O novo salário mínimo entrou em vigor neste início de 2026 no valor de R$ 1.621, com reajuste de 6,8% em relação ao ano anterior. O aumento foi definido com base na inflação medida pelo INPC e no crescimento da economia, conforme regras estabelecidas em lei. Reportagem: Fabrizio Naitzke
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00:00Bom, falando de economia agora, já está valendo aí a partir de hoje o novo valor do salário mínimo de R$ 1.621.
00:09O Fabrizio Naitz, que tem todos os detalhes na reportagem.
00:13Com aumento de 6,8%, o salário mínimo inicia o ano de 2026 a R$ 1.621, 103 a mais que no ano anterior.
00:24A medida já havia sido confirmada pelo governo federal em dezembro e publicada no Diário Oficial da União ainda na última quarta-feira.
00:33Agora, a remuneração mínima diária passa para R$ 54,04, enquanto o valor por hora trabalhada chega a R$ 7,37.
00:44A alteração vale para os pagamentos feitos a partir de fevereiro, com regulamento estipulado por lei.
00:50O cálculo da atualização é baseado pela inflação medida no INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, no acumulado de 12 meses até novembro.
01:01Somado com o crescimento da economia brasileira de dois anos atrás, com limite máximo de 2,5% por conta do teto de gastos.
01:11Em nota técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos, o DIEESE, afirmou que o reajuste deve impactar, direta ou indiretamente,
01:22a renda de quase 62 milhões de brasileiros, com alta de R$ 81,7 bilhões na economia.
01:31O órgão, porém, destacou que a renda mensal mínima de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067, quatro vezes mais que o novo piso.
01:42O reajuste do salário mínimo também tem impacto para outros setores.
01:46Aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional terão o valor ajustado automaticamente para R$ 1.621,
01:55já quem recebe acima do piso terá o valor corrigido pela inflação, elevando as despesas da Previdência em quase R$ 40 bilhões.
02:05O mesmo vale para o seguro-desemprego, cujo nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo vigente.
02:12Os valores máximos dependem de regras que ainda devem ser anunciadas pelo governo federal em 2026.
02:19Já o benefício de prestação continuada, que é pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, acompanha as mudanças.
02:30O critério de acesso ao BPC também segue atrelado ao salário, com a renda mensal por pessoa da família igual ou inferior a 25% do mínimo,
02:40o que equivale a R$ 405,25.
02:45No caso do abono salarial do PIS-PASEP, o valor é proporcional ao número de meses trabalhados no ano base,
02:53usando o salário mínimo vigente no momento do pagamento como referência.
02:57Ou seja, quem trabalhar os 12 meses do ano base poderá receber o valor integral,
03:03enquanto quem trabalhar menos terá o valor proporcional.
03:06A estimativa é de que os abonos sejam pagos para quase 27 milhões de trabalhadores, chegando a R$ 33,5 bilhões.
03:15Outra mudança é no critério de renda do Cadastro Único, que garante acesso a programas como o Bolsa Família.
03:22Na legislação atual, as inscrições podem ser feitas por famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
03:30A partir de agora, o limite é de R$ 810,50 por integrante.
03:37No cálculo do Diese, para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo,
03:41o custo adicional é de mais de R$ 380 milhões para os cofres públicos.
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