00:00Tem uma história que é engraçada, né, porque agora dá pra falar porque deu quase tudo certo, só faltou na ganhar a Copa, mas em 2022 eu e o Ronaldo levamos o raquete, vamos jogar no Qatar, vamos levar o raquete, estava 500 graus lá no Qatar, e enfim, jogamos, paramos meio que no meio porque estava muito quente, não dava pra seguir, primeiro veio a idolatria dele, a loucura das pessoas em volta, foi acumulando gente, esperando aquilo acabar pra, sei lá, tirar uma foto com ele, ter um contato com ele, enfim, eu estava lá pra cobrir a Copa pela Globo,
00:28e aí uns dois dias depois saiu o exame dele de Covid, ele estava com Covid, e num dia anterior, eu sabia que ele estava com Covid, eu tinha entrevistado o Vinícius Júnior, aí eu falei, imagina, o Vinícius Júnior tá fora, pegou do Felipe Andreore que pegou do Ronaldo, imagina uma merda que ia dar, né, mas ninguém pegou, o Ronaldo recuperou rapidinho, eu não passei pro Vinícius, eu não peguei também, mas quem mandou a gente perder aquela bola lá contra a Croácia, alguém pegou, porque aquela bola era pra ele ter chutado pro lado e ter ido pra semifinal,
00:56É muito engraçado que quando a gente gosta de algo que não é tão popular, vamos dizer assim, parece que as pessoas querem proteger, parece que é meu, esse esporte é meu, aí agora chegaram os modinhos, depois do João Fonseca, o tênis deu uma explosão aqui no Brasil, né, essa esperança do João realmente, ele tá consolidando essa esperança, inclusive, mas essa esperança do João ser um dos melhores pelos próximos anos, mexeu com o público do tênis, mexeu com o brasileiro em relação ao tênis, o que é maravilhoso, né, cara,
01:23Então, eu não tenho zero esse problema, eu quero que quanto mais gente venha, conheça esse esporte, se apaixone por esse esporte, é melhor, quanto mais a gente popularize outros esportes no Brasil, é fundamental, né, a gente, o esporte é fundamental pra cultura de um país, e a gente ficar nessa monocultura do futebol, futebol, futebol, é um negócio que pra mim, até como jornalista, tem um cara que sempre trabalhou como esporte, sempre me machucou muito,
01:43Eu gosto de ver outros esportes, de dar espaço para outros esportes, de admirar outros atletas que não sejam jogadores de futebol, não que eles não mereçam, mas é só porque é mais saudável pra qualquer cultura, pra qualquer país, você ter, é, porque são artistas, né, grandes artistas em todos os esportes, como a gente tem uma Rebeca, né, como a gente teve um Cesar Cielo na natação, como a gente teve a Malhen, como a gente teve em tantos esportes, o Hugo Calderano hoje, né,
02:07Então acho que o João veio com esse carisma dele, esse jeito dele simples e legal de ser, conquistando a galera também fora da quadra, e esse carisma faz muita diferença, como fez com o Guga, como faz com a Bia até hoje, então fico muito feliz de ver o esporte no meu coração, tendo esse espaço, é algo que eu sempre consumi, sempre gostei, que fui atrás, então criei a relação com os jogadores, que hoje são ex-jogadores, e agora com esses novos jogadores também, então já avisei pra Luísa, pro time da Luísa,
02:36Lu, tô indo, hein, ô Bia, tô indo, eu mando mensagem direto pra essas pessoas, então é muito legal poder trocar com os meus ídolos como se fossem amigos, né, você tem toda razão, você ajudou muito nessa transição, nesse modo de falar, né, de você viver mais o esporte ali do que apenas relatar, né,
02:54o CQC era muito isso, então, as pessoas quando me enviam no CQC, falaram, ah, me enviam num jogo do São Paulo ou do Palmeiras com o mesmo lugar, você é São Paulino, ah, você é Palmeiras, porque você comemora todos os gols de todos os times,
03:05eu fiz Santos campeão bastante na época com o Neymar, depois eu fiz Corinthians campeão, pô, fiz Olimpíada, fiz Copa do Mundo também pelo CQC, e vivendo aquela paixão junto,
03:15e hoje eu acho que a grande característica, né, dessas novas linguagens é viver junto a paixão, né, as pessoas poderem declarar os seus times, então a gente sabe o time aí de toda essa turma
03:25que tá na Cazé, agora GE TV, então eu fico muito feliz, eu acho que eu sou um desses caras que capinou esse mato aí, que abriu essa estrada pra todos esses jovens, pra essa galera que chegou falando diferente,
03:38eu, o Thiago, né, cara, lá atrás o Silvio Luiz, que era um cara, um narrador de uma linguagem diferente, é, eu acho que cada um no seu tempo, do seu jeito, é, no seu estilo,
03:49quando a gente tem um estilo próprio, uma autoria, é, é algo que é o ideal, eu acho, né, então o engessado acaba sendo, pô, eu trabalhei lá na, eu não sei que quem, muitos que foram formados
04:02fizeram só pra mim na Globo, você fica naquele padrão Globo, e eu tive essa sorte, esse privilégio de ter feito 7, 8 anos de CQC que me deram uma autoria, uma autenticidade, uma coisa das minhas criações, das minhas ideias terem a minha cara, e acho que é isso que eu quero fazer aqui também.
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