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  • há 18 horas

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Transcrição
00:00Nós temos um menino de três aninhos e uma menininha de dois e a gente vem no parquinho brincar, como a gente faz em todo lugar, né?
00:07E aqui no Cirunardi é a segunda vez que a gente vem com eles.
00:11E nós só chegamos já, minha esposa é ligada nessas atitudes suspeitas e já viu um olhar estranho dele para o nosso menino.
00:20Aí a gente seguiu, sentou, eles foram brincar, mas não deu cinco minutos que a gente estava ali, dois, três minutinhos,
00:28ele já estava com o celular apontado para a nossa filha filmando ela.
00:31E eu nem reparei, na verdade, minha esposa já levantou e foi em cima dele, falou para ele o que ele estava filmando a nossa filha e tal,
00:38e ele falou que não, e se alterou, alterou o tom de voz, começou a falar que ela estava louca, você está louca,
00:46porque você vai ter que provar isso aí, minha esposa falou que ia ligar para a polícia, que a gente ia para a delegacia,
00:52e ele falou, então vamos, só que se não tiver nada, eu vou registrar um boletim de ocorrência contra vocês e tal.
00:58E daí ele estava alterado, daí eu já cheguei ali e falei para ele baixar o tom de voz para falar com a minha esposa,
01:04e falei para ele que se ele tivesse filmado a minha filha eu ia bater nele,
01:08mas aí eu usei o lado mais racional, porque estava cheio de criança, cheio de pai, cheio de mãe,
01:14então, e é um idoso ainda, por mais que seja um covarde, um monstro, mas a minha vontade era de fazer justiça com as próprias mãos,
01:23mas vamos acreditar que vamos conseguir pegar esse monstro aí e tirar ele da rua,
01:30porque é um velho e se fazendo de coitadinho e tremulando e falando que não,
01:37e se fez de coitadinho ali de fato e vamos ver o que vai dar agora.
01:42Ela fez um vídeo já na hora ali e tal, ela deu dois passos para trás, eu tirei as crianças de perto
01:48e ela começou a fazer uma filmagem dele apagando a tela, apagando os vídeos, né?
01:55Ela fez a filmagem da tela e ele apagando os vídeos do telefone já na hora.
02:00Foi relatado depois, os policiais puxaram ali, que ele já tem um caso já, né?
02:04Dessa safadeza dele aí e a gente é pai, né, cara?
02:09Uma criança de dois anos, o cara vê maldade numa criança, é um doente, é um perturbado, né?
02:14Isso é um monstro, não devia estar solto na rua.
02:16E a vontade que a gente tinha era de fazer justiça com as próprias mãos, né?
02:20Mas a gente, por ter muita criança, muitas famílias ali e tal, é um ambiente que não é disso, né?
02:27Aí a gente optou por chamar a polícia e tentou fazer o que era certo de fato, né?
02:32Procurou usar os meios corretos pra gente não perder a razão, né?
02:37Com carrinho de picolé, brinquedinho de criança, até o nosso menino tava pedindo doce e tal,
02:43já pra atrair, né? Um monstro, né? Verdadeiramente um monstro, já vem de casa pensado pra fazer isso.
02:49E ele tava apagando vários outros vídeos, até tinha uma mãe ali pra trás,
02:53ela começou a prestar atenção no telefone dele, ela fez um sinal, assim, que tinha muito vídeo,
02:57tinha muita coisa e foi relatado pra nós aqui outras pessoas que frequentam o parque
03:02que falaram que todo dia ele tá aqui, todo dia ele tá aqui, tá presente,
03:06tá sempre com o celular filmando, mas às vezes a gente, com as crianças, não presta muita atenção, né?
03:12Mas tá ali mais perto do que a gente imagina e tem que prestar atenção nas crianças, não adianta.
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