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  • há 11 meses

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Transcrição
00:00Bom, a gente começa o nosso programa falando sobre esse assunto que tem ganhado as redes sociais,
00:07mas que teve início no Norte Pioneiro do Paraná, em Santo Antônio da Platina,
00:13minha cidade natal, inclusive, quando eu fiquei sabendo disso no grupo da minha família.
00:18Eu não entendi direito, eu falei, meu Deus, um jovem de apenas 16 anos que perdeu a vida,
00:24fui entendendo um pouco mais, depois veio a notícia que existia uma outra pessoa super importante na vida dele,
00:34que tinha morrido também, o João Gonçalves Leite, que era pastor da Assembleia de Deus.
00:41Ele foi visitar o enteado, enfim, e não resistiu, teve um infarto.
00:47E dentro dessa perspectiva, a gente fala sobre dor, sobre a perda em menos de 24 horas,
00:52mas também um alerta em relação ao uso dos cigarros eletrônicos.
00:57A gente vai entender um pouco mais com a Angélica, que é mãe do Vitor, esposa do João.
01:02Ela está conectada com a gente por meio da internet.
01:06Angélica, antes de mais nada, eu agradeço você tirar um tempo aí no meio dessa semana,
01:14que deve estar passando muitas coisas na sua cabeça, na sua mente.
01:19E em meio a isso, você encontra forças, de alguma forma, para conversar conosco aqui, ao vivo,
01:25direto de Santo Antônio da Platina, e dizer que nós aqui do programa Entre Nós, da KTV,
01:30a gente sente muito pela tua perda.
01:33Não conseguimos nem usar aquele termo, a gente se coloca no lugar, porque a gente não está na tua pele.
01:38E longe disso, a gente não quer tirar a tua dor também, que você sente nesse momento.
01:42Obrigado por conversar com a gente, bem-vinda.
01:44É uma dor imensa, é uma dor que não pode.
01:55É uma coisa que eu vivi, que foi muito inesperada.
02:02Meu filho, ele não está bem.
02:04Ele estuda de manhã, trabalhava no período da tarde, ia para a academia à noite.
02:09E na terça-feira dessa semana, ele começou a reclamar de uma dor de garganta nessa região.
02:17Só uma dor de garganta.
02:18Eu ia para engolir, não tinha pulso.
02:20E eu achei que era uma dor de garganta normal, porque ele estava doido, só isso que eu fiz.
02:28Aí eu dei um anti-inflamatório para ele, e ele estava normal, trabalhando, estudando, indo para a academia.
02:37Não tinha falta de ar, não tinha nenhum outro sintoma.
02:42Alegre, com um jovem de 16 anos, saí com ele na quinta-feira, na padaria.
02:52Ele super alegre.
02:54No sábado, ele começou com vômito.
02:58Ele quis, tentou comer, e por causa dessa dor de garganta.
03:02Era muito vermelho e inchado.
03:04Não tinha pulso.
03:05Aí ele começou com vômito.
03:07E por causa desses vômitos, eu fui levar ele no pronto-socorro da cidade.
03:12Achando que era uma virose, talvez, alguma coisa assim.
03:16Chegando lá, o médico colocou antibiótico e colocou soro nele.
03:24Só que o que foi estranho, e ele conversando, normal, é que ele tomou 3 litros e meio de soro.
03:31Todo o médico veio e falou que não.
03:38Perguntou se ele estava com vontade de fazer xixi.
03:40Ele disse que também não.
03:42Aí o médico, eu vi que ele mudou de jeito, e o médico foi olhar a pressão dele.
03:47A pressão dele que estava 5 litros.
03:50Muito ruim.
03:52Não subia.
03:53Aí o médico me chamou.
03:55Ele me chamou e falou o seguinte, mano.
03:58O rim dele está com um problema.
04:00Porque uma pessoa que toma 3 litros e meio de soro, e não está com vontade de fazer xixi,
04:05não quer fazer xixi, não sente vontade, alguma coisa que não está bem.
04:11Aí a gente vai colocar uma sonda nele, e ele vai para a UTI.
04:15Eu fiquei muito assustada.
04:17De saber o que estava acontecendo.
04:19Colocaram uma sonda, e já correram, e arrumaram uma UTI.
04:24Aí ele foi para a UTI, no hospital regional, que tem aqui próximo a 50 anos da Patina.
04:29E ele começou a ficar quase as extremidades roxas.
04:33Sabe, aqui, os dedos, os pés.
04:36Muito gelado e roxo.
04:39Aí, deu entrada na UTI, no hospital regional.
04:43E ele começou, não apresentou melhores.
04:47E eles perguntando, eles tentando entender.
04:50E entrou com uma indicação forte.
04:53E começou a piorar.
04:55Eles não estavam conseguindo nem pegar a veia.
04:57Eles começaram a pegar a veia próximo à virilha.
05:00Ou seja, o meu filho começou, ele tinha muito medo de agulha.
05:04Ele começou a sofrer.
05:06Sabe, porque ele tinha medo.
05:07E daí, eles vieram para mim e falaram.
05:10Mãe, a gente vai ter que colocar ele no quarto de isolamento.
05:14Porque ele está piorando.
05:17Aí que uma médica veio conversar com ele.
05:20Perguntar.
05:21Olha, para eu te ajudar, você vai ter que me ajudar.
05:25Onde ela começou a fazer umas perguntas.
05:28Aí que eu fui saber que apenas dois meses, ele estava fazendo uso do cigarro eletrônico.
05:35Aí que eles foram entender.
05:37Fizeram uma tomografia dessa parte.
05:40Ficou um problema do fórex.
05:42E ela veio me mostrar a tomografia dele.
05:45Ela veio me mostrar no celular a filmagem.
05:48O pulmão dele estava totalmente tomado pela infecção.
05:53Totalmente tomado.
05:55E até então, o Vitor ainda estava conversando normal.
05:58Não tinha sintoma nenhum.
05:59Ele não teve sintoma.
06:01Só que o pulmão dele estava totalmente tomado.
06:04E ali tinha começado uma infecção generalizada.
06:08Passou para o rim e para o rim.
06:10Então, ele já foi com um quarto de isolamento.
06:13Já teve que entrar vários medicamentos.
06:15Eram umas bombas de medicação.
06:19Três para manter a pressão.
06:21E a pressão, mesmo com três medicamentos na veia.
06:24Para subir a pressão, a pressão subia de cinco por dois.
06:30Os batimentos cardíacos dele, muito alterados.
06:34120, 130, 140.
06:36E eu fiquei com ele, sabe?
06:40Ali a noite inteira.
06:42Num desespero.
06:44Aí, quando chegou mais a noitinha, ele começou a ficar confuso.
06:49Eu fui perguntar para a médica.
06:51Ela falou, mãe, não é um paciente.
06:54Ele está confuso porque a infecção se espalhou.
06:57Aí, ela já se espalhou.
06:59Juntando água no coração,
07:02pulmão, rim, fígado.
07:05E ela falou, mãe, a gente vai ter que incubar ele.
07:10Eu fiquei desesperada.
07:11Eu não desejo isso para mãe nenhum.
07:13Porque no que foram que incubar ele?
07:15Porque eles foram próximos a ele.
07:18Ele tinha a segurança da minha presença ali.
07:22Ele começou a gritar.
07:23Eu quero minha mãe.
07:24Porque eles me tiraram do poder incubar ele.
07:26Que é o que eu digo.
07:27Só que ele, com medo,
07:29ele começou a gritar.
07:31Mãe, eu quero minha mãe.
07:32Traz a minha mãe.
07:33Por favor, não tire a minha mãe.
07:35Gente, isso mata por dentro.
07:37Isso vai te dar um desespero.
07:39Eu não desejo para mãe nenhuma.
07:42Nessa saída, eu avisei o meu esposo,
07:45João, que era padrasto dele.
07:49Eu falei que tinha muito bado.
07:51Ele ficou muito nervoso.
07:53No domingo, na hora da visita,
07:57ele chegou na UTI para poder visitar o meu filho.
08:01Só que na recepção, ele ficou tão nervoso.
08:05Ele tinha uma saúde boa.
08:07Ele era um homem forte.
08:09Só que isso foi um baque tão grande para ele,
08:11porque ele já teve uma noção.
08:13Eu falei, ele me usa cigarro eletrônico.
08:16Ele está com infecção generalizada.
08:18E tiveram o hospital.
08:21Ele não aguentou.
08:22Ele teve um infarto fulminante
08:24na recepção do hospital.
08:26Os médicos correram.
08:28Quem estava atendendo,
08:30o meu filho era o Lucas.
08:32Atendendo muito bem.
08:34Só vi ele sair correndo.
08:35Eu pensei, alguma coisa está acontecendo,
08:37mas eu não tive noção do que era.
08:39Aí o médico veio e falou que queria conversar.
08:42E ele, com muito jeito,
08:45veio falando para mim.
08:46Sobre respeito que o meu marido tinha desmaiado.
08:51Tinha passado mal.
08:52Eles fizeram todo o procedimento.
08:54Fizeram tudo o que podia,
08:56mas o meu marido veio a óbito.
08:58Gente, eu fiquei muito sem chão.
09:00Uma pessoa forte, saudável.
09:02Foi a óbito.
09:03A notícia para ele foi muito forte.
09:06E eu tive que, em meio à dor,
09:09deixar o meu filho na segunda-feira
09:11para poder ir no enterro.
09:12E eu fui, todos esses dias, sabe?
09:16Sendo um índice desesperado.
09:18Fui no enterro disso.
09:20Depois do enterro,
09:22eu voltei para o UTI.
09:24E quando eu estava entrando na UTI,
09:27o quarto de isolamento era de vidro,
09:30no final,
09:30eu vi o meu filho
09:33e todos os médicos correndo
09:36na direção dele.
09:38E assim,
09:39por coincidência ou não,
09:41era o doutor Lucas novamente
09:42que estava de platéria.
09:48Eu vi ele fazendo uma massagem cardíaca
09:50no meu filho.
09:52E eu estava chegando,
09:54eu tinha acabado de enterrar meu marido.
09:57Gente, menos de 24 horas.
09:59E eles estavam fazendo massagem cardíaca
10:03e daí eles já vieram me arrastando para fora
10:04para que eu não visse.
10:06E eu entrei em desespero,
10:07entrei no pânico,
10:08eu falei, meu Deus,
10:08de novo não,
10:09de novo não.
10:12E eu fiquei no quarto esperando.
10:15A resposta,
10:15eu achei que eles iam falar
10:17que tinha dado uma parada,
10:18mas o meu filho estava bem.
10:20E veio o doutor Lucas falar
10:22que queria conversar comigo.
10:25E ele veio explicando
10:26que eles fizeram de tudo.
10:29para reanimar meu filho.
10:32Acho que eles não conseguiram,
10:35porque foi muito rápido.
10:37Essa infecção,
10:39ela,
10:40em dois dias,
10:43acabou.
10:44Esse aparelho,
10:47esse cigarro eletrônico,
10:48ele dizimou a minha família,
10:50em dois dias.
10:52A minha família,
10:53o meu esposo,
10:54meu filho morreram
10:56por causa do cigarro,
10:58eu falo que,
11:00para mim,
11:00não é um cigarro hoje em dia.
11:02Eu considero uma arma,
11:03porque é uma coisa que mata.
11:05É uma coisa que
11:06é de muito fácil acesso.
11:09Para os adolescentes,
11:10é atraente.
11:12Porque tem uns que tem livinha,
11:14tem uns que tem cores,
11:15tem aroma,
11:17tem um sabor doce.
11:19só que em dois meses,
11:22ele levou o meu filho.
11:24Ele levou o meu sonho,
11:27a minha vida,
11:27a minha possibilidade
11:28de ser chamada de mãe,
11:30o meu filho único.
11:33Eu, viúva,
11:35perdi o meu filho.
11:38Eu nunca mais vou escutar
11:39a voz do meu filho.
11:41E eu faço um apelo
11:43para as autoridades
11:44que façam alguma coisa.
11:47Porque eu acho que,
11:48tanto na cidade de Santo Antônio,
11:50creio eu,
11:51como em outras cidades também,
11:53vocês andando,
11:54vocês vêm na praça,
11:55os adolescentes,
11:56os jovens,
11:57usando esse cigarro eletrônico.
12:00Usando assim,
12:01sem discriminação nenhuma.
12:04E há um mês atrás,
12:05na minha cidade,
12:05já tinha morrido
12:06uma jovem de 17 anos
12:08pelo mesmo motivo.
12:11Então, você fala,
12:12às vezes,
12:13uma morte por mês é pouco.
12:15Quando é na sua família,
12:17uma morte por mês é muito.
12:19Na minha foi duas.
12:23Eu nunca mais vou ouvir uma filha.
12:26Nunca mais vou ser chamada de mãe.
12:31E assim,
12:33pelo amor de Deus, gente,
12:34tem que ter uma campanha,
12:35tem que ter,
12:36porque você vê isso
12:37inesclimadamente.
12:39Você vê os jovens
12:40levando na bolsa de escola
12:41esse cigarro eletrônico.
12:43você vê nas ruas
12:45ele fumando durante o dia.
12:47Todo mundo sabe
12:47onde que vende.
12:49Por que as autoridades
12:50não fazem uma fiscalização
12:51para aprender isso?
12:53Para dificultar
12:54a comercialização
12:55desse produto
12:56que está levando
12:57nossas crianças,
12:59nossos jovens,
13:00que eles não têm noção.
13:02Só que quando aparece
13:03o primeiro sintoma,
13:05já não dá tempo mais.
13:06Porque essa dor de garganta,
13:08o médico falou,
13:09que foi uma lesão
13:10causada pelo cigarro eletrônico.
13:13E hoje,
13:16eu estou sem rumo.
13:17Eu não sei se eu estou
13:19muito dizimada
13:21por esse cigarro eletrônico,
13:23que é uma coisa assim
13:24que muita gente
13:24não acha que é normal.
13:26O que é proibido,
13:29mas não tem uma campanha,
13:31uma fiscalização
13:32para que seja conscientizado
13:34do mal que ele pode causar.
13:36Angélica,
13:39eu quero te agradecer
13:42porque o teu relato,
13:45a gente queria ouvir
13:46você falando sobre isso.
13:49Você deu detalhes
13:50de toda a trajetória
13:52da vida do Vitor
13:54nesse tempo.
13:56Nesse curto tempo,
13:57fica esse alerta
13:58em relação
13:59a ele não ter tido
14:01um sintoma grave
14:02e aparente
14:03dias antes
14:04dessa internação,
14:06desse vômito
14:07que ele teve.
14:08Como você falou,
14:10já teve o registro
14:11antes também.
14:13E dentre
14:14todas essas
14:15perspectivas,
14:16de que tudo aconteceu
14:18nesses últimos dias,
14:20o que você pensa
14:22a partir de então?
14:24É tudo muito cedo.
14:26Você comentou comigo,
14:27a gente estava conversando
14:28para alinhar essa conversa.
14:29Não quero que meu filho
14:31seja mais um número,
14:33não seja uma estatística.
14:34muitos jovens
14:35amigos dele
14:36estavam no sepultamento,
14:38se manifestaram
14:39nas redes sociais.
14:40Um amigo querido
14:42que deixou brevemente
14:45o convívio com ele
14:48a partir,
14:49tudo indica,
14:50com os exames,
14:51com esse movimento.
14:54E você não quer
14:54que isso passe,
14:56passe batido,
14:58que isso não seja lembrado.
15:00seu filho único
15:02dentro dessa
15:03realidade difícil
15:05você levar
15:06para frente.
15:07Isso é isso
15:07que você tinha comentado,
15:08né?
15:11Sim.
15:12Eu quero, sabe,
15:12tipo,
15:14nenhuma mãe
15:15passa pelo que eu estou passando.
15:17Eu não digo
15:17pelo que eu passei.
15:18Eu digo pelo que eu estou passando
15:20e eu vou passar
15:20pelo resto da minha vida.
15:22Que é a saudade,
15:23a dor,
15:25gente,
15:25que mói o coração,
15:26a dor imensa.
15:28Nenhuma mãe
15:29deveria interromper.
15:30essa saudade
15:32não vai passar.
15:35E eu peço,
15:36vamos fazer campanha,
15:37vamos fazer alguma coisa,
15:38autoridades,
15:39por favor,
15:40vamos fazer alguma coisa
15:41para a conscientização
15:43dessa arma,
15:44porque ela mata
15:45que é o cigarro eletrônico.
15:47Então vamos achar
15:48que isso é uma coisa normal,
15:49que não é.
15:50Nós,
15:51como a sociedade,
15:52a gente sabe
15:53onde que vem disso,
15:54a gente vê os ângulos.
15:55Então, assim,
15:56é possível
15:57fazer alguma coisa
15:58para que mães
15:59não passam
16:00pelo que eu estou passando.
16:02Porque eu falo,
16:03mãe,
16:04é uma dor
16:05insuportável.
16:07É uma dor
16:07que ela aumenta
16:08cada dia que passa.
16:11Você vê
16:12que você não vai ver
16:13mais o seu filho.
16:14e eu quero,
16:16sabe,
16:16que assim,
16:16o que eu puder fazer
16:18para que nenhuma mãe
16:19passe por isso.
16:22Porque destrói,
16:23acaba,
16:25sabe,
16:25mói o teu coração.
16:28Esse cigarro eletrônico,
16:29esse dispositivo pequeno,
16:31que parece bonito,
16:32cheiroso,
16:33inofensivo,
16:33ele dizimou a minha família
16:35em menos de 24 anos.
16:37Então, assim,
16:39para que não aconteça novamente,
16:40porque cada vez que acontecer,
16:42eu vou lembrar
16:43tudo o que eu passei.
16:45Eu não quero ver
16:46nenhum amiguinho
16:46do meu filho
16:48no caixão.
16:50Eu não quero ver
16:50nenhuma mãe chorando
16:51igual eu chorei,
16:53porque é desesperador.
16:55É avassalador.
16:58Mói você,
16:58você não consegue comer,
16:59você não consegue comer.
17:00E a dor é imensa.
17:01você só consegue chorar.
17:04Então, eu pensei,
17:06eu não vou esconder.
17:07Tem gente que esconde.
17:09Eu vou expor.
17:11Expor, sabe,
17:12porque está lá
17:13no atestado de óbito.
17:15Que foi a complicação
17:16devida ao uso
17:17do cigarro eletrônico.
17:19Então, eu vou expor
17:20para que nenhuma mãe
17:22possa passar por isso,
17:23porque não é justo.
17:25E para que seja, sabe,
17:26eu acho que a criança
17:26ou o adolescente,
17:27ele não tem a noção
17:28do que é o que é.
17:30E posso ir lá
17:31nas escolas
17:32e falar
17:32o que é.
17:35É rápido.
17:36Eu vou pensar
17:36e eu vou sentir falta de água
17:37e eu falo.
17:38Não,
17:39não viu meu filho
17:40que sentiu
17:41uma dor de garganta
17:43e eu já não podia
17:43se sentir mais nada.
17:45Angélica,
17:46eu desejo,
17:48na verdade,
17:49gostaria de te dar
17:50um abraço,
17:51mesmo que virtualmente
17:52aqui em você,
17:53em toda a sua família.
17:55Obrigado por falar
17:56com a gente.
17:57Obrigado por
17:58juntar,
17:59as suas dores
18:00de alguma forma
18:01para estar firme aqui.
18:03Um abraço
18:04para todo mundo
18:04de Santo Antônio também
18:05e que nesse momento
18:07a gente possa se unir.
18:09Conte aqui
18:09com o nosso espaço.
18:10Eu estou longe
18:11de estrutura,
18:12estou em Cascavel
18:13representando aqui a KTV,
18:15mas o que precisar
18:16da imprensa,
18:17enfim,
18:17a gente está com o espaço
18:17aberto,
18:18que a gente possa trazer
18:19boas notícias
18:20dentro das possibilidades
18:22a partir de um movimento seu.
18:24Muito obrigado
18:25e nossos sentimentos
18:26mais uma vez.
18:28Com o doutor Cássio Franco,
18:30que é pneumologista,
18:31por questões de agenda,
18:32enfim,
18:33ele não conseguiu estar aqui
18:34presencialmente com a gente,
18:36mas ele esteve há um mês
18:37falando exatamente
18:39sobre isso.
18:39Ele esteve agora
18:40no finalzinho de outubro
18:41falando sobre
18:42os cigarros eletrônicos.
18:44Eu pedi para a nossa produção
18:45separar um trechinho
18:46dos malefícios
18:48dos cigarros eletrônicos,
18:51de um profissional
18:52que trabalha com isso
18:53e entende tanto
18:54sobre esse assunto.
18:55Eu queria rodar
18:56para vocês terem
18:57um pouquinho mais
18:58de dimensão também.
18:59Coloca aí.
19:00Na verdade,
19:00o cigarro eletrônico
19:01veio com uma falsa ideia
19:03para ajudar as pessoas
19:05que fumavam
19:05o cigarro convencional
19:07a parar de fumar.
19:08Mas isso é totalmente errado.
19:10O cigarro eletrônico
19:12ou pode,
19:12enfim,
19:13ele tem uma...
19:15a nicotina dele
19:16é o sal da nicotina.
19:18É uma nicotina
19:18que absorve menos
19:20pela boca,
19:21mas muito mais
19:22pelos pulmões.
19:23Então,
19:24consequentemente,
19:24você acaba fumando
19:25muito mais
19:26porque você não tem
19:27aquele...
19:28aquela gosto ruim
19:29na boca
19:30que a própria nicotina faz.
19:32Então,
19:32você acaba fumando
19:32muito mais,
19:34você absorve menos
19:35na boca,
19:35mas aí nos seus pulmões
19:37você vai absorver
19:37muito mais.
19:38E você vai ficar
19:39com uma dependência
19:39nicotina muito maior
19:41do que o cigarro convencional.
19:42Então,
19:43a gente,
19:43às vezes,
19:43até faz uma continha
19:45de pessoas que fumavam,
19:46por exemplo,
19:46ah,
19:47eu consegui diminuir
19:48meu cigarro
19:49e estou fumando
19:50agora cinco cigarros.
19:51Aí eu fui para o pode
19:52tentar diminuir
19:54e agora eu estou fumando
19:55e você faz uma conta
19:56e a pessoa está fumando
19:57tipo três maços
19:58por dia.
19:58O que já se sabe
19:59hoje
20:00é que a gente acabou
20:01dando um...
20:02retrocedendo
20:03tudo o que a gente
20:04já ganhou
20:04em relação ao cigarro.
20:06Olha isso.
20:06Então, assim,
20:07por que as pessoas
20:07do passado fumavam?
20:09Porque era bonito,
20:10porque socialmente
20:12era mais tranquilo.
20:13não, se achava
20:14que não fazia mal,
20:15conseguia socializar melhor.
20:18Então,
20:18hoje em dia,
20:18os jovens estão fazendo isso
20:20com o pode.
20:21E o pode,
20:22ele traz o cheirinho,
20:23o sabor gostoso
20:25daquele cigarro.
20:28Cada vez,
20:28eles inventam
20:29um...
20:31parece um brinquedinho
20:32diferente.
20:32Então,
20:33esse pode,
20:34ele acabou atraindo
20:34muito os jovens.
20:36Esteticamente,
20:36ele é bonito, né?
20:38Esteticamente,
20:38e o sabor que ele tem,
20:40aquele cheiro agradável,
20:41na verdade.
20:42Então,
20:42essa atração
20:44desse cigarro
20:46atraiu muitos jovens
20:47hoje em dia.
20:48Então,
20:48quem vai muito
20:49no consultório hoje
20:50na tentativa
20:51de saber se está bem
20:53ou também se,
20:53às vezes,
20:53quer parar de fumar,
20:55a maioria
20:55são os jovens.
20:57Mas a gente sempre
20:57tem que lembrar, né?
20:58Que o cigarro,
21:00tudo aquilo que não podia fazer,
21:01por exemplo,
21:01fumar em ambientes fechados,
21:03tentar não fumar
21:05perto das crianças,
21:06não incentivar
21:07as outras pessoas.
21:08E hoje a gente vê
21:09muito bem o pai
21:09na sala fumando
21:11e o filho também
21:13sem saber que aquilo
21:14é prejudicial à saúde,
21:16que tem nicotina
21:17e que tem substâncias
21:18cancerígenas
21:18e que tem outras substâncias
21:20que a gente não sabe
21:21muito o que tem
21:22dentro desse cigarro,
21:23que podem levar
21:24a doenças agudas,
21:25que até então
21:26o cigarro convencional
21:27ele leva mais
21:28as doenças crônicas.

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