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  • há 3 meses

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Transcrição
00:00As agressões foram dentro do salão da vítima no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife.
00:06Larissa ficou muito machucada e a recepção quebrada.
00:10O agressor foi o ex-marido dela, um empresário de 48 anos, pai dos dois filhos de Larissa.
00:17Um homem com quem ela estava casada há oito anos, mas que há poucos dias tinha decidido por fim a relação por conta de violência.
00:26O homem não quis aceitar.
00:27Eu já tinha bloqueado ele de vários WhatsApp e ele sempre procurou outro WhatsApp, eu bloqueei.
00:33Aí ontem ele falou de um WhatsApp novo, de um chip novo.
00:36Me ligou às cinco horas da manhã pedindo para vir aqui em casa para conversar comigo.
00:39Eu disse que não, que não era para ele vir.
00:41E aí quando foi no final da tarde ele disse que ia no meu salão lavar o cabelo.
00:45Aí chegando lá, comecei a conversar na tentativa de voltar.
00:48Ele foi para tentar voltar, né?
00:50E nessa tentativa a gente conversando, a menina ligou.
00:54E aí eu fui questionar ele como ele queria voltar, como é que ele estava querendo a reconciliação.
00:59Se tinha uma menina ligando para ele, se ele estava em um relacionamento, não sei.
01:03E aí comecei o questionamento.
01:04Aí ele começou a ficar agressivo.
01:07Aí eu fui fechando, eu estava finalizando meus atendimentos.
01:09Fechei o salão e pedi para ele ir embora.
01:11Ele disse, vai embora, eu quero que você vá embora.
01:12Ele disse, não, vamos conversar e tal.
01:15Você tem certeza que quer que eu vá embora?
01:17Eu disse, quero.
01:17Mas não tem mais o que conversar, você já está com outra pessoa, eu não quero mais voltar.
01:21Aí eu entrei para desativar o alarme e fechar o salão, né?
01:24Desligar os ar-condicionados.
01:25Quando eu entrei, ele veio atrás de mim.
01:27Eu achei que ele não vinha atrás de mim, ele veio atrás de mim e entrou.
01:29Aí quando ele entrou, a menina ligou novamente para mim.
01:31Aí quando ela ligou, ela disse, ó, ele está aqui.
01:34Aí eu voltei no meu avô, ele começou a escutar.
01:35Ele foi ficando mais irritado.
01:38E ela dizendo, a gente está junto, eu estou com ele e tal, tal, tal.
01:43E eu, escute, mostrando a ele que não fazia sentido voltar dentro dessa situação.
01:49E aí foi na hora que a gente começou a bater boca, discutindo, discutindo.
01:53Eu peguei o celular e botei assim na minha recepção e fui pegar a minha bolsa.
01:57Aí foi na hora que ele deu um murro.
01:59Aí eu bati no vidro, na parte da porta de vidro.
02:02Aí quando ele deu um murro, aí ele já veio dando um mata-leão.
02:07Aí eu abaixei assim o pescoço, para ele não conseguir encaixar.
02:11Aí mordi ele.
02:13Aí ele me soltou.
02:14Aí quando ele me soltou, ele deu outro murro e foi-se embora.
02:17Aí se perguntar, agora ele vai embora, né?
02:18Aí eu peguei minha bolsa.
02:21Ele já tinha quebrado o meu celular e quebrado a recepção.
02:24Ele quebrou a recepção, que é uma recepção normal de cimento.
02:29Para tu ver como ele estava furioso, ele quebrou a recepção.
02:31Ele quebrou a própria mesa, né?
02:33Quebrou a parte da mesa, que não é uma coisa frágil.
02:37É uma coisa de cerâmica, de cimento, de tijolo.
02:40Ele quebrou quase longe.
02:41E quebrou o meu celular.
02:42E foi-se embora.
02:43Aí eu disse, pronto, agora ele vai embora.
02:44Aí ele volta.
02:46Aí quando ele voltou, aí ele já deu uma tapa no meu rosto.
02:50Só parou.
02:50Quando eu realmente desmaiei ali no sofá, né?
02:53Que minha vista começou a escurecer.
02:55Eu disse, minha vista está escura, eu vou desmaiar.
02:57Ele não queria você com ninguém mais?
02:59Isso, ele só falava, me respeita, você tem que me respeitar.
03:02Ele já te ameaçou de morte?
03:03Já, já me ameaçou.
03:04Se você arrumar outra pessoa, ele mata, eu mato quem você arrumar.
03:08E o que você acha que fez ele parar e fugir naquele momento?
03:11Eu acho que ele pensou, realmente, ela desmaiou ou morreu.
03:14Então ele ficou com medo.
03:15Tanto ele ficou com medo que ele não me prestou socorro.
03:16Ele não ligou para a ambulância, ele não tentou me levar no hospital.
03:20Ele não se preocupou comigo.
03:20Ele pensou em fugir do local.
03:22Porque ele pensou, ela desmaiou ou morreu.
03:24Então vou ter que sair do local para tirar o flagrante.
03:26Depois de quase 10 minutos, o homem sai do salão, mas ainda ligou para a irmã de Larissa, pedindo que não procurassem a polícia.
03:36Em um momento, ele me prestou socorro.
03:38Porque eu pensei, né, ele podia, na hora da raiva, mas depois, quando ele visse, ele podia ter prestado socorro.
03:43Mas ele realmente fugiu.
03:45Fugiu, saiu correndo e só se preocupou com ele.
03:47A preocupação dele toda, depois que ele entrou em contato com a minha irmã, foi não denunciá-lo.
03:52Por favor, não me denuncia, não me denuncia.
03:54Mas a vítima registrou o boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva.
04:00O caso será investigado pelos crimes de ameaça, lesão corporal e danos materiais de violência doméstica.
04:07Agora machucada, Larissa não consegue seguir com a rotina de trabalho no salão e dentro de casa.
04:13Ela também está com medo que o agressor volte a espancá-la.
04:17Não me sinto segura.
04:19Até porque a escrivã explicou que a medida protetiva só entra em vigor quando ele é notificado e assina essa notificação.
04:27Então, se ele se esconder, ainda não está ativa a medida protetiva, entendeu?
04:31Você acha que ele tem coragem de voltar até você, a sua casa, o salão?
04:36Não sei.
04:37Eu acho que agora, com toda a exposição, ele está com medo, né?
04:41Em algum outro momento anterior, ele já tinha sido agressivo?
04:44Já, já tinha sido agressivo algumas vezes.
04:46Tanto que eu já tinha ido na delegacia, mas como o sistema estava fora do ano, eu não consegui consumar o boletim.
04:51Acabei deixando para lá, porque as regressões foram gradativas.
04:54Começou com pouco, depois foi aumentando até que chegou a esse ponto.
04:58Começou com pouco, depois foi aumentando até que chegou a esse ponto.
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