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Transcrição
00:00A crónica de hoje na Folha é sobre a guerra na Ucrânia, o seu quarto aniversário,
00:05como contado fora da Ucrânia e da Rússia,
00:09onde esta guerra se considera que começou em 2014 e, portanto, tem já 12 anos.
00:14Seja de uma forma ou de outra, é uma das guerras mais longas na história de um continente
00:19atravessado pela guerra.
00:21Quatro anos é mais do que a participação soviética na Segunda Guerra Mundial
00:25e é mais do que a mais longa operação dessa mesma Segunda Guerra Mundial.
00:29Está quase a aproximar-se do limite da Primeira Guerra Mundial, que teve quatro anos e poucos meses.
00:34E se contarmos os 12 anos completos da guerra na Ucrânia, desde a anexação da Crimeia,
00:39é a guerra mais longa no continente europeu, desde a guerra dos 30 anos, há 300 anos atrás, no século
00:45XVII.
00:46E esse é o nosso ponto de partida para falarmos do personagem central da minha crónica de hoje,
00:51que é Voltaire, que no seu século de Luís XIV explica uma mecânica das guerras na Europa,
00:57que tem a ver com hegemonia, uma potência dominante, e a contra-hegemonia,
01:02os poderes médios e pequenos que se aliam para fazer face à hegemonia desse poder dominante.
01:09Se lermos o que diz Voltaire e aplicarmos a atual guerra na Ucrânia,
01:14temos um poder que é militarmente dominante, a Rússia,
01:18e um poder que é economicamente dominante, a União Europeia.
01:23Portanto, dá-nos duas hipóteses para quem quer apostar num sentido ou noutro.
01:27Eu diria que, lendo Voltaire, a aliança dos poderes médios e pequenos,
01:31neste caso, os poderes europeus que vão acabar por alargar a União Europeia à Ucrânia,
01:37corresponde a uma transição de hegemonia.
01:41Não sei, digam o que vocês acham.
01:43Eu nunca aposto contra Voltaire.
01:46Espero que gostem da crónica.
01:48Eu nunca aposto contra Voltaire.
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