- il y a 6 heures
Freiner l’extrême droite, mais à quel prix ? Duel électoral portugais dans The Ring
Dans cet épisode de The Ring, enregistré à la Nova School of Business and Economics de Lisbonne, nous analysons les résultats de la présidentielle portugaise et leurs implications pour le pays comme pour l’Europe.
LIRE L’ARTICLE : http://fr.euronews.com/2026/02/19/freiner-lextreme-droite-mais-a-quel-prix-duel-electoral-portugais-dans-the-ring
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01:04A extrema-direita foi derrotada, mas o panorama político mudou de forma duradoura.
01:10A vitória de seguro resultou de um amplo esforço transversal aos partidos
01:14para conter o que muitos consideraram uma deriva autoritária e anti-emigração na campanha de ventura.
01:19Forças do chamado Arco da Governação, incluindo setores do centro-direita,
01:23convergiram no apoio ao candidato socialista para bloquear um avanço populista.
01:28Estas eleições refletiram um debate mais profundo sobre a identidade nacional,
01:32normas democráticas e o tom da vida pública.
01:35Para muitos eleitores, apoiar seguro foi menos um alinhamento ideológico
01:38e mais uma afirmação contra a polarização.
01:41Mas o apoio à ventura revela ansiedades persistentes,
01:44em torno da imigração, da pressão económica e da confiança nas instituições.
01:49E embora o Presidente da República tenha funções sobretudo moderadoras,
01:52o voto sinaliza um país a redefinir o seu rumo.
01:55A história que Portugal está a contar não se resume por isso a quem venceu.
01:59Trata-se de saber quem molda o debate
02:01e como uma democracia europeia gera visões concorrentes sobre o futuro.
02:07O futuro e o papel do Presidente eleito são os temas que estarão em debate com os nossos convidados de
02:12hoje.
02:13Vamos então saber quem é quem.
02:17Carlos Coelho, político português e antigo membro do Parlamento Europeu pelo Partido Popular Europeu,
02:22por mais de duas décadas.
02:23Ao assinalar os 40 anos da adesão de Portugal às comunidades europeias,
02:27Coelho, que ficou conhecido como o Mr. Schengen,
02:29sublingou a importância histórica desse momento para o país e para a União,
02:32afirmando que
02:33a adesão à União Europeia valeu a pena, vale a pena
02:36e continuará a valer a pena, com o empenho de todos.
02:39E defendendo que as celebrações devem
02:41lançar-se menos para o futuro,
02:43um reflexo da sua visão de um Portugal ativo e comprometido no projeto europeu.
02:48André Franqueira Rodrigues,
02:50deputado europeu português do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas,
02:54representa Portugal no Parlamento Europeu desde 2024
02:57e tem dedicado uma parte significativa do seu trabalho
03:00às políticas agrícolas e ao futuro da política agrícola comum,
03:04defendendo que esta não pode perder substância nem financiamento adequado.
03:07Em janeiro de 2026,
03:09Rodrigues alertou que
03:10a agricultura não pode ser um detalhe do orçamento europeu,
03:13enfatizando a importância de um apoio orçamental robusto
03:16e regras justas para garantir a sustentabilidade do setor e a coesão territorial.
03:22Carlos Coelho, André Franqueira Rodrigues,
03:25muito obrigado, seja bem-vindos ao The Ring.
03:28Vamos começar com uma leitura dos resultados das eleições.
03:32Ora, António José Seguro foi o presidente mais votado sempre da história da democracia portuguesa,
03:38numa candidatura unipessoal, no entanto,
03:40os partidos estão a fazer, a disputar a leitura dos resultados.
03:44André, vamos começar por si.
03:45E quem é que sai mais forte destas eleições, o PS ou o Governo?
03:50Olá, Mariana, agradeço o convite,
03:51cumprimentar também o meu Carlos Coelho,
03:54cumprimentar as pessoas lá em casa que acompanham.
03:55Eu julgo que quem sai mais forte em primeiro lugar
03:57é mesmo a democracia portuguesa e as instituições democráticas
04:00que, confrontadas com perfis de candidatos muito diferentes,
04:04com projetos e visões do país também muito diferentes,
04:07escolheram a união em vez da divisão,
04:09escolheram a sobriedade em vez da berraria
04:12e escolheram responsabilidade em vez de aventura.
04:15Naturalmente, também penso que o líder do PSD errou.
04:18Errou quando escolheu um candidato que não federava o seu próprio campo político
04:21e errou mais uma vez quando equiparou António José Seguro e André Ventura
04:26como dois extremos
04:27e errou uma última vez ao dizer que nada muda com os resultados eleitorais destas eleições.
04:33Carlos, concorda?
04:34Luís Montenegro errou?
04:36Não, eu acho que antes de mais muito boa tarde,
04:38muito obrigado pelo convite
04:39e é um prazer estar aqui com o André.
04:44O PSD tinha um candidato próprio
04:46e na primeira volta apoiou esse candidato.
04:49Acho que isso é perfeitamente normal.
04:50Como é perfeitamente normal que na segunda volta,
04:53face às oportunidades que se apresentavam,
04:56a grande maioria dos dirigentes do PSD
04:59tivessem apoiado António José Seguro.
05:01Acho isso completamente normal.
05:03Acho, aliás, que a expressão da vitória quantitativa de António José Seguro,
05:08como disse bem, o mais votado de sempre, dois terços dos portugueses,
05:14dão uma expressão de consenso nacional a esta vitória eleitoral.
05:20E também a circunstância de nós, quando temos um Parlamento,
05:23vamos ser completamente sinceros,
05:26com uma maioria sociológica à direita.
05:29termos eleito um presidente de esquerda,
05:31eu acho que faz-se algum sentido à tese dos ovos.
05:35Houve uma noção de equilíbrio que os portugueses quiseram escolher
05:39e não foram os portugueses por uma escassa maioria,
05:42foram mais de dois terços dos portugueses
05:44que encontraram essa solução.
05:45Eu acho que isso é positivo para o país.
05:47Mas, de qualquer forma, o governo sai enfraquecido destas eleições,
05:51é que o Luís Montenegro apelou ao voto em Luís Marco Permanentes
05:56na primeira volta e não apoiou José António José Seguro.
05:59Não, isso que apoiasse Luís Marco Permanentes era o normal,
06:02era o candidato que saía do PSD,
06:04assim como teria sido normal que mais cedo...
06:06Mas os portugueses não responderam a fazer.
06:07O Partido Socialista tivesse apoiado António José Seguro
06:09e não o tivesse feito tão tarde.
06:10Agora, o que eu acho sinceramente é que
06:13aquilo que distingue António José Seguro
06:16do seu adversário na segunda volta
06:17é o apreço pelas instituições
06:19e o valor da estabilidade política.
06:22E, sob esse ponto de vista, o governo não tem nada que recear,
06:25porque António José Seguro, se estou certo,
06:27vai ser o campeão da estabilidade
06:30e de respeito pelas instituições.
06:32No entanto, é inegável do crescimento...
06:35A democracia ficou a ganhar,
06:37mas, no entanto, é inegável do crescimento
06:39da extrema-direita em Portugal.
06:41Qual dos dois partidos, o PS ou o PSD,
06:44tem mais responsabilidade neste cenário?
06:47A esquerda, que não respondeu ao descontentamento social,
06:50ou a direita, que não ofereceu uma alternativa convincente?
06:53Carlos?
06:55Não sei, agora é muito fácil fazer o passa-culpas.
06:58No governo do Partido Socialista,
07:00que antecedeu estes governos da AD,
07:03houve, algumas vezes, uma atitude,
07:06eu digo, de comprometimento com o Chega,
07:08na medida em que, ao escolherem o Chega
07:11como principal adversário,
07:13deram-lhe um destaque mediático,
07:15viu-se isso na Assembleia da República,
07:17viu-se isso no debate político,
07:18que eu acho que não foi muito inteligente.
07:20Agora, concordo, no fundo,
07:22com a razão que estava subjacente à sua pergunta.
07:24Eu acho que aquilo que permite
07:26o espaço do crescimento da revolta
07:29nos descontentes,
07:30à volta de projetos como a extrema-direita
07:32ou a extrema-esquerda,
07:33é a circunstância dos partidos do regime
07:35não terem respostas para os cidadãos.
07:37Se resolvemos os problemas das pessoas,
07:39há menos espaço de crescimento para os cidadãos.
07:41Concordo, André.
07:42Concordo que se resolvermos
07:43e tivermos soluções
07:45para o problema da maioria das pessoas,
07:46há menos espaço para ressentimento
07:48e para descontentamento eleitoral.
07:50Agora, eu julgo também importante
07:52que não haja qualquer equívoco
07:53relativamente à posição
07:55das diferentes forças políticas.
07:56O Partido Socialista,
07:58no Governo e fora dele,
07:59está nos antípodas dos valores
08:01que defende o Chega.
08:02E julgo que o próprio PSD,
08:04na componente social-democrata
08:05que ainda tem no Partido,
08:06também se encontra nos antípodas.
08:08O que é um bocadinho um infortunio
08:10é nós verificarmos
08:12que atualmente nós temos
08:13um chefe do Governo
08:14e um líder do PSD
08:15que não é, nesse sentido,
08:17muito fiel à história
08:18e à matriz social-democrata
08:19que nós estávamos habituados a ver
08:21neste Partido Fundacional da Democracia.
08:23E é por isso que nós temos também
08:24atender aquilo que foi
08:26a resposta das pessoas.
08:27E as pessoas têm alguma razão
08:30em estar descontentes
08:31porque não encontram
08:32um conjunto de respostas
08:33para problemas como a habitação,
08:35para problemas que se sentem
08:36na área da saúde,
08:37mas é preciso também
08:37não deixar passar a mensagem
08:39de que os 50 anos,
08:40a narrativa de que os últimos 50 anos
08:42foram negativos
08:43e representam um retrocesso
08:44no nosso país,
08:45tem que ser combatida
08:46porque não representa
08:47minimamente a verdade histórica.
08:49Montenegro devia ter
08:51apoiado António Jair Segura
08:52nesta segunda volta.
08:54O líder do PSD achou que,
08:58não estando o PSD
08:59ou um candidato seu
09:00presente na segunda volta,
09:02devia ter uma atitude
09:03de neutralidade.
09:04Eu respeito essa posição,
09:06mas também não impediu
09:07que vários dirigentes,
09:09eu próprio,
09:10a doutora Leona Beleza
09:11e outros,
09:13tivessem manifestado
09:14o seu apoio
09:15a António Jair Segura.
09:16E é compreensível
09:17que José Luís Carneiro
09:19tente capitalizar
09:20esta vitória para o PS?
09:21Eu julgo que é perfeitamente
09:23compreensível
09:24que o secretário-geral
09:25do Partido Socialista,
09:26aliás, como todos os socialistas,
09:27estejam satisfeitos
09:29com esta vitória,
09:29que, repito,
09:30há uma vitória,
09:31em primeiro lugar,
09:32de António Jair Segura
09:33e é uma vitória
09:34das forças democráticas.
09:35Aliás, eu quero saudar
09:36todos aqueles
09:37que há direito do PS,
09:38na segunda volta,
09:39não tiveram qualquer tipo
09:40de equívoco,
09:40nem tiveram
09:41nenhuma insegurança
09:42em manifestar,
09:43como é o caso do Carlos Coelho,
09:44em manifestar o apoio
09:45ao António Jair Segura.
09:46Eu julgo que isto é positivo
09:48porque quando está em causa
09:49um discurso
09:50que é disruptivo
09:50relativamente
09:51às instituições democráticas,
09:53nós não podemos
09:53ter qualquer tipo
09:55de hesitação
09:55e lamento que o líder
09:56do PSD
09:57tenha equivalido
09:58quer o António Jair Segura
10:00quer ainda
10:00o André Ventura.
10:02Acho que isto não foi
10:02um bom serviço
10:03que o Luís Routinho
10:04prestou à democracia
10:05e ao PSD.
10:05Houve vários outros.
10:07Recordo o Luís Marcos Mendes
10:09que apoiou claramente
10:11António Jair Segura
10:12na segunda volta.
10:13Recordo o pessoal
10:13que a vaciva
10:14ou o doutor Paulo Portas.
10:15Por isso, não sei exatamente
10:16por saudar
10:16as personalidades de direita
10:17que o fizeram.
10:19Várias pessoas
10:19de áreas diferentes
10:21mas que estiveram
10:22nessa linha
10:23e a expressão
10:24dos dois terços
10:25é o resultado disso.
10:26Concordo e absoluto.
10:27Senhores, vamos seguir em frente.
10:29António Jair Segura
10:29herda um país
10:30politicamente diferente
10:31dos seus antecessores,
10:33portanto,
10:33uma assembleia
10:35tripartida.
10:36Nós vamos ter
10:36que nos habituar
10:37a governos minoritários
10:39nos próximos tempos.
10:40Essa é uma realidade
10:41que nós estamos a ver
10:42na Europa toda.
10:43Portanto,
10:43a polarização
10:44e a fratura
10:46nos parlamentos,
10:46a criação
10:47de mais soluções
10:48que passam
10:49por coligações
10:50e menos por partidos
10:51sozinhos
10:52nos governos,
10:53já se tem notado
10:54nos últimos anos
10:56na Europa,
10:56não é de agora.
10:57Em Portugal,
10:58chegou um bocadinho
10:58mais tarde,
10:59se calhar temos
11:00que viver com isso.
11:00Mas que são,
11:01por norma,
11:02governos mais fracos.
11:04Não digo que são
11:05governos mais fracos,
11:06são governos
11:07que têm mais problemas
11:07de coesão,
11:09alguns têm mais problemas
11:11porque há tensões internas
11:13quando há vários partidos
11:14no governo,
11:15isso é relativamente normal.
11:17Outros têm maior estabilidade.
11:19Agora,
11:20isso não me preocupa muito.
11:22O que me preocupa
11:23é que face a essa realidade
11:25precisamos de mais soluções
11:27nas políticas
11:28e na política portuguesa também
11:29que levem a consensos,
11:31levem a compromissos,
11:33levem à capacidade
11:34das pessoas
11:34de trabalharem
11:35umas com as outras
11:36e não uns contra os outros.
11:37Isso supõe
11:38que os governos
11:39sejam capazes de dialogar,
11:40mas que o Presidente da República
11:41também ajude a isso.
11:42Muito bem,
11:42nós terminamos aqui
11:43o primeiro round.
11:45Vamos agora dar início
11:46ao segundo.
11:49Agora é hora
11:50dos nossos telespectadores
11:51terem uma ideia
11:52de como é que são feitos
11:53os debates
11:54no Parlamento Europeu
11:56onde os deputados
11:58se desafiam
11:58diretamente um ao outro
11:59e como tal
12:00os senhores vão poder
12:01fazer perguntas difíceis
12:02neste momento.
12:04Vamos começar
12:05pelo André.
12:05Qual que é seu?
12:06Eu gostaria de perguntar
12:07ao Carlos Coelho
12:08que é uma pessoa
12:08consensual,
12:10moderada,
12:11se não ficou
12:12impressionado
12:13com a lógica
12:14apesiguadora
12:15de Luís Montenegro
12:15face ao líder
12:16do Chega
12:17nestas últimas eleições.
12:18Relembrando, aliás,
12:19a frase do Winston Churchill
12:20que dizia
12:21que apaziguar
12:22alguém radical
12:23era como alimentar
12:24um crocodilo
12:25na esperança
12:25de ser o último
12:26a ser devorado.
12:27Não acha
12:27que Luís Montenegro
12:28corre o risco
12:29de ser devorado
12:30pelo Chega
12:31com tanto apaziguamento
12:32como foi o caso
12:33destas últimas eleições?
12:34Eu não vejo a portuguesa
12:35um pouco como
12:36o fosso dos leões
12:38no colisão
12:38na Roma Antiga.
12:39Agora,
12:40o que eu acho
12:41em abono
12:42da coerência
12:43com aquilo que estava
12:43a dizer há pouco
12:44eu acho que é necessário
12:46haver
12:47respeito institucional
12:48e André Ventura
12:49é dirigente
12:50de um partido
12:50com uma expressão
12:51muito grande
12:52na Assembleia da República
12:53e neste momento
12:53o segundo maior partido
12:54na Assembleia
12:56portanto eu creio
12:56que o Primeiro-Ministro
12:57ao falar
12:58com o Presidente
13:00desse partido
13:00deve ter respeito
13:01por aquilo que ele representa
13:02como fez António José Seguro
13:04no debate
13:05da segunda volta
13:06quando o debate
13:07arriscava-se
13:08a resvalar
13:09ele disse
13:10vamos respeitar
13:11porque eu amanhã
13:11como Presidente da República
13:12vou ter de respeitar
13:13como Presidente o Chega
13:15eu acho que essa atitude
13:16faz a diferença.
13:16Carlos,
13:17agora a pergunta
13:18é sua.
13:19Eu queria perguntar
13:20ao André
13:21ao Sr. Deputado
13:23como é que ele vê
13:24a realidade
13:25das eleições
13:26isto é
13:26em Portugal
13:27nós elegemos
13:28um europeista
13:28António José Seguro
13:29que sempre foi um europeista
13:30à sua vida
13:31e ainda é
13:32membro da direcção
13:33da nossa Europa
13:34vai deixar de ser
13:35quando assumiu funções
13:36como Presidente da República
13:37agora
13:38noutros países
13:39não é assim
13:39eu pergunto
13:41como é que vê
13:42a evolução
13:43das políticas nacionais
13:45por exemplo
13:45na Hungria
13:46e na França.
13:48Vejo com muita preocupação
13:49para responder diretamente
13:50aliás
13:51num fenómeno
13:52que tem sido
13:52cada vez mais agravado
13:54de recuo
13:54das democracias liberais
13:55e de um aumento
13:56das figuras autocráticas
13:58nós temos vindo
13:58a assistir
13:59nos últimos 15 anos
14:01a este movimento
14:01de aumento
14:03de autocracias
14:04diminuição
14:04das democracias liberais
14:05e é por isso
14:06que é importante
14:07julgo eu também
14:07no nosso país
14:08temos uma pedagogia
14:09que contraria
14:10aquela que é a narrativa
14:11que se procura espalhar
14:12de que com a democracia
14:14o Estado sai mais fragilizado
14:15e as pessoas
14:17têm menores soluções
14:18do que aquelas que tinham
14:19e é por isso
14:20que penso
14:20que um pouco
14:21por toda a União Europeia
14:22nós temos que fazer
14:24um caminho
14:24no sentido
14:25de privilegiar
14:26o fortalecimento
14:27das instituições democráticas
14:28e sabendo de nós
14:29que há eleições
14:30em 8 países
14:31na União Europeia
14:32este ano
14:32o que eu espero
14:33é que as forças moderadas
14:34quer do centro-esquerda
14:35quer do centro-direita
14:36possam prevalecer
14:37nestes combates eleitorais
14:38a bem da União Europeia
14:39André
14:40próxima pergunta
14:41também só
14:42eu gostaria de saber
14:43na opinião
14:44do Carlos Coelho
14:45que é uma figura
14:47incontornável
14:48da história
14:48do parlamentarismo
14:49português
14:50no Parlamento Europeu
14:51se tivesse que escolher
14:52dois dossiers
14:54relevantes
14:55para o Presidente
14:56da República
14:57ter em consideração
14:58nesta nova configuração
14:59e nos novos desafios
15:00que a União Europeia
15:01tem pela frente
15:02que dossiers escolheria
15:04nos quais Portugal
15:05não pode efetivamente falhar
15:06Carlos
15:07o André tem
15:09mais conhecimento
15:10da matéria agora
15:11porque está
15:11no centro do jogo político
15:12no Parlamento Europeu
15:13mas se eu tivesse
15:14de escolher
15:15dois dossiers
15:16escolhia em primeiro
15:17os recursos próprios
15:19da União
15:19a União tem um problema
15:21de subfinanciamento
15:22não é possível
15:23fazermos mais omeletos
15:24com menos ovos
15:25e portanto
15:27encontrar
15:28novas fontes
15:29de rendimento
15:30novas fontes
15:31de financiamento
15:32é essencial
15:33o discurso
15:33e a narrativa
15:35dos recursos próprios
15:36tem que estar
15:36na primeira linha
15:37e eu sou suspeito
15:39porque durante muitos anos
15:40acompanhei essas áreas
15:41no Parlamento Europeu
15:42mas acho que o cerne
15:44da alma
15:44do projeto europeu
15:46está na liberdade
15:47de circulação
15:47está na capacidade
15:48de nós
15:49sermos cidadãos
15:50em qualquer espaço
15:51da União
15:52podemos viajar
15:54podemos estabelecer
15:55podemos estudar
15:56podemos fazer
15:58aquilo que quisermos
15:58e sermos tratados
15:59como cidadãos
16:00e não como imigrantes
16:01olha a análise
16:03o Carlos
16:03teve um papel
16:04que foi
16:04o senhor
16:06Schengen
16:06durante alguns anos
16:07a análise
16:09dos desafios
16:10dos espaços
16:10Schengen
16:11hoje
16:11salvar
16:12o espaço
16:13Schengen
16:13que está ameaçado
16:14creio que é outra prioridade
16:15que deveríamos eleger
16:16na Europa
16:17muito bem
16:17Carlos
16:18a próxima pergunta
16:19é sua
16:21o André
16:22é membro
16:22de duas comissões
16:24muito importantes
16:25na agricultura
16:25e nas pescas
16:26e acompanhou
16:27aquilo que aconteceu
16:28com o Mercosul
16:29o Parlamento Europeu
16:30adiou
16:31na prática
16:31a ratificação
16:32do Mercosul
16:33e a pergunta
16:33que lhe faço
16:33é como é que vê isso
16:35qual é a razão
16:36que leva
16:36uma maioria parlamentar
16:38a firmar-se
16:39quando aquilo
16:39que seria lógico
16:40seria a Europa
16:41diversificar
16:42as suas pontos
16:43comerciais
16:44face à situação
16:45geostratégica
16:46que vivemos
16:47até com aliados
16:48nossos aliados
16:49há muitos anos
16:50não faz nenhum sentido
16:51em meu ver
16:52estarmos a prejudicar
16:54o acordo com o Mercosul
16:55como é que vê
16:55esta equação
16:56e como é que justifica
16:57a decisão do Parlamento
16:58vejo com muita preocupação
16:59como o Carlos
17:00certamente sabrá
17:01sou um defensor
17:02da necessidade
17:04da União Europeia
17:05redesenhar
17:06as suas políticas
17:06de aliança
17:07de reforçar
17:07a sua presença
17:08noutras geografias
17:09e um acordo
17:10que está
17:11há 25 anos
17:11a ser negociado
17:12a União Europeia
17:13sobretudo
17:14numa fase
17:15em que temos
17:15uma tensão
17:16cada vez mais latente
17:17nas relações
17:18transatlânticas
17:18só tem a ganhar
17:19e assinar acordos
17:20como o Mercosul
17:21e como aquele
17:22que assinou
17:22quer com a Índia
17:23e aqueles que estão
17:23em preparação
17:24agora no futuro
17:25com a Tailândia
17:26e com a Austrália
17:26julgo por isso
17:27que a União Europeia
17:28está numa situação
17:30difícil
17:30por um lado
17:31com esta pressão
17:32geopolítica
17:32mas por outro lado
17:33isto significa
17:34que temos aqui
17:35uma oportunidade
17:35e uma oportunidade
17:36que o Parlamento
17:37no meu entendimento
17:38não aproveitou
17:40ao adiar
17:41a decisão
17:41relativamente
17:42ao Mercosul
17:43parece-me que não
17:44faz justiça
17:45ao trabalho
17:46que tinha sido realizado
17:47ao longo do tempo
17:48é negativo
17:49para a União Europeia
17:50é negativo
17:51para a União Europeia
17:51e também é fruto
17:53de muita desinformação
17:54aqui também se nota
17:55a importância
17:56da desinformação
17:57na influência
17:58que tem nas decisões políticas
17:59eu gostava agora
18:00de introduzir
18:00uma nova voz
18:01a este debate
18:02até porque estas eleições
18:03não acontecem no vazio
18:05e o que se passa em Portugal
18:06é importante
18:06para a Europa
18:08e como tal
18:08os sinais internos
18:11são seguidos
18:12com atenção
18:12em Bruxelas
18:16foram vários
18:18os líderes europeus
18:18que enviaram
18:19os parabéns
18:20a António José Seguro
18:21pela vitória
18:22um deles foi
18:23António Costa
18:24presidente do Conselho Europeu
18:26e passo a ler
18:26felicito António José Seguro
18:28pela sua eleição
18:29como presidente
18:30da República Portuguesa
18:31e desejo-lhe
18:32os maiores sucessos
18:33no exercício
18:34do seu mandato
18:34os portugueses
18:35demonstraram hoje
18:36o seu apreço
18:37pela democracia
18:38reafirmando Portugal
18:40como um pilar
18:40do humanismo europeu
18:42Carlos
18:42António Costa
18:43fala do apreço
18:44dos portugueses
18:45pela democracia
18:46a democracia esteve
18:47de facto em causa
18:48nestas eleições
18:49Olhando para aquilo
18:50que estava em causa
18:51parece-me evidente
18:53que o candidato
18:54que ganhou
18:54é mais portador
18:56dos valores democráticos
18:58do pluralismo
18:59do consenso
19:01do respeito
19:02do que o outro
19:03e portanto
19:03só esse ponto de vista
19:04pode-se dizer
19:05que ganhou a democracia
19:06André
19:07durante anos
19:08Portugal foi citado
19:08como uma exceção
19:09à vaga populista
19:11na Europa
19:11ainda continuamos
19:13a ser essa exceção
19:13Eu julgo que os números
19:15desmentem
19:15o carácter
19:16de excecionalidade
19:17que Portugal teve
19:17nos últimos anos
19:18infelizmente
19:19Agora o que me parece
19:20importante
19:20é que nós consigamos
19:22encontrar soluções
19:23dentro das instituições
19:24democráticas
19:25dentro do espaço
19:26político
19:27da moderação
19:28para responder
19:29às inquietudes
19:29e às preocupações
19:30dos portugueses
19:31e também julgo
19:32que o Estado
19:32tem aqui um papel
19:33importante
19:34que é um papel
19:34de combater a desinformação
19:36e impedir
19:37que ela mine
19:37por completo
19:38o debate público
19:39e julgo que esta
19:40é uma das causas
19:41e feito
19:42relativamente
19:43ao declínio
19:44que nós temos assistido
19:45na democracia
19:45um pouco por toda
19:46a União Europeia
19:46Muito bem
19:47muito obrigada
19:48meus senhores
19:48nós vamos ter que fazer
19:49um pequeno intervalo
19:50mas voltamos já a seguir
19:51com mais um
19:52um duelo político
20:02Olá e sejam bem-vindos
20:04ao The Ring
20:04o programa de Euronews
20:06onde os vozes mais influentes
20:07da política europeia
20:08debatem as grandes questões
20:10da atualidade
20:11desta vez
20:11numa edição especial
20:12gravada a partir
20:14da nova School of Business
20:15and Economics
20:16em Lisboa
20:17com a participação
20:18de Carlos Coelho
20:19e André Franqueiro Rodrigues
20:20a quem eu agradeço
20:22já a participação
20:23ora
20:23meus senhores
20:24António José Seguro
20:25herda um país
20:26que apesar de um desempenho
20:28macroeconómico
20:29vive a braços
20:30com uma grave crise
20:31da habitação
20:32por isso pedi agora
20:33a vossa ajuda
20:34na leitura deste próximo gráfico
20:36que vamos passar
20:36segundo o Eurostat
20:38os preços da habitação
20:39em Portugal
20:40registaram
20:40uma das subidas
20:41mais acentuadas
20:42da última década
20:43entre 2015
20:45e 2024
20:46o preço das casas
20:47aumentou
20:48143%
20:50enquanto o salário
20:51e meio do bruto
20:52cresceu apenas
20:52em 36%
20:54ora
20:54o tempo não atenuou
20:56esta tendência
20:56os preços voltaram
20:57a subir
20:57em 17,2%
20:59no segundo trimestre
21:01de 2025
21:02por isso
21:03resumindo
21:03Portugal foi o país
21:05que liderou
21:05a subida
21:06dos preços
21:07da habitação
21:07na União Europeia
21:08seguido da Bulgária
21:09e da Hungria
21:10ora
21:11Carlos
21:11que leitura
21:12é que faz
21:12destes números?
21:13bem
21:13faço duas leituras
21:14primeiro
21:15uma leitura de urgência
21:16nós temos realmente
21:18um problema
21:18de habitação
21:19em Portugal
21:19isso é sabido
21:20não tem novidade nenhuma
21:22o que obriga
21:22os poderes públicos
21:23a ter respostas
21:24é necessário aumentar
21:25a resposta pública
21:26da habitação
21:26é necessário facilitar
21:28a aquisição
21:29é necessário facilitar
21:30o mercado de arrendimento
21:31mas temos que ter
21:32soluções concretas
21:33que envolvam
21:34o Estado Central
21:35e que envolvam
21:36as autarquias locais
21:37mas a segunda
21:38questão
21:39para mim é clara
21:40creio que o André
21:41concordará
21:41é que hoje
21:42o problema da habitação
21:43não é apenas
21:44um problema nacional
21:45isto é, não há só
21:46um problema de habitação
21:47em Portugal
21:47há na França
21:48há na Espanha
21:49há na Estónia
21:49há na Alemanha
21:51ele é diferente
21:53em função
21:54de cada país
21:55mas pode-se dizer
21:56que todos os países
21:57da Europa
21:57estão confrontados
21:58com o problema
21:58de habitação
21:59ou seja
21:59há espaço
22:00para uma resposta
22:02ao nível europeu
22:03à escala europeia
22:04que ajuda
22:05os governos nacionais
22:06ou às vezes
22:07as autarquias locais
22:08a dar resposta
22:09a este problema
22:10André
22:10mas eu gostava
22:11de ouvir
22:11a sua opinião
22:12sobre se o crescimento
22:13dos votos
22:13em André Ventura
22:14nestas eleições
22:16foram um reflexo
22:17de satisfação
22:17da franja
22:18mais jovem
22:19da população
22:20Gostaria de acrescentar
22:21a este dado
22:22que referiu
22:22um outro dado
22:23é que os jovens
22:24portugueses são também
22:25no cúmpto da União Europeia
22:27daqueles que saem
22:28mais tarde de casa
22:29exatamente porque
22:30têm essa dificuldade
22:31de encontrar
22:31habitação acessível
22:32o que dificulta
22:33em muito
22:34a emancipação jovem
22:35a constituição da família
22:36enfim
22:37o seu projeto de vida
22:38e por isso julgo
22:39que esta é uma matéria
22:40que é urgente
22:41no nosso país
22:41mas como disse
22:42e bem o Carlos
22:43não se circunscreve
22:44ao nosso país
22:45razão pela qual
22:46no Parlamento Europeu
22:47estamos mesmo
22:48a avançar
22:49com um programa
22:50para habitação acessível
22:51apesar da habitação
22:53não ser competência
22:54exclusiva
22:55da União Europeia
22:55há uma percepção
22:57clara de que
22:57a União Europeia
22:58tem que fazer mais
22:59e tem que fazer mais
23:00depressa
23:01no sentido
23:01de ter soluções
23:02complementares
23:03para apoiar
23:04e resolver
23:05uma crise
23:06que se está
23:06a espalhar
23:07pelo continente
23:07e que depois
23:08tem um impacto
23:08social e eleitoral
23:10muito profundo
23:11porque há um descontentamento
23:12cada vez mais generalizado
23:13e se nós olharmos
23:14para aquilo que tem sido
23:15o resultado eleitoral
23:16um pouco de todos os países
23:17da União Europeia
23:17verificamos que os mais jovens
23:19são aqueles que se deixam
23:20seduzir mais facilmente
23:21pela crítica
23:22e pelo ressentimento
23:23porque também se percebe
23:25que não têm visto soluções
23:26para os problemas
23:26com os quais estão confrontados
23:28mas neste tema
23:29para a resolução
23:29destes problemas
23:30PSD e PS
23:33não estão de acordo
23:34certo?
23:35Em que sentido?
23:35Não estão de acordo
23:36nas medidas
23:37a serem tomadas
23:38por exemplo
23:38a liberalização
23:39do mercado
23:39Há um conjunto
23:40de medidas
23:41que é preciso também
23:42ter noção
23:42não há uma varinha
23:44mágica
23:44não há soluções
23:46instantâneas
23:46que possam resolver
23:47de imediato
23:48o problema
23:48agora esta é uma área
23:50que tem que ter soluções
23:51que são
23:51em certa medida
23:53mistas
23:53quer na lógica
23:54do mercado de arrendamento
23:55quer na lógica
23:56do incentivo à habitação
23:58na questão relacionada
24:00com a bonificação
24:01dos juros
24:02na melhoria
24:03de oferta
24:04do parque público
24:05habitacional
24:05no qual o nosso país
24:06é dos países
24:07que tem um parque
24:08habitacional público
24:09mais reduzido
24:10no contexto europeu
24:11portanto nós temos
24:12que fazer mais
24:13para responder
24:13aos problemas
24:14das pessoas
24:14mas também temos
24:15que falar a verdade
24:16aos portugueses
24:17e perceber
24:17que por mais
24:18que se faça
24:19não se vai conseguir
24:20resolver um problema
24:21que foi-se acumulando
24:22ao longo de anos
24:23num curto espaço
24:24de tempo
24:24Concorda com estas
24:26propostas
24:26feitas pelo PS?
24:28Não, eu acho
24:29que é desejável
24:31que sobretudo
24:31no plano de ação
24:32da República
24:32haja a capacidade
24:34de aproximar
24:35posições
24:35entre os diversos partidos
24:37incluindo
24:37entre o PS e o PSD
24:38e o mesmo
24:39no Parlamento Europeu
24:40ou seja
24:40quer na resposta nacional
24:41quer na resposta
24:43ao nível europeu
24:44é essencial
24:45que haja um
24:45consenso alargado
24:46porquê?
24:47Porque o ciclo político
24:48das legislaturas
24:49seja a legislatura nacional
24:50seja a legislatura europeia
24:52é mais curto
24:53do que a eficácia
24:55destas medidas
24:55ou seja
24:55estamos a falar
24:56de medidas
24:57com alcance temporal
24:58que ultrapassam
24:59a legislatura
24:59portanto tem que haver
25:00um compromisso
25:01entre partidos diferentes
25:02Meus senhores
25:03estamos quase
25:03no final
25:04do nosso programa
25:05mas não vamos embora
25:07sem passar
25:08ao nosso quinto
25:09e último round
25:13Ora, neste round
25:15nós vamos introduzir
25:16aqui mais rapidez
25:18nas perguntas
25:18vão ser perguntas
25:19de resposta sim
25:21ou não
25:22sem qualquer justificação
25:24é possível?
25:24Muito bem
25:25vamos a isso
25:26A mesma pergunta
25:26para os dois
25:27vamos a isto
25:28começamos com o Carlos
25:29Carlos
25:29Estas eleições
25:30são um ponto
25:31de viragem
25:31para Portugal
25:32sim ou não?
25:33Todas as eleições
25:34são sim
25:34André
25:37André Ventura
25:38é o líder da direita?
25:39Não
25:39Não
25:41O bipartidarismo
25:42acabou?
25:43Não
25:43Não
25:44Os portugueses
25:46usaram estas eleições
25:47para castigar
25:47os partidos
25:48de centro-direita
25:49e de centro-esquerda?
25:51Talvez
25:52não
25:54Há hoje
25:55maior distância
25:56entre os eleitores
25:56e os partidos
25:57tradicionais?
26:00Talvez
26:00Sim
26:01Os partidos
26:03têm de repensar
26:03a forma
26:04como fazem
26:04política?
26:05Sim
26:06O primeiro-ministro
26:08devia ter apoiado
26:09António José Seguro
26:10na segunda volta?
26:11Só depende dele
26:12Sim
26:14José Luís Carneiro
26:15deve apoiar o governo
26:16até o final
26:17da legislatura?
26:18Depende das circunstâncias
26:19Vamos a ver
26:20era desejável
26:21que o fizesse
26:22Com este resultado
26:23o presidente eleito
26:24tem um mandato
26:24mais forte
26:25do que o próprio governo?
26:27São legitimidades diferentes
26:29Sim
26:30O crescimento
26:31das forças populistas
26:32em Portugal
26:33preocupa
26:33Bruxelas?
26:34Muito
26:34Bastante
26:36O contexto
26:37de guerra na Europa
26:38exige um presidente
26:39mais interventivo?
26:41Sim
26:41Sim
26:43Portugal deve alinhar
26:44100 reservas
26:45com a estratégia
26:45de defesa europeia?
26:49Talvez
26:49É mais complexo
26:51que um senhor
26:51Eu subscrevo
26:53talvez
26:54Última pergunta
26:56Algum dos senhores
26:57mudou de opinião
26:58ao ouvir
26:59o seu adversário?
27:01André
27:01O Carlos Coelho
27:03é uma pessoa
27:03do campo moderado
27:04portanto
27:05não me dei de opinião
27:06temos pontos de convergência
27:07que são bastante maiores
27:08do que aquele
27:09que muitas vezes acontece
27:10mediaticamente
27:11entre as nossas forças políticas
27:12Eu acho que quem sabe
27:13ouvir aprende sempre
27:14quando fala
27:15com pessoas inteligentes
27:16e é seguramente o caso
27:17Meus senhores
27:18muito obrigada
27:19isto era um round
27:21de sim ou não
27:22tivemos aqui vários
27:23talvez
27:24mas de qualquer forma
27:25não posso deixar
27:26de agradecer
27:27a vossa análise
27:28e obrigada a si
27:29por nos que esteve
27:30desse lado
27:30e nos fez companhia
27:32se quiser deixar
27:32as suas sugestões
27:33ou comentários
27:33inscreva-nos
27:34para
27:35the ring
27:35arroba
27:36euronews.com
27:38Da nossa parte é tudo
27:39fique bem
27:40e tchau
27:40uma ótima semana
27:41Tchau
27:42Tchau
27:46Tchau
27:47Tchau
27:48Tchau
27:49Tchau
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