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  • há 2 semanas

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Transcrição
00:00As imagens de celular, feitas logo depois da agressão, mostram a camisa do entregador, já tomada pelo sangue.
00:07O rapaz de 28 anos, que tem medo de se identificar, diz ter parado em frente ao Crais, do bairro de Prazeres, para buscar uma encomenda.
00:16Nesse momento, um homem parou o carro na calçada e trancou a moto do rapaz.
00:22Segundo o entregador, enquanto tentava deixar o local, começaram as discussões e as agressões físicas.
00:29Eu parei minha moto para pegar a encomenda. Tudo que eu peguei a encomenda, isso aí estava tudo certinho, tudo ok.
00:36Quando eu fui saindo com a moto, esse rapaz que trabalha na prefeitura, inclusive com o carro da prefeitura, já chegou botando o carro, trancando o estacionamento.
00:45Aí ainda tinha um estreitinho, eu fui passar com a moto, ele pegou o carro, acelerou o carro, me imprensando, eu peguei e avisei ele que estava imprensando, para ele botar o carro para lá.
00:53Daí então, ele já foi para o lado verbal, me agredindo verbalmente, falando que eu estava cego, falando outros palavreados comigo, que eu não vou falar aqui.
01:01Aí deu um arreio no carro, saiu do carro e veio na minha direção.
01:05Aí eu pensei que ele vinha para conversar, eu desci da moto.
01:08Quando eu disse a ele, meu irmão, era só para tu me afastar com o carro aqui, para eu descer com a moto, ele pegou, sem mais, sem menos, e deu um murro na minha cara.
01:15Após a discussão, o agressor, que seria funcionário do Crais, foi levado para o interior do prédio.
01:22Já o entregador registrou um boletim de ocorrência.
01:25Ele ainda está com inchaço no olho e no nariz e só espera agora por justiça.
01:31Quando ele entrou lá para dentro, lá que saiu, foi dizer que eu tinha depredado o carro, sem eu ter depredado.
01:38E, em seguida, chegou a militar, tudinho, fazendo a proteção, dizendo que ninguém ia entrar, nem nada,
01:44porque, em seguida, chegou meus companheiros de trabalho, meus amigos de trabalho, que é da mesma classe que eu.
01:48Todo dia, quando viu a cena, ficaram todo dia dando apoio a mim.
01:51Aí, foi o que causou o tumulto aí, os policiais dizendo que não era para a gente fazer o tumulto, nem nada,
01:57porque não estava precisando disso, nem nada, dizendo que o cara põe-me embora e pronto.
02:02Você, em algum momento, danificou ou bateu no carro dele?
02:05Não, não, em nenhum momento eu danifiquei, não.
02:07A sua moto chegou a ser danificada?
02:09Eu também não, nem a moto, nem o carro.
02:10Eu nem toquei no carro, nem ele tocou na minha moto.
02:12O que é que você quer a partir de agora?
02:15O que eu quero é que a justiça seja feita, né?
02:18A justiça seja feita do jeito correto e justo.
02:21Esse amigo, também entregador, cobrou mais respeito para a categoria.
02:26Eu tô mal, velho.
02:27Eu tô mal desde ontem, porque são coisas que não podem acontecer, né, mano?
02:32A gente sai de casa para levar a comida para nossos filhos.
02:37Do mesmo jeito que ele tá saindo de casa para levar a comida para o filho dele,
02:39eu também tô saindo para levar para o meu.
02:42A gente sai de casa, não sabe nem o que se vai votar.
02:46Se vai conseguir votar para casa.
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