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00:00A gente fala assim quando vai começar o programa Glória a Deus e o programa vai ser maravilhoso.
00:04O programa está sendo maravilhoso, com esta maravilhosa aqui, a chaleira já tá cheando, graças a Deus,
00:10vai sair um café gostoso e você também. Senta aí, depois do almoço, um cafezinho vai super bem, né?
00:17E este assunto, ai, eu tô emocionada. Quando eu li essa matéria a respeito desse assunto,
00:23eu falei pra produção, vamos fazer uma pauta, vamos encontrar alguém que fale sobre este assunto
00:28e o nome é incrível, microquimerismo materno fetal. Parte da mãe continua vivendo no filho.
00:37A doutora Juliana Dourado é geneticista, então ela é especialista no assunto.
00:43Ju, primeiro, muito obrigada por ter vindo.
00:45Obrigada a você pelo convite, tô muito feliz de ter aqui. Ainda mais pra falar de um tema tão interessante,
00:49né?
00:49Tão interessante. Menina, o que é isso? Eu nunca tinha ouvido falar. É novo isso?
00:55A gente descobriu mais recentemente, mas há alguns anos a gente sabe que isso acontece,
00:59mas algumas, que isso acontece depois é muito novo também, tá?
01:05Então muitas das coisas que a gente tem de informação ainda são hipóteses,
01:09são coisas que estão sendo estudadas, tá?
01:11Mas que existe essa troca de DNA entre a mãe e o feto,
01:16isso já é bem determinado na literatura, tá?
01:20Então assim, pra gente entender um pouco, pra ficar mais fácil,
01:23a quimera, o nome quimera vem da mitologia grega.
01:26Lembra do centauro, que é metade homem, metade cavalo?
01:30Certo.
01:30Então é isso, é dois DNAs, dois seres humanos habitando no mesmo corpo, certo?
01:35Então o quimerismo é quando a gente tem dois tipos de DNA diferentes no mesmo indivíduo.
01:42Nesse microquimerismo materno fetal, é quando a troca de células do filho com a mãe
01:48durante uma gestação, tá?
01:49A mãe quando tá grávida, a gente pensa só na transmissão ali de nutrientes, de oxigênio.
01:55Isso.
01:56Mas também são transmitidos fragmentos de DNA que passam do bebê pra mãe
02:00e células também, pequenas células, especialmente as células-tronco,
02:04porque são células pequenas e elas têm mais habilidade de migrar pelos tecidos.
02:09Então ela consegue passar mais facilmente pela placenta.
02:12Então a troca é bidirecional, então vai existir fragmentos de DNA de células da mãe no bebê
02:19e na criança futuramente, células da mãe, mas principalmente do feto pra mãe.
02:25A mãe vai ter células do feto por anos, por décadas, às vezes pela vida inteira.
02:31Pela vida inteira.
02:31Você viu só que interessante e que emocionante?
02:35E quando a gente fala assim, parece que essa mãe não cortou o cordão umbilical com esse filho.
02:42Não é só isso, né, gente?
02:43Não é só fisicamente isso, assim, que cortou o cordão e foi.
02:47Porque, será que isso explica?
02:48Você com certeza tá se fazendo essa pergunta aí.
02:52Será que é por isso que nós mães temos uma ligação tão forte com os filhos?
02:56Me perdoem os pais.
02:57Os pais também têm uma ligação com os filhos, mas a mãe é uma coisa diferente, né, Juliana?
03:03Com certeza.
03:03Existem várias respostas pra isso, né?
03:06Não só, talvez, essa questão de células pode, talvez, influenciar.
03:09Não só o que a ciência pode responder.
03:11É, a gente ainda não sabe se essa troca de células pode ter, sim, uma relação.
03:14Mas tem também a questão hormonal, né?
03:16De ocitocina, que realmente afeta ali o vínculo da mãe durante a amamentação.
03:21Tudo tem, também, todos esses fatores que geram um vínculo muito forte.
03:25Você tem filho?
03:26Não, não tenho ainda.
03:27Aí, a hora que você tiver filho, você vai ver.
03:29Primeiro que a vida muda completamente, né?
03:32Eu tenho algumas pessoas que estão tendo filhos agora, pessoas com 30 e poucos anos,
03:37que agora as pessoas também estão tendo filho mais tarde, né?
03:40Sim.
03:40Assim, 38, 40 anos, falam assim, Olga do céu, o que é isso?
03:44A minha vida virou no avesso.
03:46Não é mais a minha vida.
03:47Depois de um filho, realmente muda tudo.
03:49Bom, nós fomos para a rua com essa, com esse tema, com essa pergunta, porque você se manifesta pelo nosso
03:55WhatsApp, que é o 998191811, e o Matheus foi para a rua também para ouvir as pessoas sobre essa ligação
04:04de mãe e filho.
04:05Vamos lá.
04:06Você vê a sua mãe em você?
04:09Sim.
04:10Em que aspecto?
04:12Personalidade, aparência também.
04:14Bem parecida?
04:15Bem parecida.
04:16E a personalidade em que sentido?
04:18Às vezes, cobrança.
04:21Ela é determinada?
04:22Você é determinada?
04:23Sim.
04:23Isso são parecidas?
04:24Os sentimentos são iguais?
04:25Sim.
04:26Quando é sentimental também, é bem assim, bem sofrida igual ela, ou já tenta virar o jogo diferente?
04:32Às vezes eu tento, mas acontece que eu faço a mesma coisa.
04:36O sentimento, então, é a mesma coisa?
04:37Sim.
04:38E a aparência, o que é tão marcante?
04:40O rosto, a característica.
04:42O cabelo?
04:43Cabelo, não.
04:44É puxado para o meu pai.
04:45Mas o rosto é parecido?
04:46Sim.
04:47Você vê alguma coisa da sua mãe em você?
04:51Sim.
04:52O que você vê?
04:54O gênio?
04:56Por quê?
04:56Que gênio em vocês têm?
04:58É nervosa.
04:59Bem nervosa?
05:00Isso.
05:00A aparência também chama atenção?
05:02Não sei.
05:03Eu acho parecido mais com o pai.
05:05É?
05:05Não com a mãe.
05:06Mas a mãe você tem o gênio.
05:08É, isso.
05:09O gênio sempre chama atenção?
05:10Sempre.
05:11Ela tem o gênio forte?
05:12Isso.
05:14É de briga também?
05:15Também.
05:16Corrige você até hoje?
05:17Sim.
05:18Vice-versa, na verdade.
05:19Ah, você também corrige ela?
05:20É, isso mesmo.
05:21Então, o gênio é a marca de vocês?
05:22É, tipo, a fisionomia.
05:25A aparência lembra?
05:26Uhum.
05:27E o jeito de fazer as coisas também?
05:30Também.
05:31O que mais ela lembra?
05:32Hum, é...
05:34O sentimento também é parecido?
05:36Parecido, muito familiar.
05:38Bem familiar.
05:38Ela é viva?
05:39Oitenta e sete anos.
05:40Oitenta e sete anos.
05:41Então, ainda fica bastante ensinamento.
05:44Sim.
05:45Ela te cobra ainda?
05:46Cobra.
05:47Então, o gênio é bem parecido.
05:48Bem parecido.
05:50O gênio, brava, nervosa.
05:53Você escutou ela falar?
05:54Sim.
05:55Acontece mesmo, né?
05:56O nosso comportamento também tem bastante relação com alguns gênios nossos, né?
06:01Então, ele realmente pode ter relação com os gênios que a gente carrega em relação
06:05ao comportamento mais explosivo, comportamento mais calmo.
06:08Também tem influência da genética.
06:10Claro que influência ambiental também, em muitos aspectos, né?
06:13Mas tem influência, assim, da genética.
06:15É, e tem muito casal, enfim, né?
06:18Quando a criança faz uma malcriação, uma birraça, qualquer coisa, assim, puxou a mãe,
06:23né?
06:23A gente tem essa brincadeira, né?
06:25Ou então, quando faz coisas boas, ah, não, puxou o pai.
06:28O pai é inteligente, o pai é isso.
06:30A gente traz toda essa história, né?
06:32Genética.
06:33Traz.
06:34Sim, com certeza.
06:35Para várias características que a gente nem imagina, está lá a genética envolvida.
06:39A gente traz também, a nossa genética vem.
06:42Por exemplo, a cor do seu olho, que aliás é muito bonito, linda os seus olhos.
06:48Você tem de quem?
06:50De pai, de mãe ou, por exemplo, ah, o avô da Juliana tinha o olho assim.
06:55Ninguém na família tinha, não, mas o avô, a avó dela tinha.
06:58Vem mesmo?
06:59Vem, claro.
07:00Isso tem a ver com recessividade e dominância, né?
07:02Recessividade?
07:03Isso.
07:04São genes que só vão se apresentar a característica quando estão em dominância.
07:10Se tem uma cópia do gene com aquela característica ou tem mais de uma cópia com aquela característica, né?
07:16No meu caso, meu pai tem um olho bem claro.
07:18Minha mãe tem um olho bem escuro.
07:20Então, as duas filhas nasceram com um olho claro.
07:22Então, tem esse aspecto bem da genética mesmo, dá uma mistura ali.
07:28Mas existe essa pular gerações ali de, às vezes, um olho claro?
07:33Porque os pais são portadores mais recessivos, mas eles têm um gene dominante que deixa o olho mais escuro.
07:39Mas os pais, quando, às vezes, tem um filho, transmitem só os recessivos.
07:44E aí, essa informação recessiva aparece no filho de novo.
07:47Então, isso pode acontecer.
07:51Nesse nome aqui incrível, né?
07:53Que microquimerismo, eu tenho que ler porque eu não consigo decorar.
07:57É que tem essa parte da mãe no filho.
08:00Tem mais parte da mãe nesse filho do que do pai?
08:04Sim, sim.
08:06Na verdade, o filho vai ter metade do DNA.
08:08O constitucional dele é metade-metade.
08:11Metade-metade.
08:11Mas, sim, haverá células só da mãe no filho, porque é na gestação que vai acontecer essa troca, né?
08:19Então, existem algumas células da mãe que são transmitidas para o filho, mas são mais células do filho que são
08:24transmitidas para a mãe.
08:25E essas células podem influenciar em várias questões de saúde.
08:29Do que, por exemplo?
08:30Então, como são, basicamente, muitas células-tronco que são transmitidas, essas células-tronco, elas são totipotentes.
08:36Quer dizer que elas podem se transformar em qualquer outra célula do corpo.
08:39Então, elas atuam muito em regenerar tecidos.
08:42Então, qualquer lesão tecidual do coração, do fígado que ela tem, essas células, elas podem interferir, regenerar.
08:52Ajuda a regenerar, inclusive, a marca da cesárea, né?
08:55O corte da cesárea.
08:58Também pode influenciar na questão imunológica, ajudando a mãe a combater alguns patógenos, algumas condições de saúde.
09:05Mas isso ainda é bastante controverso, assim.
09:08Ainda tem o lado bom e tem o lado negativo também, que pode acontecer dessas células acabar sendo até negativas
09:16no sentido de ativar um sistema imunológico da mãe que estava quieto, né?
09:22Por exemplo?
09:22Porque como as células do bebê, elas são metade compatíveis com a mãe, metade é o gênesis do pai, né?
09:30Então, aquelas células que vão passar para a mãe não são totalmente compatíveis com ela.
09:36Então, de alguma forma, essas células podem interferir e a mãe entender como células, como um agente agressor ali, e
09:45acabar ativando doenças autoimunes, por exemplo.
09:49Por exemplo, vamos lá. Essa pergunta vai e volta.
09:53Se o pai usa drogas, esse bebê pode transmitir isso para a mãe?
10:01As drogas, não. Nesse sentido, não.
10:04Porque as drogas, elas interferem muito na produção dos espermatozoides.
10:08Então, ela pode trazer um espermatozoide que geneticamente é alterado, com alguma alteração epigenética, que a gente fala, né?
10:19Que muda, me liga e desliga algum gene ali, tá?
10:23Então, ele pode trazer algumas consequências, sim.
10:26Mas não necessariamente vai trazer a droga em si, né?
10:30Vai trazer essas consequências do DNA que podem afetar o desenvolvimento fetal.
10:33Por quê? Porque tem gente, assim, já entrevistei médicos sobre o alcoolismo, né?
10:40Fala assim, não. O avô tinha problema com álcool, o pai veio com problema de álcool e o filho também
10:47veio.
10:49Existe gene de predisposição ao alcoolismo, sim.
10:51Existe.
10:52Existe.
10:53Claro que isso tem a ver também com o comportamento da família, o comportamento, né?
10:57Muitas vezes, hoje, as novas gerações estão um pouco mais... conhecem muito disso, então, elas sabem que elas precisam, às
11:04vezes, quebrar esse ciclo, né?
11:06Então, as pessoas mais jovens até nem começam a beber porque sabem da predisposição, né?
11:13Aliás, os jovens não estão bebendo tanto quanto a minha geração, por exemplo.
11:16É porque a gente tem um conhecimento hoje melhor do que quanto isso afeta o desenvolvimento, nosso desempenho em atividade
11:23física, no dia a dia, desempenho cognitivo, né?
11:28Então, os jovens estão mais antenados em relação a isso.
11:31E a mãe? Se a mãe usar drogas, ela passa isso para o filho?
11:35Ah, isso afeta diretamente porque essa droga pode passar pela placenta e afetar o desenvolvimento fetal, tá?
11:42Pode afetar, tem a síndrome alcoólica fetal, onde vai alterar o cognitivo da criança, o desenvolvimento neurológico e pode afetar,
11:52algumas drogas podem afetar principalmente o desenvolvimento renal.
11:56Então, realmente, a mãe usar muito mais, uma consequência muito mais drástica porque ela está ligada ali.
12:02Então, essa droga vai afetar.
12:04São nove meses que ela carrega esse bebê.
12:06É importante a gente tocar nesse assunto porque a gente vai falando de uma coisa e vai puxando outra, né,
12:13gente?
12:13Porque essa mãe também tem que se preparar para engravidar, né?
12:17Eu sempre fiquei muito assustada quando chegava a pessoa e falava assim, e jovens, muito jovens, às vezes 16 anos,
12:2417 anos, eu fui no susto, engravidei.
12:27Ou então, uma mulher de 20 e poucos anos, na minha época lá, porque agora, né, novamente, repito, estou engravidando
12:32mais tarde, falava assim, a gente não queria esse filho, né?
12:35A gente, eu não queria engravidar e eu engravidei.
12:38E aí, uma série de problemas de saúde, inclusive, né?
12:41Com certeza.
12:41Que cuidados esta mulher precisa ter para engravidar?
12:46Ah, são muitos, vários cuidados de saúde.
12:48Assim, primeiro, o ideal seria três meses antes de começar a fazer suplementações, suplementação do ácido fólico, a vitamina B9,
12:57que ela é importante para o fechamento do tubo neural, certinho, durante o desenvolvimento do embrião.
13:01Então, já é algo que deveria ser feito três meses antes de a gente começar a pensar...
13:05Engravidar.
13:06Na possibilidade de começar a tentar, tá?
13:09O cuidado com o peso, porque o peso influencia, né?
13:12A gordura, ela é um tecido importante para a produção hormonal.
13:15Então, tanto o excesso de gordura afeta, as mulheres, às vezes, obesas, não estão menstruando de forma correta, então, tem
13:22mais dificuldade de engravidar.
13:23Mas também, a falta de gordura também gera problema de ovulação correta, né?
13:30A alimentação em geral, cigarro, bebida alcoólica, drogas, tudo isso a gente deve ter muito cuidado.
13:37Nada de susto.
13:38E agora eu estou grávida?
13:39E agora o que eu faço?
13:41E, por exemplo, a mãe, a mulher que tenha diabetes, por exemplo.
13:46Pressão alta.
13:47A gente sabe que são problemas, né?
13:50Como é que ela deve cuidar disso na hora de engravidar?
13:53Ah, tem o acompanhamento também antes, né?
13:55Muitas vezes ela vai precisar de uma medicação um pouco maior para poder acompanhar durante a gestação.
14:01Certo.
14:01E sempre, de preferência, tomar cuidado com os fatores ambientais também.
14:04A gente pensa muito em tomar remédio para resolver,
14:06mas quanto melhor a gente conseguir tratar a pressão alta com o cuidado com o sal, com atividade física, melhor.
14:14Mas, às vezes, essa paciente precisa de um planejamento para tomar uma medicação adequada
14:19para que ela entre durante a gestação com tudo bem mais controlado.
14:22Porque tudo isso é uma tendência muito maior durante uma gestação.
14:25Muito bem.
14:26Deixa eu ver aqui.
14:28Boa tarde, Olga.
14:29Linda, maravilha.
14:30Manda um abraço para mim e para minha mãe, a Maria.
14:33Um abraço, crianças.
14:34Tudo de bom para vocês.
14:35Obrigada pelo carinho aqui, tá?
14:38Vamos lá fazer...
14:40A gente vai depois ver isso que você está pedindo.
14:43Você está me vendo aqui falar com a doutora Juliana.
14:47Você trouxe o café, bonita?
14:48Por favor.
14:49Pode vir aqui.
14:52Você perguntou se você ia aparecer hoje ou não, né?
14:55Sim, porque daí eu pedi o café para ti.
14:58Não, mas está linda.
14:59Está bonito?
15:00Não precisa...
15:00Você gostou?
15:01Será que a gente vai cozinhar hoje?
15:02Será que a gente vai cozinhar aquele molho que você fez ontem?
15:04Eu fiz um molho ontem, mas não terminei.
15:07Deixei para hoje.
15:08Quero experimentar.
15:09Não sei se a gente vai conseguir, viu?
15:10Você gosta de cozinhar?
15:12Gosto.
15:12Qual que é o dela?
15:13O dela é esse daqui.
15:15Você recebeu com açúcar.
15:16A gente serve sem açúcar já para vocês.
15:18Eu?
15:19Eu ainda estou no açúcar, viu, Juliana?
15:22Ainda eu gosto de um pouquinho de açúcar.
15:24Enquanto a gente toma o nosso café aqui,
15:27vamos ver mais pessoas da rua que o Matheus ouviu.
15:31Vamos lá.
15:32Você consegue ver a sua mãe em você?
15:36Olha, eu acho que sim, porque ela é muito querida, muito maravilhosa.
15:39E você também tem esse gênero?
15:40Eu acho que eu puxei o lado bom dela.
15:42É, puxou.
15:43E a aparência, lembra alguma coisa?
15:45Eu acho que...
15:47Um pouco assim do formato do rosto.
15:49É.
15:49E o nariz.
15:51Então o sentimento é mais parecido da sua mãe?
15:55Sim, do que com o meu pai.
15:56É, você se sente realizada?
15:58Qual o sentimento que passa nesse momento por você parecer alguma coisa com a sua mãe?
16:03Ah, eu gosto, né?
16:04Porque minha mãe é uma mulher muito...
16:06Desculpa a palavra, muito foda, né?
16:07Porque ela tem 50 anos, está terminando biomedicina, formada em medicina chinesa, um monte de coisa.
16:12E assim, ela é muita coisa assim que eu acho que eu ainda não estou nem um porcento perto, né?
16:17Mas quem sabe um dia.
16:18Ela serve de inspiração para você?
16:20Óbvio, sim.
16:21Ela é muito top.
16:22E essa garra, então, que ela tem, você também tem?
16:25Você acha que nada é impossível, não importa a idade, não importa as circunstâncias?
16:29Eu acho que sim, né?
16:30Pô, 50 anos, 50 e poucos anos, está terminando biomedicina, né?
16:34Tanta gente nova, nem terminou o colégio.
16:36Poxa, eu acho bem top mesmo.
16:37Sim.
16:38O que ela te lembra?
16:42Ela era uma mulher muito elegante, educada, também estudiosa, estudou muito.
16:51Eu sou assim com ela.
16:52E você é assim também?
16:53Também.
16:54Então pegou dela?
16:55Acabo de inscrever-me num curso.
16:58Eu tenho um ano aqui, sou um ano, e já fiz dois cursos.
17:05Um de português por um ano e outro para cuidar idosos.
17:10Este é um país muito maravilhoso.
17:12Então é determinada igual a mãe?
17:14Claro que sim, com certeza.
17:17Que linda, você viu o que ela falou?
17:20Ah, eu estou emocionada com essa pauta, muito emocionada.
17:23Vamos lá?
17:26A Duda, eu preciso te perguntar.
17:28O que que você...
17:29Qual é a sua ligação com a sua mãe?
17:31Que você acha que está ligada com essa pauta que cabe aqui nesse assunto?
17:36Por exemplo?
17:37Por exemplo?
17:38É.
17:39Eu acho que o que está ligado com a minha mãe é...
17:42O nosso laço mais materno é ela ter me ensinado as coisas.
17:46Tipo, a minha mãe sempre me ensinou a fazer muita coisa.
17:49E eu sou perfeccionista igual a ela.
17:51Minha mãe tem toque.
17:52E daí eu peguei um pouquinho do toque.
17:54Mas não tanto.
17:55Graças a Deus.
17:56A gente passa isso?
17:56Será geneticamente?
17:58Acredita-se que existe a influência genética de todos esses transtornos.
18:02São predisposições.
18:04Não é uma coisa única, né?
18:07Vai depender de gatilhos ambientais, de, às vezes, traumas, etc.
18:11Mas existem certas influências genéticas.
18:14Então, ela falou do toque.
18:17Vamos lá.
18:18Depressão.
18:20Sim, depressão também.
18:22Enfim, tantos outros transtornos que a gente tem.
18:25Basicamente, todos os que você puder imaginar, vai ter uma certa influência genética.
18:30E da mãe, mais ainda.
18:32Pode ser, será?
18:33Pode ser que tenha uma influência maior, justamente por causa desse DNA que vai estar, às vezes,
18:37nele também, né?
18:38Nos filhos.
18:39E isso é uma ligação que, às vezes, é para a vida inteira, né?
18:42Os trabalhos mostram que esse DNA pode persistir por décadas, por anos, que é bem interessante,
18:48porque na sexagem fetal, que a gente estava falando também, é um teste feito a partir
18:54desse DNA que está na mãe, do filho que está na mãe, né?
18:58Porque a gente, a sexagem fetal que a gente consegue fazer só com o sangue da mãe?
19:01Isso.
19:01Então, a gente vê fragmentos de DNA, de células ali que estão no organismo da mulher,
19:08que chega a 3%, esses 3% do DNA circulante da mãe, são do bebê.
19:13Já sabe se é menino ou menina por ali.
19:15Isso, a gente procura o cromossomo Y ali.
19:17Se tiver a presença do cromossomo Y, a gente sabe que é um menino.
19:20Se tiver ausência, é igual a mãe, então é 2 cromossomos X.
19:24Então, a gente vê isso.
19:25Isso acontece também, isso pode acabar afetando, gerando erro de sexagem fetal em gestações
19:32posteriores, porque se eu tenho um aborto, por exemplo, e eu era um menino, eu vou carregar
19:39esse cromossomo Y por alguns meses no meu organismo.
19:43É detectável, né?
19:44A gente fala que ela é capaz de manter por anos, por décadas, mas detectável nos exames
19:51de sangue, nos exames laboratoriais, é capaz de ser detectado por meses.
19:56Então, às vezes eu engravido novamente muito depressa e eu faço a sexagem fetal, pode
20:02ser, se vier um menino, a gente ainda fica com uma certa chance de ter um erro por ser
20:10o DNA fetal do aborto anterior.
20:12O que está ali no seu corpo ainda.
20:13Exatamente.
20:14Aproveitando que você falou nesse assunto, eu creio que foi antes de ontem, uma pessoa
20:18falou comigo, falou, Olga, você entrevista tanta gente, será que você sabe essa resposta?
20:22Ela fez a coleta de óvulo, teve o bebê, mas ela não quer mais o segundo filho.
20:28E faz o quê agora com aquele que está lá guardado?
20:33Pode ser doado.
20:34Pode ser doado?
20:34Pode ser doado para mulheres que têm alguma deficiência de produção, não produzem os
20:39óvulos, casais que têm alguma dificuldade, aí vão...
20:43Pode ser doado.
20:44Pode ser doado.
20:44E daí fica anônimo.
20:47A doação é anônima?
20:48É uma pergunta...
20:49Eu não sei...
20:49Aliás, é uma boa pergunta para a gente fazer, né?
20:52Eu também não sei o que acontece.
20:53Acredito que seja anônimo, mas essa pergunta me pegou de proibida, eu não sei.
20:56Não, eu também não sei.
20:57Você sabe, Duda?
20:59Sabe, não.
20:59Não está nem aí, ó.
21:01Ah, não está nem dentro, né?
21:03Você está tomando café, Dudinha?
21:04Eu estou tomando café.
21:05Eu quero só ver.
21:06Tu vai dobrar aquele lençol, viu?
21:08A doutora Juliana falou que também não sabe muito bem.
21:11Vamos colocar a doutora Juliana para ir ainda também.
21:13Meio bagunçada.
21:14Agora, a pauta que eu vou ter com a Fabi é bem interessante, sabe?
21:19Essa coisa de você organizar a casa e organizar a alma também, né?
21:22Com certeza.
21:23Tem reflexo, sem dúvida.
21:26O que eu queria te perguntar ainda...
21:28Ah, tem mais um bloco de enquete, né?
21:31Roda lá, quero ver.
21:32Você vê a sua mãe em você?
21:36Ah, sim.
21:37Sim.
21:38Em que aspecto?
21:40Ah, é que...
21:41É porque tem muitos aspectos, né?
21:44Tem aspecto não tão bom, mas tem aspecto bom.
21:48Mas me dê exemplos, então.
21:49Que aspecto que você...
21:51Que aspecto você tem, tipo, de não tão bom, então?
21:56Raiva.
21:57Ela tem raiva igual você.
21:58Ela é nervosa.
21:59É igual ela, no caso.
22:00Eu tenho medo dela.
22:01Você tem raiva igual?
22:03Eu tenho raiva igual aqui, ó.
22:04É juntinho a raiva.
22:05Minha raiva dela, quando eu tô de CP, é meio do meu Deus.
22:08É só.
22:10E um sentimento bom, então, que você é parecida com ela?
22:13Você vê ela em você?
22:15Eu sou muito amigável.
22:18Eu gosto de ajudar as pessoas, assim.
22:20Ela é assim também?
22:20Ela é assim também.
22:21Ela é professora, né?
22:22Então dá pra entender um pouco o lado dela.
22:23Ela é bem comunidade mesmo.
22:25Ela é bem comunidade.
22:26Então tem dois lados e os dois lados são parecidos?
22:28Sim.
22:29Na aparência é igual também?
22:30Não muito.
22:31Você vê a sua mãe em você?
22:33Eu acho que sim.
22:34Principalmente por causa da personalidade, por causa do jeito de agir e também muito por
22:38causa da aparência, né?
22:39Porque eu sou igual a minha mãe.
22:40Eu sou uma réplica.
22:41Principalmente quando eu era menor, né?
22:42E aí, hoje em dia, como eu tô evoluindo muito na aparência e na personalidade, acho
22:46que a gente tá ficando cada vez mais parecida.
22:48Sim.
22:48Então, além da aparência, o sentimento é igual?
22:52Nossa, totalmente.
22:53Porque a minha mãe, ela é bem determinada em tudo que ela se propõe a fazer, né?
22:56E eu acho que eu sou muito igual a ela nesse quesito.
22:58Porque tudo que eu pego pra fazer, eu vou lá e dou tudo de mim.
23:01Minha mãe sempre me ensinou isso desde pequena.
23:02Então, eu acho que esse aspecto eu tô igualzinho a ela.
23:06As pessoas estão falando muito semelhanças no comportamento, né, doutora?
23:10Comportamento, é.
23:11Mas tudo influencia, né?
23:12No físico, no comportamento, em tantas coisas.
23:14É porque também a criança passa mais tempo com a mãe, né?
23:17Geralmente, é mais com a mãe.
23:20Deixa eu ver o que é isso aqui que tá chegando de...
23:23Ela é de...
23:23É de Cambé.
23:25Um beijo pra você, minha linda.
23:27Tive duas gravidez, 2011 e 2013.
23:30E nas duas, a minha mãe já estava entrando na menopausa.
23:34E durante as minhas gestações, ela menstruava.
23:37E depois que eu ganhei, parou de menstruar.
23:41Nenhum médico soube me dizer o que poderá ter acontecido.
23:46Difícil de responder uma coisa dessas, né?
23:48Porque ela...
23:50Ela não fala a idade da mãe aqui.
23:52Tem alguma coisa a ver com o emocional aqui?
23:57Ah, acredito que ela estava num processo de pré-menopausa, né?
24:00Pode ser, né?
24:00Mas ainda estava ovulando.
24:02Porque pra ela engravidar, ela ainda estava ovulando.
24:04Estou ovulando, é.
24:05Então, foi algo muito certeiro, né?
24:06Ovilou uma ali, a outra ali.
24:09E deu certo.
24:09Foi.
24:10É, porque também essa menopausa, nesse processo de pré-menopausa, fica alguns meses sem
24:16menstruar, menstruou um mês.
24:18Isso.
24:18Então, não é necessariamente que a pessoa entrou totalmente, né?
24:22Aledinar, é um beijo pra você, tá, minha linda?
24:24A gente não pode deixar de falar de câncer, né?
24:27Porque minha mãe teve câncer, e aí?
24:31Eu vou também ter câncer?
24:32Que cuidado eu tenho que ter com câncer de mama, câncer de útero?
24:36Ah, sim.
24:37Existem algumas síndromes de predisposição genética ao câncer, né?
24:40Eu sempre falo que o câncer, na verdade, ele é sempre genético.
24:43Ele acontece por um acúmulo de mutações das nossas células, mas são mutações que
24:47acontecem ao longo da nossa vida.
24:48Por exemplo, uma célula ali da mama, surge uma alteração genética, ela se multiplica,
24:53ao longo dos anos surge uma segunda alteração, uma terceira, uma quarta.
24:56Dez anos depois, uma dessas células, ela tem tanta alteração genética que ela perde
25:00o controle da multiplicação celular.
25:02E ela começa a se multiplicar de forma desordenada, descoordenada, formando os tumores.
25:06Isso é o câncer sempre.
25:08Acontece que a gente tem alguns mecanismos de defesa, que são alguns genes que atuam
25:12identificando essas alterações genéticas que acontecem no nosso DNA, corrigindo ou
25:17sinalizando uma célula que já está com alguma alteração para ela morrer e não
25:20continuar se multiplicando, alterada.
25:22E algumas pessoas nascem com alteração desses mecanismos de defesa.
25:25É uma alteração, um gene desses mecanismos de defesa.
25:27E ela vai ter uma chance maior de desenvolver algum câncer, porque ela não consegue se defender
25:35bem dessa formação de tumores.
25:37Vários genes vão gerar proporções de risco diferente para tipos de câncer diferentes,
25:42mas essa questão de transmissão das células do feto para a mãe também influencia no câncer, sabia?
25:49Ah, é?
25:50Sim, porque quando...
25:52Aliás, isso é há uns estudos, né?
25:54Que vem trazendo respostas ambíguas em relação a isso.
25:58Alguns trabalhos mostram que essas células do filho podem proteger, podem fazer uma...
26:04Por células imunológicas ali do bebê, combater a formação de algum tumor na mãe ou fazer
26:11uma remissão de algum tumor que ela tenha.
26:13Ou, ao contrário, também podem, às vezes, participar da angiogênese, a produção de
26:18vasos sanguíneos ali do tumor e acabar afetando, de acelerar a formação daquele tumor.
26:26Vai depender muito também dos genes ali que estão no bebê.
26:29Doutora, eu sempre ouvi que mulher que amamenta o filho está protegida de câncer.
26:35É verdade?
26:36É verdade, porque a amamentação, ela faz com que a célula se diferencie da nossa mama.
26:43Também a produção de estrogênio, ela é diminuída durante a gestação.
26:47Então, a mulher que gesta, que gesta algumas vezes, uma ou mais vezes, vai ter um período
26:53menor de exposição a estrogênio, que é um fator de risco para câncer de mama.
26:57Então, todos esses fatores juntos, mas acredita-se que essa transmissão de células maternas
27:02também, células fetais para a mãe, também podem estar relacionadas a isso.
27:06Incrível.
27:07Tem mais um bloco de pessoas na rua falando sobre o assunto.
27:11Você vê a sua mãe em você?
27:14Vejo.
27:15Em que sentido?
27:17É, em ser amorosa, em ser uma pessoa organizada.
27:22Você é assim?
27:23Uhum.
27:23É.
27:23E aí, na aparência também lembra alguma coisa?
27:26Sim.
27:26Na espiritualidade também?
27:28Sim.
27:29Uhum.
27:29O que mais ela representa para você que você se vê nela?
27:33Ela está dentro de você?
27:34Ela está dentro de mim?
27:36É o amor.
27:37É?
27:37Uhum.
27:38Isso não tem preço?
27:39Não tem preço.
27:4043 anos para encontrar ela.
27:43Você não conhecia sua mãe?
27:45Não.
27:45Aí eu vim para cá para procurar ela e encontrei.
27:48Aqui em Cascavel?
27:49Não, espera lá.
27:50Vamos contar essa história.
27:51Você nasceu e não teve contato com a sua mãe?
27:54Não.
27:54Meu pai me raptou da minha mãe.
27:56Sim.
27:56Aí eu passei 43 anos procurando ela e até agora eu encontrei.
28:01Aí agora, faz pouco tempo?
28:03Faz.
28:04Pouco tempo, mais ou menos?
28:05Faz dois anos.
28:07Dois anos.
28:07E como que foi a sensação de encontrar a mãe?
28:09Ah, foi...
28:11Nossa, sem explicar, né?
28:13Foi muito bom.
28:14Foi um sentimento assim que é inexplicável.
28:17Sim.
28:18E daí você conseguiu ver ela em você?
28:20Uhum.
28:21Tudo bateu a conexão também?
28:23Uhum.
28:23Ah, eu acredito que foi uma emoção muito grande.
28:26Sim.
28:27E até hoje também?
28:28Até hoje.
28:28E você veio morar em Cascavel para ter mais proximidade com ela?
28:32Sim, porque não sai daqui mais não.
28:34Mudou a vida por conta da mãe.
28:35Uhum.
28:36Agora é um sentimento de ficar agarradinha.
28:38Sim.
28:40Gente, eu vou chorar.
28:41Meu Deus, que emocionante, mulher.
28:44Que incrível.
28:45Você viu que incrível?
28:46Que história.
28:48Agora, na idade adulta, com essa idade, ela conheceu a mãe que faz dois anos, gente.
28:52O pai roubou ela da mãe?
28:55Nossa, imagina o grude com essa mãe, hein?
28:57Coisa boa, né?
28:58Que delícia.
28:59Nunca é tarde para criar esse laço também, né?
29:01Não, nunca é tarde, né?
29:03Agora, eu fico muito mexida quando a pessoa fala assim, odeio a minha mãe.
29:07Minha mãe é uma praga.
29:09Minha mãe é muito briguenta.
29:11A minha mãe não sei o quê e fala mal da mãe.
29:13Eu falo assim, olha, eu perdi a minha mãe faz 50 anos que eu perdi a minha mãe.
29:20Eu daria tudo para ter ela comigo.
29:22Tudo, tudo.
29:24E ela me faz uma falta muito grande, porque eu perdi a minha mãe, eu ia fazer 20 anos.
29:29E aí, eu olhava para as pessoas assim, porque eu vou na casa da mãe, quando eu fiquei grávida, né?
29:34Aí, quando nasceram meus dois filhos, porque eu tenho dois filhos.
29:37Então, eu levava na casa da mãe, porque a mãe ficava com o filho, ficava com raiva dessas pessoas.
29:42Sabia?
29:42Olha como é que é o sentimento da gente, né?
29:44Dia de mãe?
29:45Nunca mais tive dia de mãe, né?
29:47Para mim, o dia de mãe é um dia, assim, que eu tenho muita saudade.
29:49Aí, eu falo assim, tá bom, vai falando mal da sua mãe.
29:52Vai, vai achando defeito da sua mãe.
29:54Agora, o dia que ela for embora, se ela for antes de você, você vai ficar com um remorso aí,
30:00que daí eu não quero nem chegar perto de você.
30:02Então, viva de um jeito para você não ter remorso para carregar.
30:06Porque esse é o pior.
30:07É muito pior que a saudade, não é?
30:09Com certeza, a gente tem que dar valor às mães, sem dúvida nenhuma.
30:12Tem que dar valor agora.
30:13E depois...
30:15E você pretende ter filho?
30:16Tenho vontade, mas vai ter que ser novidade também mais avançada, né?
30:21É.
30:22Hoje mudou tudo, né?
30:23Sim.
30:25Aliás, aproveitando uma última pergunta.
30:27Hoje eu estava falando sobre esse assunto de gravidez com uma colega aqui da TV,
30:31dizendo que ela está querendo protelar mais um pouco a gravidez.
30:36E aí a gente faz a pergunta, ah não, mas com 35, 38, 40 anos, o seu ovário já está
30:42ficando velho,
30:43já pode dar problema, os seus genes, o seu DNA, sei lá o quê.
30:47Nada melhor do que perguntar para uma geneticista.
30:49Sim, a partir dos 35 anos de idade, a gente já chama a idade materna avançada, né?
30:55O que é...
30:56Hoje a gente fala de idade ovariana avançada.
30:59É o ovar, né?
30:59Porque é triste falar.
31:01O ovar vai envelhecendo, minha gente.
31:03E realmente, a partir dos 35 anos, a gente começa a ter um pouco mais de risco de alterações cromossômicas
31:09na formação ali dos óvulos, né?
31:12Porque a gente já nasce, lá na verdade, na oitava semana de gestação, a gente já tem todos os nossos
31:17óvulos.
31:18Oito meses de gravidez.
31:20Oito semanas de gestação.
31:21Oito semanas.
31:22Eu já tinha meus ovários?
31:24Todos os seus óvulos prontinhos, tá?
31:26Gente!
31:27E aí isso faz com que esses óvulos envelheçam, né?
31:32Porque eles ficam parados no meio da divisão celular, no meio da última divisão celular.
31:36Então, o aparato ali, ele pode envelhecer e realmente as mulheres vão ter uma chance maior de ovular, ter óvulos
31:45ali com algumas alterações cromossômicas,
31:47como síndrome de Down, Patô, Edwards, etc., que vão dificultar.
31:52Então, é claro que essa chance, ela é exponencial.
31:57Aos 35, ela ainda é bem discreta, mas ela começa a ser exponencial.
32:02Lá para os 40, essa chance já é um pouco mais drástica.
32:05Mas hoje a gente tem a possibilidade também de pensar em um congelamento de óvulos,
32:10para poder garantir óvulos mais saudáveis, para implantar uma idade um pouco mais avançada.
32:16Pode.
32:17Pense nisso, mas olha que recado incrível aqui, que a doutora Juliana Dourado, geneticista, nos passou.
32:24Você que estava com alguma dúvida, não tem mais.
32:27Uma querida, tomara que você decida, então.
32:30Você saberá.
32:31Sabe tudo do assunto? Vai saber qual é a hora certa para engravidar.
32:34Muito obrigada por ter vindo.
32:36Foi uma aula que você nos deu.
32:38Foi um prazer estar aqui. Obrigada.
32:40E até uma próxima.
32:41Até.
32:41E aí
32:42E aí
32:42Transcrição e Legendas Pedro Negri
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