00:00E a fibrilação atrial é um tipo de arritmia, caracterizada por batimentos irregulares e frequentemente acelerados do coração.
00:11Essa condição afeta cerca de 60 milhões de pessoas e os tratamentos disponíveis atuam apenas nos sintomas.
00:20Mas uma recente descoberta pode mudar esse cenário. Vamos aos detalhes na reportagem.
00:30Uma das principais dificuldades para a criação de novos tratamentos contra a fibrilação atrial é a falta de modelos precisos do coração humano para pesquisa.
00:41Um obstáculo que pode ter sido superado a partir do desenvolvimento de um mini coração humano em laboratório por cientistas da Michigan State University dos Estados Unidos.
00:51O avanço é resultado de estudos com pequenos modelos tridimensionais funcionais do órgão, conhecidos como organóides, que foram modificados para replicar a fibrilação atrial.
01:02Os minicorações apresentam estruturas semelhantes a câmaras e redes vasculares, que incluem artérias, veias e capilares.
01:10No trabalho, os cientistas adicionaram células do sistema imunológico aos organóides, induzindo um processo de inflamação e provocando um batimento cardíaco irregular que imita a fibrilação atrial.
01:24Este novo modelo permite observar diretamente o funcionamento de tecido cardíaco humano vivo, algo que não era possível até então.
01:32A expectativa é que isso abra novas possibilidades para o estudo da doença e o desenvolvimento de terapias.
01:39Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Celstencel.
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