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  • há 3 meses

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Transcrição
00:00As informações que foram publicadas, de alguma forma, ela traz uma expectativa
00:05que pode enfrentar os desafios que a Braskem tem.
00:10Afinal de contas, teria a sociedade modificada, uma gestão operacional pela Petrobras
00:22e desde que seja focada em melhor produzir e produzir mais na Bahia,
00:29eu acho que é aquilo que a Bahia deseja.
00:36O senhor, em uma das respostas, falou que uma das metas é fazer com que o Brasil caiba no bolso do brasileiro.
00:43Foi uma fala do senhor. O que falta hoje? Como é que você vê essa situação?
00:47O que falta para esse Brasil caber no bolso do brasileiro?
00:50O que falta nós temos, primeiro, esse pressuposto.
00:54Nós temos que ter o desafio de ter uma sociedade que entenda que os governos arrecadam da sociedade
01:04e retornam à sociedade com serviços.
01:07Mas que esses serviços sejam do tamanho que a sociedade consegue contribuir para o governo.
01:14Não adianta o governo criar expectativas de entregas,
01:17além do que ele tem capacidade de receber da sociedade,
01:22porque isso resulta em elevação de juros, em elevação de dívidas
01:26e todas as mazelas e consequências que atrofiam o país a desenvolver.
01:31Então, o conceito de fazer com que o governo fique tamanho do bolso brasileiro
01:40é fazer com que entendamos que os governos executam com recursos que vêm da sociedade.
01:50Além desses recursos, significa contrair dívidas, elevar taxa de juros
01:56e, a partir daí, dificultar que o país cresça, aumente a arrecadação pelo crescimento
02:02e possa retornar à sociedade com mais benefícios.
02:06Esse é um processo, vamos dizer assim, conceitual
02:09e que cabe a governos administrar recursos dentro do tamanho do seu orçamento,
02:16que as dívidas com isso da sociedade serão menores, porque os juros serão menores,
02:22sobrarão mais recursos para consumir, ao consumir arrecadará mais impostos
02:26e esses impostos permitirão aos governos entregar mais à sociedade.
02:31No modelo atual, nós temos uma taxa de juros extremamente elevada,
02:36tanto do governo enquanto tomador de recursos, como da sociedade tomando dos bancos.
02:41Qual é a consequência disso?
02:42Uma concentração dessa riqueza na mão daqueles que têm dinheiro.
02:47Então, se nós queremos que haja, de fato, um rompimento disso,
02:53nós precisamos ter taxa de juros menores.
02:55E se para ter taxa de juros menores precisamos que governos gastem menos,
03:01talvez seja esse o caminho para que a gente lute para poder, de fato,
03:05termos um modelo de desenvolvimento mais sustentável,
03:10que a gente não fique no chamado voo de galinha,
03:12com medidas que vão, daqui a pouco somem,
03:15porque elas não conseguem retornar para se manter ao longo do tempo.
03:19Presidente, como é que a FIEB vê essa desaceleração,
03:24a expectativa de desaceleração do PIB para o ano que vem,
03:26e o que é que a FIEB pode fazer para mitigar as consequências
03:29dessa desaceleração para a economia baiana?
03:31Olha, essa é uma tendência que nos preocupa.
03:37No meio que a gente vê um movimento de desaceleração,
03:41isso preocupa porque significa menos crescimento,
03:45menos oportunidade para quem já está empreendendo,
03:48e o que fazer com essa preocupação?
03:52Exatamente dentro do que havia comentado antes,
03:55nós temos que romper os fatores que impedem o Brasil
03:59de ter um crescimento sustentável.
04:01Um desses fatores certamente passa pela taxa de juros.
04:05Então, a taxa de juros, ela não pode ser arbitrada,
04:08nós já construímos debates e informações ao longo do tempo
04:14para entender que ele não é algo arbitral,
04:17não é algo que alguém diz,
04:18olha, a taxa de juros é 15, vira 14, vira 13.
04:21Tem todo um modelo e tem uma governança sobre isso.
04:24Nessa governança está dito que é preciso ter equilíbrio fiscal,
04:29então, para ter equilíbrio fiscal, nós precisamos que o Estado brasileiro
04:32entenda que ele tem que buscar a eficiência para entregar
04:37ao nós, sociedade, os serviços que lhe competem,
04:41cada vez com custo menor,
04:43para que não haja pressão sobre novas dívidas,
04:46que não haja pressão que justifique termos uma taxa de juros
04:50extremamente elevada, que inibe qualquer investimento.
04:53Presidente, a CNI revelou na sua revista anual
04:57que o custo Brasil retira da economia 1,7 trilhão anualmente.
05:03A FIEB tem esse recorte no âmbito regional?
05:06Quanto é o custo Bahia e quanto retira da economia anualmente?
05:10O trabalho que a CNI fez foi um trabalho nacional
05:14que inclui a Bahia dentro da sua pesquisa.
05:17A Bahia não é diferente dentro desse trabalho da CNI
05:21em relação ao resto do Brasil,
05:24até porque alguns fatores são nacionais.
05:27A taxa de juros, por exemplo, é um indicador nacional.
05:31A Bahia não tem uma taxa de juros maior do que outros estados.
05:34É a mesma taxa de juros.
05:35Nós temos a questão de energia, de infraestrutura,
05:40que há, sim, comportamentos diferentes entre estados.
05:45Talvez a Bahia tenha mais, tenha menos,
05:47comparado com outros estados.
05:50Temos a questão da burocracia,
05:52do excesso de burocracia,
05:54que também onera o investidor.
05:58Temos a questão da mão de obra,
06:00do ponto de vista do encargo tributário, previdenciário,
06:05que também é nacional.
06:07Então, assim, são fatores que tendem a ser muito proporcionais em cada estado.
06:14Eu entendo que a Bahia tem alguns componentes específicos
06:17que merecem de nós a preocupação para reduzir
06:20o que também não deixa de ser custo do Brasil.
06:23A questão da nossa infraestrutura, que nós conhecemos,
06:27é maior ou menor que outros estados?
06:28Não posso afirmar, porque o nosso conhecimento aqui da Bahia é da Bahia.
06:31Então, na Bahia, nós temos problemas, como foi já dito,
06:35na questão da ferrovia, da rodovia,
06:38na conexão desses sistemas com a questão portuária.
06:42Nós temos a questão da energia,
06:44nós temos a questão da água e esgoto.
06:46Talvez seja um ponto que a Bahia precisa buscar.
06:49Tenho visto vários estados, agora está Pernambuco,
06:52com o processo de formar uma gestão privada
06:56para aumentar os investimentos em água e esgoto,
06:59porque isso reduz o custo da sociedade e, especialmente, das indústrias.
07:04Então, tem alguns pontos que a Bahia possa ter um olhar especial,
07:08mas, de uma forma geral, o custo do Brasil é como o nome diz,
07:11é do Brasil, não é específico da Bahia.
07:13Obrigado.
07:14Obrigado.
07:15Obrigado.
07:16Obrigado.
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