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  • há 3 horas

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Transcrição
00:00Eu acho um justo a homenagem a partir de que o samba nasceu na Bahia, né?
00:06E a Bahia é a terra desse samba, o samba reggae, tem tanta diversificação com o samba
00:13e que a Bahia faz com toda essa criatividade musical, né?
00:16Tem o neguinho do samba, a Bahia tem uma história com o samba que é antes de tudo que está acontecendo agora.
00:24Então é muito justo que se enalteça, que se homenageie o samba que nasceu na Bahia,
00:33segundo grandes compositores já manifestaram isso em música.
00:39Enfim, a homenagem é justíssima.
00:42Armandinho, falando um pouco sobre o carnaval, o que a gente pode esperar aí do senhor para essa folha mônica desse ano?
00:47Olha, a gente está sempre se mantendo em forma para apresentar a melhor música, o melhor som, um trabalho musical, né?
00:57Armandinho e os irmãos Macedo são os eternos Dodô e Osmar.
01:01A gente traz uma história musical aí de 50 anos de vida, de parcerias, principalmente com Moraes Moreira,
01:09que são músicas que estão ainda, né, movendo até os mais novos do carnaval.
01:19Chame Gente é um hino que é meu de Moraes Moreira, que a gente toca todo ano.
01:24Esse ano eu vi o Léo Santana tocando e eu vejo a Marcia Short, eu vejo galeras assim de vários outros segmentos musicais cantando.
01:34Então são músicas que representam o povo baiano, a história do carnaval.
01:41Por isso que elas se integram, por isso que elas sobrevivem tanto tempo.
01:46Porque a cada ano que ela fala, ela canta um momento.
01:50Isso é importante, isso é o mais importante para a gente, a obra que fica.
01:55Que a gente pode até ir, né, mas elas ficam.
01:58E isso é que gratifica o artista, o músico, né, como eu, que sou o músico da guitarra baiana.
02:08Essa guitarra também que tem essa origem baiana, né, que é super importante.
02:14É um patrimônio da Bahia, né, chamo hoje patrimônio imaterial, mas ela é material.
02:21Foi a primeira guitarra, originou o trio elétrico, porque esse instrumento do meu pai, quem toca desde menino, cavaquinho com a canção de bandolim,
02:30dodou, eletrificou e meu pai botou logo no som, nas cornetas e foi para a rua, porque era tudo que ele queria, né, como um metalúrgico e tal.
02:38Ele queria era tocar, né, sobreviver com o trabalho da metalúrgica dele.
02:43Mas o tocar foi a grande paixão e assim eles inventaram o trio elétrico, inventaram essa guitarra.
02:51E eu sou filho disso, sou cria dessa história musical, né, e é isso que eu trago, é isso que eu levo e é isso que eu desenvolvo.
03:01E pretendo não, eu acho que tem muitos seguidores aí que já usam essas coisas.
03:08O Baiana System é uma história, né, da guitarra baiana do Robertinho, que montou esse grupo e hoje em dia é a sensação do carnaval.
03:19E eu vejo aí a continuidade do nosso autêntico carnaval com o Baiana System.
03:24Então, graças a Deus estamos aí, eu estou até para dar uma canja com eles no carnaval, viu, na terça-feira.
03:31Agora, aguardem sair do Campo Grande, porque eu estou gostando muito desse contato, desse convívio.
03:39Eles têm uma música em mim, uma homenagem.
03:41E eu agradeço muito esse reconhecimento, né, porque é essa ligação que dá continuidade à nossa história.
03:50O senhor falou muito de origem baiana, né, mas muitos artistas são contratados para o carnaval, vêm para o carnaval de outros lugares, como a Locke, a Anitta,
03:59que não fazem parte do ritmo do axé music ou de música feita aqui na Bahia, né, qual é a sua opinião sobre isso?
04:07Olha, você falou aí, rapaz, esses artistas são super bem-vindos à Bahia.
04:12Super importantes eles estarem aqui, porque estão dando prestígio para a nossa terra, para o nosso carnaval, para a nossa história.
04:23O que tem que se fazer, que eu acho, sobre um carnaval principalmente, é valorizar mais as origens musicais.
04:33Por exemplo, blocos afro, tem que ter mais prestígio, mais apoio para eles crescerem, para eles brilharem mais, para eles serem realmente o que são os autênticos representantes da nossa cultura.
04:49Porque se você botar daqui da Bahia para o mundo, o que é que nos representa, né?
04:54É bloco afro, são os autênticos trilhos elétricos e esses convidados ilustres estão enaltecendo a nossa festa, estão aí para valorizar, né?
05:08Porque são artistas de grande mídia e o povo gosta e o povo está lá atrás, super bem-vindos.
05:15Adoro ver eles aqui, eu acho que nós temos que receber com muito carinho, porque estão valorizando a nossa festa.
05:23E, enfim, a gente precisa é nos valorizar também, né?
05:29Os nossos governantes, pensar na Bahia como cultura.
05:35Isso é que tem que ser prestigiado, né?
05:38Não criticar os convidados ilustres, eles são bem-vindos aqui a todos nós.
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