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00:00A primeira coisa que ele percebeu naquela manhã, não foi a luz, nem o frio, nem o próprio cansaço acumulado, após tantas noites mal dormidas.
00:10O que o despertou, foi um silêncio tão espesso, que parecia impuro ou lode, dentro ou para fora, como se o mundo tivesse segurado a respiração por tempo demais.
00:20Não era o tipo de silêncio que acalma, era um silêncio que observa, um silêncio que cobra, um silêncio que parece saber mais do que você.
00:31Essa sensação estranha começou ali, mas se espalhou como um perfume antigo, impregnando cada canto da casa.
00:38Ele ficou parado, olhando para nada, tentando entender a origem daquele peso.
00:43Era como se uma dúvida, não uma dúvida comum, mas uma que nasceu antes das palavras, estivesse sentada aos pés da cama, esperando que ele finalmente a encarasse.
00:54A dúvida não dizia nada, e paradoxalmente, era justamente isso que a tornava tão barulhenta.
01:02Ele levantou devagar, o chão gelado tocou os pés, como se quisesse acordar não o corpo, mas a consciência.
01:10E, enquanto caminhava pelo corredor estreito, uma sensação lhe atravessou como um relâmpago silencioso.
01:17A impressão de que havia outra presença ali, não alguém, mas algo, um eco, talvez um sussurro sem som.
01:26Um pensamento que não era exatamente seu menos, apenas familiar o suficiente para ser assustador.
01:32Por um instante, ele achou que estava ficando louco, mas não era loucura, era reconhecimento.
01:39Como se, profundamente escondida, uma memória esquecida estivesse tentando voltar à superfície.
01:46Ele sentiu a nuca arrepiar quando viu, sobre a mesa, um pequeno objeto, que jamais lembrava ter visto antes.
01:54Uma espécie de amuleto metálico, opaco, com marcas quase apagadas, como se tivesse pertencido a muitas gerações.
02:01O mais curioso é que, mesmo desgastado, uma única palavra parecia ter sido protegida por algo que o tempo não conseguiu tocar.
02:12Abundância.
02:12A visão daquela palavra acendeu dentro dele algo que não fazia sentido.
02:18Uma mistura de incômodo, curiosidade e um tipo primitivo de esperança.
02:24Como se aquele símbolo carregasse um segredo que não deveria estar ali, pelo menos não ainda.
02:29Ele estendeu a mão, hesitante, e quando os dedos tocaram o metal frio.
02:34O silêncio ao redor pareceu recuar, como se tivesse medo do que estava prestes a acontecer.
02:40O som que veio em seguida, não foi um som.
02:44Foi mais uma vibração, um pulsar quase imperceptível que subiu pela palma da mão e tomou o braço inteiro.
02:50Ele soltou o objeto de imediato, assustado, mas a sensação permaneceu menos, como se algo tivesse sido ativado dentro dele.
03:00Algo que não faria sentido dizer em voz alta.
03:03Algo que, de alguma maneira inexplicável, ele sabia que mudaria tudo.
03:08E o mais estranho de tudo, é que mesmo sem entender nada, ele sentiu que esse era apenas o primeiro passo.
03:16Havia uma história ali, escondida naquele símbolo, escondida naquele silêncio, escondida dentro dele.
03:22Ele respirou fundo, sentindo que a dúvida, até então silenciosa, começava a se agitar.
03:29Como se tivesse percebido, que perderia espaço.
03:32Agora me diz uma coisa, porque, eu preciso saber antes de continuar essa jornada.
03:37Se você encontrasse um objeto misterioso, com uma única palavra brilhando no meio do desgaste, abundância, o que você sentiria?
03:46Coloque aqui abaixo nos comentários.
03:49Ele passou o resto do dia tentando agir como se nada tivesse acontecido.
03:53Lavou a louça, respondeu mensagens, abriu e fechou abas no celular, como quem tenta se esconder atrás de tarefas banais.
04:02Mas, por mais que fingisse, o objeto continuava ali, na mesa, como um olho aberto.
04:08A palavra abundância parecia brilhar, mesmo quando a luz não batia direto, como se tivesse sua própria fonte silenciosa.
04:16E por mais que ele desviasse o olhar, sentia sua presença do mesmo jeito que sentimos a presença de alguém parado na porta, sem dizer nada.
04:25A dúvida, aquela velha companheira de tantos anos, percebeu o movimento.
04:29Ela sempre percebe, e começou a falar mais alto por dentro.
04:34Não é nada demais, coincidência, superstição, besteira.
04:39Mas havia algo diferente naquela discussão interna.
04:42Pela primeira vez, a dúvida não era a única voz ali dentro.
04:46Havia outra coisa, um ruído delicado, como se uma música muito distante estivesse tentando atravessar paredes.
04:54Um ruído que não combinava com medo, não combinava com escassez.
04:58Era quase alegre demais para ser ouvido em alguém, acostumado a esperar o pior.
05:04No meio da tarde, já exausto de fugir da própria atenção, ele finalmente se sentou, diante da mesa.
05:11O som da cadeira arrastando, pareceu ecoar pela casa inteira.
05:15O relógio na parede marcava o tempo, com uma teimosia irritante, como se cada segundo fosse uma cutucada.
05:24Ele encarou o objeto de novo, estudando cada ranhura, como quem lê um texto em outra língua.
05:30E quanto mais olhava, mais uma sensação estranha crescia.
05:34A certeza de que aquela palavra não estava ali para ser admirada, estava ali para ser respondida.
05:40É curioso como a mente funciona.
05:42Quanto mais tentamos encaixar o inexplicável em velhas explicações, mais desconforto sentimos.
05:48Ele tentou se convencer de que tudo aquilo era apenas uma coincidência.
05:53Talvez algo esquecido, de alguém, um presente antigo, qualquer coisa.
05:58Mas o corpo não mentia, as mãos sovem.
06:00A respiração mudava de ritmo.
06:03O peito parecia pequeno demais, para o que estava acontecendo ali dentro.
06:07A dúvida, acuada, começou a mudar de estratégia.
06:11Em vez de dizer que não era nada, começou a dizer que era demais.
06:14Você não está pronto? E se não funcionar? E se você se decepcionar de novo?
06:20Ele fechou os olhos e, por um breve instante, percebeu algo que nunca havia notado com tanta clareza.
06:26A dúvida nunca o protegeu. Ela apenas adiou possibilidades.
06:30A dúvida era como um quarto escuro, onde ele se trancava para não ver a tempestade,
06:36esquecendo que também não via o amanhecer.
06:39Quando abriu os olhos, algo tinha mudado.
06:42Não no objeto nele.
06:44A palavra abundância já não parecia um enfeite espiritual.
06:48Era um convite, ou um me lembre, ou uma provocação.
06:51Com um movimento lento, quase cerimonial, ele pegou o objeto novamente.
06:57O frio do metal o atravessou.
06:59Mas agora vinha acompanhado de outra sensação.
07:02A de que alguma coisa, em algum lugar, estava prestando atenção naquele gesto.
07:07E então, aconteceu algo pequeno, quase ridículo, que qualquer pessoa distraída, não notaria.
07:15No instante exato em que fechou a mão ao redor do amuleto, um som, veio da rua.
07:21Risadas.
07:22Várias.
07:23Uma alegria espontânea.
07:25Como se um grupo tivesse acabado de receber uma boa notícia.
07:29Aquilo criou um contraste tão brutal, com a densidade que ele sentia por dentro,
07:34que um pensamento atravessou sua mente como um relâmpago.
07:37E se esse ruído lá fora, for o som da vida que eu poderia estar vivendo, se eu parasse
07:43de ceder à dúvida?
07:44O coração respondeu com um aperto.
07:47A dúvida, percebendo a ameaça, tentou abafar rápido.
07:51Não viaja.
07:52Isso não tem nada a ver com você.
07:54Mas dessa vez, ela já não soava tão convincente.
07:57Havia uma pequena rachadura, na sua autoridade.
08:00E por ali, muito discretamente, um novo tipo de ruído, começava a entrar.
08:05Um ruído que não vinha de fora, mas de dentro.
08:08Como se uma parte dele, há muito tempo silenciada, estivesse começando a se mexer.
08:14Ele respirou fundo e sem planejar.
08:17Falou em voz alta, quase num sussurro.
08:20Como se pedisse desculpas por existir.
08:22Eu escolho abundância.
08:25A frase saiu trêmula.
08:27Mas saiu.
08:28E assim que o ar carregou aquelas palavras, algo no ambiente pareceu se reorganizar.
08:34Não foi mágica.
08:35Não foi filme.
08:36Não foi milagre.
08:38Instantâneo.
08:39Foi sutil.
08:40Mas real.
08:41O relógio, por algum motivo, pareceu ficar mais silencioso.
08:45A luz que entrava pela janela mudou levemente de tom.
08:48E ele teve uma sensação que há muito tempo não sentia.
08:50A de que não estava completamente à mercê da vida.
08:54Mas, junto com isso, veio outra percepção.
08:57Essa sim, assustadora.
08:59Uma única frase.
09:01Não havia desfeito anos de pensamentos automáticos.
09:05Era como se a dúvida, ferida, recuasse alguns passos, apenas para se reagrupar mais forte,
09:12em algum ponto cego.
09:13E lá no fundo, ele sabia que esse não era o fim da batalha.
09:16Era ou Inicia, enquanto segurava o amuleto, ouviu de novo as risadas na rua.
09:23Só que, desta vez, havia um outro som misturado.
09:27Um som metálico, distante.
09:29Como se alguma coisa estivesse sendo destrancada em outro lugar.
09:33Ele franziu a testa tentando identificar de onde vinha.
09:36Não conseguiu.
09:37Mas, a sensação que esse som trouxe, foi clara.
09:42Algo, havia respondido.
09:43Agora eu quero saber de você.
09:45Se a dúvida fosse um som, e a abundância fosse outro,
09:50qual dos dois você sente que tem feito mais barulho na sua vida?
09:54Coloque aqui embaixo nos comentários.
09:56O resto da noite parecia decidido a testar sua coragem.
09:59Não havia mais risadas lá fora.
10:02Nenhum som de vida atravessando as paredes.
10:05Sou um silêncio.
10:07Mas não um silêncio comum.
10:09Era um silêncio que se comportava como um personagem.
10:12Um silêncio que observava.
10:14Um silêncio pesado, quase físico.
10:17Como se preenchesse o ar, com uma expectativa invisível.
10:21Ele deixou o amuleto sobre a mesa.
10:23Mas a vibração que sentia não ficou lá.
10:25Ficou nele.
10:26Uma inquietude aguda, ao mesmo tempo fascinante e perturbadora,
10:31foi se instalando.
10:32A mente tentava agir como antes, trazer explicações, racionalizar, desmontar qualquer esperança,
10:40antes que ela crescesse demais.
10:42Só que havia algo diferente naquela noite.
10:44Um tipo de presença que não dava espaço para velhas desculpas.
10:48E... então... aconteceu.
10:51Sem vento, sem corrente de ar, sem nenhuma razão lógica.
10:55Uma porta da casa...
10:56Estalou.
10:58Não se fechou.
10:59Não se abriu.
11:00Apenas fez aquele som seco, profundo.
11:03Como se algo tivesse mudado uma posição antiga.
11:06Ele congelou.
11:08Tentou não interpretar demais.
11:10Mas o corpo interpretou sozinho.
11:12Arrepios...
11:13Subiram pela espinha, como se tivessem autonomia própria.
11:17A dúvida...
11:17Que antes recuara...
11:19Viu...
11:20Uma oportunidade.
11:21Voltou como uma sombra fria.
11:23Sussurrando coisas que ele não queria reconhecer.
11:26Isso é um sinal.
11:27Mas não um bom sinal.
11:29Você mexeu no que não devia.
11:31Por que insistir em pedir o...
11:33Que nunca conseguiu manter?
11:34Ele respirou fundo, tentando recuperar...
11:37O centro.
11:38Mas havia um detalhe que não conseguia ignorar.
11:41A porta não tinha se mexido.
11:43E ainda assim...
11:44O som tinha acontecido.
11:45Não era o tipo de coisa que você simplesmente deixa passar.
11:49O silêncio.
11:50Antes observador.
11:51Agora parecia cúmplice menos como se estivesse esperando que ele entendesse algo que ainda
11:57não estava pronto para ver.
11:58Ele se levantou devagar.
12:00Quase sem fazer barulho.
12:02Como quem pisa num território limítrofe.
12:05Entre o familiar e o desconhecido.
12:08A cada passo, o chão parecia mais sensível.
12:11Como se ecoasse direto dentro dele.
12:14Quando chegou perto da porta, percebeu algo que não estava ali antes.
12:18Uma leve marca.
12:20Imperceptível para qualquer pessoa desatenta.
12:23Mas óbvia para alguém que já estava no fio da percepção.
12:26Uma ranhura fina.
12:28Vertical.
12:29Como se...
12:30O tempo tivesse deixado uma cicatriz ali.
12:33Ele passou o dedo sobre a marca.
12:36Fria.
12:37Antiga.
12:38Mas por que só agora ele anotava?
12:40Essa pergunta abriu um espaço perigoso dentro dele.
12:43Menos aquele tipo de espaço que revela coisas.
12:46Não esconde.
12:48A dúvida tentou dominar esse espaço primeiro.
12:50Lançando pensamentos que vinham como pedras.
12:53Você está imaginando...
12:55Está carente.
12:56Está desesperado.
12:58Abundância não é para você.
13:01Mas havia outra coisa competindo ali dentro.
13:04Um ruído baixo.
13:05Suave.
13:07Quase como o som de um relógio antigo.
13:09Não o relógio da parede.
13:11Outro.
13:11Mais lento.
13:13Mais profundo.
13:14Um som que parecia vir de muito longe.
13:17Ou de...
13:18Muito...
13:20Dentro.
13:20Ele voltou até a mesa.
13:22Impulsivamente.
13:23Pegou o amuleto de novo.
13:25Dessa vez, ele não estava frio.
13:27Estava morno.
13:28Como se tivesse sido segurado por alguém.
13:31Segundos atrás.
13:32E aquilo derrubou qualquer defesa lógica que ainda restava.
13:36O coração acelerou num ritmo que já não era medo.
13:39Era antecipação.
13:41Então veio a sensação.
13:43Não um pensamento, mas uma sensação.
13:45De que alguém, em algum ponto da existência, estava tentando se comunicar.
13:50Não com palavras.
13:52Com sinais.
13:53Como se a abundância tivesse sua própria forma de chamar.
13:56E ele tivesse finalmente dado o primeiro passo para ouvi-la.
14:00O silêncio da casa rompeu por um instante.
14:03Não com barulho.
14:04Mas com clareza.
14:06A dúvida paralisa.
14:07A abundância...
14:09Convoca.
14:10Ele fechou a mão sobre o amuleto.
14:12E sentiu uma pulsação fraca.
14:14Quase imperceptível.
14:15Menos.
14:16Mais real demais para ser coincidência.
14:18Uma espécie de batida sincronizada com algo que não era o seu próprio coração.
14:24O ar ficou mais pesado.
14:26A atmosfera.
14:27Mais densa.
14:28Como se o mundo estivesse segurando a respiração.
14:31Foi quando ele percebeu que a pergunta não era mais se a abundância estava tentando falar com ele.
14:36A pergunta era outra.
14:38Muito mais perigosa.
14:39Muito mais profunda.
14:40O que ela queria que ele fizesse agora.
14:43E essa pergunta silenciosa e enorme.
14:46Estava prestes a errosta.
14:48Low.
14:49Para um ponto sem retorno.
14:51Prepare-se.
14:51Porque o próximo tópico é o momento em que aquilo que estava sussurrando finalmente aparece.
15:00A primeira coisa a mudar foi o ar.
15:03Ele não ficou mais pesado.
15:05Ficou mais vivo.
15:06Como se cada partícula estivesse vibrando com uma frequência que o corpo reconhecia.
15:11Mas a mente jamais tinha nomeado.
15:14O amuleto fechado em sua mão começou a aquecer.
15:17Não como um objeto esquentando.
15:20Mas como se um coração adormecido estivesse, enfim, despertando.
15:25Foi então que ouviu, não um som audível.
15:29Não algo que atravessa os ouvidos.
15:31Era um ruído interno, profundo, quase como o som de um trovão muito distante.
15:36Mas que ecoava dentro dele, não fora.
15:39Um ruído que parecia dizer.
15:41Preste atenção.
15:42O silêncio da dúvida tentou se levantar uma última vez.
15:46Fraco, cansado, como um fantasma que já perdeu a batalha.
15:51Mas ainda insiste em existir.
15:53Sussurrou as velhas frases que ele conhecia de cor.
15:57E se não for real?
15:59E se for só fantasia?
16:01E se você estivesse enganando?
16:03Só que algo estava diferente.
16:05Pela primeira vez, aquelas vozes não pareciam verdadeiras.
16:09Pareciam pequenas, como se tivessem encolhido diante de algo muito maior.
16:14Ele abriu a mão, devagar.
16:17O amuleto estava brilhando com uma luz tão suave, que mais parecia o reflexo de uma chama azulada.
16:23Aquilo não fazia sentido.
16:25Não precisava fazer.
16:26Era um daqueles raros momentos em que a lógica se ajoelha diante da experiência.
16:31Uma memória antiga emergiu, sem pedir permissão.
16:35Sua avó dizendo.
16:36Com aquele olhar que atravessava a alma, que os sinais sempre chegam antes da mudança.
16:42Mas quase ninguém percebe, porque está ocupado demais, duvidando.
16:47Aquela frase caiu sobre ele, como uma revelação tardia.
16:51E então menos como se o universo tivesse esperado exatamente aquele instante.
16:56Menos algo aconteceu.
16:57A vibração no ar tomou forma.
17:00Não uma forma física, mas perceptível.
17:04Uma espécie de pressão gentil, como quando alguém está parado bem atrás de você.
17:08Tão perto que muda o jeito que o ar se comporta.
17:12Ele virou devagar.
17:13Nada.
17:14Mas ao mesmo tempo, tudo.
17:15Porque mesmo sem ver, ele sentiu um entendimento silencioso.
17:21Atravessou sua mente.
17:22Sem ruído.
17:23Sem palavras.
17:25Sem imagem.
17:26Apenas verdade.
17:28A abundância nunca grita.
17:30Ela chama.
17:31E quando você finalmente cala a dúvida, a voz dela se torna impossível de ignorar.
17:36O ruído interno aumentou por um instante.
17:39Não como ameaça, mas como um aviso.
17:42Uma preparação.
17:43Como se dissesse, você está pronto para ouvir.
17:47Mas ouvir tem um preço.
17:48Ele respirou fundo.
17:50E naquele exato momento, a luz do amuleto pulsou.
17:53Uma, duas, três vezes menos.
17:56Como um sinal, um código, uma porta que se abre sem abrir.
18:01O coração dele acompanhou o ritmo.
18:04Acelerando não de medo, mas de reconhecimento.
18:07O mundo ao redor pareceu tremer.
18:10Sutilmente.
18:10Como se uma segunda realidade estivesse prestes a se revelar por inteiro.
18:15E foi ali, no ponto exato onde a dúvida morre e a coragem nasce, que ele percebeu a verdade escondida por trás de tudo.
18:24A abundância não se manifesta quando você pede.
18:27Ela se manifesta quando você finalmente acredita.
18:30O ruído se intensificou por um último instante.
18:33E então se dissolveu em uma calma tão profunda que parecia sagrada.
18:39Uma calma que tinha peso, forma, intenção.
18:42Uma calma que não era passividade.
18:45Era resposta.
18:45E a resposta, embora silenciosa, falava mais alto do que qualquer palavra.
18:50A partir daqui, nada será como antes.
18:54Mas enquanto essa sensação se espalhava, algo no canto do olhar dele capturou sua atenção.
18:59Uma sombra sutil.
19:01Um movimento impossível.
19:03Algo que não estava lá, segundos antes.
19:05Ele virou lentamente, com um amuleto ainda brilhando na mão.
19:10Sentindo que estava prestes a descobrir algo que poderia transformar tudo o que achava que sabia sobre destino.
19:17Pedido.
19:17E...
19:18Manifestação 1.
19:20E é exatamente nesse instante, menos nesse respiro suspenso, que uma nova pergunta surge.
19:26Tão poderosa que quase parece um chamado.
19:29E se o ruído da abundância não for apenas um sinal,
19:32mas o início de uma presença que ainda não se revelou.
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