Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A reforma tributária entra em fase de transição em 2026, com a convivência de dois regimes fiscais no país. O novo modelo terá alíquotas iniciais reduzidas e caráter demonstrativo, enquanto o sistema atual segue em vigor para balizar a arrecadação durante o período de adaptação.

Assista ao Jornal Jovem Pan completo: https://youtube.com/live/2sTSSMYsOfo

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JornalJovemPan

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Ainda pensando em dois mil e vinte e seis, que tá chegando já já, o Brasil terá dois regimes fiscais no ano que vem.
00:07Tudo isso dentro da transição da reforma tributária.
00:10Sobre economia, a gente acompanha agora a reportagem de Marcelo Matos.
00:15A reforma tributária entrará em vigor em dois mil e vinte e seis, mas haverá manutenção de dois regimes.
00:23O novo conviverá com o sistema anterior, como uma forma de balizamento na apuração da arrecadação dos impostos.
00:32Mas claro, longe ainda da tão esperada simplificação.
00:37Analisa a especialista em finanças e tributação, Adriana Melo.
00:42Só que o novo com umas alíquotas pequenininhas, só demonstrativas.
00:47Isso vai alimentar relatórios para a Receita Federal, né, para o governo como um todo.
00:53E eles vão avaliar dentro de todas as informações que nós coletamos considerando essa nova engenharia.
01:02Inclusive eles vão determinar a alíquota, porque eles não sabem até agora qual é a alíquota ideal para cobrir, né,
01:10ou seja, arrecadar mesmo a carga tributária minimamente que eles já arrecadam.
01:15Então é mais ou menos uma conta de chegada e eles precisam dessa calibragem, esse exercício, né, através dos relatórios.
01:25Então imagine as empresas que continuarão nesse manicômio fiscal que você mencionou,
01:32apurando tudo como é, mas reportando como vai ser no futuro.
01:38O tributarista Alisson Fernandes também analisa a transição aos consumidores.
01:44Então basicamente ali estão sendo alterados ou extinguidos, né, cinco tributos para a criação de novos dois ou três tributos ali nas empresas.
01:55Mas tudo que altera nas empresas, por ponto de vista tributário, vai impactar, pode impactar na pessoa física,
02:01que é um tributo sobre o consumo.
02:03Quando a gente fala sobre tributo sobre o consumo, as empresas consideram esses tributos na formação de preço
02:09e, portanto, repassam esse valor para os contribuintes.
02:13Então, à medida que as empresas têm alguma modificação nos seus tributos, nas suas apurações, na sua carga tributária,
02:19obviamente pode ter um reflexo no preço para os consumidores finais.
02:23O economista Paulo Rabelo de Castro considera ainda necessárias revisões ao texto.
02:31Ainda concentradora de renda, por quê?
02:34Porque ela não se comprometeu em reduzir a carga indireta,
02:39que é aquela que incide sobre todos os produtos brasileiros,
02:44exceto aqueles que, como a cesta básica, foram isentados,
02:48e com gravame sobre os serviços.
02:53A gente não faz ideia de como esse impacto será forte sobre a extensa camada de brasileiros
03:02que presta serviço e que vai ter uma alíquota muito majorada.
03:07Essas apenas são algumas considerações desse aspecto concentrador,
03:12um aspecto também de aumento de complexidade
03:17e também eu diria que é uma reforma que, na parte boa,
03:25que é se encaminhar para um princípio de cobrar no destino,
03:30demora demais a chegar lá.
03:32Na realidade, ela demora demais até começar a ser implantada lá em 2033,
03:38embora a gente já esteja sofrendo efeitos desde agora.
03:41A reforma tributária ainda nem entrou em vigor.
03:44Nós teremos um processo de transição entre os dois modelos a partir de 2026,
03:50mas muitos tributaristas entendem que a situação hoje é muito ruim,
03:56mas poderia, inclusive, ficar pior.
03:58Analisa o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel.
04:04Pode ficar pior? Pode.
04:07Eu apresentei uma lista de problemas para os quais eu não tenho a menor ideia
04:11de qual seja a solução, nem conheço ninguém que saiba.
04:16De onde é que vão retirar numa condição de crise fiscal?
04:22Ninguém está vendo o iceberg chegando, não?
04:24Quer dizer, uma crise fiscal como tem o Brasil,
04:28onde caminha para ter uma relação dívida-PIB beirando aos 100%?
04:36E de onde é que vai tirar 2 trilhões e 100 bilhões de reais para financiar a reforma?
04:42Sai de onde?
04:43Estão discutindo onde é que tiram 2 trilhões e 100 bilhões,
04:512 bilhões, onde 2 bilhões ficou troco.
04:57Eu mostrei só um aspecto.
05:00Qual é a regra processual, no caso judicial tributária?
05:05Não existe.
05:07Qual será?
05:08Não será boa.
05:09Qual?
05:10Não, não sabe.
05:11Vai criar outra justiça, como estão pretendendo,
05:14criar uma justiça tributária agora?
05:17Já não acha pouco o tamanho da justiça brasileira?
05:20A desfuncionalidade.
05:22Vocês vão criar uma outra?
05:24O economista Gessner de Oliveira também reforça o urgente ajuste fiscal.
05:31Se nada for feito, a gente vai estar perto de 100% na relação dívida sobre PIB,
05:39o que é 40 pontos percentuais acima daquilo que seria recomendável,
05:44por exemplo, o Fundo Monetário Internacional.
05:46Então, não dá para um país viver vários anos com déficits recorrentes sem fazer nada.
05:56Então, é preciso realmente fazer um ajuste.
06:00É claro, parte do ajuste é dar flexibilidade orçamentária e permitir que haja possibilidade de gestão do orçamento.
06:08Mas é inescapável uma reforma profunda da Previdência.
06:13E aí é realmente profundo, encarando os grandes problemas estruturais do envelhecimento da população,
06:21que é muito rápido,
06:22do novo mundo do trabalho,
06:25que realmente as relações trabalhistas mudaram completamente.
06:30Isso precisa ser encarado de frente, aliado, é claro, à desvinculação de despesas que ingestam o orçamento,
06:41a desindexação de benefícios previdenciários ao salário mínimo,
06:46e o salário mínimo com crescimento real, o que realmente é uma bomba.
06:51A análise também indica que uma grande parte de municípios do Brasil terão extrema dificuldade
06:59para fechar suas contas com a nova reforma tributária,
07:03e caberá ao governo formas de compensação.
07:08Para a gente falar um pouco de economia e dessas mudanças,
07:11então, a partir agora desse ano novo,
07:14eu volto a chamar a Dora para conversar com a gente.
07:16O Marcelo mesmo encerrou a reportagem, né, Dora,
07:19falando que os municípios devem ter algumas dificuldades.
07:23Então, mesmo já com o andamento das mudanças,
07:26a gente deve ter um grande período de adaptação
07:29e ainda de algumas turbulências nesse sentido, né?
07:33Pois é, Bia.
07:34Quanto da discussão no Congresso da reforma tributária,
07:38havia uma única unanimidade,
07:41que alguma reforma precisava ser feita.
07:44Quanto a isso, aí houve também sempre uma divisão a respeito do conteúdo dessa reforma.
07:51Se era uma reforma boa, havia muitas críticas, havia muitos elogios,
07:55mas o fato de ter havido uma reforma é que era o principal, era unanimidade.
08:01O que a gente vai ver agora?
08:03Quem é que tinha mais razão?
08:05Se eram os críticos dizendo que essa era uma reforma muito ruim,
08:10ou se eram as pessoas que exaltavam, dizendo que sim, que defendiam essa reforma.
08:16Quando entrar na prática, que vai entrar parcialmente,
08:19porque a gente sabe que ela vai entrar de maneira gradativa,
08:24sendo completada só lá em 2033.
08:28E como o Gessner fala aí sobre isso e se referiu à Previdência,
08:33pois é, pensando nessa reforma tributária,
08:38quando chega lá em 2033,
08:41se é que não vai estar precisando de uma nova reforma,
08:45como já está precisando a Previdência,
08:48que passou por dois governos em fase de reforma.
08:52E é uma constatação, o professor Gessner fez aí na reportagem,
08:58uma constatação que a Previdência, do jeito que está, não se sustenta.
09:02Talvez o mesmo aconteça com a reforma tributária.
09:05Agora, do ponto de vista político, na questão de tributação,
09:10na questão de impostos,
09:12aí uma medida que estava, digamos, da queda,
09:16fora daquela reforma, daquele pacote da reforma aprovada,
09:20mas tem a ver com o imposto de renda,
09:23que é a famosa isenção para quem ganha 5 mil reais
09:27e um desconto, um belo desconto para quem ganha até 7.350 reais por mês.
09:37Então, isso sim é que deve ter um efeito político imediato,
09:45provavelmente para beneficiar o governo.
09:49E eu digo provavelmente, não digo certamente,
09:53porque a gente vê que há uma movimentação na sociedade
09:59no sentido de não considerar essas concessões
10:03coisas passíveis de serem retribuídas em termos de voto.
10:09Eu acho que é um direito,
10:10e essa visão é uma visão muito mais civilizada,
10:14muito mais educada do ponto de vista político
10:18e até cívico de incorporar esse tipo de benefício,
10:24não necessariamente como algo que deva ser devolvido
10:28a quem deu em forma de gratidão e de voto,
10:32que é um negócio meio atrasado, né?
10:34Mas vamos ver qual vai ser o efeito.
10:36em fevereiro de 2026 é que vamos poder já ter,
10:41eu acho que fevereiro, março,
10:43porque nos salários de fevereiro,
10:46que já nos contra-cheques,
10:50não vem mais esse desconto de imposto de renda
10:53para quem ganha até 5 mil
10:55e com desconto para quem ganha até 7.350.
10:58Eu acho que lá em março já vai ser possível medir
11:03com mais precisão esse efeito.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado