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  • há 2 dias

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Transcrição
00:00E vigilantes de escolas estaduais de todo o estado realizaram hoje um protesto em frente à Secretaria de Educação de Pernambuco.
00:07Eles cobram do governo alguma medida, porque estão com salários e benefícios atrasados.
00:13Arthur, o protesto foi aqui em frente à Secretaria de Educação de Pernambuco.
00:19Isso porque esses profissionais, esses vigilantes, eles trabalham em três empresas, a BBC, Cairóis e B1.
00:28São cerca de 2 mil trabalhadores dessas empresas que estão fazendo esse protesto, alguns deles estão fazendo esse protesto, pelo seguinte.
00:37Eles disseram que o governo do estado fez um contrato com essas empresas há mais ou menos três anos, três anos e meio mais ou menos.
00:45E aí, depois que esse contrato foi firmado com essas empresas, para que esses vigilantes trabalhem em escolas públicas, escolas técnicas do estado todo,
00:56Esses vigilantes disseram que todo mês o salário é atrasado.
01:01Eles disseram que o salário deveria ser pago até o quinto dia útil.
01:05Mas desde que essa contratação aconteceu, ou seja, há três anos e meio, todo mês eles enfrentam atraso de salário.
01:13Fora isso, eles estão há cinco meses sem receber o Vale Alimentação, que é um valor médio, mais ou menos de R$ 648.
01:22Por isso, eles estão aqui fazendo esse protesto.
01:26Eu vou conversar com um desses vigilantes que trabalha na cidade de Brejão, aqui no interior do estado,
01:33para entender a situação dele.
01:35É o Joelson Alves de Oliveira.
01:37Joelson, explica para a gente, por gentileza, tua situação.
01:41Quando acontece esse atraso de salário, o ticket não é pago em dia, como é que fica a sua situação?
01:48Você atrasa a conta, fica sem comprar alimento para casa?
01:53Na verdade, a gente fica sem condições nenhuma, né?
01:57Porque a gente se diloca de longe para ir trabalhar, ter a nossa responsabilidade,
02:01e a gente espera da empresa ter uma responsabilidade com a gente também.
02:04Porque desde o tempo que a gente entrou, a gente não recebeu o Vale, o salário atrasado,
02:10e aí a situação da gente, como é que fica?
02:12Como é que fica em casa, as contas?
02:14Em casa fica daquele jeito.
02:17O filho da gente diz, pai, eu quero isso.
02:19A gente não pode dar, como?
02:21A gente trabalhando sem ter o nosso dinheirinho, não.
02:24Aí fica difícil para a gente, né?
02:25E com as crianças em casa pedindo e o senhor sem ter condições?
02:28Com certeza, né?
02:30Principalmente a gente que mora longe, tem pai de família que paga a pessoa,
02:34e tudo, aí fica muito complicado para a situação.
02:37Como é que o senhor se sente quando o teu filho diz,
02:39pai, estou precisando de alguma coisa e o senhor não tem condições de dar?
02:45Nem o pai vai se sentir bem, né?
02:46Ver o filho da gente pedir um objeto e a gente não poder comprar para dar a ele.
02:51Eu creio que a situação de vários por aqui...
02:54Agora, gente, eu vou conversar com um outro vigilante,
02:59exatamente o Herculano da Silva, que é diretor do SINDESV em Garanhuns.
03:06E ele vai explicar para a gente o seguinte.
03:08Herculano, você foi demitido depois que se reuniu para fazer esse protesto, né?
03:15Exatamente.
03:15Só porque eu estava convocando a categoria, a empresa sou vítima de perseguição.
03:20Quando fui no final da tarde, chegou a minha demissão.
03:23Você trabalhava para qual empresa?
03:25Eu trabalho para a B1, no SENAI de Garanhuns.
03:29Quando você foi comunicado, qual foi a justificativa que a empresa deu para te demitir?
03:33A justificativa foi pelo meu comportamento,
03:36estar convocando a categoria, o ato aqui hoje, na Secretaria de Educação.
03:40Mas você convocou porque não aguentava mais, né?
03:43É, porque eu sou responsável do Agreste lá.
03:45Todos os vigilantes, todo dia, todo dia.
03:47Herculano e agora, Herculano me ajuda.
03:50Só eu sei o que eles passam e eu também.
03:51Vou conversar agora com o diretor do SINDESV,
03:55exatamente para entender essa situação toda, né?
03:58Há quanto tempo isso acontece, toda essa situação.
04:01É o Clésio Salles, que é vice-presidente do SINDESV,
04:05o Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco.
04:08Clésio, que muitos estão gozando férias e não estão recebendo.
04:11Então, eles já voltam sem dinheiro.
04:13Estão de férias, não recebem dinheiro.
04:14E quando volta, tem que trabalhar mais um mês para tentar receber.
04:16As empresas continuam atrasando o salário.
04:20Nesse mês de janeiro, vocês já receberam?
04:22Não.
04:23Os vigilantes não receberam salário no mês de janeiro,
04:26que é referente ao mês de dezembro que eles trabalharam.
04:29Tá certo?
04:29E fora isso, Carlos, os vigilantes estão com, em média,
04:32de quatro a cinco vales alimentações sem receber.
04:36O vale alimentação, só para a gente entender,
04:38é um complemento da renda.
04:39E é o que o vigilante usa para se alimentar no posto.
04:42O vigilante está lá cuidando do patrimônio público.
04:45Escolas, que são órgãos formadores de cidadãos e de profissionais.
04:49Eu digo de profissionais porque também tem as escolas técnicas do estado de Pernambuco.
04:53Eles usam esse vale alimentação para fazer a sua alimentação
04:56nas doze horas de trabalho que eles cumprem dentro desses órgãos,
05:00dentro desses prédios de escolas.
05:02Tá certo?
05:02Então, assim, o vigilante hoje está praticamente pagando,
05:06pagando para trabalhar e proteger um patrimônio que não é dele.
05:11Tá certo?
05:11O vigilante de dois em dois anos tem que provar que é honesto.
05:15Ele tem que tirar todos os antecedentes criminais, tá certo?
05:18Junto à Polícia Federal e à Justiça do estado de Pernambuco,
05:21Justiça Federal, para poder renovar o seu curso,
05:24que é fazer o curso de aperfeiçoamento,
05:26que antigamente era chamado de curso de reciclagem.
05:29Tá certo?
05:29Então, os vigilantes estão provando que são honestos,
05:31estão cumprindo o seu papel e as empresas não estão cumprindo.
05:34Estão sem recolher FGTS algumas.
05:37Estão com salários atrasados.
05:38Isso é uma coisa que a gente tem que deixar no ar.
05:40E o pior de tudo, apesar de todas as denúncias durante todo esse tempo
05:44que nós vimos fazendo no Ministério do Trabalho e Ministério Público,
05:48as duas empresas, B1 e Cairóis, estão assumindo os novos contratos.
05:52Por favor, esse ano, nós estamos desde setembro e de agosto do ano passado,
05:57em 2025, denunciando as irregularidades dessas empresas
06:01dentro do contrato da Secretaria da Educação.
06:04E a Secretaria da Educação simplesmente estão entregando mais escolas
06:07na mão dessas empresas, para colocar mais pais e mães de famílias
06:11para sofrerem sem pagamento de salário e valor alimentação.
06:14Muito obrigado, viu, pelas informações.
06:17Está feito aí o registro, né?
06:18Feito o registro da reclamação desses profissionais.
06:22E a gente, claro, aguarda uma resposta para que esse problema seja resolvido.
06:27Eu volto ao estúdio com você, Arthur.

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