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Polly Paixão, presidente da Liga Belorizontina de Blocos de Rua, alerta que a valorização de artistas de fora pode enfraquecer a identidade do Carnaval de BH. Para ela, os blocos de rua precisam de mais apoio para manter a diversidade da festa.

Trecho da entrevista ao EM Minas, da TV Alterosa, em parceria com o Estado de Minas e o Portal UAI.

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Transcrição
00:00Estamos de volta com o nosso programa em Minas, apresentado aqui na TV Alterosa,
00:18em parceria com o Portal Uai, a convidada de hoje, Poli Paixão,
00:22presidente da Liga Belo Horizontina, dos blocos de rua, né?
00:26Vamos falar e vamos continuar falando sobre o Carnaval de Belo Horizonte Poli?
00:30Agora no intervalo a gente estava conversando, eu me lembro que em 2024,
00:34você deu uma entrevista para a gente, aqui mesmo, não é, em Minas?
00:36E falou sobre a sua preocupação com grandes blocos, ou seja, com um artista grande na época,
00:43vou dizer aqui, Michel Teló, mas que não vem ao caso,
00:46ele estava vindo para fazer o Carnaval em Belo Horizonte com o bloco dele,
00:49e isso te trouxe uma preocupação muito grande, eu lembro que você ficou assim,
00:51poxa, mas não pode ser assim.
00:53E este ano, Belo Horizonte também está recebendo grandes nomes,
00:56como é que isso é visto pela Liga Belo Horizonte, no dos blocos?
01:00Pois é, o crescimento disso, em 2024, até hoje, são só dois anos, três anos, né?
01:07Vamos fazer agora.
01:08Foi gigantesco, principalmente do ano passado para este ano.
01:13Cada dia eu recebo dois, três grandes artistas que vêm para a cidade, artistas nacionais.
01:19De um lado, é bom que o nosso Carnaval está sendo reconhecido,
01:24que realmente eles querem estar aqui, mas a gente tem que ter uma preocupação muito grande,
01:29não pode perder isso de vista, que é o que a gente estava falando no finalzinho do bloco passado.
01:34Do que o Carnaval de Belo Horizonte é diferente dos outros?
01:38Porque se a gente virar mais um, a gente vai ter todos os outros como concorrentes.
01:43Quem fez o Carnaval de Belo Horizonte surgir foram os blocos.
01:48Aliás, foi até um ato político, né?
01:50Foi, em 2009.
01:52Exatamente.
01:53Quando o prefeito, à época, proibiu o Carnaval na rua, nas praças.
01:57Isso, então o Carnaval, se eu não me engano, em 2009.
01:59Exatamente ele.
02:00Então o Carnaval surgiu dessa particularidade.
02:02E os blocos vêm com suas dificuldades, nenhum bloco hoje sai com tranquilidade,
02:07nem o grande, nem o pequeno.
02:08Então, assim, e vêm fazendo.
02:10Aí agora que o Carnaval está famoso, que essas pessoas querem vir,
02:14a gente tem que tomar muito cuidado, porque a gente tende, a gente mineiro principalmente,
02:18tende a dar muito valor para o que é o de fora.
02:21Então, assim, será que essas pessoas não estão ganhando um volume
02:25por ter uma visibilidade maior de patrocínio e estão esquecendo dos nossos aqui?
02:31Como a gente estava falando, que o patrocínio não aumentou,
02:34que a subvenção da Bellotour não é o suficiente para a gente fazer os nossos trabalhos.
02:40Então, assim, temos que ficar de longe nisso, porque o artista é bom no primeiro momento,
02:44mas ele desanima o bloquinho que está cada dia com mais dificuldade e menos dinheiro
02:50para sair no Carnaval.
02:51E se a gente perde essa particularidade, eu não preciso viajar para Belo Horizonte
02:57para assistir o X ou Y, que é famoso no Brasil.
03:00Eu assisto ele aqui na minha cidade mesmo.
03:02Para que eu vou sair do Rio de São Paulo para vir aqui?
03:04O que torna Belo Horizonte atraente é justamente a diversidade, os blocos, as ruas.
03:08O que a gente fala de bloquinhos, exatamente.
03:10Os bairros, a particularidade de um desfile do outro.
03:14E aí a gente fala dos bloquinhos, a gente fala daqueles pequenos que estão lá com dificuldade,
03:18que não recebem patrocínio, que às vezes não vai desfilar por alguma situação.
03:22E o que pode ser feito para que esses pequenos blocos continuem sobrevivendo
03:26no Carnaval de Belo Horizonte, hein?
03:28Pois é, eu acho que uma das grandes coisas que ajudaria seria mudar esse código de posturas.
03:34E o que vale para o ano inteiro não pode valer no período do Carnaval,
03:38que é uma época totalmente diferente das outras.
03:41Mas essa é uma tecla que você já bate há pelo menos uns três anos.
03:45E aí, até agora nada?
03:47A Câmara de Vereadores não se reuniu porque precisa mudar o código de postura,
03:50precisa começar na Câmara, né?
03:53Sim, mas assim, a gente percebe, até por parte da política,
03:58que existe uma grande vontade, ah, vamos fazer a lei do Carnaval.
04:02Mas que de fato isso vai mudar?
04:04Existe a lei do Carnaval.
04:05Mas que de fato isso vai mudar no dia a dia das pessoas?
04:07Pouca coisa, né?
04:09Essa vontade de alterar, por exemplo, o código de posturas,
04:12até mesmo para a Prefeitura conseguir patrocínios.
04:16Porque ela disse ontem, pela primeira vez que conseguiu o patrocínio,
04:19a Prefeitura receber um patrocinador para, além do dinheiro que ela recolhe,
04:26que é o ISS a mais no Carnaval, ela tem o dinheiro próprio para isso,
04:31ela gostaria de ser patrocinada.
04:33Antes da pandemia, ela sempre foi patrocinada por cervejarias.
04:37Depois da pandemia, ela nunca mais conseguiu ser bem patrocinada.
04:41E aí agora, aos 48 do segundo tempo, ela diz que está sendo patrocinada
04:45com um valor pouco expressivo.
04:48E de onde que vem isso?
04:49Talvez até dessa questão de ativação nas ruas.
04:52E como que seria essa mudança desse código de postura?
04:55Quais são as sugestões?
04:56O que tem que ser feito para que isso de fato aconteça?
05:00E quais são os pontos que precisam ser avaliados?
05:02Eu acho que a gente precisa de entender e fazer uma legislação própria para o Carnaval.
05:07Por exemplo, durante o ano inteiro, eu não posso colocar um banner na porta da minha casa.
05:13Mas de repente, no Carnaval, eu posso.
05:15Teria que juntar...
05:17Aqueles detalhes, inclusive da padaria que você estava comentando no bloco anterior.
05:20Eu acho que precisava ser feito uma escuta de todos os tipos de blocos,
05:25porque não adianta eu falar de um grupo ou eu falar de outro grupo,
05:29porque o Carnaval é diverso, mas de verdade.
05:32Não igual para a lei do Carnaval, que eu chego, convido você, você e você,
05:36que são do meu nicho, do meu grupo, e vamos fazer uma lei aqui.
05:40Não, tem que escutar todos de verdade.
05:42Entender as necessidades para conseguir fazer o fomento correto.
05:46Outra coisa, a Prefeitura, ela consegue levantar os números que crescem no Carnaval,
05:53por exemplo, do imposto, do ISS.
05:56Quem que todo ano, durante o ano, fatura X e no Carnaval, fatura X2?
06:01Então, você poderia fazer uma contrapartida para esse que está trazendo.
06:05Então, são muitas coisas que precisam de boa vontade política também.
06:10Para poder fazer crescer, para poder facilitar.
06:12O nosso crescimento, a nossa melhoria, não é do ritmo do Carnaval.
06:17A gente cresce muito mais do que melhora.
06:19Sim.
06:20Sabe?
06:20Agora, voltando um pouquinho sobre a profissionalização e essa necessidade de se profissionalizar,
06:26a dificuldade do bloco, independentemente de ser pequeno ou de ser grande,
06:30ela esbarra principalmente na questão financeira, que é o que a gente tem batido o tempo inteiro.
06:33Um bloco precisa ensaiar, e aí a gente comentou sobre isso.
06:37Não existe um lugar apropriado para que esses blocos ensaiem em Belo Horizonte, ou já existe?
06:41Porque se você alugar um lugar para receber as pessoas, para poder fazer esse ensaio, também é dinheiro.
06:46E aí, como é que fica?
06:47É.
06:48Como tudo encareceu, como eu te contei do Trio Elétrico,
06:51hoje em dia um bloco, ele precisa de pagar 300 reais, 500 reais para fazer um ensaio.
06:57Você imagina, o bloco está lutando ali, contando o dinheirinho para alugar o Trio Elétrico dele.
07:03Trio Elétrico, que é o principal.
07:03Como que ele vai fazer para pagar isso, né?
07:06Eu até tenho um projeto, não é nem pela Liga, é um projeto da minha empresa mesmo, particular.
07:10E ele foi aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
07:13No segundo semestre de 2026, a gente vai ter esse, digamos, piloto.
07:17Eu digo piloto, porque são 600 blocos, o projeto vai conseguir atender mais ou menos uns 80 blocos.
07:23Sim.
07:24Então é um piloto.
07:24Se der certo, a gente faz exponencial disso.
07:27Que é de um lugar para as pessoas ensaiarem gratuitamente.
07:32Não é um galpão.
07:33Esse lugar vai ter banheiro, vai ter limpeza, vai ter segurança, vai ter som.
07:39Então você consegue chegar com o seu bloco, com toda a estrutura que você precisa, ensaiar e ir embora.
07:45De repente, se você quiser cobrar 10 reais de quem estiver entrando lá para te ajudar, você até cobra.
07:51Então eu vou gerir esse espaço que passou no projeto no segundo semestre.
07:56A partir do segundo semestre, a gente vai falar um pouco mais disso.
07:59E tomara que dê certo.
08:00Eu acho que sim, né?
08:01Uma incubadora ali, igual o patrocínio.
08:03É o início.
08:04Nós saímos em 2027, em 2017, e depois o patrocínio foi aumentando.
08:09Foi crescendo.
08:10Então eu espero que esse projeto seja mais um que a gente consiga crescer.
08:15Assim como os convidados cresceram de 2024 para cá.
08:19Exatamente.
08:20A gente tem aí uma média, segundo o meu diretor, de uns entre 120 e 150 mil pessoas vindo de fora.
08:29Fala-se muito.
08:32Esse ano, talvez, 200 mil pessoas no Carnaval de Belo Horizonte.
08:35Porque a gente escuta muito falar e é bom esclarecer.
08:38O diretor hoje, inclusive, fez um post sobre isso, falando sobre a quantidade de foliões em Belo Horizonte.
08:43Belo Horizonte com 6 milhões de foliões.
08:46Gente, se a pessoa vai num bloco de manhã, vai num bloco de tarde, vai num bloco de noite, ela é contada três vezes.
08:50No fim daquele período de folia, você tem o número de foliões que passaram por ali.
08:55Então se deu 5 milhões, 6 milhões, é a soma das pessoas que tiveram em vários blocos no recorrer daquele período.
09:01Mas esperamos de fora, aqui segundo a direção, a nossa expectativa é que sejam cerca de 200 mil pessoas, turistas de todo o Brasil.
09:10E a gente precisa recebê-los, a gente precisa que esse Carnaval continue crescendo,
09:14para que Belo Horizonte continue aí nesse caminho, nesse foco, nessa cena do Carnaval Nacional.
09:18Mas aí eu quero voltar, inclusive sobre esse espaço, demos 9 minutos?
09:23Ó, então, Poli, eu quero saber de você, para a gente encerrar, que já deu 9,
09:26qual é a sua expectativa, não para o Carnaval desse ano, mas para os próximos anos, para o Carnaval de Belo Horizonte? Rapidamente.
09:32Eu espero que a gente continue com êxito, como a gente tem feito com o governo, com a prefeitura,
09:37conscientizar para melhorar, ouvindo quem faz o Carnaval, que são os blocos de rua.
09:42Exatamente, eu te agradeço muito pela companhia hoje.
09:45E, Poli, eu te convido, você que está em casa, para continuar esse bate-papo com a gente,
09:49no YouTube do Portal Uai.
09:50A gente fica por aqui, eu te espero semana que vem, a íntegra dessa entrevista, amanhã no Jornal Estado de Minas.
09:55Obrigada, Poli!
09:57Que ótimo!
09:58Legenda Adriana Zanotto
10:28Legenda Adriana Zanotto
10:58Estamos de volta com o nosso programa em Minas, agora com esse bloco exclusivo para você que nos acompanha aqui no YouTube do Portal Uai.
11:15Ao meu lado, Poli Paixão, presidente da Liga Belo Horizontina, dos blocos de rua, né?
11:20Poli, eu, particularmente, sou apaixonada por Carnaval, embora normalmente trabalho muito, assim como você.
11:27Então, posso ficar aqui falando sobre Carnaval, falando sobre os blocos.
11:30Eu acho que, assim, a gente vai ter que se segurar para não fazer isso aqui, um podcast de uma hora e tanto.
11:35Mas vamos lá.
11:36Eu quero saber de você.
11:38O investimento do Estado naquelas avenidas sonorizadas, isso é visto com bons olhos ou não pelos bloquinhos de rua?
11:44Existe uma parte que acha bom e uma parte que acha ruim, não tem uma unanimidade.
11:51Eu acho que esse ano eles acertaram porque a gente vai otimizar ainda mais esse investimento.
11:56Vai ter um desfile de manhã, um desfile à tarde e um show à noite.
12:01Então isso vai ser bom ao seu ver?
12:03Eu penso que vai utilizar ainda mais, já que está ali aquele palanque todo montado, as caixas de som todas montadas.
12:11Ter mais uma atração para a pessoa se divertir.
12:13E nesses lugares, geralmente, são os blocos grandes?
12:16É, né?
12:16Geralmente, são os convidados.
12:18São os blocos... Ah, os convidados.
12:19Esses convidados.
12:20Será que são os artistas também de fora?
12:22Também, são os artistas de fora.
12:24Mas, assim, aí no caso, eles têm um patrocinador que não é o Estado nem a Prefeitura.
12:28Entendi, entendi.
12:29Aí eles vêm com alguma empresa que está pagando ou patrocinador da Avenida Sonorizada que está pagando.
12:35Ok.
12:35Os blocos hoje de rua, eles estão concentrados, a maioria aqui na região Centro-Sul.
12:39Como é que está no carnaval deste ano em Belo Horizonte?
12:42Você acha que está mais pulverizado?
12:43Porque eu reparei nos últimos dois carnavais que os bloquinhos de rua tinham reduzido, assim, drasticamente
12:49e ficou tudo concentrado na região central de BH.
12:51Cadê os blocos dos bairros menores afastados da periferia?
12:55Pois é.
12:56Como é que está este ano?
12:56Assim, geralmente é região Leste, Santa Tereza, Floresta e região Centro-Sul.
13:02Quer dizer, região Centro-Sul e região Leste.
13:05Tanto que a gente estava falando do edital da Belo Tu, esses blocos que saem ali, eles deixam de ganhar dois pontos.
13:12Então, o que sai lá na Pampulha, que sai lá no Castelo, que sai lá ou também em qualquer outro lugar de Belo Horizonte,
13:19ele já sai com dois pontos a mais.
13:21Exatamente, para estimular.
13:23Mas é aquilo que a gente vem dizendo.
13:25O carnaval está muito ligado com o dinheiro.
13:27Se a coisa fica cada dia mais cara e se eu não consigo esse dinheiro durante o ano, eu vou desistir.
13:32E é o pequeno que vai desistir.
13:34Porque quando chega um patrocinador grande, ele vai querer o grande, o bloco grande.
13:39O que tem mais TV, o que tem um assessor de imprensa, o que consegue dar uma...
13:43Uma fomentada e colocar aquele bloco para frente.
13:45Exatamente.
13:45Uma visibilidade maior.
13:46Eu não sei se eu estou te apertando sem te abraçar, como dizem lá.
13:50Mas você deu uma olhada na lista dos blocos deste ano?
13:53Sim, sim.
13:54E tem mais um pouco do que no ano passado nessa região periférica da capital?
13:59Ou ainda está concentrado na região central?
14:01Existem esses dois graus de centralização.
14:04Já foi maior no entorno.
14:06Mas a maioria é agora.
14:08A maioria é, mas tem blocos expressivos ainda em todas as regionais.
14:12Essa é a nossa característica.
14:14Por isso que eu brigo e digo, não podemos pensar só nos grandes.
14:18Nós temos que pensar e criar uma cultura para essas pessoas menores.
14:22Para os pequenos.
14:23Porque senão a gente perde a popularidade.
14:25Você mora lá em Venda Nova e não quer vir para cá.
14:29Você tem um carnaval lá?
14:31Agora vamos lá.
14:32O carnaval em Belo Horizonte começou com essa questão política em 2009.
14:35Então ele teve dois marcos.
14:36Teve o de 2009, quando houve essa questão política.
14:39As pessoas foram para a rua protestar por isso.
14:42Começou-se ali um processo.
14:43Mas depois ele veio a ser o carnaval que ele é em 2016, se eu não me engano, certo?
14:48É, assim...
14:49Há 10 anos?
14:50Eu acho que em 2015...
14:51Mais ou menos em 2016, 17.
14:55Foi quando caiu exatamente o patrocinador começou a chegar também.
14:59Você falou 16?
15:0016.
15:01É isso, 16, 17.
15:02Eu acho que até 17 mais.
15:0417, 18.
15:05Ele começou a mudar um pouco o cenário.
15:0717, 18.
15:08Aparece um monte de bloco.
15:10O Funk U, por exemplo.
15:11Que é um bloco gigante hoje.
15:13Um dos maiores que tem.
15:14Ele surgiu ali, no 17, 18.
15:17Na época que o pessoal falou, opa, também quero ter meu bloquinho.
15:19Sim.
15:20Que foi o despertar e começou a profissionalização.
15:23Agora, a Banda Mole é Banda Mole, desde sempre.
15:26Sempre estou vendo você com a camisa da Banda Mole.
15:28Sempre existiu a Banda Mole em Belo Horizonte.
15:29A nossa referência de carnaval era a Banda Mole.
15:32A Banda Mole era antes do período oficial da folia, não era isso?
15:35Isso, a Banda Mole é uma das bandas que eu ajudo, que eu faço projetos, que eu ajudo na captação
15:40do patrocínio.
15:41E eu recebi essa camisa hoje, então tinha que fazer o merchan da Banda Mole.
15:45E como foi a primeira vez que a Banda Mole saiu e ela continua sobrevivendo até hoje, né?
15:481976.
15:51Olha que curioso.
15:521975, desculpa.
15:54Nós estamos fazendo 51 anos esse ano.
15:57E voltando ao formato cortejo.
16:00Vai sair...
16:00Era assim, era na Rua da Bahia, né?
16:04Subia o cortejo.
16:05E aí aquilo começou a ficar muito grande, muito famoso, porque assim, o carnaval de Belo Horizonte
16:10se resumia naquilo.
16:10Na Banda Mole, não tinha outra coisa.
16:12Depois, na semana do carnaval, todo mundo viajava ou tomava sol na Fonspenna.
16:17É verdade.
16:17De pequeno.
16:18Não tinha nada na cidade.
16:20Exatamente.
16:21E aí começou a tomar uma proporção muito grande de pessoas.
16:25Muita gente.
16:26A polícia militar chegou e falou, olha, não está seguro isso aqui.
16:29A gente não vai conseguir controlar se tiver um problema.
16:34Então eu gostaria que vocês não saíssem mais em formato cortejo.
16:38Passam um evento.
16:39Foi quando a gente foi ali para os quarteirões da Fonspenna.
16:43Sim.
16:43Fechado com...
16:44O evento era gratuito.
16:46Aham.
16:46Mas fechado com gradil, com revista de bolsa para entrar, com bebida vendendo lá dentro,
16:52até para ajudar nos custos, né?
16:54Sim.
16:54E aí, agora, com a cidade preparadíssima, do jeito que está, para carnaval, modelo de
17:00carnaval do Brasil inteiro.
17:01Banda Mole.
17:01E a Banda Mole ia continuar evento?
17:03Não dava, né?
17:04Não, volta cortejo da Banda Mole e recupera saízes.
17:06E aí a gente dá oportunidade para os vendedores ambulantes também se beneficiarem, que eu
17:10acho que é muito importante a gente pensar nessas pessoas pequenas que também têm o carnaval
17:16para se rentabilizar um pouco, seja fazendo estandarte, seja vendendo cerveja, seja o que
17:21for, né?
17:22Assim, é um marco financeiro para a cidade muito grande.
17:26É, exatamente.
17:26Essa semana a gente conversou com alguns vendedores ambulantes, né?
17:30Que estão ali pegando as credenciais, que terminou hoje a retirada das credenciais.
17:34E eles falam que é o momento de fazer o dinheiro e de fazer a reserva para aguentar um período
17:42do ano pagando as contas direitinho.
17:44Então, agora é a hora de fomentar isso, né?
17:46Seja para o ambulante, seja para quem está ali em Belo Horizonte.
17:49Isso.
17:49E eu encerrei o bloco passado perguntando para você, mas foi rapidamente, o que você acha
17:54que vai ser do carnaval para o futuro?
17:57Porque eu já tinha ouvido você dizer várias vezes sobre essa preocupação com a profissionalização,
18:01com o investimento e para o carnaval não perder a essência.
18:042025, o que é para você e o que você acha que vai ser em 2026, do carnaval?
18:102026 e 2027.
18:12Ô, gente, não virei um ano.
18:13Não é possível.
18:15Ainda bem que a gente está no bloco do YouTube.
18:17Carnaval em pleno vapor e eu ainda estou em 2025, Pânia.
18:20Não, deste ano, 26 e 27, por favor.
18:24Pois é, eu acho que a gente vai ter um carnaval muito bacana este ano.
18:27E eu espero que sempre, de um ano para outro, a gente consiga diminuir os erros.
18:33Ano passado teve alguns erros com o ambulante, por exemplo, como você estava dizendo.
18:37Este ano, pelo que eu estou percebendo, não vai ter mais.
18:39Está mais organizado, parece.
18:41Então, o importante é melhorar de um ano para outro, entender o que deu errado e melhorar para o outro ano.
18:47Eu espero, com uma partezinha que seja pequena dos blocos, conseguir ajudar essa história aí dos ensaios.
18:56Sim, porque vai ser interessante.
18:57E eu acho que cada um tem que ir se mobilizando e pedindo e conversando aqui e conversando ali,
19:03aparando as arestas, porque, como a gente falou aqui, olha quantas pessoas que são beneficiadas com o carnaval.
19:09É uma costureira, é o ambulante, é o dono do bloco, é o ritmista que se diverte ali,
19:15que tem uma terapia coletiva na hora que ele está fazendo os ensaios.
19:19Aquilo ali, assim, eu já vi gente chegando em ensaio que tinha acabado de separar,
19:24estava entrando em uma depressão, entrou no bloquinho e arrumou uma alegria para a vida.
19:29Não é terapia, mas é terapêutico, carnaval de Belo Horizonte.
19:33É, é terapia coletiva.
19:34É terapia coletiva.
19:35Pauli, muito obrigada pela sua presença.
19:38Agora sim, a gente agradece.
19:39Lembrando que você aí de casa, que é a íntegra da nossa conversa, do nosso bate-papo,
19:43você confere amanhã no Jornal Estado de Minas.
19:46Então, obrigada pela companhia, um ótimo carnaval para você.
19:49Eu que agradeço.
19:49Se quiser convidar o pessoal de casa para ir para a rua, curtir o carnaval de Belo Horizonte,
19:52fique à vontade.
19:53Pode, você tem propriedade.
19:54Exatamente.
19:56Façam a listinha, tem muitos blocos hoje, tem muitas opções.
20:00Então é isso, aproveita a diversidade do nosso carnaval,
20:02olha qual bloco que você quer ir, se organiza para pegar o de manhã, de tarde, de noite.
20:08Tome cuidado na hora de beber, na hora de beijar.
20:12Muito juízo e responsabilidade para o carnaval ser só coisa boa.
20:16E vamos melhorar cada vez mais, cada dia melhor.
20:18Tá aí, muito obrigada, Pauli.
20:20E para você aí de casa, um ótimo carnaval.
20:22A gente se vê no sábado que vem.
20:24Até lá.
20:24Tchau.
20:24Tchau.
20:25Tchau.
20:26Tchau.
20:27Tchau.
20:28Tchau.
20:29Tchau.
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