- há 40 minutos
- #master
- #depoimento
- #vorcaro
O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli retirou, nesta quinta-feira (29/1) o sigilo dos depoimentos prestados à Polícia Federal pelos banqueiros Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e de Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. A oitiva foi realizada em dezembro.
Os depoimentos foram colhidos pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo. Durante a acareação, foram apontadas divergências entre os investigados a respeito dos créditos falsos que o Master repassou ao BRB.
Imagens: TSE
Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/
#master #depoimento #vorcaro
Os depoimentos foram colhidos pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo. Durante a acareação, foram apontadas divergências entre os investigados a respeito dos créditos falsos que o Master repassou ao BRB.
Imagens: TSE
Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/
#master #depoimento #vorcaro
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Doutora, só para começar, eu faço aqui uma questão de ordem.
00:09Nós entramos na sala de audiência, nós não estávamos com o celular.
00:14Eu tenho um caderninho aqui, anotando as perguntas que eu iria fazer.
00:18Acaba a audiência, nós chegamos na sala ao lado, a senhora me pediu se eu poderia abrir o sigilo do celular do Borcário.
00:26Eu disse que não abriria, porque nós tínhamos receio, inclusive, dos vazamentos.
00:31As questões colocadas aqui pela senhora, questões que vieram do ministro Dias Toffoli,
00:37já estavam sendo noticiadas pela Malu Gaspar.
00:41E falo com tranquilidade, porque nós processamos, inclusive, a própria Malu Gaspar.
00:45Então, não veio da defesa e não nos ajude em nada isso.
00:48Mas é bom que fique consignado, que as perguntas que foram feitas aqui,
00:52com maior respeito das autoridades, mas é bom que se diga.
00:57As perguntas que foram feitas hoje aqui pela senhora, que eram perguntas ditas pelo ministro,
01:04estavam na imprensa noticiadas quando acabou o ato.
01:08Então, só para deixar claro, e aí, respondendo a sua pergunta, quando a senhora me disse,
01:14a senhora abre o celular, eu digo, tem coisas pessoais.
01:16A senhora me disse, mas o sigilo é absoluto.
01:18O sigilo era absoluto, não deu, vamos chamar, 20 minutos.
01:23As questões estavam todas ali colocadas.
01:25Então, nós já, inclusive, já havíamos pedido a instauração de um inquérito
01:30para averiguar os vazamentos.
01:32Então, nós vamos relatar ao ministro Corrido, deixo aqui consignado,
01:36mas esse caso aconteceu 20 minutos depois da audiência acabar.
01:39Obrigado.
01:40Obrigado.
01:41Obrigado.
01:42Obrigado.
01:43Obrigado.
01:44Estranheza.
01:45Estranheza.
01:46Quando soubemos, conversávamos exatamente sobre isso, como necessidade de apurarmos isso,
01:54porque não há tranquilidade nessa questão, mas, enfim, é o nosso compromisso, obviamente,
02:04e também a nós, e aí, muito claramente, acho que posso falar também pela polícia
02:10e, certamente, pelo gabinete do ministro, porque a nenhum de nós interessa qualquer
02:16dessas divulgações.
02:18Aliás, pelo contrário, porque isso nos torna a vida um inferno.
02:21Claro.
02:21Todo mundo, você fica ali pensando de onde sai essa informação, com quem você não
02:27pode mais conversar, ou qual é a medida adicional de proteção que nós temos, e isso, no nosso
02:34caso, especificamente, do Ministério Público Federal, é um padrão e uma ordem que nós
02:42temos no Procurador-Geral da República.
02:43Todos nós sabemos que o Dr. Bonet praticamente não deu entrevistas desde que assumiu na primeira
02:49gestão, e isso é uma preocupação muito grande da equipe, que, olha, não é para
02:54falar com ninguém, então, assim, também para nós é uma situação de muito desconforto.
02:56Não tenho dúvida alguma, e falo em respeito a todos que estão aqui, as autoridades, todo
03:01mundo é sério, todo mundo é responsável, todo mundo é, mas o fato é, acontece e aconteceu,
03:06para a defesa só atrapalha, quer dizer, para nós, e acho que talvez atrapalhe para todos,
03:10mas é bom que fique consignado, porque aconteceu, eu me arrependi de ter pego o celular,
03:14porque ainda eu falo assim, mas, olha, eu entrego o celular para a polícia para ver que da defesa,
03:19isso não saiu, nem celular trouxe, que era para não ter o risco de nada, então, e nós
03:25fomos surpreendidos 20 minutos depois de acabar a audiência com esse fato, é lamentável
03:30e deve ser apurado, porque mexe com coisas importantes, com a vida de todos nós, eu não
03:36tenho dúvida, e conhecendo o Dr. Bonet, eu tenho certeza que... Muito obrigado.
03:41Então, a gente vai proceder aqui à cariação, com algumas perguntas, a intenção é que
03:56seja breve, de fato, com alguns elementos que foram identificados, eu vou fazer algumas
04:01perguntas, e aí eu vou passar o Dr. Virajara, conduzir a maior parte das perguntas, etc.
04:08Iniciando, houve uma divergência que nós consideramos muito interessante, enfim, que merece ser explorada,
04:22é que o senhor Forcaro, durante seu depoimento, diz que, a partir de janeiro, a partir da data
04:30de comercialização das carteiras da Tirreno, o senhor informou ao BRB que o Dr. Paulo Henrique
04:39estaria ciente que essas carteiras seriam de originadores, seriam originadas por créditos
04:46da Tirreno, o senhor confirma?
04:48Não, na verdade, a gente anunciou que a gente faria vendas, naquela ocasião, de originadores
04:55terceiros. Tirreno, nem eu mesmo sabia, naquela ocasião, se não me engano, que existe o nome
05:00Tirreno, acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes e que a gente começaria um
05:07novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros
05:12e não mais originação própria, especificamente.
05:15O senhor avisou, então, que seriam carteiras originadas por terceiros.
05:19Sim, eu não me lembro a data específica, mas a gente chegou a conversar em algum momento
05:22que a gente teria essa comercialização desse novo tipo de carteira.
05:28O senhor Paulo Henrique, eu gostaria que o senhor comentasse essa afirmação.
05:33O meu entendimento, que eu coloquei aqui mais cedo, é que eram carteiras originadas pelo
05:38Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava recomprando
05:45e revendendo para a gente.
05:50Não tem essa informação de ser revendida pelo Master.
05:54Eu sabia que eram carteiras, naquela ocasião, dos mesmos originadores que faziam originação
06:02para o Master, ou seja, era um ambiente já de clientes que faziam parte do nosso ambiente
06:08ali do Credicest, mas não especificamente que tinham sido originadas por nós.
06:12Mas quando você apresenta a carteira para a comunicação, esse documento de origem
06:16também não faz parte do portfólio de documentos entregues à instituição que vai adquirir?
06:21Qual documento de origem?
06:22O originador do crédito da carteira, por exemplo.
06:26Eu não conheço no detalhe o procedimento da originação, mas acredito que quem fez a originação
06:31na ponta não é uma informação que está nos procedimentos, até onde eu entendo, não faz parte.
06:39Não, normalmente a gente recebe uma planilha com a lista de todos os créditos, CPF, data
06:45de originação, valor, taxa, todos esses parâmetros, órgão conveniado e um conjunto,
06:54uma amostra de contratos e de comprovantes de aderbação.
06:59Essa informação é o cliente da ponta final.
07:02Então, quem originou, como a gente falou inicialmente, não é relevante no processo de risco.
07:10E quando o senhor foi perguntado explicitamente, ou o senhor, a sua equipe, foi perguntado explicitamente
07:17em algum momento pelo BRB, quem seriam as originadoras?
07:23Porque o senhor fala que já tinha falado desde o início, e o doutor Paulo Henrique, ele
07:29vem aqui e nos traz a versão de que houve esse encaminhamento de uma pergunta específica
07:41para o senhor, para a sua equipe, de quem seriam os originadores daquelas carteiras que
07:47estavam sendo compradas ali no mês de janeiro, fevereiro, e que a resposta obtida é que elas
07:54teriam sido originadas pelo Banco Master.
07:57Então, houve, só para a gente poder esclarecer bem, e a resposta teria sido essa, é isso?
08:06Eu posso só colocar de uma maneira um pouco diferente.
08:11Na nossa visão, eram créditos originados pelo Master, vendidos em algum momento, que
08:15estavam sendo recomprados.
08:18E, nesse ponto específico, a gente seguiu comprando essas carteiras até abril.
08:24Mais ou menos do meio para o fim de abril, a gente, ao analisar alguns contratos, identificamos
08:30que tinha um padrão documental diferente.
08:33E, a partir daí, é que a gente começou a questionar quem eram os originadores específicos.
08:39E aí, ao longo do mês de maio, recebemos a informação de que eram créditos originados
08:45pela Tirreno.
08:46E, quando a gente fala originados pela Tirreno, não significa que foi a Tirreno que produziu
08:52o crédito.
08:53A Tirreno, na verdade, era uma consolidadora.
08:56A gente, logo depois, nesse mesmo pacote, recebeu a lista dos 20 correspondentes bancários
09:02que eram os originadores que submetiam a Tirreno e que, dali, subiam.
09:07Acho que, em relação a esse ponto, as versões estão postas.
09:16Há um outro ponto que também é bastante, aparentemente, controvertido, que diz respeito
09:24às substituições.
09:25A posição do senhor Vocaro foi bastante incisiva, no sentido de que a operação foi liquidada
09:34com as substituições.
09:35Os créditos substituídos, eles eram suficientes para, vamos chamar aqui, o ressarcimento do
09:45BRB em relação aos ativos originais.
09:49Não me parece que isso ficou claro na posição do senhor Paulo Henrique, tanto que fala de
09:58uma diferença.
10:00A primeira pergunta é exatamente retomar essa posição.
10:05Os créditos substituídos, ou os créditos substitutos, digamos assim, que entraram no
10:11lugar da carteira original, eles liquidaram, zeraram a operação, ou, por conta da diferença
10:21de modalidade, de risco maior, há ainda haver isso por discutir?
10:28Sim, eu mencionei na minha fala que a gente negociou 100% da troca e ficou faltando, no momento
10:38que houve a liquidação, se eu não me engano, 1,4 ou 1,6 bi, que não tinha sido efetivamente
10:44trocado por questões de formalização que a gente não tinha terminado.
10:49Mas a gente tinha, já desde o início desse procedimento de troca, já prestado garantias
10:54que supriam ou superavam esse montante que não foi concluído, e não foi concluído
11:00por motivo da liquidação do banco e tudo o que aconteceu.
11:03Acho que a gente disse as coisas de uma maneira diferente, mas que vai chegar na mesma conclusão.
11:08Ou seja, dos R$ 12,7 bi, tinham sido substituídos R$ 10,2 bi, tinha 1,6 bilhão de trejuris
11:17em processo de liquidação e existiam R$ 9 bilhões de garantias adicionais, ou seja...
11:24E quando ele fala em processo de liquidação, já tinha sido feito um contrato de transferência
11:29para o BRB, mas o BRB não considerava que havia sido concluído a transação, porque
11:34faltava questões formais, procedimentais de transferência.
11:38O cara crachá, a foto do momento, R$ 10,200 e pouco.
11:43Agora, a precificação desses R$ 10,200, nada a diferença de liquidez e de características
11:51dos serviços, isso pode ser considerado como firme, digamos assim, ou esses valores ainda
11:57dependiam de algum tipo de validação dessa precificação?
12:02A gente tem várias categorias de ativos colocados aí.
12:06Então, nos créditos consignados, firme, não tem discussão de valor.
12:11Nos créditos, pessoa jurídica, firme, não tem discussão de valor.
12:16Nos imóveis que tiveram, inclusive, avaliação de terceiros independentes, não tem discussão
12:23de valor.
12:23Tem uma parte que são ações de empresas.
12:26Essas ações de empresas estavam em processo de avaliação.
12:31Pode haver discussão de valor sobre isso aí.
12:34Os CRIs e os FDICs não têm discussão de valor.
12:40Pelo contrário, a gente passou com o deságio do valor já, que era do book do próprio...
12:45Eu cheguei a comentar...
12:46... o valor em relação a isso.
12:47Quem atribuiu o valor fomos nós.
12:49Nós colocamos R$ 2,1 bilhões, aproximadamente, de deságio em relação a esses instrumentos.
12:57E, em relação também aos imóveis, houve uma diferença de valor significativa.
13:02Por isso que eu cheguei a comentar que tem entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, num valor
13:09abaixo do valor que estava registrado lá.
13:11E essa precificação foi feita pelo grupo interno do próprio DRB ou teve contratação?
13:17A parte de imóveis, avaliação independente.
13:20A parte de créditos, é valor interno.
13:25Eu não tenho muita discussão sobre isso.
13:27Nesses ativos que o senhor mencionou, por exemplo, a ação, o senhor tem como mensurar
13:31quantos por cento é dessa carteira?
13:35Quanto a precificação ainda está...
13:37O que estava pendente eram R$ 800 milhões de precificação.
13:42Que é o que é relacionado a ações e esses ativos mais voláticos.
13:47São só ações.
13:48O único item pendente de avaliação de presos eram as ações.
13:55Todos os outros, inclusive, com o deságio que foi considerado, a gente, o BRB, não deve
14:00ter expectativa de mudar esses valores.
14:02Entrando um pouco mais na técnica, não sei se é pertinente, mas, para cada um desses
14:10créditos, a gente calcula uma perda específica, chamada de perda esperada.
14:15Em média, esses ativos deviam ter entre 10% e 15% de provisão no Master e a gente colocou
14:2230% em média de provisão no BRB.
14:25que é os 30% de deságio que dá esses R$ 2,1 bilhões, que, inclusive, é matéria
14:33que foi fornecida ao Banco Central.
14:35Não sei se você lembra, a gente chegou a mandar uma planilha anexa para o Banco Central
14:39em um dos ofícios, demonstrando essa diferença de deságio e de preço a favor do BRB.
14:46Doutor Adamek, o senhor tem mais algum apontamento?
15:02Não, a questão da conta.
15:04Ah, sim, é o extrato.
15:07O extrato, doutor Vorcaro, o senhor afirma que pagou, fez o pagamento pelas carteiras
15:13junto a Tirreno, os R$ 6 bilhões, o senhor fala que é um extrato que reflete um valor
15:20de pagamento real pelos créditos que foram adquiridos junto àquela originadora.
15:26Na versão que nos foi aqui apresentada pelo senhor Paulo Henrique, acompanhado, e aí
15:34acompanhado pelo relatório do próprio Banco Central, aquele extrato foi apontado como
15:41um extrato contábil, enfim, tem um termo técnico, o senhor me desculpe, e que não
15:49refletia a existência de saldo naquela conta.
15:53O senhor mantém a sua versão?
15:55Claro que eu mantenho.
15:55A gente fez uma conta transitória, a gente não registrou a venda, como eu disse, a gente
16:02não pagou nenhum real, eu mencionei isso claramente, a gente não foi pago nenhum real para Tirreno,
16:07mas sim, quando a gente recebeu os valores da venda, a gente deixou numa conta que era
16:12uma espécie de conta escro, que era a conta reserva.
16:14Então, o senhor não pagou pelos créditos da Tirreno?
16:16O senhor está falando que não pagou?
16:17Não, a conta ficou numa conta escro, o pagamento seria quando a gente transferisse da conta
16:22reserva ali, que era uma conta...
16:24Mas, então, o senhor não pagou nada pelos créditos, é isso?
16:26Não, não pagamos.
16:27Ah, você não pagou, então?
16:29Não paguei.
16:30Ah, não pagou.
16:30Ah, não pagou.
16:31É porque eu entendi que o senhor tinha falado que tinha pagado.
16:33Eu falei isso, se eu der a entender isso, foi errado.
16:36Na verdade, uma das diligências que a gente mostra, e que eu fui claro que a transação
16:42não se concretizou com a Tirreno, foi que a gente não pagou nenhum real pelas carteiras.
16:46Então, o senhor não pagou nada pelos créditos?
16:48Nenhum real para a Tirreno.
16:49A Tirreno não teve nem...
16:50O senhor só recebeu, então.
16:51A gente recebeu.
16:52E esses seis bilhões que o senhor iria pagar a Tirreno, o senhor ficou no banco?
16:55A gente ficou e registrou nessa conta reserva, que era uma conta remunerada da Tirreno.
17:00E aí o senhor entrou, mas esse dinheiro continua?
17:04Ficou no banco, então.
17:05O senhor não devolveu para o BRB?
17:07Não.
17:09Espera aí.
17:09No recebimento nosso, ele entra para a reserva do banco e é registrado dentro de uma conta
17:16remunerada, que era a conta de propriedade da Tirreno.
17:19No momento do desfazimento, troca da operação, a gente teve alguns modelos.
17:23A gente teve casos que a gente recomprou a carteira e pagou o BRB, e o BRB foi lá e comprou
17:28algum ativo e teve casos que fez a troca.
17:31Não me lembro operacionalmente quais os casos ocorreram isso, mas teve os dois modelos.
17:37Aí, de novo, a questão técnica, que talvez não esteja muito clara.
17:41A minha afirmação é de que não tinha dinheiro.
17:45Ou seja, existe um registro numa conta, numa conta contábil, numa conta vinculada,
17:50mas aquilo não representa liquidez.
17:54Em que contexto foi feita essa pergunta para mim?
17:56Por que você não exerceu o direito de receber os 6,7 bi?
18:02É porque esse saldo contábil não representa liquidez imediatamente.
18:07Ou seja, não existia o dinheiro em si.
18:11Você queria retirar o dinheiro sem prejudicar o Banco Master?
18:14Ou o senhor acha que eles não tinham caixa?
18:17Não tinham o dinheiro concreto para isso.
18:21Ia causar uma quebra em sequência da Tirreno e do Master e afetar todo o processo de troca dos ativos
18:31no momento inicial do processo de troca.
18:34Para a gente lembrar, esse contrato foi assinado 25 ou 28 de maio com a Tirreno.
18:40Ou seja, não tinha condição prática, fática, de exercer o direito imediato de pagamento.
18:47E o que eu estava explicando, Paulo, assim como o Master, o BRB e qualquer outro banco,
18:52inclusive os grandes, você tem os depósitos nas contas de cada cliente,
18:57mas a liquidez é um caixa reserva.
18:59Ou seja, nenhum banco tem disponível a liquidez de todas as contas,
19:04de todos os investimentos que tem ali de liquidez imediata.
19:06Exato, é porque da mesma forma que o senhor não reservou o dinheiro para pagar,
19:10não teria como fazer esse pagamento para o BRB,
19:13caso a Tirreno, se eu tivesse que pagar pelos créditos, o senhor também não teria.
19:18A gente, como eu disse, até o dia 17 de novembro, a gente honrou todos os pagamentos,
19:23todos os resgates do banco.
19:25Óbvio, com dificuldade, com planejamento,
19:27porque a gente estava vivendo um momento ali de crise de liquidez,
19:29mas sim, a gente, no momento inicial, obviamente,
19:34quando a gente ainda estava em tratar de existir o planejamento da fusão
19:39ou da aquisição do BRB que estava adquirindo o Banco Massa,
19:44mas independente disso, assim como a gente honrou os outros pagamentos
19:49e honramos, nesse caso, também com o BRB por meio da venda de outros ativos,
19:53a gente, com certeza, iria honrar.
19:54Até o dia 17, não existiu um cliente que pediu o resgate
19:58ou que tinha algum compromisso do banco que não tenha sido honrado.
20:03E aí, Daniel, acho que tem uma coisa também,
20:05de novo, numa questão mais técnica,
20:08que é que você pode dar um ativo em dação de pagamento.
20:14Então, num caso concreto,
20:16a devolução do crédito ou a recompra do crédito para o Master,
20:21o Master poderia cumprir a obrigação dele de pagamento ao Tirreno
20:26com a entrega do próprio crédito,
20:29sem movimentação financeira.
20:30O que aconteceu, afinal.
20:32Existia essa previsão contratual,
20:34mas o que existiria é uma previsão de desconto
20:36daquilo que seria recebido.
20:39E, em tese, como que seria recebido?
20:41Devia-se ter recebido, ser controlado, recebido pelo BRB,
20:44e, aparentemente, não houve esse saldo?
20:46Não teve nem como a Tirreno fazer esse controle
20:49e ter essa compensação.
20:51Isso também eu entendi quando eu li o contrato,
20:54apesar de não ser técnica.
20:55Mas, assim, como não houve movimentação financeira,
20:59isso também nem se observou.
21:02Veja, doutor, só para finalizar.
21:04Entre março e novembro,
21:08a gente deu resgate de quase 10 bilhões de reais para clientes,
21:12para investidores que resgataram do banco.
21:15Ou seja, o banco estava operacional.
21:17O caso da Tirreno, o que aconteceu,
21:19foi que a gente realmente foi pego de surpresa
21:21na questão de um desfazimento no volume grande.
21:23E aí, sim, entra uma questão comercial,
21:25de se combinar, de se planejar,
21:27de se programar ativos.
21:29Eu acho que tanto o Banco Massa quanto o BRB
21:32foi diligente e conseguiu concluir a troca
21:35e a execução e a não concretização do negócio inicial
21:40com as carteiras sem, como eu disse no começo,
21:42e se volta a afirmar, sem qualquer prejuízo para o BRB.
21:45Então, eu agradeço a participação dos senhores
21:57nesse último ato.
22:00A defesa tem algum ponto específico
22:03que queira abrir para os doutores?
22:05Ah, então, desculpa, mas, enfim,
22:12eu acho que é sempre bom abrir uma...
22:14Ah, sim, aí eu até já expliquei qual foi a decisão do...
22:25Autorização para a supermerdia.
22:26Ah, sim, o ministro já deferiu que o senhor passe,
22:30faça o pernoite na casa do senhor,
22:33já que o senhor tem uma residência aqui em Brasília,
22:36e amanhã vai ser feita, vai ser comprada a passagem.
22:40Um pedido, um pedido novo, a gente está...
22:43Eu estou, na verdade, por necessidade familiar,
22:46eu preciso voltar.
22:48Então, eu acabei testando com um voo que me leva a São Paulo.
22:54Então, eu já questionei o ministro se ele poderia ou não.
22:57O ministro já respondeu.
22:58Ah, já?
22:59Ele disse que não pode ir no grupo particular,
23:03que ele deve ficar aqui na casa dele,
23:05e amanhã ele vai um voo de carreira,
23:07vamos com a escola.
23:08Obrigado.
23:08Então, está respondido.
23:10A gente vai providenciar, vamos providenciar todo...
23:13Eu vou até já começar,
23:15a gente vai comprar as passagens e...
23:18Ao de cor, não é?
23:21Por André?
23:22Ah, sim.
23:23O amigo do André, ele está por...
23:25Está ótimo, então.
23:27Obrigada.
23:29Doutor, o senhor tem mais algum aspecto?
23:34Pode encerrar, não é?
23:35Então, está.
23:36Eu agradeço.
23:40Obrigada, doutor.
Comentários