- há 3 meses
Comandante da PM de Cascavel não aceita ‘vista grossa’ e promete endurecer em 2026: “Quero prender muito ladrão”
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Falta pouco para não faltar mais nada em 2025.
00:04Dezembro já está aí, faltam poucas semanas para o fim desse ano
00:08e a gente começa a fazer um balanço do que foi 2025
00:12em tantas áreas importantes da nossa vida e a área da segurança pública.
00:18Para conversar sobre isso, eu recebo hoje aqui no estúdio da CGN
00:22o Tenente Coronel de Vonzir, comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Cascavel
00:28e também o Cabo Trojel, para a gente conversar, fazer uma avaliação,
00:34mais do que números, a gente falar da sensação de quem trabalha diariamente
00:39enfrentando a criminalidade na cidade.
00:41Primeiramente, boa tarde aos dois.
00:44Boa tarde, boa tarde a todos que estão assistindo a CGN.
00:48É uma satisfação muito grande a gente poder vir aqui bater esse papo,
00:51falar um pouquinho sobre segurança pública, trazer para as pessoas
00:54o que a Polícia Militar do Paraná, principalmente o 6º Batalhão,
00:57está fazendo para que, como você falou, as pessoas se sintam mais seguras.
01:01Logicamente que os relatórios com os números totais de casos
01:05vão ser apresentados em algum momento pelas polícias,
01:08por todas as autoridades de segurança, fazem um relatório anual.
01:12Mas a gente já pode ter uma ideia que houve uma redução do número de casos?
01:18É, nós temos vários mensuradores, mas um número que sempre chama muito a atenção,
01:25inclusive a pauta de reuniões junto à Secretaria de Segurança Pública,
01:30o que cobra muito, é a questão dos crimes de morte, homicídio, violência contra a pessoa.
01:38Então, nesses casos, nós temos o maior mensurador para hoje medir os índices de violência
01:43de uma localidade.
01:45E Cascavel, nós estamos com números bem aceitáveis,
01:48até estava conversando com o Dr. Rubens, esse dia, um grande parceiro,
01:51o chefe da Polícia Civil em Cascavel, e ele falava,
01:54a gente tem que falar baixo, né?
01:56Porque ano que vem os caras vão querer que a gente diminua de novo, né?
01:59Então, assim, vai chegar num ponto que você chega no...
02:03Aceitável não é, nenhum homicídio é aceitável.
02:05Mas, assim, chegam em números comparados a grandes, a locais bem mais desenvolvidos, né?
02:12Então, nós temos um índice bem bacana, nós estamos com quase 30% de homicídios a menos
02:19neste ano comparado com o ano passado.
02:22E aí, como você comentava aqui antes, né?
02:23Existem alguns casos emblemáticos que chamam muita atenção
02:26e é o que gera essa sensação de insegurança.
02:29É, eu até digo isso, comandante, porque no sentido assim,
02:33a gente tem números menores, mas quando eles acontecem, eles chamam atenção.
02:39A gente teve a situação do rapaz que foi perseguido por um morador de rua
02:43e morto a pauladas na rua Manaus.
02:47Esse foi um deles, mas tem outros também.
02:51A violência desses casos chamou a atenção da própria polícia
02:56diante do número que era de redução do número de homicídios?
02:59Com certeza.
03:00Todos os homicídios chamam muita atenção,
03:02mas alguns casos pontuais, e é aquilo que eu falei pra você,
03:05é que vão gerar uma sensação de insegurança.
03:09Não é que, ah, não, nós estamos vivendo numa cidade violenta.
03:12Daí eu sempre pergunto, mas baseado em que você está falando?
03:16É, ah, mas é que tem muito bandido, tem muito crime.
03:19Eu falo, mas é muito crime comparado ao quê?
03:21Vamos comparar com o ano anterior.
03:22Nós estamos com os menores.
03:23Mas o problema é aquilo que eu te falo, é a sensação, a pessoa se sentir segura.
03:29E aí, muitas vezes, as pessoas não se sentem seguras porque nós saímos pra correr.
03:34Eu, meu motorista, que é o Trojel, quando a gente sai pra correr,
03:37ou eu e o Major Volmir, que é o meu subcomandante, esse dia saímos pra correr.
03:40Estamos correndo na Avenida Brasil, dois indivíduos fumando maconha numa pracinha,
03:43do lado de crianças, como se estivesse, sei lá, tomando chimarrão.
03:50Aí eu falo, olha, esse tipo de coisa é o que gera a sensação de insegurança.
03:54O senhor naturaliza essa questão de pessoas fumando maconha ou é algo que o senhor não aceita?
04:01Jamais, jamais.
04:02Ou como age, inclusive, em situações assim?
04:05Qualquer situação que eu encontrar, eu sempre falo para os policiais.
04:08Não tem que perdoar.
04:09Nós não temos que fazer vista grossa pra qualquer tipo de delito.
04:13E, principalmente, nos delitos menores, que são os que vão gerar os delitos maiores.
04:18Não existe, nada nasce grande.
04:20Na verdade, as coisas vão evoluindo.
04:23Existem algumas teorias que eu gosto de estudar.
04:25Teoria da janela quebrada, teoria da tolerância zero,
04:27que são teorias americanas, que deram muito certo por lá.
04:30E que mostram que se você não coibir pequenos atos,
04:34pequenos desvios, eles vão se tornar grandes.
04:37É coibir o trânsito.
04:38Para que as pessoas tenham aquela sensação de que eu estou sendo vigiado.
04:43Eu não estou num lugar sem lei.
04:45Ah, eu estou fumando maconha aqui em praça pública como se eu estivesse fumando um cigarro normal.
04:51Você não pode fazer isso.
04:52Ah, mas descriminalizou, mas não sei o quê.
04:55E um monte de discurso.
04:56A previsão ainda é que você será encaminhado, será responsabilizado, será fichado.
05:02Você vai ser feito um boletim, você vai constar isso quando puxar em seu nome.
05:08E você vai lá participar de umas palestras, vai ser obrigado a participar de alguns eventos
05:13que o juiz vai estabelecer para você.
05:15Então, enquanto houver qualquer tipo de penalidade prevista para crimes ou contravenções pequenas,
05:21a polícia militar, principalmente sobre o meu comando.
05:24E eu, inclusive, nas minhas corridas, quando eu vou correr,
05:27ah, encontrei lá um maconheiro de plantão, vai ser encaminhado, com certeza.
05:31Então, vamos lá.
05:32Diante desse diagnóstico de que a quantidade de crimes graves contra a vida reduziu.
05:39Porém, a gente vê essas situações no dia a dia, nas ruas de Cascavel,
05:46de gente consumindo drogas, esse tipo de situação.
05:51De que forma é que o senhor pretende agir nesse sentido do que a gente estava falando do microtráfico?
05:58É um foco da polícia militar também para 2026?
06:01Com certeza.
06:02Na verdade, eu assumi o batalhão em agosto.
06:04Desde então, nós criamos algumas modalidades de policiação específicas para focar nisso.
06:10Buscando o quê?
06:11Atingir aquele crime que mais incomoda.
06:13Que é o que vai gerar essa gama de, como a gente fala, de zumbis transitando na rua,
06:20que são os usuários, que são as pessoas em situação de rua.
06:24Para elas estarem nessa situação, tem alguém fornecendo droga para elas.
06:28Então, a droga é uma porta de entrada para vários delitos.
06:30Dali vai sair arrombamento, vai sair dano, vai sair roubos e diversos crimes.
06:36Então, a gente, desde o início, começou a combater isso.
06:39Nossos números triplicaram nesse quesito.
06:42Os policiais entenderam o recado.
06:47Realmente, estão abraçando a causa.
06:51Estão fazendo com que esses números sejam cada vez maiores.
06:54Não tem perdão, não tem essa coisa de, ah, vou fazer vista grossa porque não vai dar nada.
06:58Vai dar sim.
06:59Eles já se conscientizaram.
07:00Vai dar sim.
07:01No mínimo, vai gerar a sensação de segurança.
07:03Nesse dia que eu estava correndo com o Major Vomir, um casal de venezuelanos fumando maconha aqui no antigo terminal leste.
07:13Abordamos, chamamos duas viaturas.
07:15Tinha uma senhora, uma avó com o netinho e com a filha ali brincando com o netinho a três metros desse casal.
07:22Você percebia que elas estavam desconfortáveis, se sentindo inseguras.
07:25Eu falei com elas.
07:26Elas parabenizaram a ação da polícia.
07:28É isso que as pessoas querem.
07:30Querem ver a polícia trabalhando.
07:31Querem ver a polícia conduzindo pessoas que estiverem às margens da lei.
07:35Querem ver a polícia sendo efetiva.
07:37E, para isso, os policiais nossos estão cada vez mais comprometidos, cada vez mais empenhados, fazendo o seu papel.
07:43E isso vai gerar a sensação de segurança, que é o que a gente procura trazer para a nossa população.
07:47Então, a gente já tem aí um panorama do que a gente vai encontrar em 2026, um combate mais efetivo ainda a esse microtráfico.
07:55Outra situação que a gente estava conversando aqui, Tênis de Coronel, é em relação à violência doméstica.
08:02Vocês percebem no dia a dia um aumento do número de casos, de confusão dentro de casa e que vão parar na delegacia?
08:10Bastante. Nós temos uma demanda muito grande hoje.
08:12Nós temos um programa do Governo do Estado, da Secretaria de Segurança Pública, o Coronel Hudson.
08:16Ele implementou isso, cobra bastante a questão do programa Mulher Seguro.
08:23Então, é um programa que visa proteger as mulheres vítimas de violência em seu âmbito familiar.
08:28E esses números aumentaram muito, mas em virtude também de que hoje nós temos equipes especializadas para isso.
08:35Nós temos equipes que fazem palestras.
08:37Então, muitas pessoas despertaram, as mulheres despertaram para que muitas ações antes,
08:41que elas entendiam que isso é cultural, hoje elas entendem que cabe responsabilização para o homem.
08:47Então, nossas demandas são muito grandes.
08:49A questão do consumo de drogas, bebidas alcoólicas e confusão generalizada no âmbito familiar, nós temos bastante.
08:56Mas assim, como eu falei, nossos policiais vão, dão um atendimento.
09:01É uma demanda grande, nós temos, inclusive, bastante trabalho com essas situações no âmbito familiar, no ambiente de violência doméstica.
09:09Mas as ações nossas estão aí, a nossa polícia está aí para trabalhar e vai atuar em qualquer área que seja demandada.
09:15E eu penso que quem mora em Cascavel, vem passear na cidade, se vai circular pelas ruas, vai encontrar pelo menos uma viatura ao longo do caminho.
09:23Essa presença policial de várias forças de segurança também são capazes de aumentar a sensação de que,
09:31ah, estou seguro, estou numa cidade que tem policiamento?
09:34Com certeza. Hoje, nossa cavalaria, nos parques principalmente, o pessoal das nossas motos, as viaturas de rádio-patrulha, choque, rotam,
09:44o pessoal está fazendo uma presença, e não só uma presença, mas também efetividade.
09:49É, como eu digo, não adianta a viatura estar parada aqui, a 50 metros, ele está um indivíduo com uma maconha e o policial não faz nada.
09:56Isso se torna, na verdade, sai pela culatra esse tiro.
09:59Então, o nosso policial, ele é efetivo. Se ele se deparar com algo, ilícito, ele vai agir e tem agido.
10:05E essa presença física gera a sensação. Isso reflete na população.
10:10Eu também consigo sempre a imprensa, eu falo, vocês, quando divulgam os bons trabalhos,
10:14quando divulgam a efetividade da polícia, vocês estão ajudando a fazer segurança pública.
10:18As pessoas de bem, que são a grande maioria, todos nós conhecemos várias pessoas.
10:24Se você se perguntar quantas pessoas que estão ali em desconformidade com a lei eu conheço,
10:30e quantas pessoas eu conheço, que são pagadoras de impostos, trabalhadoras, pessoas saudáveis,
10:35que contribuem com a sociedade melhor, são a maioria.
10:38Então, na verdade, nós não podemos nos render, eu costumo dizer.
10:41Nós somos maioria. As pessoas de bem são maioria.
10:43Não adianta mais perdermos o nosso lago municipal, um cartão postal, para meia dúzia de maconheiro.
10:48Para meia dúzia de desocupados que vão lá, ficam olhando de cara feia para as pessoas de bem que estão lá,
10:54para famílias, para jovens, para adolescentes, que vão se sentir seguros e vão acabar abandonando aquilo lá.
10:58Então, quem tem que ocupar aquilo lá, em primeiro lugar, é a polícia,
11:02para que as pessoas de bem façam uso daquilo que é seu.
11:05As pessoas de bem não podem abandonar esses locais que são delas.
11:08E aí, quando a gente tem a polícia nas ruas, combatendo o crime,
11:15infelizmente, a gente se deparou ao longo desse ano com uma situação que chocou a sociedade inteira.
11:22Não teve cascavelense, não teve paranaense, que não se compadeceu com a situação do policial militar Ariel Júlio Rubenic,
11:30que, numa perseguição policial, atuando, fazendo o seu trabalho na ROCAM, acabou perdendo a vida.
11:38De que forma que isso impactou?
11:43Perdendo a vida em trabalho, fazendo a função dele.
11:47Isso afetou, de alguma forma, o brilho da tropa?
11:51Ou mesmo a coragem dos policiais?
11:54De que forma que esse caso impactou a própria polícia?
11:58Rábio, eu costumo falar o seguinte, nós somos um sistema.
12:03A segurança pública como um todo é um sistema.
12:06Mas nesse sistema, a polícia é representada, no meu desenho, ela é representada por uma chave.
12:12E essa chave, ela só vai para um lado.
12:14Ela não funciona para esse lado, ela só funciona para esse, ela só aperta.
12:18Não vai ter nada, nenhum evento, nada que vá fazer os policiais pararem de trabalhar.
12:23Lógico que abalou.
12:25O Rubenic era um herói, é um herói.
12:27É um herói do César Batalha, é um herói da Polícia Militar, é um herói do Brasil.
12:30Mas eu até digo o seguinte, eu brincava com eles, eles são do GOTRAN, do GOTRAN, o Grupo de Operações de Trânsito.
12:38Eles são quatro policiais.
12:40Eram quatro policiais, mais o aspirante Vidor, que é o comandante deles.
12:43E esses quatro, esses cinco policiais, eles produziam tanto, mas tanto, inclusive em algumas operações, eles produzem mais do que o batalhão de trânsito em números proporcionais disparado.
12:57Mas às vezes até em números absolutos, mais do que o batalhão de trânsito no mesmo dia, na mesma operação.
13:02Tamanha a efetividade desses policiais.
13:05O Rubenic veio a falecer, eles ficaram em quatro.
13:08Ontem tivemos uma operação, os números continuam explodindo.
13:10Os policiais, na verdade, usam as adversidades como uma obra bolsora.
13:16Elas impulsionam para que os caras, eu falei para eles, passam jus ao nome do Rubenic.
13:21O Rubenic era o herói.
13:22Ele fazia, é que nem os caras falaram assim, no dia que ele faleceu, o tenente ainda comentou,
13:27teremos que segurar esse polaco louco, porque ele quer trabalhar, não quer mais parar de trabalhar.
13:33O horário deles é até as 11.
13:34Isso que era comum, chegava ali 11, 11 e pouco, ele falava, não, tem, ó, ó, ó, um cara, eles vão abordar, não sei o quê.
13:40E tocava até uma, duas da manhã, sem janta, e não tinha preguiça.
13:45E eu falei, nós temos que fazer jus à memória do Rubenic.
13:48Então a baixa dele não ofuscou o bril do atropelo contrário, reforçou.
13:54Não vai, não vai.
13:54O orgulho de ser parte dessa força.
13:56Os policiais que sentem parte dessa família, a família polícia militar, a família sexta-batalhão.
14:02Então nós perdemos sim um ente querido, perdemos um herói, mas os heróis foram feitos para quê?
14:07Para serem admirados e para serem, servirem de inspiração.
14:11Então é isso, Rubenic, hoje é uma inspiração para os nossos policiais.
14:14Continuem trabalhando, continuem fazendo, eu vejo os números, os números estão cada vez maiores, estão cada vez melhores.
14:21Somos poucos, mas poucos que fazem muito.
14:25Somos poucos que são efetivos de verdade.
14:27Então assim, nossos policiais hoje fazem muito, eu gosto de citar o Cortella, né?
14:33Fazer o melhor até ter condições melhores, fazer melhor ainda.
14:36Então nossos policiais fazem isso, eles fazem o seu melhor.
14:38E só não fazem mais, porque ainda não acharam um jeito de fazer mais com o que já fazem.
14:45Então assim, são policiais ultraprodutivos, esse pessoal do Cortella continua moendo.
14:50Eu brinco, falo meus motoqueiros do apocalipse, porque realmente eles não perdoam, apesar da é efetivo.
14:56Não tem, ah, mas ele fala, o nosso trabalho é fazer a fiscalização, é fazer a prisão, é fazer a detenção,
15:02não é fazer policiamento de trânsito, policiamento sensível geral, para ele trazer mais segurança e traz realmente mais segurança.
15:12O senhor falou duas palavras aqui que me levam a um terceiro nome.
15:18O senhor falou de família, a família da polícia, e falou de herói também.
15:23E a gente teve um sargento dos bombeiros, que também faz parte de uma história familiar tua,
15:32que foi o Milhorini, que subiu no prédio para auxiliar aquela família que há dois meses passou por aquele desespero.
15:42Inclusive, nessa semana, a advogada vítima saiu do estado de coma.
15:47Ele se feriu, também arriscou a própria vida para fazer o serviço dele.
15:54E eu queria uma avaliação tua, dessa pessoa, desse sobrenome dessa família,
16:00que faz parte da tua história e que também faz parte da história da segurança de Cascavel.
16:06Com certeza. Primeiro, vamos conversar, então, porque o bombeiro, até há dois anos atrás,
16:10fazia parte da prisão militar.
16:12Nós tivemos uma separação com o bombeiro há menos de dois anos.
16:14E aí, falar em família Migliorini é falar da minha família, né, cara?
16:18Eu, para mim, família Migliorini, eu só não sou Migliorini, mas eu me sinto parte da família.
16:23Eu faço parte do grupo, do WhatsApp da família Migliorini, né?
16:27Estou lá, então a gente tem uma relação muito próxima.
16:31E o Migliorini, sargento do bombeiro, porque nós temos o cabo Migliorini,
16:34que eu encontrei ele agora à tarde, inclusive assumindo serviço na Patrulha Rural ali, na PM.
16:37E temos o soldado Migliorini, que é o auxiliar P5 nosso,
16:40que trabalha ali com a gente também no sexto batalhão.
16:42Então, é uma família de militares, né?
16:45E falar do Dema, como eu carinhosamente chamo, o Edemar Migliorini, né?
16:50Que é um grande irmão que eu tenho, uma pessoa que eu admiro,
16:53que eu amo de coração mesmo demais.
16:55É uma pessoa que eu falo para você, igual poucas que eu conheci na minha vida.
17:00Não me surpreende nada o que o Dema fez ali.
17:04Nada.
17:04Aquilo é ele sendo ele, cara.
17:06O Edemar Migliorini é o cara.
17:09E ele está bem agora?
17:10Está bem.
17:10Está bem, porque ele enalou fumaça, foi tratado.
17:13Fumaça, foi tratado.
17:13Mas primeiro, porque ele é um trator de forte.
17:16Segundo, que o cara é atleta, o cara é tudo de bom.
17:19E assim, um ser humano, que só quem conhece ele pode falar.
17:22Quem conhece o Edemar Migliorini, conversa com os noveiros que conhecem ele,
17:25conversa com qualquer pessoa que eles falam,
17:26pô, esse cara é fora da curva.
17:28Então, você não me surpreende.
17:29E se acontecesse de novo, tenho certeza que ele iria de novo.
17:32Mesmo que ele só falasse, cara, pode ser que eu não consiga sair.
17:34Mas ele iria, porque eu conheço o Edemar.
17:36Entendeu?
17:37Então, isso é...
17:38Eu tenho um orgulho muito grande de conhecer essa pessoa,
17:40de ser amigo, de ser irmão, né?
17:42Irmão da vida, não irmão de segue, mas irmão da vida dessa pessoa.
17:46E falo assim, pô, o esperado dele é aquilo ali.
17:50É daquilo ali para cima, porque ele é aquilo ali.
17:53Entendeu?
17:53A família dele é aquilo ali.
17:54Quem conhece a Dona Deja, quem conhece o seu Lázaro, o Hélio, a Sueli, a Solange, o Deilson, o Laertes, entendeu?
18:04Quem sabe que eles são isso, entendeu?
18:07Eles são uma família fora da curva, entendeu?
18:10Porque o Edemar é aquilo ali mesmo.
18:12Que bom.
18:12Eu vou fazer, então, um resumo do que a gente conversou aqui em relação a 2005.
18:17Redução de crimes contra a vida,
18:19Casos que marcaram a sociedade por terem sido impactantes.
18:26A gente tem o policiamento nas ruas da cidade,
18:31o combate ao microtráfico
18:33e histórias de heroísmo protagonizadas por oficiais da segurança.
18:39Agora, o que o senhor espera para 2026?
18:43Daqui para lá, daqui para mais.
18:46Vamos fazer o...
18:47Vamos ser cortel, né?
18:48Vamos fazer o nosso melhor até poder fazer melhor ainda,
18:51até termos condições melhores e fazer melhor ainda.
18:53Não, assim, na verdade, eu espero que as pessoas me ajudem.
18:58Quando eu digo as pessoas, toda a sociedade em geral ajude.
19:01Quer seja a sociedade, a população denunciando,
19:04apoiando os policiais, defendendo sua polícia.
19:07É a sua polícia.
19:09Não é a minha polícia, é a sua polícia, é a polícia do rabo,
19:11é a polícia das pessoas que estão lá em casa.
19:14Então, defenda, cuide do seu policial
19:16para que ele se sinta parte dessa sociedade,
19:19para que ele defenda a sociedade cada vez com mais vontade, com mais afinco.
19:22E, assim, da minha parte, só posso dizer.
19:26Eu tenho quatro anos e meio pela frente.
19:29Pretendo usufruir cada dia.
19:32De que forma?
19:33Trabalhando.
19:33Fazendo o que eu mais gosto, que é trabalhar.
19:35Então, daqui quatro anos e meio, quando eu estiver indo para casa,
19:37eu quero olhar para trás e falar assim, valeu a pena,
19:39fiz o meu papel, missão cumprida, agora vou para casa, vou deixar para os mais novinhos.
19:43Mas, então, nesses quatro anos e meio que eu ainda tenho pela frente,
19:45eu quero prender muito ladrão ainda.
19:47Eu quero prender muito ladrão e levar a sensação de segurança,
19:51levar as pessoas de bem que se sintam seguras na nossa cidade,
19:55no nosso estado e, por que não, no nosso país.
19:57Maravilha.
19:59Quero agradecer também, Cabo Trogelo, por ter trazido, por ter acompanhado aqui o nosso capitão.
20:05Muito obrigado por ter vindo.
20:07Se agradecemos, agradeço a participação.
20:09Valeu, obrigado.
20:11E, Tenente Coronel de Vonzir, seja sempre muito bem-vindo.
20:14A gente conversa muito pelos grupos de WhatsApp ao longo do ano do ano,
20:18por conta das ocorrências,
20:19mas que bom também poder conversar frente a frente e fazer essa avaliação
20:24e desejar para ti um 2026 excelente também.
20:28Para vocês também, para todas as pessoas de bem,
20:30feliz 2026, boas festas, festem com responsabilidade.
20:34E para a minha tropa, principalmente, para todos os policiais militares,
20:38feliz 2026, Deus abençoe a todos.
20:41Ano que vem, tamo junto.
20:42Para você que acompanhou essa entrevista também, muito obrigado e até a próxima.
20:46Tchau, tchau.
Comentários