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  • há 8 minutos
“Cascavel tem 3 casos confirmados e 315 prováveis de dengue”, alerta Vigilância em Saúde Ambiental

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Transcrição
00:00Cascavel está com três casos confirmados e outros 315 sob investigação.
00:07Cascavel está com três casos confirmados e outros 315 prováveis de dengue.
00:13Esses são números de 1º de janeiro até esta quinta-feira, dia 12 de fevereiro de 2026.
00:19De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade também confirmou um caso de febre chikungunya
00:24e tem outros 33 sob investigação.
00:27Nessa tarde eu conversei com a Clair Wagner, que é a gerente da Vigilância de Saúde Ambiental de Cascavel.
00:34Ela apresentou para a gente a armadilha que está sendo utilizada para encontrar focos do mosquito Aedes aegypti,
00:41sistema que substituiu os antigos Liras. Dá uma olhada.
00:46Sim, nós estamos com uma nova modalidade que é o monitoramento através das ovetrampas.
00:50O que é o ovetrampa? É essa armadilha aqui que nós colocamos a cada 300 metros em todo o território
00:55de Cascavel.
00:56Essa armadilha é composta por esse pratinho, uma identificação que a gente sabe aonde está sendo colocado,
01:02pelo número do nosso cadastro, consta o endereço.
01:05A gente coloca essa palheta e dentro a gente coloca uma quantia de água,
01:09porque o mosquito o que é? Ele é atraído por água parada.
01:12Por isso nós sempre reforçamos não deixar água parada.
01:15O mosquitinho vem aqui e deposita seus ovos.
01:17Essa palheta nós recolhemos a cada cinco dias para que não se torne um criadouro do mosquito.
01:24Lembrando que para colocar essa armadilha nós precisamos da autorização do responsável pelo domicílio
01:30ou da empresa que assina o formulário para a gente e nos autoriza a cada cinco dias
01:35irmos até o local retirar essa palheta e substituir, fazer a lavagem também da armadilha,
01:40porque eu não posso deixar ela, ela é uma armadilha e não pode se tornar um criadouro.
01:45Essa palheta nós levamos para o nosso laboratório de entomologia, que fica na sede da vigilância.
01:50É feito a contagem dos ovos através do equipamento estéreo e microscópio.
01:55E essa palheta nos indica se nesse endereço que nós colocamos,
01:59naquele quadrante ali dos 300 metros, tem mosquito circulando.
02:05Aí é o que nos indica, tipo assim, acendam os alertas.
02:09Nós lançamos tudo o que dá nessa planilha, nessa palheta, numa planilha
02:12e colocamos um sistema do Ministério chamado conta-ovos.
02:16O conta-ovos, ele não me aponta onde que tem ovos nessa palheta.
02:21Aí nós vamos ter o endereço, fazer ações naquele local.
02:25Um exemplo, se tiver um alerta laranja nessa ovitrampa,
02:29eu sei que tem entre 50 e 100 ovos na palheta naquele local.
02:33Se tiver acima de 100, é um alerta já maior.
02:36Se for vermelho, ele destaca mais ainda.
02:39E essa forma é a melhor forma de a gente monitorar em tempo real.
02:44Lembrando que o Lira a gente fazia a cada três meses, em média.
02:47Isso aqui, semanalmente, a gente vai recolhendo, lançando no sistema.
02:51Ele nos aponta os dados que tem ali.
02:54E qual foi o último resultado que vocês tiveram?
02:56Nós tivemos agora, nos últimos dias, porque assim, a semana a semana,
03:00tivemos já a palheta vermelha na região do Alto Alegre,
03:03na região do Tropical, uma, o Alto Alegre também foi uma,
03:07do Santa Cruz, também tivemos na região norte.
03:10E esse destaque que nos dá ali, de alerta, na verdade,
03:14faz com que a gente desenvolva ações naquele local.
03:17Nós verificamos que ali, se tem mosquito depositando ovos,
03:20é porque tem mais criadouros ali naquele local.
03:23Então, a gente faz o que nós chamamos de raio,
03:26que é a vistoria pela equipe de agentes que está em campo,
03:29em todos os domicílios ali, fazendo a eliminação do criadouro,
03:33orientando a população e reforçando a faxina semanal.
03:37Porque se nós temos que recolher essa palheta a cada cinco dias
03:40para ela não se tornar um criadouro,
03:41nós precisamos que a população colabore com nós e faça a sua parte também.
03:46Por isso que nós reforçamos a faxina semanal,
03:49que a eclosão do mosquito é de cinco, sete dias, dez dias,
03:53dependendo da temperatura.
03:54Então, uma vez por semana, nós recolhemos a palheta.
03:58Mas esse trabalho é feito pelo setor público de monitoramento,
04:03mas precisamos que cada morador, cada dona de empresa,
04:06faça a sua parte nos seus locais
04:08e os espaços públicos sejam monitorados por todos nós.
04:12Estamos com dengue e chikungunya circulando pela cidade.
04:15Sim, o boletim divulgado hoje, nós agora trabalhamos com o ano epidemiológico
04:19de janeiro a janeiro.
04:20Então, o boletim de 2026 divulgado hoje,
04:23nós temos um caso positivo de dengue,
04:26aliás, um caso positivo de chikungunya,
04:28e estamos com três casos positivos de dengue.
04:31De certa forma, eu diria que estamos tranquilos
04:34se nós nos remetermos ao ano passado,
04:37que nesse período nós estávamos com surto de chikungunya,
04:40e o ano de 2024 nós estávamos com surto de dengue.
04:43Por isso, a gente não pode baixar a guarda agora.
04:46Esse período que nós estamos entrando de calor, chuva,
04:50ele é propício para o mosquito.
04:52A inclusão dele se torna mais rápida ainda.
04:54Então, esse ano está mais calmo,
04:57por conta do período, o ano que a gente teve,
04:59final do ano agora, a gente teve bastante friozinho ainda,
05:02bem no final.
05:03Isso favorece que o mosquito dê uma baixa.
05:06Mas ele não está sumido, ele está entre nós.
05:09Precisamos tomar os cuidados.
05:11Luiz Rabe para a CGN,
05:13a informação em tempo real.
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