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  • há 7 horas
Transcrição
00:00E uma nova datação de fósseis antigos desafia o que sabemos sobre a evolução humana.
00:08Vamos entender os detalhes na reportagem.
00:14Dois crânios descobertos em Yunxian, que fica no norte da China,
00:20acabam de ganhar uma nova posição na história da evolução humana.
00:24Um estudo recente apresentou uma nova datação dos fósseis para cerca de 1,77 milhão de anos,
00:31o que os torna os exemplares mais antigos conhecidos de Homo erectus no leste da Ásia.
00:37Se confirmada, essa análise indica que esses nossos antepassados se espalharam pelo continente asiático
00:44muito antes e de forma muito mais rápida do que se acreditava até então.
00:48Isso porque os fósseis mais antigos atribuídos ao Homo erectus fora da África tinham cerca de 1,63 milhão de
00:57anos.
00:58Essa cronologia sugeria que a espécie teria levado aproximadamente 140 mil anos
01:03para avançar rumo ao leste após surgir na África, há cerca de 1,9 milhão de anos.
01:10Com a nova estimativa, o cenário muda.
01:13A idade dos crânios passa a coincidir com os fósseis da caverna de Dimanise, na Geórgia,
01:19que datam de 1,85 milhão a 1,77 milhão de anos.
01:24Isso indica que hominídeos já habitavam regiões distantes da Eurásia praticamente ao mesmo tempo,
01:31um sinal de dispersão extremamente rápida ou de uma saída ainda mais precoce da África.
01:37A nova idade também enfraquece uma proposta anterior, que sugeria que os crânios poderiam estar ligados aos Denisovanos.
01:45Eles foram hominídeos arcaicos, parentes próximos dos neandertais e humanos modernos,
01:51que viveram na Ásia até cerca de 50 mil anos atrás.
01:55Dessa forma, o trabalho sugere que a expansão humana primitiva pode ter sido mais complexa do que um único movimento
02:02migratório.
02:02Além disso, a possibilidade de ocupações ainda mais antigas pode incentivar novas escavações na região.
02:09E quem sabe, com isso pode alterar a história da evolução humana.
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