00:00Eu vou nessa.
00:38Já começou no veneno que você pediu, hein, Jimmy?
00:40É, mas é óbvio que eu vou estar falando mais do mesmo,
00:44mas eu acho que a palavra que define o Far From Alaska é singularidade, né?
00:48Sim.
00:48É o nome do disco, que na verdade é uma coisa improvável,
00:53improvável porque eles fazem exatamente o que eles pensaram que iam fazer
00:57e acompanham cada um desses timbros e chamam atenção
00:59por causa disso e chegam nesse resultado que é totalmente particular, né?
01:03Improvável também uma banda nordestina de rock ganhando o mundo.
01:07Vou te falar que no Nordeste a gente vive, o rock vive num gueto, né, velho?
01:11Por isso que quando você toca lá, quando a galera toca lá,
01:14velho, vem gente de todo lugar, tá ligado?
01:16Porque raramente a gente tem, diferente do Rio e São Paulo,
01:20que tá sempre passando banda de rock.
01:51Não basta ser uma banda que desenvolveu a própria sonoridade completamente diferente,
01:59conversando com o pessoal do Far From Alaska,
02:00a gente também ficou sabendo que eles não são muito de ouvir aquelas bandas mais antigas
02:05que a gente considera chão, né, padrão.
02:08Tipo, ouvir o Black Sabbath ou, no caso deles, algumas coisas um pouquinho mais modernas,
02:12mas ainda assim não é o caso deles.
02:13Eles ouvem coisas bem mais modernas, porque eles são bem mais jovens que a gente.
02:17Mas é engraçado porque eles ouvem e meio que mordem o rabo da cobra
02:20e acabam chegando no mesmo som.
02:22Sem saber que mordeu o rabo da cobra.
02:24O que é isso que eles são bem?
02:26Então, ouvir o rabo da cobra,
02:27ele diz que eles têm de ouvir aquelas bandas mais altas.
02:29Algo é o rabo da cobra.
02:39O rabo da cobra tem de ouvir aquelas bandas mais altas.
02:44E se você quiser,
02:46você escreveu o rabo da cobra.
02:49Então, ouvir o rabo da cobra.
02:53E se você quiser,
02:53Tchau, tchau.
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