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Transcrição
00:00Cuidado, criança, fecha a porta, a velha corota está rondando.
00:05Fala galera, estou de volta aqui no Pequeno Sete Lendas.
00:08Inscreva-se e deixe o like, isso ajuda as nossas histórias chegar a mais pessoas.
00:14Comente o que você está achando das lendas aqui do canal.
00:17Então cubra o espelho, que você está prestes a ouvir mais uma história original,
00:22criada aqui no Pequeno Sete Lendas.
00:24Hoje vamos desvendar uma das lendas mais sombrias e assustadoras do nosso folclore.
00:29Uma história que nasceu no coração do interior, onde o medo tem cheiro de terra molhada
00:34e o silêncio da noite é quebrado por um som que gela a alma.
00:37Vocês já ouviram a expressão, a bruxa está solta?
00:40Muitos usam sem saber a origem terrível por trás dela.
00:44Estão prontos para descobrir?
00:46Então, apague a luz, aumente o volume e venha comigo conhecer a história da velha corota.
00:52No sertão profundo, onde o sol castiga e a noite engole a paisagem.
00:56Vivia uma senhora chamada Maria do Carmo.
00:59Ela não era uma idosa qualquer.
01:00Era o que os antigos chamavam de coroca.
01:03Uma mulher sábia, conhecedora das ervas, das rezas e dizem as más línguas, dos feitiços.
01:09Maria era respeitada e temida na mesma medida.
01:13Ela morava sozinha num casebre de taipa.
01:16Afastada de todo o seu bem mais precioso, era uma panela de barro.
01:20Mas não uma panela comum.
01:21Era uma caçarola legítima.
01:23Uma herança de família, passada de mãe para filha por gerações.
01:28Uma panela grande, pesada e negra como a noite sem estrelas.
01:31Além da conta que Maria não usava aquela panela só para cozinhar o pouco que tinha.
01:35Era nela que ela preparava suas garrafadas, suas simpatias e, quem sabe, até venenos para quem lhe fizesse mal.
01:42A panela era a fonte de seu poder, o centro de seu mundo.
01:46Um ano, uma seca terrível se abateu sobre a região.
01:50A fome virou uma visitante constante nas casas do vilarejo.
01:53O desespero, misturado com cachaça, pode transformar homens bons em bestas.
01:59E foi o que aconteceu.
02:01Um grupo de homens, cegos pela fome e pela bebida, decidiu que a velha solitária devia ter comida escondida.
02:07Eles invadiram o casebre de Maria do Carmo.
02:10Reviraram tudo, em busca de qualquer migalha.
02:14Na brutalidade da invasão, um deles esbarrou na prateleira onde repousava a grande panela negra.
02:20A caçarola caiu no chão de terra batida.
02:22E o som que se ouviu, foi o som do coração de Maria se partindo.
02:26A panela se espatifou em dezenas de cacos.
02:29No meio da poeira e do caos, com os olhos injetados de fúria e dor,
02:33Maria do Carmo, em seu último suspiro de vida,
02:36lançou uma maldição que ecoaria pela eternidade.
02:39Ela gritou com uma voz que parecia vir das entranhas da terra.
02:42Assim como partiram o que me sustentava,
02:45eu partirei a paz de vocês e de todos os seus.
02:49Minha panela estava vazia, mas as almas de suas casas estarão cheias de terror.
02:53E desde aquele dia, a promessa da velha se cumpre.
02:57A alma de Maria do Carmo não encontrou descanso.
02:59Ela se transformou em um presságio, um arauto da desgraça.
03:03Ela se tornou a velha coroca.
03:05Dizem os mais velhos que, quando uma grande tragédia está para acontecer,
03:10ela aparece.
03:11Ela não bate na porta.
03:12Não chama pelo nome.
03:13A velha coroca surge silenciosamente,
03:16como uma névoa com um cheiro podre de carniça e terra de cemitério.
03:21Sua forma é quase uma sombra.
03:23Uma silhueta curvada vestida com trapos da cor de barro seco.
03:27Seu rosto, ninguém jamais viu com clareza.
03:29É um borrão escuro, um vazio.
03:32Mas de dentro dessa escuridão, brilham dois pontos de luz amarelada e fraca,
03:37como brasas de uma fogueira morrendo.
03:39Seus olhar é muito assustadora.
03:41O mais assustador, no entanto, é o que ela carrega.
03:44Nas costas, amarrada por uma canga de madeira podre,
03:48ela leva os restos de sua amada panela.
03:50Os cacos negros e afiados balançam e batem uns nos outros
03:54a cada passo lento que ela dá,
03:56produzindo um tilintar seco, agorento, como ossos se quebrando.
04:01É importante entender.
04:02A velha coroca não causa o mal.
04:05Ela o anuncia.
04:07Ela é a personificação do mau pressentimento,
04:10o aviso de que o destino já traçou uma linha trágica para alguém daquela casa.
04:14E cada gesto seu tem um significado terrível.
04:17Se algum morador é à vista no quintal, chorando baixo, um choro sem som,
04:21é sinal de que uma doença grave ou a própria morte está prestigiosa.
04:26É o núcleo antecipado pela alma que será levada.
04:29Se ela é vista agachada,
04:31arrastando os cacos de sua panela pelas paredes externas da casa,
04:35o som arranhado é o prenúncio da ruína.
04:37É a miséria batendo a porta,
04:39anunciando a perda da colheita,
04:42a falência do negócio,
04:44a fome.
04:44Mas o pior de todos os sinais é quando ela é vista parada, imóvel,
04:49apenas encarando fixamente uma janela,
04:51olhando para dentro da casa com aqueles olhos de brasa.
04:54Isso significa que a desgraça virá de dentro.
04:56É o anúncio de uma traição,
04:58de um ato de violência extrema,
05:00de um crime que manchará a família para sempre.
05:02Antes mesmo que qualquer olho humano a veja,
05:05os animais já sentem sua presença profana.
05:08Os cachorros, sempre alertas,
05:10se calam.
05:11Eles não latem,
05:12não rosnam.
05:13Eles se encolhem,
05:14tremendo,
05:15e se escondem no canto mais escuro que conseguem encontrar.
05:18Os galos,
05:19desorientados,
05:21cantam fora de hora,
05:22um canto de pânico
05:23que corta a madrugada.
05:25É a natureza se arrepiando
05:26diante do mal que se aproxima.
05:29É por isso que quando o ar fica pesado,
05:31quando uma série de pequenos azares,
05:33começa a acontecer quando o coração aperta
05:35com um pressentimento ruim,
05:37sem explicação.
05:38Os avós olham para os netos com olhos assustados
05:41e sussurram.
05:43Cuidado, criança.
05:44Fecha a porta porque a velha coroca está rondando.
05:46A bruxa está solta.
05:48Agora vocês sabem.
05:49A bruxa está solta.
05:51Não é só uma frase para dizer que o dia está ruim.
05:53Para quem conhece a lenda,
05:55é um código de pavor.
05:56Significa que a velha amaldiçoada,
05:59a portadora das piores notícias,
06:01pode estar ali,
06:02do outro lado da sua parede,
06:04marcando sua casa para o sofrimento.
06:06E como se livrar dela,
06:08ninguém sabe.
06:09Alguns dizem que rezas fortes,
06:11feitas com muita fé,
06:13podem fazê-la recuar para as sombras de onde veio.
06:15Mas a reza não cancela o destino.
06:18Ela apenas afasta o mensageiro.
06:20A tragédia que ela veio anunciar,
06:22ainda vai acontecer.
06:23A única certeza,
06:25é que uma vez que a velha coroca é avistada,
06:28não há mais volta.
06:29O mal já está a caminho.
06:30E o som dos cacos de sua panela,
06:33aquele tilintar de ossos,
06:34será a trilha sonora que vai ecoar nos seus pesadelos.
06:38Noite após noite,
06:39até que a desgraça, enfim,
06:41se cumpra.
06:42E aí, gostou de conhecer a verdadeira e assustadora história
06:44por trás da expressão
06:46A bruxa está solta?
06:47O folclore brasileiro
06:48é cheio de contos arrepiantes como esse.
06:51Se você curtiu o vídeo,
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06:55Isso ajuda muito o nosso trabalho.
06:56E se ainda não for inscrito,
06:58se inscreva no canal
06:59e ative o sininho
07:01para não perder
07:02nenhuma lenda.
07:03Comente aqui embaixo
07:04se você já conhecia a velha coroca
07:06ou se existe alguma assombração parecida
07:08na sua região.
07:09Muito obrigado por assistir
07:10e cuidado ao olhar pela janela
07:12hoje à noite.
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