00:00Vamos para o nosso herói do Brasil, cadê o Fufu?
00:03Cadê?
00:04Aí está ele, tá bravo o Fufu?
00:08Ah, não, agora não.
00:09Tá bravinho?
00:11Hã?
00:11Eu tô bem, tá tudo bem?
00:13Não, por que estaria?
00:15Não, não sei se tá com uma cara...
00:17Com uma cara de bravo.
00:18...de poucos amigos.
00:21É?
00:23Não, seriedade do jornalismo, só de jornalismo verdade.
00:26O tema não requer muita gracinha, muito gracejo hoje na pauta em mim.
00:29Por quê?
00:30Aliás, Emílio, aproveitando numa agenda, numa agenda muito mais modesta,
00:36só dizer que quinta-feira tem Gugan Club, eu e Dinho Machado, tá?
00:39Quinta-feira lá na Gugan, aquela casa maravilhosa.
00:42E agora, Emílio, eu falo do tema porque é o seguinte,
00:45hoje é o dia mundial do combate ao bullying.
00:49Nem sei se também é uma pauta válida nesse programa,
00:51que pouco acontece isso aqui no programa Pânico nessa história, mas...
00:55Por que você tá falando que esse programa tem muito bullying?
00:58É o programa do bullying.
00:59É, você acha que tem muito bullying aqui no programa?
01:02Não.
01:02No programa?
01:03Eu mesmo...
01:04Esse programa tem bullying.
01:06Eu mesmo...
01:06Eu mesmo nunca senti isso.
01:09É isso.
01:09Não falo por mim, não falo por mim.
01:11Até porque se teve, o que eu mais tive foi benefícios.
01:14Isso aí.
01:15Através dele.
01:16Calma, cocava.
01:18Foi?
01:19Foi, tá certinho.
01:20Então, Emílio, a gente quer saber da pauta das pessoas se você é daquele que fazia,
01:30se você é aquele que sofria o bullying e, principalmente, você que fazia.
01:35Você acha que você levou algum trauma a alguma pessoa, algumas pessoas?
01:39E você que sofria bullying, você carrega algum trauma?
01:43Eu tenho certeza que, dependendo da idade que a gente perguntar essa pauta, a gente vai
01:48ter muita diferença nas respostas.
01:51Mas, a gente quer fazer se você é o que fazia, o que sofria, se carregou algum trauma
01:57ou se você acha que você levou.
01:59Eu digo, por experiência própria, que não carreguei nenhuma trauma.
02:03Pelo contrário.
02:04Todo bullying que foi feito comigo, Deus e vocês só foram generosos e eu só fui beneficiado.
02:10A pergunta é, o bullying fortalece ou entristece?
02:18Se causa traumas ou se, de repente, te faz uma fortaleza?
02:24E se você era o que fazia ou o que sofria na sua época ou até hoje, ou de infância,
02:30adolescência, seja lá o que for, viu, Morgadinho?
02:33É isso aí.
02:33Fica pela atenção.
02:34Tamo junto, Fufu.
02:35É, né, o Fufu, ele tá hoje pensativo.
02:39Tá reflexivo.
02:39Você tá com algum problema, Fufu?
02:45Ah, Emílio, eu acho que o nosso café foi muito rápido hoje.
02:48Você chegou um pouco mais tarde.
02:50Chegar um pouco mais cedo amanhã.
02:52Caramba, cobrando o horário do chefe.
02:53É, ele quer, ele quer.
02:55Tem que chegar mais cedo que chegou tarde.
02:59Desculpa.
03:00Vai falar o quê depois dessa chamada?
03:03Me perdoe.
03:05Vamos melhorar.
03:06Exatamente.
03:07Ô, Fufuzinho.
03:08Vai suar o teu irmão.
03:09Boa.
03:10Esse aí é o nosso herói do Brasil, diretamente das ruas de São Paulo.
03:15Aí está o nosso fuzil.
03:18Nós vamos agora falar com o herói do Brasil, diretamente das ruas de São Paulo.
03:26É com você, meu querido Fufu.
03:31Ó, sorrisinho, ó.
03:32Sorrisinho falso, hein?
03:34E cada vez que você fala desse jeito.
03:36Sorrisinho falso.
03:37Não é falso, meu querido.
03:38Não é falso, sim.
03:39É o que acontece.
03:40Você sabe.
03:41Como a minha horta pulsa quando vê um cara como você falar Fufu, Emílio.
03:47Você não sabe.
03:48É.
03:49Eu acho que você está meio...
03:51Não sei o que está acontecendo com você, não.
03:53Tchim.
03:57A gente não pode gostar das pessoas, né, Emílio?
03:59Quando a gente ama, geralmente a gente é assim, sempre colocado em dúvida.
04:04Mas eu quero dizer que, além de te amar, temos uma pauta muito importante, que hoje é o dia do combate ao bullying.
04:10Temos vários, né?
04:11O cyberbullying também tem o psicológico, tem o verbal, tem um monte de bullying.
04:17E a gente quer saber...
04:18E aí, Baraka?
04:19E aí, meu jovem?
04:19Firmeza?
04:20Assumido, enfim.
04:21Deixa eu te falar, Baraquinha, MC Baraka, o MC que nunca deu certo.
04:24A gente quer saber sobre bullying.
04:26Você é um cara que fazia ou sofria bullying?
04:29Bem, meus primos brincavam muito comigo, né?
04:31Falava, mas eu não ligava, não.
04:32De apelido, essas coisas?
04:34Nunca fui de ligar.
04:35Me chamava, mas nunca fui de ligar.
04:36Isso é um confronto de gerações.
04:38Você acha que a geração passada aguentava muito mais o bullying?
04:41Você acha que fortificava ou você acha que denigria, dava depressão, tristeza sofrer o bullying?
04:48Eu acho que sofria muito, dava depressão e o bullying não é coisa que se faz com ninguém, né?
04:54Tem gente que é fraca de memória, né?
04:56Então fica triste e dá ruim.
04:58Então não muda a geração, bullying é bullying, é ruim em qualquer tempo.
05:01Bullying é ruim em qualquer tempo.
05:03Basta a pessoa botar na cabeça que aquilo tá sendo ruim pra ela, ela fica com depressão e estraga a vida da pessoa.
05:10Então obrigado, obrigado aí a nossa tartaruga ninja aqui da Paulista, falando com o nosso parça.
05:15Salve, meu irmão.
05:15Seu nome?
05:16Beleza, Felipe.
05:17Felipão, me diz uma coisa.
05:19Bullying.
05:20Você acha que é uma coisa que fortalece ou uma coisa que realmente derruba, bate, deprime?
05:25Cara, eu acho que os dois.
05:28Assim, ele pode tanto fortalecer, eventualmente um apelido, uma brincadeira, como ele também pode servir pra oprimir alguma pessoa, cara.
05:35Eu acho que tem que sempre ver qual que é a intenção de fato, se às vezes é uma brincadeira, se às vezes não é uma brincadeira.
05:42Mas eu acho que os dois, acho que tem que ter um equilíbrio.
05:46Você acha que na sua época você mais fez ou você mais sofreu bullying?
05:50Puta, eu fiz, sofri bullying também.
05:54Eu sou de 99, ali cresci nos anos 2000, eu já era um pouquinho mais, tinha ainda um bullyingzinho pesadinho e tal.
06:02Principalmente ali, acho que dos 8 aos 13, assim, foi a fase mais forte ali.
06:07Muito obrigado, então. Dependendo do caso, ofende e às vezes fortalece.
06:14Ó, seu nome?
06:15Felipe.
06:16Felipão, bullying é o tema de hoje, dia mundial do combate ao bullying. Você é um cara que fazia ou sofria bullying?
06:21Eu fazia e sofria também, ao mesmo tempo.
06:24O bullying, na sua época, quando você sofria, te machucava ou você acha que te moldou, moldou seu caráter, fez um cara mais forte?
06:32Moldou meu caráter, me fez mais forte e levava na boa.
06:36O que você ouvia, assim, o bullying que você sofreu era o quê? De apelido? O que te zoavam?
06:41Todos os tipos de apelido.
06:43Chamavam de gueré, não, né?
06:44Não, gueré, não. Alguns eu não posso nem falar aqui, mas sofria bullying e fazia muito bullying também.
06:52É?
06:52Você acha que você magoou muitas pessoas?
06:55Eu imagino que na época sim, mas se fosse nos dias atuais, mais ainda.
07:00Pra gente meio que ir terminando a sua participação, que foi muito especial, você acha que a geração de hoje aguenta o mesmo que a geração passada aguentou ou não?
07:11Com certeza não. São outros tempos, algumas coisas mudaram pra melhor, outras pra pior. A galera tá mais...
07:19O bullying tá mais pesado também.
07:20Tá mais pesado e a galera tá querendo lacrar.
07:24Mais boboia.
07:24É, é. Tá mais sensível.
07:27Muito obrigado, viu?
07:28Obrigado.
07:29Fique com Deus. Vamos pegar o nosso volante aqui, Emílio, que eu sei, de repente, depois dele, possa ser que acabemos o break.
07:36E aí, meu volante? Saudade de você, tá bom?
07:38Tô na paz, graças a Deus.
07:39Você que sempre tem mensagens positivas, a gente fala sobre bullying.
07:43Você acha que a geração passada aguentava ou aguentou muito mais bullying que essa geração de hoje?
07:49Essa geração de hoje é o que eu sempre escuto. É uma geração fraca.
07:52Na nossa época não tinha isso não, né?
07:55Nossa geração... Tô acabando e falei pro rapaz ali.
07:58Na nossa geração, no intervalo, a gente ia jogar bola, rodar pião, jogar bolinha.
08:04Eu falei pra ele, nem as meninas, professora, ele deixava a gente ver.
08:06E se zoasse, te pegam na saída, né? E resolvia no outro dia.
08:09É, não tinha bullying. Era aquela coisa. Se der um esbarrão, era sair na porrada.
08:14Hoje essa geração não aguenta o bullying, chora, se fraquece.
08:17Bullying é bullying, é pesado, temos que admitir.
08:19Mas, é, aguenta menos a geração de hoje.
08:22Aguenta, aguenta. O que eu tô falando é uma geração fraca, né?
08:25Uma geração aí, que a gente fala, geração Nutella.
08:28Não é da nossa geração que é de pegada, não.
08:30Obrigado pela sua experiência.
08:32Tá vendo, Emílio? Eu acho o seguinte, eu acho que...
08:34Geração Nutella.
08:35Bullying é pesado, é pesado.
08:37Mas se você, se você souber tirar o melhor, como qualquer fruta...
08:43Fuguta?
08:44Mais seca que seja.
08:45Fuguta?
08:45Se você souber extrair um pouquinho do suco...
08:48Uma fuguta.
08:48Aí eu sabia.
08:49Eu quero saber o seguinte, vamos fazer a corrida...
08:52Aí começa a fazer bullying.
08:53Vamos fazer a corrida do metrô ou vai fingir que tá...
08:55Ou as costas tá ruim.
08:56Ou vai fingir que tá, que tá mancando.
08:59Hã?
09:00Aqui, Emílio.
09:01É, ô, é, ô, é, ô.
09:02Aqui, Emílio. Olha aqui, Emílio.
09:03Não, não vem não, não.
09:04Com bagulho aqui, tô com implácio, Emílio, tô com implácio aqui, ó.
09:07Ó, que implácio.
09:08Vamos lá.
09:08Ô, irmão, é coluna, velho.
09:11Ó, amanhã, amanhã, amanhã.
09:13Muito bem.
09:14Prometido.
09:15Então tá prometido.
09:16Hoje e só amanhã.
09:17Amanhã nós vamos bater até 23 segundos.
09:19Isso.
09:20É o recorde.
09:21Que é a corrida do metrô.
09:23Amanhã nós bate cedo.
09:24Ah, não, ele tem até uma...
09:25É folgado demais, né, bicho?
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