00:00E a toda camassariense que me ajude, porque o que fizeram com o meu filho foi exatamente na área que nós moramos, na área que nós temos comércio.
00:09Meu filho mora aqui na Glebaá, na Rua das Travessas, número 18, é conhecido, é daqui do Gravatá, porque o Gravatá é o local que balbina o pai dele.
00:18Nós temos um comércio de autopecia e oficina.
00:21O que a senhora sabe sobre o desaparecimento dele?
00:22Exatamente, eu quero explicar tudo isso para que as pessoas tragam informação.
00:26O que eu estou sabendo é que 5h38 da tarde de sábado, desse sábado passado, ligaram para meu filho, pedindo a ele que fosse colocar uma descarga no local, porque tinha assaltado.
00:44Ele só foi fazer isso, ele tirou o uniforme do trabalho, ele vestia um short preto, eu estou dando as características porque vocês me ajudem a encontrar,
00:51um short de malha preto, uma camisa de malha verde, e foi o encontro desse suposto cliente que tinha pedido a ele para encaixar essa descarga.
01:01Só que meu filho não volta mais desse momento.
01:04Nesse momento ele vai ao encontro desse suposto cliente e não retorna.
01:08E o que é mais estranho nisso tudo é que alguém ouviu, não vou dizer a pessoa, ouviu que esse suposto cliente perguntava a ele,
01:16você vem como, vem de que? Ele disse, eu vou de moto.
01:19Querendo saber como é que ele ia, como se quisesse saber qual era o veículo que ele ia chegar.
01:23Exatamente, e aí ele respondia, vou de moto, a pessoa perguntou, a moto é sua?
01:27Ele disse, não.
01:29E não sei porquê, um cliente tem essa curiosidade perguntável do que ele vai, se a moto é dele, sendo que meu filho não retorna mais.
01:37Ele foi de moto, a moto que era alugada.
01:39Alugada.
01:40Essa moto, ela foi encontrada?
01:42A moto, ela foi encontrada.
01:43E o que me é estranho dessa moto também, porque essa moto foi encontrada, é um ponto diferente daquele que o cliente tinha sugerido
01:50para que ele fosse colocar aquela descarga no local.
01:54Eu, inclusive, vou dizer o nome do local, porque o Camaçari me ajude, que você está vendo a imprensa local,
01:59além de Pimenta e toda a sua equipe aqui, nos ajude a localizar, meu filho.
02:02E disseram que estava na porta da antiga TVC de Camaçari, que é aqui no alto, próximo ao Parque Satélite.
02:09Meu filho foi, o rastreamento da moto bate.
02:12Depois, essa mesma moto aparece na primeira travessa da Rua do Campo, no Mangueirão.
02:19No fundo desse local onde estava essa moto, é o deserto, o conhecido Pinho, que dá acesso aqui ao polo.
02:24E aí, o que acontece?
02:26Na noite de sábado, eu e minhas familiares, subimos morros, descemos morros,
02:30adentramos o bairro do Parque Satélite, atrás de meu filho.
02:33Eu, no desespero de mãe, clamei aos céus para a ajuda de meu filho,
02:37que é muito difícil não saber o que está acontecendo, se ele está sequestrado.
02:41Eu tenho que te perguntar um negócio que é muito difícil.
02:43Pergunte.
02:43A senhora, como mãe, acredita que o Matheus está vivo, que ele está bem?
02:49Eu não acredito, Pimenta, e toda a equipe aqui da CBT.
02:52Eu não acredito, porque as formas dos quais os boatos estão caminhando e a demora,
02:58me dá uma certeza no meu coração, assim, de que executaram o meu filho.
03:02Porque, imediatamente, quando a moto do meu filho é alugada, aparece no local,
03:07alguém começou a especular, foram vários boatos, de que dois homens pegaram o meu filho a poço,
03:13adentraram ele dentro de um carro, que não sei que carro é, e o outro levaram a moto.
03:18O outro deixou a moto nesse lugar e levaram o meu filho para dentro desse matagal,
03:22e houve disparos de tiro.
03:23A comunidade está muito devosa, muito com medo de dar alguma informação,
03:29refém também de tudo que ocorre com a violência na nossa cidade.
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