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  • há 5 meses
No sambódromo, Erika Januza fala de novo trabalho e exalta importância da representatividade

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Transcrição
00:00Minha personagem é a Rainha Niara, é uma rainha de um reino fictício africano.
00:05É uma oportunidade de mostrar muitas referências africanas.
00:09É a mãe da princesa Alíquia, então a gente vive dilemas de pessoas comuns de um reino africano.
00:18E eu que me deixo a mais linda oportunidade de sermos pessoas pretas,
00:21um lugar que a gente sempre inspirou de destaque,
00:24para poder falar da gente, da nossa verdade, não como escravizado, como bandido ou espelhante-pado, sabe?
00:32Então eu acho que é uma novela que essa rainha, essa princesa, todo esse reino
00:36vai mostrar uma origem do povo preto que muita gente desconhece.
00:42Eu falo que a gente já está fazendo história, a gente está fazendo diferente.
00:45Cada vez mais tem esse crescimento, mas eu acho que a oportunidade de fazer um personagem como uma rainha,
00:50como uma princesa preta, as crianças podem se ver, as pessoas podem se reconhecer.
00:55Você servia como uma princesa quando você era pequena?
00:58Não, me via. Me via nas princesas que existiam, mas do meu jeito,
01:02entendendo que tinha uma distância para chegar ali naquela estética, né?
01:05E eu falei uma coisa que é assim, eu vou me inspirar em que tipo de princesa, de rainha?
01:10As empresas são europeias. Como é uma rainha africana para eu me inspirar?
01:13Eu tive que criar a minha rainha, sabe?
01:16Então que as pessoas entendam a realeza que tem dentro dela, assim,
01:18que essa novela passa uma mensagem também.
01:20Quando você entendeu a realeza...
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