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A VELHA COROCA
PEQUENO7 ARKANYS
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há 1 semana
#lendas
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#sobrenaturais
lendas urbanas história de terror sobrenaturais lugares assombrados mistério, casa abandonados fantasma vampiros lobisomens bruxas Elfos coisas do além #lendas #relatos #sobrenaturais
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00:00
Cuidado, criança, fecha a porta, a velha corota está rondando.
00:05
Fala galera, estou de volta aqui no Pequeno Sete Lendas.
00:08
Inscreva-se e deixe o like, isso ajuda as nossas histórias chegar a mais pessoas.
00:14
Comente o que você está achando das lendas aqui do canal.
00:17
Então cubra o espelho, que você está prestes a ouvir mais uma história original,
00:22
criada aqui no Pequeno Sete Lendas.
00:24
Hoje vamos desvendar uma das lendas mais sombrias e assustadoras do nosso folclore.
00:29
Uma história que nasceu no coração do interior, onde o medo tem cheiro de terra molhada
00:34
e o silêncio da noite é quebrado por um som que gela a alma.
00:37
Vocês já ouviram a expressão, a bruxa está solta?
00:40
Muitos usam sem saber a origem terrível por trás dela.
00:44
Estão prontos para descobrir?
00:46
Então, apague a luz, aumente o volume e venha comigo conhecer a história da velha corota.
00:52
No sertão profundo, onde o sol castiga e a noite engole a paisagem.
00:56
Vivia uma senhora chamada Maria do Carmo.
00:59
Ela não era uma idosa qualquer.
01:00
Era o que os antigos chamavam de coroca.
01:03
Uma mulher sábia, conhecedora das ervas, das rezas e dizem as más línguas, dos feitiços.
01:09
Maria era respeitada e temida na mesma medida.
01:13
Ela morava sozinha num casebre de taipa.
01:16
Afastada de todo o seu bem mais precioso, era uma panela de barro.
01:20
Mas não uma panela comum.
01:21
Era uma caçarola legítima.
01:23
Uma herança de família, passada de mãe para filha por gerações.
01:28
Uma panela grande, pesada e negra como a noite sem estrelas.
01:31
Além da conta que Maria não usava aquela panela só para cozinhar o pouco que tinha.
01:35
Era nela que ela preparava suas garrafadas, suas simpatias e, quem sabe, até venenos para quem lhe fizesse mal.
01:42
A panela era a fonte de seu poder, o centro de seu mundo.
01:46
Um ano, uma seca terrível se abateu sobre a região.
01:50
A fome virou uma visitante constante nas casas do vilarejo.
01:53
O desespero, misturado com cachaça, pode transformar homens bons em bestas.
01:59
E foi o que aconteceu.
02:01
Um grupo de homens, cegos pela fome e pela bebida, decidiu que a velha solitária devia ter comida escondida.
02:07
Eles invadiram o casebre de Maria do Carmo.
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Reviraram tudo, em busca de qualquer migalha.
02:14
Na brutalidade da invasão, um deles esbarrou na prateleira onde repousava a grande panela negra.
02:20
A caçarola caiu no chão de terra batida.
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E o som que se ouviu, foi o som do coração de Maria se partindo.
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A panela se espatifou em dezenas de cacos.
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No meio da poeira e do caos, com os olhos injetados de fúria e dor,
02:33
Maria do Carmo, em seu último suspiro de vida,
02:36
lançou uma maldição que ecoaria pela eternidade.
02:39
Ela gritou com uma voz que parecia vir das entranhas da terra.
02:42
Assim como partiram o que me sustentava,
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eu partirei a paz de vocês e de todos os seus.
02:49
Minha panela estava vazia, mas as almas de suas casas estarão cheias de terror.
02:53
E desde aquele dia, a promessa da velha se cumpre.
02:57
A alma de Maria do Carmo não encontrou descanso.
02:59
Ela se transformou em um presságio, um arauto da desgraça.
03:03
Ela se tornou a velha coroca.
03:05
Dizem os mais velhos que, quando uma grande tragédia está para acontecer,
03:10
ela aparece.
03:11
Ela não bate na porta.
03:12
Não chama pelo nome.
03:13
A velha coroca surge silenciosamente,
03:16
como uma névoa com um cheiro podre de carniça e terra de cemitério.
03:21
Sua forma é quase uma sombra.
03:23
Uma silhueta curvada vestida com trapos da cor de barro seco.
03:27
Seu rosto, ninguém jamais viu com clareza.
03:29
É um borrão escuro, um vazio.
03:32
Mas de dentro dessa escuridão, brilham dois pontos de luz amarelada e fraca,
03:37
como brasas de uma fogueira morrendo.
03:39
Seus olhar é muito assustadora.
03:41
O mais assustador, no entanto, é o que ela carrega.
03:44
Nas costas, amarrada por uma canga de madeira podre,
03:48
ela leva os restos de sua amada panela.
03:50
Os cacos negros e afiados balançam e batem uns nos outros
03:54
a cada passo lento que ela dá,
03:56
produzindo um tilintar seco, agorento, como ossos se quebrando.
04:01
É importante entender.
04:02
A velha coroca não causa o mal.
04:05
Ela o anuncia.
04:07
Ela é a personificação do mau pressentimento,
04:10
o aviso de que o destino já traçou uma linha trágica para alguém daquela casa.
04:14
E cada gesto seu tem um significado terrível.
04:17
Se algum morador é à vista no quintal, chorando baixo, um choro sem som,
04:21
é sinal de que uma doença grave ou a própria morte está prestigiosa.
04:26
É o núcleo antecipado pela alma que será levada.
04:29
Se ela é vista agachada,
04:31
arrastando os cacos de sua panela pelas paredes externas da casa,
04:35
o som arranhado é o prenúncio da ruína.
04:37
É a miséria batendo a porta,
04:39
anunciando a perda da colheita,
04:42
a falência do negócio,
04:44
a fome.
04:44
Mas o pior de todos os sinais é quando ela é vista parada, imóvel,
04:49
apenas encarando fixamente uma janela,
04:51
olhando para dentro da casa com aqueles olhos de brasa.
04:54
Isso significa que a desgraça virá de dentro.
04:56
É o anúncio de uma traição,
04:58
de um ato de violência extrema,
05:00
de um crime que manchará a família para sempre.
05:02
Antes mesmo que qualquer olho humano a veja,
05:05
os animais já sentem sua presença profana.
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Os cachorros, sempre alertas,
05:10
se calam.
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Eles não latem,
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não rosnam.
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Eles se encolhem,
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tremendo,
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e se escondem no canto mais escuro que conseguem encontrar.
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Os galos,
05:19
desorientados,
05:21
cantam fora de hora,
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um canto de pânico
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que corta a madrugada.
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É a natureza se arrepiando
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diante do mal que se aproxima.
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É por isso que quando o ar fica pesado,
05:31
quando uma série de pequenos azares,
05:33
começa a acontecer quando o coração aperta
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com um pressentimento ruim,
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sem explicação.
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Os avós olham para os netos com olhos assustados
05:41
e sussurram.
05:43
Cuidado, criança.
05:44
Fecha a porta porque a velha coroca está rondando.
05:46
A bruxa está solta.
05:48
Agora vocês sabem.
05:49
A bruxa está solta.
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Não é só uma frase para dizer que o dia está ruim.
05:53
Para quem conhece a lenda,
05:55
é um código de pavor.
05:56
Significa que a velha amaldiçoada,
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a portadora das piores notícias,
06:01
pode estar ali,
06:02
do outro lado da sua parede,
06:04
marcando sua casa para o sofrimento.
06:06
E como se livrar dela,
06:08
ninguém sabe.
06:09
Alguns dizem que rezas fortes,
06:11
feitas com muita fé,
06:13
podem fazê-la recuar para as sombras de onde veio.
06:15
Mas a reza não cancela o destino.
06:18
Ela apenas afasta o mensageiro.
06:20
A tragédia que ela veio anunciar,
06:22
ainda vai acontecer.
06:23
A única certeza,
06:25
é que uma vez que a velha coroca é avistada,
06:28
não há mais volta.
06:29
O mal já está a caminho.
06:30
E o som dos cacos de sua panela,
06:33
aquele tilintar de ossos,
06:34
será a trilha sonora que vai ecoar nos seus pesadelos.
06:38
Noite após noite,
06:39
até que a desgraça, enfim,
06:41
se cumpra.
06:42
E aí, gostou de conhecer a verdadeira e assustadora história
06:44
por trás da expressão
06:46
A bruxa está solta?
06:47
O folclore brasileiro
06:48
é cheio de contos arrepiantes como esse.
06:51
Se você curtiu o vídeo,
06:53
não se esqueça de deixar o seu like.
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Isso ajuda muito o nosso trabalho.
06:56
E se ainda não for inscrito,
06:58
se inscreva no canal
06:59
e ative o sininho
07:01
para não perder
07:02
nenhuma lenda.
07:03
Comente aqui embaixo
07:04
se você já conhecia a velha coroca
07:06
ou se existe alguma assombração parecida
07:08
na sua região.
07:09
Muito obrigado por assistir
07:10
e cuidado ao olhar pela janela
07:12
hoje à noite.
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