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  • há 3 meses
O bullying envolve diferentes formas de agressão e coloca a vítima em situação de vulnerabilidade. Em entrevista, a psicóloga clínica Ana Julia Gomes Moreira explica como o bullying impacta o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, quais sinais exigem atenção dos pais e como buscar ajuda para prevenir danos duradouros.

Reportagem: Maiza Santos
Imagens: Arquivo pessoal

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Transcrição
00:00O bullying caracteriza agressões físicas, psicológicas, intimidação, humilhação,
00:09geralmente realizado ou por uma pessoa ou por um grupo de pessoas que foi mobilizado por aquela primeira pessoa
00:17que começou a incitar essa violência.
00:20O bullying também trata de constrangimentos, de uma situação vexatória para quem passa.
00:27Ele também sinaliza uma percepção.
00:32Seriam situações de violência, de agressões constantes e sistemáticas, intermitentes,
00:38ou seja, colocando aquela pessoa em uma situação de estresse e vulnerabilidade intensos e frequentes, com ou sem intervalos.
00:47Em se tratando de bullying, como ele nos retrata uma violência psicológica, física,
00:54ele acaba gerando uma sensação de constrangimento.
00:59E essa sensação de constrangimento, ela sim, ela acaba afetando, na maioria dos casos,
01:06a autoconfiança construída naquela pessoa.
01:10Afeta também a autoestima, que é a sensação de o que você vivencia no mundo e para a sociedade na relação com o outro.
01:20Então, se você vivencia uma agressão a nível social, onde você vivencia uma situação vexatória,
01:29isso afeta a sensação de segurança que você tem no mundo.
01:33Isso causa, nas vítimas de bullying, a sensação de estar desprotegido no mundo.
01:39De que o mundo pode ser um vilão, a sociedade pode ser um local inseguro,
01:43inseguro, as pessoas à sua volta não merecem confiança.
01:49Então, sim, o bullying pode gerar impactos no cérebro que vão gerar sensação de insegurança
01:56e podem levar a um processo depressivo ou transtorno de ansiedade.
02:00E outras doenças psicológicas também.
02:03Os sinais mais comuns de que uma criança está sendo vítima de bullying são
02:07alterações de humor, ansiedade, limitações no apetite, limitações no sono,
02:16dificuldade para interagir socialmente na escola, baixo rendimento escolar
02:22e outras alterações que sejam visíveis a nível da sua rotina que pode ter modificado.
02:29Esses impactos psicológicos podem ser impactos duradouros?
02:33Sim, principalmente se não tratados.
02:37O desenvolvimento psicológico de uma criança sofre muitas alterações na adolescência também.
02:43Então, no momento em que você percebe que essa criança recebeu um trauma,
02:47que essa criança, desculpa, vivenciou um trauma, que ela sofreu um impacto psicológico,
02:52é necessário que você alivie esse impacto no desenvolvimento do cérebro e das funções cerebrais.
02:58Então, assim, esse impacto pode ser duradouro dependendo dos recursos psicológicos
03:04construídos por essa criança ao longo da vida, inclusive apoiados pela família
03:10e pelos responsáveis que construíram a identidade dessa criança.
03:14Esses impactos são aliviados e se tornam menos duradouros e talvez até melhor resolvidos
03:20para não levarem sintomas para a vida adulta, dependendo do tratamento, da abordagem
03:25e do acolhimento com a situação vivenciada.
03:28No momento em que você identifica que o seu filho está sendo vítima de bullying,
03:33o primeiro passo é levar ao atendimento psicológico.
03:37Formado o vínculo de confiança entre psicólogo e paciente,
03:41esse psicólogo vai ter a propriedade para indicar aos pais quais são os sintomas desenvolvidos,
03:48se eles são leves, intensos, e ele mesmo vai indicar um encaminhamento para a rede de apoio.
03:54Se precisa, de repente, de uma avaliação com o neuropsicólogo, com comorbidades associadas,
04:00se precisa de apoio medicamentoso com a psiquiatria,
04:03ou se ele permanecerá somente no tratamento psicológico.
04:07Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
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