00:00Eu sou uma pessoa sempre cordial, atendo todo mundo que entra na loja como se fosse um cliente.
00:06A pessoa chegou como se fosse um cliente, pedindo e buscando algum aparelho barato.
00:11Eu ofereci um celular para ele e no ato, quando eu ofereci, entreguei o celular na mão dele,
00:16ele colocou o celular no bolso e já deu indícios do assalto.
00:20Falou que estava fazendo um assalto e que era para me falar onde tinha caixa e quais celulares tinham mais.
00:27Eu, na hora, pensei que era uma brincadeira, tanto que eu nem dei tanta atenção.
00:32Mas assim ele veio para cima, ele começou a ir procurando as coisas, pegou o meu celular que estava em cima do balcão,
00:37guardou no bolso e fugiu onde estava o caixa.
00:39Aí, nisso, ele falou que estava armado.
00:41Quando ele falou que estava armado, eu levantei os braços e falei, cara, aqui eu não tenho o que fazer.
00:48Peguei, fui na parte da assistência técnica, ali eu encontrei uma faca que eu sempre uso para descascar as coisas que tem
00:54para mim comer durante o dia e, nisso, peguei essa faca e fui para cima, não fui para cima dele,
01:02mas eu perguntei se ele realmente estava armado.
01:04E quando eu vi que ele não estava armado, eu soltei a faca e ele veio para cima de mim
01:09e eu fui para cima dele de volta e a gente se esmurrou naquela hora.
01:13Nisso, quebrou praticamente tudo que tinha na minha loja, quebrou o balcão, quebrou os celulares que tinham ali.
01:21E, nisso, o pessoal que estava vendo a movimentação chegou e o meu irmão, por coincidência, estava passando na frente
01:28num momento e entrou para ajudar também na situação.
01:33Ajudou a controlar a pessoa que estava me assaltando e dominou até o policial chegar.
01:39Quando os policiais chegaram, foi enviado para a décima regional.
01:45Você tinha passado por alguma situação dessa?
01:46Não, essa foi a primeira vez e confesso que foi bem traumatizante.
01:50Quanto tempo você trabalha no comércio?
01:51Cara, eu era um vendedor de doce na rua e eu comecei a trabalhar com isso depois de fazer um empréstimo bem alto há menos de um mês.
02:00E qual é o sentimento depois disso, cara?
02:03Vou falar para vocês.
02:04A gente não espera, né, cara?
02:06Isso é uma coisa que eu acho que não tem como contar.
02:11Não é um sentimento legal, sabe?
02:13É uma coisa que não pesa no momento, mas vai pesar depois.
02:16E é complicado, né, Vitor?
02:18Trabalhando num domingo, né, para conseguir fazer uma grana, conseguir pagar as contas e ser surpreendido por uma situação dessa.
02:25É, bem na hora de fechar a loja para ir para a igreja.
02:29Menos de um mês que a loja estava aberta, você já decidiu que vai ter que mudar de endereço?
02:33Sim, porque eu fui ameaçado que o cara ia voltar e disse que ia me matar.
02:37Então, eu vou estar alterando o endereço.
02:39Eu já tenho em mente um lugar para colocar a loja, se o pessoal quiser, já ir se alocando.
02:46É na Marechal Cândido Rondon, ao lado da van, de frente ao da Lisferra.
02:50E com isso, a gente vai estar encerrando as atividades no bairro Santa Cruz e vamos passar para o centro.
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