube, também na Jovem Pan News e no nosso Instagram.
28:24Segue tudo lá e acompanhe.
28:26Até a próxima.
28:38A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
28:50Realização Jovem Pan
28:53Realização Jovem Pan
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