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  • há 7 semanas
Janeiro branco, arteterapia e saúde mental são alguns dos temas tratados por Kelvia Duarte durante o programa Nossa Gente.

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Transcrição
00:00A terapeuta, na verdade, ela vai entender mais as emoções de forma simbólica,
00:09não propriamente dita, até porque existem algumas emoções que não são conseguidas ser expressadas através do ser humano.
00:18Tem muitas pessoas que têm dificuldade em se expressar, em falar sobre as emoções.
00:23E aí a terapia, ela vai analisar, ela vai estudar essas emoções por meio simbólico, seja de pintura, seja através de uma música, de uma dança,
00:32de algum feito artístico que seja produzido com a intenção de expressar algo.
00:40Janeiro Branco começou em 2014 pelo Instituto Janeiro Branco e idealizado pelo psicólogo Leonardo Abraão.
00:51Por que Janeiro Branco? Janeiro Branco é mais do que um mês, é um convite ao cuidado, à saúde mental.
01:01Foi escolhido o Janeiro Branco justamente porque nós fazemos muitos planos, enquanto seres humanos, viventes,
01:10a gente começa a fazer planos em dezembro.
01:13Em dezembro a gente começa a planejar que em janeiro a gente vai voltar a malhar, em janeiro a gente vai fazer aquela dieta,
01:19em janeiro nós vamos ser mais empáticos, vamos escutar mais, vamos ser seres humanos melhores, mais simpáticos.
01:28E aí quando chega o janeiro e na metade de janeiro que a gente começa a perceber que não alcançamos aquele objetivo,
01:37que não conseguimos realizar aqueles planos, aí começa a frustração.
01:41Então janeiro Branco foi escolhido justamente de forma proposital, devido a simbolicamente ser uma folha em branco
01:51que precisa ser escrita ou reescrita, pensada ou repensada e que precisa ter outros olhares,
01:59mesmo que esses olhares sejam através de frustrações, de não conseguir aqueles objetivos tão esperados.
02:06Por isso que foi escolhido o mês de janeiro, por conta que começa, se inicia a reescrever a história do ser humano,
02:13de janeiro até dezembro.
02:15Muitas pessoas ainda acreditam que sofrimento emocional é fraqueza.
02:21O que é que você avalia nesse entendimento?
02:23Não é fraqueza, é sentir, né?
02:25Nós seres humanos a gente não pode pular essa questão emocional,
02:30nós somos feitos de emoções, né?
02:33Nós temos que sentir a alegria, a raiva, a tristeza, tédio, nojo.
02:38Então o importante é saber nomear, saber sentir essas emoções e também compartilhar com o outro.
02:46Você não necessita, você não é obrigado a sentir a dor sozinho.
02:51Você pode compartilhar, você pode chamar um amigo, conversar,
02:54porque através da conversa você percebe que não só você passa por esses processos,
03:00outras pessoas passam por dores piores ou tão igual a sua.
03:06E é isso que eu faço.
03:08Você é sabedor de que eu estou em luto há oito meses pelo falecimento de meu pai,
03:15meu melhor amigo, um pai presente e responsável.
03:18Quando eu falo chega a voz em baçozinho, mas eu sempre procuro conversar.
03:23E conversando eu vejo que outras famílias também passam pelo mesmo que eu estou passando,
03:28que eu estou aprendendo a caminhar e a viver com a perda de meu pai.
03:33Então é tão importante essa conversa que você tanto sente a dor do outro,
03:37como o outro também percebe a sua.
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