Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 9 meses
Cascavel deve se preocupar com M-Pox? Vigilância Epidemiológica diz que “cenário é de alerta”, após confirmação de caso no Sul do país

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Depois de um surto com 16 mortes registradas no Brasil entre os anos de 2022 e 2023,
00:07a M-POX passou por um tempo sem ser percebida, ou pelo menos pouco conversada no Brasil.
00:14Até que, de repente, um caso de M-POX confirmado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul,
00:21reacendeu a preocupação.
00:23E é por isso que hoje, aqui no estúdio da CGN, eu recebo a Daiane Ribeiro dos Santos,
00:28que é enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Cascavel. Seja bem-vinda, Daiane.
00:34Boa tarde, obrigada pelo convite.
00:36Imagina a gente que agradece.
00:38Então, vamos lá. A gente já teve um período em que essa doença estava em todos os noticiários.
00:44Mas, para a gente relembrar, o que é a M-POX?
00:48Então, a M-POX é transmitida por um vírus, o M-POX vírus.
00:55Mas, originalmente, ele surgiu na África Central e ele, até então, estava alocado nesse local.
01:01Mas, em 2022, 2023, ele, então, chegou ao Brasil e foi quando a gente teve uma epidemia.
01:10Tínhamos 11 casos em Cascavel.
01:12Chegou a ter casos aqui na cidade, então?
01:14Sim, 11 casos em Cascavel e 36 no Paraná.
01:18E esses casos de Cascavel, eles chegaram a evoluir por uma forma grave da doença?
01:23Ou como que ficou a situação desses pacientes?
01:25Foram todos casos leves, né?
01:27Que conseguiram melhorar somente com medicações para os sintomas,
01:32pois não existe uma medicação específica para o M-POX.
01:35Então, o tratamento é baseado nos sintomas, para febre, dor no corpo, dor de cabeça
01:40e também para as lesões no corpo.
01:42Por que que, naquele momento, as pessoas falavam de varíola dos macacos?
01:47Então, inicialmente, o vírus foi detectado nos macacos lá da África, né?
01:52Mas, depois, percebeu-se que os roedores e animais silvestres, como o esquilo,
01:59são portadores desse vírus e não necessariamente os macacos.
02:03Então, para tirar esse estigma relacionado ao animal,
02:08foi alterada a nomenclatura para a M-POX.
02:11N-POX.
02:12E existe algum grupo que esteja mais exposto aos riscos?
02:17Como é que é a transmissão desse vírus?
02:20Então, a transmissão do vírus é pela via respiratória.
02:23Então, todo paciente contaminado pode transmitir pelo ar, por gotículas, né?
02:27Pela saliva.
02:29Pelo contato com as lesões.
02:31Então, enquanto o paciente tiver lesões, ele não pode ter contato com outras pessoas.
02:35E também pela via sexual, que é a principal via de transmissão.
02:40Por isso, nós reforçamos a importância do uso preservativo, né?
02:43Em todas as relações sexuais, tanto para prevenir o M-POX, como outras DSTs.
02:48Pelo nome, eu suponho que as feridas sejam parecidas com a de uma varíola tradicional?
02:54Isso.
02:55São feridas, geralmente, maiores, né?
02:57Com uma borda bem delimitada, com um ponto de necrose no centro.
03:04E essa necrose, então, que a gente coleta para mandar para o laboratório.
03:09Você falou já dos sintomas, agora qual...
03:12Também falou que não existe um tratamento, é mais tratamento dos sintomas e não do vírus em si.
03:18Agora, em relação à letalidade.
03:21Aqui no Brasil, a gente tem uma variante mais leve, mais fraca do que a que circula na África, por
03:27exemplo?
03:28Isso.
03:29Aqui no Brasil, a gente tem o Clado 2, né?
03:32Que ela causa sintomas leves e a letalidade muito baixa.
03:35Menor que 0,1%.
03:37Então, menos do que um paciente, uma morte em mil pacientes que tiveram a doença.
03:43Já na África, a letalidade circula de 1% a 10%.
03:47Porque o Clado é diferente do nosso.
03:50É o mais forte, não é?
03:52Aí, assim, a gente viu essa notícia da hipox voltar a circular devido a esse caso em Porto Alegre, aqui
03:58na região sul do Brasil.
03:59Mas a gente tem o vírus circulando no país inteiro com 16 casos confirmados.
04:04Aliás, com 43 casos confirmados em São Paulo, centenas de suspeitos pelo Brasil.
04:12Diante desses números, houve alguma nova recomendação do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual?
04:19Ou já existe um protocolo para esse tipo de situação?
04:23Já existe, sim, o protocolo do Ministério da Saúde, né?
04:26Um plano de contingência para que essa doença não se espalhe.
04:30Esse caso em Porto Alegre só abre um alerta de que o vírus está circulando,
04:35porque em Cascavel a gente não teve novos casos em 2024, 2025 e 2026.
04:40A gente não tem casos.
04:41Tivemos notificações que foram investigadas, mas que não positivaram os exames.
04:49E para a gente finalizar, então, existe vacina contra a hipox?
04:53Existe a vacina, mas ela é delimitada a alguns grupos mais vulneráveis.
04:59Então, ela não veio para toda a população.
05:02O Ministério da Saúde enviou algumas doses na época da epidemia, né?
05:08E foram administradas em pacientes específicos, alguns pacientes que tinham indicação.
05:13Então, ainda não tem para toda a população.
05:16E a minha última pergunta, para a gente finalizar de vez.
05:18Neste momento, é um momento de alerta ou de preocupação ou de nada?
05:25É um momento de alerta.
05:27Está sempre alerta aos sinais e sintomas, né?
05:29Que são febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar.
05:33As feridas podem aparecer, mas podem ser uma ou outra ferida.
05:37Então, ficar atento a isso.
05:39Procurar o serviço de saúde, procurar atendimento médico, né?
05:42Que vão ser coletados os exames e esclarecido o caso.
05:46Está certo.
05:46Muito obrigada, Daiane, pela sua presença aqui no estúdio da CGN.
05:49De nada.
05:50Eu que agradeço a participação.

Recomendado