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  • há 2 meses

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Transcrição
00:00A gente fala direto da casa onde o corpo da menina Esther de 4 anos foi encontrado.
00:05A gente vai pedir agora pra Sidney Lucena se aproximar aqui da residência.
00:10Vai entrar com todo o cuidado até o quintal, só pra vocês verem, a cisterna ainda está aberta.
00:17A menina foi encontrada submessa, aí com as pernas pra cima, de cabeça pra baixo.
00:21Um cenário totalmente destruído aqui, que após o crime, a população revoltada entrou no imóvel,
00:27arrombou aqui, destruiu toda a grade, a porta, pra tentar localizar o suspeito.
00:33A gente percebe que tem várias velas aqui coloridas, tem um preservativo no corpo, ao lado do corpo da criança,
00:41foi encontrado, o que também é um indício que a menina pode ter sofrido violência sexual, mas tudo está sendo analisado.
00:48Aqui dentro do imóvel também está tudo revirado, os objetos totalmente aqui, todos destruídos,
00:55danificados aqui, as telhas, você pode perceber, aqui as telhas também estão todas quebradas, o telhado.
01:02Em cima a gente tem também até panelas.
01:05As panelas foram jogadas aqui em cima, a população bastante revoltada após o crime invadiu,
01:12até atrapalhou a perícia, porque aqui as impressões digitais foram realmente danificadas.
01:19Mas já teve também uma perícia complementar desse imóvel.
01:23Desde ontem à noite, uma viatura da PM está aqui no local, porque segundo os policiais, a população indignada ameaçou até a fogo no imóvel.
01:34A gente conversou com o pai da criança.
01:36Eu queria fazer um apelo que a turma aqui de São Lourenço e da comunidade aqui do Morro da Macaca,
01:45a turma está querendo fazer justiça à mão, querendo descontar numa casa onde os criminosos fizeram essa malvadeza,
01:55essa brutalidade com a minha filha.
01:56Eu não queria que a turma não fizesse nada, tivesse um coração que deixasse na mão da justiça.
02:03Deixasse na mão da justiça e também queria fazer uma apelação também, que a turma está querendo julgar muito a minha esposa.
02:13Estão querendo fazer justiça com a própria mão com a minha esposa, estão querendo matar a minha esposa, estão querendo bater na minha esposa.
02:19Por questão de um depoimento que ela deu, que em caso de circunstância, certo?
02:25Que a gente não vai aduvinhar quem é quem que a gente bota na nossa casa.
02:29Que o depoimento que ela falou, que realmente ela tinha bebido, estava envolvida assim de bebida com um dos assassinos,
02:39mas ela não sabia, não sabia, nem sequer imaginava que os assassinos iam fazer isso com a nossa filha.
02:46Eu peço à comunidade que não faça justiça com a minha esposa.
02:49Não faça, porque ela tem mais quatro meninos para tomar conta.
02:53Se vocês for fazer uma justiça com a minha esposa, e aí quem é que vai tomar conta dos quatro meninos?
02:58O senhor conhecia, senhor Inávio?
02:59Não, não, não conhecia, não conhecia. Eu já vi assim, de...
03:03Oi, oi, né?
03:03Oi, oi. Nem falar, nem cumprimentar. Eu cumprimentava, para falar a verdade.
03:07Eu vi assim, ele na aparência, assim, passava por perto de mim.
03:10Estava no protesto, foi senhor Inávio?
03:11Ele estava no protesto na hora, rapaz. Eu não desconfiava de nada, é que nem eu digo.
03:15A gente não sabe quem é quem não, então não adianta a população querer fazer justiça com a própria mão.
03:21Quem está no DHPP, o DHPP não está resolvendo.
03:25E a única coisa que eu peço para a polícia em peso, quem puder me ajudar nesse momento, é justiça, justiça que eu peço.
03:34Já sabe o horário de enterro, velório?
03:35Ainda não, não, não está definido ainda.
03:37Agora vai ser a difícil missão de liberar o corpo da sua filha?
03:39A difícil missão de liberar o corpo da minha menininha, de quatro aninhos, a única filha que eu tenho, por causa de uma situação dessa.
03:47A gente conversou também com um morador. Ele vive aqui há mais de dez anos, conhece toda a vizinhança.
03:53Disse que os inquilinos, os dois inquilinos que estão detidos na delegacia, suspeitos de terem praticado esse crime,
04:01eles faziam rituais religiosos.
04:04Vamos escutar a entrevista desse morador que não quer ser identificado.
04:07Eu ficava aí, bebendo aí, brincava, fazia as festinhas dele aí, do santo dele.
04:13Às vezes, uma vez, da festa, bebida por mim, brincava, fazia o ritual deles aí, mas agora não pode ser a gente, não.
04:21O que ele fazia com bicho, com galinha, com bode, e não tinha nada de errado.
04:24Não tinha nada de criança, não tinha nada de ser humano, não havia nada de errado.
04:28Respeitava a gente, tinha o limite dele fazer o negócio dele, tinha nada de errado em cima dele.
04:33Aí, de repente, aconteceu esse negócio aí, absurdo.
04:36Não tinha nada de ser absurdo tudo mesmo.
04:38E ia tomar todo mundo revoltado.
04:39Ninguém aqui, assim, embaixo, não.
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