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  • há 3 minutos

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00:01Muito bom dia, seguidores do Benítez, estamos aqui com o Carlos Matheus, com o Roseiro.
00:05Eu gostaria de saber a proposta, o que está em jogo nesse momento,
00:09que vocês vieram para a reunião com o PB, de que forma essa reunião vai impactar na vida de vocês?
00:15Bom dia, bom dia. Todos nós sabemos que o São João é uma festa cultural, né,
00:22que movimenta bastante, de forma significativa, o São João da Bahia.
00:28417 municípios envolvidos aí nesse festejo de junho, que move toda uma cadeia produtiva, né?
00:36E a pauta da reunião é exclusivamente uma só.
00:41Garantir no mínimo 50% das atrações que sejam ligadas ao forró, que tenha forrozeiros em cima do palco,
00:49e que sejam baianos. Nada mais do que isso, a nossa pauta aqui com a reunião da UPB.
00:58Certo. Há uma discussão com relação à questão do teto de gastos do cachê de máximo 700 mil.
01:04De que forma você acha que esse cachê impacta nos artistas baianos?
01:07Ó, pra te falar a verdade, assim, essa não é uma pauta em questão.
01:12Pode ser uma pauta futura, mas exclusivamente a gente vem com um único subjetivo.
01:18Porque a gente acredita que, como diz o ditado, o que muito abraça, pouco aperta.
01:22Então, a gente só quer uma garantia de, no mínimo, 50% da grade, sejam compostas por forrozeiros,
01:30e que sejam baianos.
01:33Certo. Muito obrigado.
01:34Obrigado.
01:34Estamos aqui com a forrozeira Alessandra Gramacho. Muito bom dia, Alessandra.
01:39Eu gostaria de, Matheus, já confirmou a questão dos 50% que vocês buscam em relação à grade de programação.
01:46Eu gostaria de saber se existem alguns outros pontos a serem discutidos com relação a isso,
01:51e também com relação à questão de como fazer com que os artistas baianos possam atrair ainda mais gente para esses grandes eventos.
01:59Certo.
02:00É, o foco, o ponto principal desse encontro, né, aqui na UPB, né, é justamente os 50%, né.
02:09Esses 50% que a gente solicita na contratação de artistas baianos que representam a cultura identitária.
02:17Além de, dentro desse mesmo ponto, 50% na contratação de artistas, como também e principalmente na divisão dos recursos financeiros.
02:29E a respeito dessa mobilização, focar nos 50%, porque a gente compreende que a contratação de artistas da terra,
02:40de artistas da cidade, artistas baianos, ele move também a economia, né.
02:45Respeitar a contratação de artistas locais que representam a cultura identitária, a cultura tradicional,
02:51ela também é investimento em recursos, investimentos que retornam para o Estado, né.
02:56O artista também fomenta a sua obra, o artista tem uma cadeia produtiva, a rodovia, né,
03:02que é importante também para os dividendos da cidade.
03:06E qual é o principal gargalo que existe na conjuntura atual no CNAE?
03:10O principal gargalo...
03:12Além dos 50% em relação...
03:14Além dos 50%, eu acredito que é esse mesmo, que, sim, hierarquicamente, né,
03:21deixar de contratar os artistas baianos, artistas de forró, no período junino,
03:27que é principalmente quando a gente trabalha, não deveria ser dessa forma, né,
03:32mas principalmente quando a gente trabalha, gerou uma perda muito grande do nosso trabalho,
03:39para a nossa produção cultural, para a criação de músicas, para fomentar, né,
03:45e fomentar o trabalho da gente, subsistir desse trabalho da gente o ano inteiro,
03:50já que os nossos palcos juninos, a gente perdeu palcos juninos e fica mais difícil o resto do ano
03:54a gente poder produzir musicalmente.
03:56O gargalo também é investir, né, na arte, investir em editais também,
04:03que permitam que os artistas de forró, eles possam aceder e, com isso, produzir, fomentar, né,
04:11atrair mais artistas de forró para o nosso cenário.
04:16Muito obrigado, tá?
04:18Boa reunião.
04:19Estamos aqui com o Gabriel Carvalho, um dos representantes.
04:24Gabriel, eu quero saber o que você pode abordar, o balanço que você faz após essa reunião,
04:29sobre as reivindicações que foram feitas, sobre até a questão da formação da comissão
04:32para reuniões posteriores.
04:36Olha, eu acho que foi uma reunião muito positiva,
04:38o presidente da UPB, o Wilson Cardoso, com outros prefeitos,
04:41nos receberam muito bem, acolheram muito bem as nossas reivindicações,
04:45que é de uma ocupação maior do forrózeiro baiano na espécie de São João,
04:49e uma ocupação maior também do forró na espécie de São João,
04:52além do sentido daqueles artistas e bandas que estão em início de carreira.
04:55Ele mostrou super receptivo com o pleito,
04:59já formou uma comissão dentro da UPB e os forrózeiros
05:02para que o assunto seja ampliado,
05:04vai levar a uma reunião com representantes do governo do estado
05:08para que possa viabilizar e transformar essa reivindicação
05:11em realidade, e as pessoas possam ter mais forró na espécie de São João.
05:15Muito obrigado.
05:18Falamos aqui com o Del Feliz.
05:19Del, prazer estar aqui com a gente.
05:21Eu gostaria de falar o que você pode falar sobre o balanço dessa reunião com a UPB,
05:26também sobre a questão da valorização dos artistas locais
05:28e também a respeito dos cachês, da discussão sobre o teto de gatos.
05:33Bom, primeiro, parabenizar vocês da The News pela cobertura,
05:37desse momento que é muito marcante, histórico para nós.
05:41E estamos nessa caminhada há muitos anos, nessa luta,
05:44pela valorização, sobretudo, da originalidade da nossa festa junina
05:50enquanto a festa cultural mais completa do Brasil
05:54e que aqui na Bahia faz o seu maior pedaço.
05:57Aqui a Bahia faz mais de 300 festas grandes e em grandes palcos,
06:03mas praticamente todos os 417 municípios fazem uma boa festa em São João.
06:08Essa cultura é fortíssima para nós, ela é simbólica, ela é viável economicamente,
06:13mas ela só é viável economicamente quando ela preserva a sua identidade.
06:17Então essa é uma discussão que a gente vem tendo há muito tempo,
06:19exatamente para que a gente preserve esse valor identitário,
06:24essa simbologia, esse sentimento que tanto nos representa
06:28e também para que a festa continue atraindo gente de fora
06:34e sendo viável economicamente.
06:36A gente já previa que essa questão da insustentabilidade e da inviabilidade econômica
06:41se apresentaria em algum momento
06:42com a grande invasão de outras vertentes dos artistas que estão na mídia,
06:49entre aspas, dos artistas que têm os cachês maiores do Brasil.
06:53Eu queria deixar muito claro que, de minha parte,
06:57jamais houve uma contestação no valor dos cachês.
07:00Eu acho que o respeito à diversidade é fundamental em todos os aspectos,
07:07na área musical também, na arte também,
07:10mas, com todo o respeito aos nossos colegas,
07:13não se trata de uma radicalização,
07:17de você proibir ninguém de adentrar a nossa festa.
07:22Agora ficou estranho, a partir de um determinado momento,
07:25que a gente estava vendo festas unidas
07:27que praticamente não tinham mais os fazedores dessa cultura.
07:31Que bom que agora os prefeitos resolveram discutir
07:34e tomarem essa iniciativa.
07:37O nosso querido Wilson, presidente da UPB,
07:39muito sensível com a causa,
07:41está muito disposto a fazer alguma coisa.
07:43O Ministério Público também contribuindo.
07:45O Governo do Estado já vem manifestando há algum tempo
07:47a intenção de contribuir nessa direção.
07:52E nós estamos todos aqui,
07:53irmanados.
07:54Eu estou sempre nessa luta.
07:55Lutei pela lei das abumbas.
07:57Em 2015 conseguimos aprovar.
07:59Quem sabe agora a gente consegue regulamentar,
08:01finalmente, com 10 anos, 11 anos de atraso.
08:04Mas é sempre a hora.
08:06A gente aproveita e agradece esse momento
08:08que a gente está vivendo,
08:08que é muito simbólico, importante,
08:10marcante para nós,
08:11para o forró e para a nossa festa de menino
08:13e para a cultura da Bahia.
08:14Muito obrigado.
08:15Valeu.
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