Segura a carteira, galera! O deputado estadual Siqueirinha, o Leo, está no estúdio pra mostrar que, na economia brasileira, tem mais driblador que a seleção de 2002 - a pena é que quem leva a caneta é o contribuinte! O parlamentar destrinchou como as estatísticas de emprego consideram até estátua viva, além de denunciar o "mensalão institucionalizado" das emendas parlamentares. Será que o assistencialismo virou uma profissão hereditária? Por que o Brasil está virando o primo pobre da Polônia e do Chile? O que acontece entre ele e Samy Dana no banheiro da quadra de pickleball? Pelo menos duas dessas perguntas serão respondidas no vídeo! Descubra quais!
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DiversãoTranscrição
00:00Uma coisa é que o dólar está baixando e uma coisa também é da bolsa estar com esse valor.
00:05Porque tem o investimento externo também do gringo que vê os juros altos também no Brasil e para ele acaba sendo interessante.
00:12Isso, mas a partir do momento que você deixa de olhar os Estados Unidos ou o dólar como ativo de porto seguro como sempre foi,
00:20você começa a investir em outros países. Aí você tem esses dois efeitos.
00:23Você tem o dólar e se as pessoas estão procurando ações também, você acaba investindo na bolsa de valores.
00:28Então se a gente tem fluxo de capital externo vindo para o Brasil, isso faz com que a bolsa se valorize bastante também.
00:34Parece que o governo, a narrativa que é vendida é que o governo está fazendo um trabalho excelente.
00:38Não é, está gastando para caramba, tem assistência alívio.
00:41O Haddad, quando ele deixou o cargo, ele falou, a gente está no melhor índice de desemprego da história.
00:48E aí a gente tem várias coisas que se parecem um pouco com o período Dilma.
00:51Mas aí que está.
00:53Tem um delay, né?
00:53Aí que está, professores.
00:56Eu estava vendo.
00:58Vê se isso aí procede.
01:00O que tem?
01:00O IBGE é que determina o desemprego.
01:04Certo?
01:05Qual é o critério que eles usam?
01:08Que é pessoa ocupada.
01:10Correto?
01:11Sim.
01:12A pessoa ocupada é o critério.
01:14Certo?
01:15O IBGE, ele considera o quê?
01:17Pessoa ocupada, toda pessoa com 14 anos ou mais, que na semana de referência tem exercido ao menos uma hora de trabalho com remuneração em dinheiro ou em produtos, mercadorias ou em benefícios.
01:31Moradia, comida, roupas, etc.
01:34Certo.
01:35Isso?
01:36Aí eu trabalho sem remuneração.
01:39Desde que ajude a atividade econômica de alguém, família ou parente, mesmo morando em outro domicílio.
01:46Então é muito...
01:46Muito amplo.
01:47Muito amplo.
01:48Aí ele fala o seguinte, o texto, o texto do IBGE, ele deixa explícito que atividades informais de rua contam como ocupação.
01:58Sim.
01:58Estátua viva, malabarista em semáforo, músicos de rua, limpadores de parabrisa, flanelinhas e vendedores ambulantes.
02:06Sim.
02:06Tudo isso é considerado empregado.
02:09É isso que tá...
02:10Isso.
02:11Formal e informal.
02:12Aí no caso que ele tá falando é estátuas, ambulantes, etc.
02:16São pessoas que estão na informalidade, mas sim.
02:18Mas isso conta como empregados?
02:21Conta.
02:21Você tá na atividade informal, mas conta como empregado.
02:25Tem um índice que ele...
02:26Não são desempregados?
02:28Não.
02:29Se ele tem alguma renda, não é desempregado.
02:33Desempregado é a pessoa que está procurando trabalho e não encontra.
02:38Entendi.
02:38Então quer dizer que essa ocupação que a gente tem agora, esse recorde é toda essa galera.
02:44Isso.
02:45Exato.
02:46Então, se você procurou emprego e não encontrou, você é desempregado.
02:51Se você não procurou e não trabalha o neném, não é considerado desempregado.
02:55Vagabundo.
02:56Sei lá.
02:56É o neném.
02:57Exato.
02:58É o neném.
02:59Nem trabalha e nem procura.
03:02E tem o neném nem.
03:03Nem trabalha, nem procura e nem estuda.
03:04E não acha.
03:05Eu.
03:06Porra, meu.
03:06É, exato.
03:07É o trabalho...
03:07Então é amplo isso, né?
03:09É, é bastante amplo.
03:10Daí o que muita gente diz é que conforme você acaba dando os benefícios sociais muito
03:16grandes, as pessoas param de procurar trabalho e etc.
03:20Eu, particularmente...
03:22Mas isso é assim no mundo inteiro?
03:23É assim no mundo inteiro.
03:24É.
03:25Eu não acredito que eles estão manipulando os dados do desemprego e etc.
03:30Né?
03:31Eu não acredito nisso.
03:32É...
03:33Mas o que você tem é isso.
03:36É muita gente recebendo benefícios sociais e daí acaba não procurando mais trabalho.
03:42E esse cara, ele acaba saindo da estatística, né?
03:44Porque se ele não está procurando emprego, ele não é desempregado, né?
03:47Mas isso é no mundo inteiro, tá?
03:49Agora, um dos motivos que o desemprego é baixo é porque você teve uma reforma trabalhista,
03:56que obviamente a esquerda foi contra, né?
03:58Mas eles se beneficiaram.
03:59Então, quando você teve a reforma trabalhista, você permitiu o mercado de trabalho mais flexível,
04:03as pessoas trabalhando de casa, etc.
04:05Isso ajudou, né?
04:06Do Temer.
04:06Isso.
04:07Isso foi no Temer.
04:08Do Temer, que a esquerda foi contra, que falou que era contra o trabalhador.
04:10E você tem os aplicativos também, que eles são responsáveis aí por 1 a 2%, 2 pontos
04:17percentuais na queda de desemprego.
04:20Então, o iFood e diversos outros aplicativos aí de entrega.
04:24Então, o desemprego é só quem procura emprego?
04:28Isso.
04:29É só o cara que sai da casa dele e vai procurar emprego?
04:33Ele tem que se considerar desempregado.
04:35E não pode se considerar desamparado.
04:39Porque tem o cara que faz assim, eu não procuro que eu não tenho nem chance.
04:41Esse não entra também na estatística.
04:42É, vamos supor que o Sam é demitido daqui do parque.
04:45Ele não precisa trabalhar, né?
04:46Nunca mais.
04:47Aí ele fica na casa dele.
04:48Ele não é desempregado.
04:49Mas porque se você for ver bem, você vê o comércio, puto, o que tem de lugar fechado?
04:55Muito.
04:56Sim.
04:56Quebrando, né?
04:57Isso é recorde de empresas indo à falência.
04:59Isso tem batido recorde.
05:01Então, mas não faz muito sentido isso, né?
05:03Quando você vai lá para o centro, tem um monte de lugar, aluga-se ou fechado ou lugar que já não funciona mais, né?
05:09A economia não é um negócio que está bombando, né?
05:13Ou está e a gente não vê.
05:15Você tem outras variáveis de ajuste, né?
05:17Às vezes o desemprego não está alto, só que as pessoas não conseguem ter aumento de salário.
05:22Porque como você tem muita oferta ali de mão de obra, as pessoas...
05:26E pode ver que a renda do brasileiro está estável há muito tempo, né?
05:31Não tem tantos ganhos assim, né?
05:33A renda per capita brasileira, né?
05:36A gente...
05:37É isso, você falou.
05:37Há 20 anos, a gente tinha 60% da produtividade de um americano.
05:45Hoje a gente tem menos ainda, tem 40%.
05:47Então a gente está ficando mais pobre relativamente em comparação aos países ricos.
05:52Porque você fala assim, ah, o Brasil melhorou algumas coisas.
05:54Óbvio que o Brasil melhorou.
05:55Mas outros países, vários outros países melhoraram muito mais.
05:58E a gente ficou...
05:59Por exemplo, por exemplo.
06:01Países que melhoraram mais que a gente?
06:04Coreia do Sul muito.
06:05Coreia do Sul muito.
06:06Polônia é um bom exemplo de um país que era mais pobre do que o Brasil e agora é muito mais rico.
06:13O Chile tem cada vez ficado mais rico do que o Brasil.
06:17A própria Argentina nos últimos três anos tem feito as coisas que o Brasil não tem feito.
06:23Então, os Estados Unidos, como eu falei, como exemplo, eles...
06:28Já eram mais ricos e continuam cada vez mais ricos.
06:33É só se olhar lá, bolsa de valores deles e comparar com a nossa.
06:35Não tem nem comparação.
06:37Você investir no S&P 500 e investir no Brasil.
06:40Sim.
06:40E tem outra coisa que é assistencialismo que o Brasil adora fazer.
06:43Exemplo.
06:43Mas o Trump disse que vai dar dinheiro lá.
06:45Mas é de outra forma.
06:46Não, não é.
06:47Vai dar dinheiro lá.
06:47Vai dar dinheiro pra ganhar voto.
06:50Não é assim.
06:50Sim.
06:51Mas é comprar voto.
06:52Sim.
06:53Mas aí o Seguirinho pode ajudar.
06:55O que acontece nos Estados Unidos, que é dar os mil dólares pra quem nasce agora,
06:59que ele quer realmente se reeleger, eu acho que é com a iniciativa privada.
07:02Do mesmo jeito ele tá querendo se reeleger e fazendo assistencialismo.
07:05Não acho que é a forma certa.
07:06Aqui no Brasil tem o Vale Gás.
07:08Vai vir agora.
07:08Dá pra gente ficar distribuindo benefício, né, pra população?
07:12Explica pra gente assistencialismo.
07:13É, se você for ver o que o Brasil tem feito em termos de políticas públicas, é isso.
07:17Cada vez mais aumentando o assistencialismo.
07:20Então você tinha esse pé de meia, que eu concordo, tá?
07:24Eu tenho um projeto de lei aqui em São Paulo parecido.
07:26Só que esse pé de meia, ele era o Bolsa Escola lá que o Fernando Henrique tinha feito.
07:31Então você tinha o Vale Gás, você tinha o pé de meia.
07:34Aí eles falaram assim, ó, vamos juntar todos em um programa só, Bolsa Família.
07:37Que aí a gente dá o dinheiro pro...
07:38Era o Fome Zero.
07:39Isso, juntou o Fome Zero com o Vale Gás.
07:41Com o Bolsa Escola.
07:44E falou, ó, ao invés da gente ficar dando pra isso, pra aquilo, pra aquilo, vamos fazer um programa liberal.
07:48É um programa liberal, o Bolsa Família, em que a gente dá o dinheiro pra família.
07:52E ela escolhe onde ela vai gastar, onde ela achar melhor, porque vai ser mais fácil e tal.
07:57E daí você fez isso.
07:58Só que agora você tem o Bolsa Família e tá voltando com todos esses programas de novo.
08:02Além do Bolsa Família, você tem o Vale Gás, né, que é o que o Lula tá falando.
08:07Você tem o pé de meia de novo.
08:09Então você tá aumentando muito o assistencialismo, a ponto de você ter gerações já inteiras,
08:14porque o Lula sumiu em 2003, né, já deu 18 anos aí, 19 anos.
08:20Já tem quase uma geração inteira recebendo o Bolsa Família e não quer.
08:24Então, eu sou a favor de políticas...
08:26Acho que tem que ter um colchão social pros mais pobres, pra que as pessoas tenham igualdade de oportunidade.
08:31Pra que todo mundo possa sair do mesmo ponto.
08:33Então, mas se você vai com esse pensamento, isso é assistencialismo.
08:39Não, só que eu acho que tá demais.
08:40Porque o político chega na hora do vamos ver, ele vai pra esse lado.
08:44É mais fácil.
08:44Eu, se eu fosse político, eu ia dar tudo de graça.
08:48Fale banana.
08:49E aí todo mundo ia agradecer.
08:51Banana, dois reais, banana pra todo mundo.
08:56É aqui a banana.
08:57Banana pra todo mundo.
08:59Por quê?
08:59Porque aí eu ia me perpetuar no poder.
09:01Sim, exato.
09:01É o pensamento do cara.
09:02Exato.
09:02Então, todo político, quando vem, ele vem e diz,
09:04eu vou mudar, porque esse governo está fazendo tudo errado.
09:08Evidentemente, vocês estão vendo aí, são várias as contribuições sociais.
09:13Não podemos ficar assim, porque precisamos agora meritocracia das pessoas.
09:18Evidentemente, é isso.
09:20Mas, mas a gente precisa também ter um colchão social muito importante para a população.
09:27Não dá para virar as costas da população.
09:30Vote em mim nas próximas eleições, que eu darei tudo para todos.
09:34Exato.
09:35Tudo para todos e para Deus acima de muitas coisas que você imagina.
09:40Então, esse é que é o problema, porque não ataca, não ataca o que tem que ser atacado.
09:46Exato.
09:46Porque sempre tem a porra da eleição.
09:49E agora?
09:50Para o cara se reeleger e usar a máquina porra.
09:52Você que é o cara que vai lá para Brasília.
09:54Eu se queria.
09:54E esse é o problema da Argentina, né?
09:56O assistencialismo.
09:57Também, exato.
09:58O Miley quebrou, né?
09:59Ele não consegue sair disso aí.
10:00Sim, porque é como o alcoólatra, né?
10:02É isso.
10:03Que toda hora está com álcool.
10:04Gerações.
10:04E aí você fala, olha, o álcool está te fazendo mal.
10:06Ele não quer lá.
10:07Na Argentina.
10:08O argentino aqui falava, o nosso querido segredo.
10:10Segredo.
10:11Quatro gerações.
10:12Exato.
10:13Na dinastia do...
10:14Exatamente.
10:16O avô já recebia...
10:17Avô, pai, filho e o filho do filho.
10:18Avô, pai, filho e o neto está recebendo agora.
10:21Então você cria ali uma...
10:23Costume, uma tradição, né?
10:25Você sabe qual é o problema do assistencialismo no Brasil?
10:28É que ele premia o insucesso.
10:30Exato.
10:31Então se você não está trabalhando, você ganha.
10:34E se você trabalha?
10:35Aí você não ganha.
10:36Aí o cara fala, pô, então eu não quero trabalhar.
10:38É que eu vou trabalhar, eu vou ganhar menos do que me passar.
10:40Às vezes o cara consegue um trabalho que ele ganha menos.
10:43E aí ele já desiste.
10:44Isso.
10:44Então ele continua ali.
10:45Então o certo é que você premiar o sucesso também.
10:47Você ganha...
10:48O cara é humilde e tal, está na linha de pobreza.
10:52Você ganha.
10:52Só que se você continuar a trabalhar...
10:54Se você agora trabalhar, nos Estados Unidos é assim.
10:56Se você está recebendo algum programa, você precisa ir lá toda semana procurar emprego.
11:01Você precisa comprovar que você está procurando emprego.
11:04Porque senão, quem vai querer trabalhar, né?
11:05Exato.
11:06E gasto público também, que a gente não falou aqui.
11:08Ontem o TCU lá fez uma investigação que o governo está driblando.
11:11Ele já gasta muito, né?
11:12Ele tem que falar o que ele está gastando, mas existe um drible de mais dinheiro.
11:16É outra coisa que ferra.
11:18Sim, o governo teve 50 bilhões aí de déficit primário, né?
11:23Ou seja, tudo que ele arrecada, menos o que ele gasta, deu 50 bilhões a mais de gastos, né?
11:29Sendo que a meta era zero ali, mais ou menos.
11:32E daí é isso.
11:33Só que isso já é ruim.
11:34Ponto.
11:35Só que tem um monte de coisa que ele colocou debaixo do tapete.
11:38Ele fala, não, esse gasto aqui é importante.
11:40Ele não põe na conta.
11:41É, ele fala, não, o pé de meia é importante, então não entra.
11:43Agora o judiciário, não, isso aqui do judiciário é super importante, também não entra.
11:46Aí, ou seja, não vale a conta dele.
11:48Então, mas isso não é pedalada?
11:49É pedalada.
11:50É pedalada.
11:50É, opa, exato.
11:51E vai passar.
11:52É, exato.
11:53Não deveria passar, né?
11:54Mas é pedalada, é exatamente isso.
11:56Você tira um monte de coisa, coloca no tapete e fala, não, é como você fazer uma dieta, né?
12:01Você fala, como foi?
12:02Mas não, foi bem.
12:03Só a pizza que eu comi não conta, as cachaças não contam, a cerveja não conta, mas o resto tá ótimo, tá?
12:10Porra, que dieta é essa, né?
12:12Exato.
12:12Ô, Siqueira, e você acha que o povo, ele tá ligado nessa parte da economia?
12:18Digo, na questão do supermercado, do imposto.
12:22Você acha que, de todos esses, isso que você tá falando, você acha que o povo tá prestando atenção nessa parte da economia?
12:29Eu, olha, eu, essa questão que o Emílio falou, eu concordo.
12:32Todo político que chega lá, olha só, olha, que eu estou te dando.
12:35Você não tá dando nada, amigo.
12:36O dinheiro é da sociedade.
12:37Eu falo, um deputado estadual como eu tem 10 milhões, 15 milhões de emenda.
12:42Eu, todo ano, tá?
12:44Se somar um mandato, dá...
12:46Como é que você dá esse dinheiro?
12:48É, você tem que ir pra... eu coloco muito em educação, né?
12:52Então, muito pra escola, muito pra hospital.
12:54Todo mundo recebe? Todos os políticos recebem?
12:56Todos, todos. Você tem na Constituição que você é obrigado...
12:59O vereador lá de...
13:01Não, é... eu tô falando de deputado estadual, tem a Constituição.
13:04É deputado estadual e federal.
13:06Isso, e de vereador, dependendo da cidade, sim.
13:09São Paulo, por exemplo, você tem emenda, mas uma cidade pequena...
13:12Quanto um vereador de São Paulo tem que ele recebe?
13:15Ah, eu acho que uns 5 milhões por ano.
13:17Ah, tá merda. 5 paus só pra um dedo.
13:195 paus pra distribuir pra onde você quiser.
13:22E eu sempre...
13:22E ninguém fiscaliza.
13:24Fisca, é isso que eu ia perguntar.
13:24Não, tem fiscalização, você tem uma documentação, etc.
13:28Ele, obviamente, tem o Tribunal de Contas, que olha isso, etc.
13:31Só que aí as pessoas, quando eu vou lá e destino, assim...
13:34Então, tem um hospital que eu operei o apêndice lá, Santa Marcelina, lá na Zona Leste.
13:40Muito bom.
13:40É, já...
13:41Mais completo do país.
13:42Já enviei mais de 3 milhões pra eles lá.
13:44E aí as pessoas falam, obrigado.
13:45Não é meu o dinheiro.
13:47Eu não fiz nada.
13:48Não saiu do meu bom na saúde.
13:49O dinheiro é teu.
13:50Então, mas pra você é bom, né?
13:52Não, pro cara é bom.
13:53Aí daí na Zona Leste ele é bem votado.
13:54Pro político é bom.
13:55Por que...
13:56Por isso que eles querem cada vez mais.
13:57Não era uma atribuição do político isso aí.
14:00Não deveria ser.
14:01Isso aí era o prefeito.
14:02Ele foi o prefeito, administrava o caramba, e eles distribuíram essa verba.
14:06Aí inventaram esse...
14:07Isso aí foi meio uma adaptação do mensalão, né?
14:12Foi.
14:12Isso é quase que o mensalão institucionalizado.
14:14Vocês lembram do mensalão?
14:16O mensalão do...
14:17Vocês lembram do mensalão?
14:19Isso aí é um mensalão legalizado.
14:21Por isso que toda vez...
14:22Mas tá voltando, hein?
14:23Toda vez que o Lula precisa aprovar alguma coisa, o que ele faz?
14:26Libera 30 bilhões de emenda adicional.
14:28As emendas PIX, essas coisas.
14:30Ele fala assim, não, vem aqui com a gente, aqui, ó.
14:32E a gente vai liberar a emenda.
14:34E daí toda vez é isso.
14:35Virou quase que um mensalão institucionalizado.
14:37E o orçamento não deveria estar na mão do legislativo.
14:41O executivo sabe muito melhor do que eu, do que aonde alocar.
14:46Porque eles são executivos, né?
14:48Então eu não sei exatamente.
14:50E olha, eu sou um cara, pô, que consegui estudar num lugar bom e tal.
14:52Você imagina diversos deputados ali que não sabem nada.
14:55Brasil.
14:56Brasil não tem chance.
14:57É muito difícil.
14:58É muito difícil.
14:59É difícil.
15:00É difícil.
15:00Ou se querinha.
15:03Não, vai ter, vai ter.
15:04Senão a gente não estaria fazendo o que a gente faz.
15:06Traz meu magnésio aí, ó.
15:08Tomado.
15:09É difícil, é difícil.
15:09E o cortisol, já.
15:11Você que é o cara da Faria Lima, a gente tava falando de tanta coisa, desanima, que esse
15:14o Banco Master, que também fez uma bela análise, você acha que vai ter outros bancos
15:18grandes da Faria Lima que vão rodar também com essa história e vão pegar o cara?
15:22Ele vai ser preso no final ou não?
15:23Vai ficar com a tornozeleira?
15:25É.
15:25A sua análise.
15:26Primeira coisa que a gente, acho que o FGC funcionou muito bem.
15:30Porque quebrou um banco e não teve risco nenhum de corrida bancária, etc.
15:35Todo mundo ficou tranquilo.
15:36Então, o FGC funcionou bem.
15:37A instituição, as pessoas lá, 41 bilhões lá, que acho que era a conta do FGC.
15:43Então, funcionou.
15:43O Banco Central também.
15:45Já critiquei o Galípulo algumas vezes, mas também foi bastante independente.
15:50Agora, o que o Master fez é...
15:56O que é um banco, para as pessoas verem?
15:58O banco é uma instituição que capta o dinheiro dos poupadores e empresta para os tomadores.
16:04Então, o SAMI, por exemplo, ele tem muito dinheiro lá e ele guarda tudo no banco.
16:08Certo.
16:08Aí, a gente aqui chega assim, pô, preciso de dinheiro.
16:10Isso, a gente pega o empréstimo.
16:11Isso.
16:12Aí, ele vai lá, ó, eu tenho um dinheiro aqui de vários SAMIs.
16:14Isso.
16:14E aí, ele empresta para...
16:15Dos fundos.
16:16Isso.
16:16E aí, ele pega o dinheiro que está na poupança lá e empresta para as pessoas.
16:19Então, ele capta no curto prazo e empresta para as pessoas no longo prazo.
16:23E, para isso, ele cobra um spread ali, né?
16:25Então, ele fala...
16:26O intermediário.
16:26Isso, ele fala, olha, SAMI, eu te pago 100% do CDI e aí eu vou te emprestar, Zuzu, aí
16:32200% do CDI, alguma coisa, para cobrir os custos dele.
16:35É muito mais caro você pegar o empréstimo do que você rentabilizar o seu dinheiro.
16:39Exato.
16:39Mas tem uma...
16:41Um ponto que falaram do FGC, que é o seguinte.
16:45Fala assim, olha, o FGC funcionou bem, as pessoas não ficaram desamparadas.
16:49Mas, se não tivesse FGC, as pessoas seriam muito mais cuidadosas ao tomar risco.
16:56Porque, hoje, o cara fala assim, ah, Banco Master está pagando 120% do CDI.
17:00Você fala, eu vou, porque se der problema, tem o FGC.
17:04Então, que isso tem um certo risco moral das pessoas aumentarem muito a imprudência,
17:11porque sabem que alguém paga.
17:13Então, você acha que deveria mudar o FGC?
17:15Isso, tem um trade-off mesmo, assim, tem uma escolha.
17:19O que acontece, o FGC foi feito para a gente...
17:22Sempre o capitalismo, para as pessoas, para as empresas oferecerem um produto,
17:26a um preço baixo, tem que ter competição.
17:28Porque, se não tiver competição, ele é monopolista na coisa,
17:31então ele vai cobrar o preço que ele quiser.
17:33Então, pensa numa empresa, uma varejista que vende televisão.
17:36Por que ele vai vender a televisão a um preço barato?
17:39Não é porque ele é bonzinho, porque ele gosta de você.
17:41É porque ele sabe que, se ele não vender o preço barato,
17:43o concorrente dele vai vender mais barato, então ele vai perder você.
17:46Por isso que ele vai te tratar bem, etc.
17:47O capitalismo funciona assim, onde tem competição.
17:50Quando não tem competição, se ele é monopolista,
17:53ele pode cobrar o preço que ele quiser.
17:55Os bancos é a mesma coisa.
17:56No Brasil, você tem quatro, cinco bancos grandes,
17:59e aí, parte do que os juros é altos,
18:02é pela falta de competitividade dos bancos.
18:04Então, o que acontece?
18:06Você precisa de mais bancos vindo.
18:08Só que, os bancos, como eu falei,
18:10eles emprestam dinheiro para as pessoas,
18:12só que ele não tem dinheiro, então ele capta dinheiro com as pessoas.
18:15Só que um banco pequeno,
18:16o custo de captação dele é muito mais alto.
18:19Por quê?
18:20Porque ele tem muito mais risco do que um banco grande, por exemplo.
18:24Aí, o que o FGC fez?
18:25O FGC veio e falou, olha, não, então vocês...
18:29É uma reunião dos bancos.
18:32Isso.
18:32O FGC são todos os bancos que vão pagar pela...
18:35Uma espécie de seguro.
18:36Fundo garantido.
18:37É, um seguro, né?
18:38Mas o problema é que o banco grande,
18:40ele acaba pagando pelo menor.
18:41É, lógico.
18:42E aí, ele fala assim, não tem incentivo para o menor ser prudente.
18:47Então...
18:47Isso.
18:48Aí, quando você tem um FGC muito grande,
18:50você acaba incentivando a imprudência das pessoas.
18:53Então, por exemplo, teve a emenda master de um deputado
18:55que ele queria aumentar o limite do FGC de 250 mil para 1 milhão.
19:01Ô, louco.
19:01Exato.
19:02Fica entrando em pirâmide.
19:03Por isso que chama emenda master,
19:05que é beneficiar o master diretamente.
19:07É, mas eu acho que tem um...
19:08Na minha cabeça, por mais que você tivesse algum seguro,
19:12precisaria ter uma perda para a pessoa que fez um investimento
19:15sem tomar o risco.
19:17Cuidado.
19:18Para ter alguma penalização,
19:19porque não tem.
19:20Senão vira um risco moral.
19:22É, fica um risco moral.
19:23É, mas a provocação maior,
19:24se eu queria, se eu quero falar ali,
19:25é que os bancos grandes também deveriam, né,
19:27saber quais produtos eles estão distribuindo.
19:29Exato, exato.
19:29Eles também, esses bancos consolidados,
19:32que tem mais nome, distribuíram master.
19:34Exato.
19:34Por que que eles distribuíram master?
19:36Teve bancos que distribuíram,
19:37e sem fazer, obviamente, propaganda nenhuma,
19:39mas o Itaú, por exemplo, não distribuiu,
19:41porque ele falou que não passou no crivo deles.
19:43Então, precisa ter uma curadoria.
19:45Exato, exato, exato.
19:46Mas o cara sabia já dessa...
19:48Todo mundo desconfiava na faria língua, né?
19:50É, a conversa era antiga.
19:53O Itaú fez a pesquisa lá deles,
19:55falou, não, isso aqui é muito arriscado,
19:57a gente não vai oferecer para os nossos clientes.
19:58Então, quem é do Itaú não estava lá recebendo o FGC.
20:02Você sabe que o Samidana me mandou...
20:04O quê?
20:05É uma dica para vocês,
20:06que é um banco que pode quebrar.
20:09Ah, é?
20:10Eu não sei se eu posso...
20:11Eu vou mostrar.
20:13Não, melhor não,
20:14porque está prestes a quebrar.
20:17Prestes a quebrar,
20:18me dá embaixo esse, por favor.
20:20É o meu banco.
20:21Tomem muito cuidado.
20:22Tem mais um banco.
20:23Tem mais um banco aí que tem...
20:25Eu estou sentado também aqui.
20:27O Orlando Bank do Morgado.
20:29Esse banco aqui também vai...
20:30Mameu, você viu a cascata de banco
20:32que quebrou com o Master, né?
20:33A gente falou de algumas fintechs aqui,
20:34já tem outra também que pode ter.
20:36Fictor.
20:36O Will e a Fictor.
20:38E a Fictor.
20:38Não, o Will Bank era do grupo.
20:40Mas essa daí era...
20:42E a Fictor não tem FGC.
20:44Não tem?
20:44Não.
20:45Não, e essa daí,
20:46a Fictor tentou comprar o banco Master.
20:48Exato.
20:48E hoje, como eu falei,
20:49eu não sei se você chegou a ouvir,
20:51que foi preso o cara do Rio Previdência,
20:54que botou quase um bi do dinheiro.
20:56Então, precisa ver também,
20:58porque uma coisa a gente está falando
20:59de pessoas físicas,
21:00que é o FGC.
21:01Mas não tem um banco de Brasília lá também?
21:03Então, tem que ver os...
21:05Porque uma coisa assim,
21:06o Emílio foi lá e comprou do mar.
21:08Você não é especialista em risco.
21:09Mas quando a gente está falando
21:10em fundos de previdência institucionais,
21:13eles têm áreas de risco.
21:15Precisa ver quem investiu,
21:16se não tinha rolo.
21:17É, o grosso da grana
21:19era fundo de trabalhador.
21:21Exato.
21:21Não era?
21:21Exato.
21:22É.
21:23É sempre na tarraqueta, né?
21:25O cara juntou a graninha trabalhando,
21:27colocou no...
21:27Exato.
21:27E aí tomou ali e perdeu.
21:29E o que será que vai dar, hein?
21:31Será que vai chegar igual?
21:32Igual o Lava Jato?
21:34É, um foi preso hoje.
21:34Quando chegar num...
21:36Né, mas não é o grande.
21:37Chegar na alto da pirâmide.
21:38Chegar aqui,
21:39ó, com a democracia.
21:41Tanto é que não teve nenhum banco
21:43da Lava Jato,
21:44não teve nenhum banco
21:45que tomou na Lava Jato.
21:48Nenhum banco.
21:49Assim, é possível
21:50que nenhum banco tenha culpa?
21:52É.
21:52Mas não é provável.
21:53Mas não é provável.
21:54Mesmo o INSS também.
21:56Então, não chegou.
21:57Prenderam o cara lá.
21:59Mas não chegou no grande, né?
22:01Eu espero que vá muita gente presa.
22:03Porque os indícios são bem altos.
22:06E justamente pra isso.
22:07Porque se não acontecer nada,
22:09qual é a mensagem que isso passa, né?
22:11Ah, o Brasil é isso aí mesmo.
22:12Pode fazer o que quiser
22:13que ninguém vai preso.
22:14Então, espero que muita gente vá preso.
22:15Sequerinha, se você for pensar bem,
22:19que nem a gente tava mostrando agora,
22:21Xangai, que não tinha metrô em 93,
22:23hoje tem um metrô e a gente tá aqui nessa.
22:26Porém, o Brasil já é diferente.
22:28Na época do Collor,
22:29ele foi pra ficar num automóvel,
22:31numa Elba.
22:32Sim.
22:32Você lembra?
22:33Você não era nem nascido.
22:34Você nem sabe que é uma Elba.
22:35Você não era nem nascido.
22:36Ele viu o documentário do Collor.
22:37Caçador de Marajás.
22:39Excelente.
22:40Está preso a uma Elba.
22:41E vinha a nota, o jornal do senhor.
22:42Isso aqui é a nota da Elba.
22:43Nove mil reais.
22:44Veja, hoje em dia, cara, é dibi.
22:47Não, hoje é.
22:48Você compra a fábrica da Fiat.
22:49Não, não, é dibi.
22:50Se você pegar o começo dos caras da Petrobras,
22:54lembra da Petrobras,
22:55eu não lembro agora como é que tinha aquele...
22:58Petrolão.
22:58Sim.
22:58Quero os caras gerentes da Petrobras.
23:01Os gerentes, isso aqui e tal.
23:03Quero os gerentes, só.
23:04Era um valor a 60 mil.
23:05Agora é tudo dibi.
23:07É isso aí.
23:07É muito dinheiro.
23:08Então, quer dizer, o Brasil,
23:10onde ele progrediu,
23:11foi na Maracutaia.
23:14No esquema.
23:16No esquema aumentou.
23:16No negócio, melhorou muito.
23:19E o país parado, né?
23:21O que você falou, a nossa renda,
23:22o que a gente ganha,
23:24continua lá nos anos 90,
23:26mas a corrupção, ela está...
23:28Samentou.
23:28O dinheiro que mais rendeu pro nosso esquema.
23:31Já é outro nível.
23:31Não é, Sander.
23:32Não é, Sander.
23:32Você colocar no banco.
23:33Não é.
23:34E aí a gente fica com a percepção
23:36que o crime compensa.
23:38Porque os caras estão todos livres.
23:40Faz tempo, isso.
23:41Os caras ficam cada vez mais ricos.
23:43Mesmo quem foi pego...
23:44Você pode votar agora nos caras.
23:46Mesmo o réu confesso
23:47que a gente fica trabalhando
23:48que nem um tonto aqui,
23:49pagando imposto,
23:50que não dá.
23:52Vambora, né?
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