00:00Presta atenção, um paciente com AVC sumiu do hospital da restauração, o HR, aqui no Recife.
00:08A filha foi visitar e não encontrou mais o pai.
00:12Ele não recebeu alta, isso ela recebeu a informação, mas ninguém sabe do paradeiro do homem.
00:19Quem vai contar essa história pra gente, com todos os detalhes, pra gente entender o que realmente está acontecendo, é Rafaela Pimentel.
00:26Oi, Rafa, boa tarde.
00:30Oi, Ali, boa tarde pra você e pra todo mundo que acompanha o JT1.
00:35Esse paciente, o José de Assis, do nascimento de 56 anos, ele deu entrada aqui no hospital da restauração na última segunda-feira.
00:45Ele sofreu um acidente de moto na cidade de Poção, de onde ele é, lá no Agreste, daqui do estado.
00:51E ele sofreu nesse acidente um trauma na cabeça, também um AVC hemorrágico.
00:57E foi trazido de ambulância aqui pro hospital da restauração, onde estava, na ala laranja, que é uma ala aí destinada a pacientes que estão semi-graves.
01:08Ele primeiro deu entrada na ala vermelha e depois ele foi transferido para a ala laranja.
01:13As filhas desse homem estavam vindo aqui nos horários de visita, que são às duas da tarde e também durante a noite, às sete da noite.
01:24A filha dele esteve aqui ontem, o viu nessa visita de duas da tarde.
01:29Hoje ele ia fazer uma tomografia, inclusive, mas aí quando elas retornaram à noite, ontem, às sete horas, o pai delas tinha desaparecido.
01:40E ninguém aqui no hospital, nenhum funcionário, sabia dizer o destino desse paciente.
01:46Eu estou aqui com a Andresa do nascimento, que é a filha, uma das filhas, e ela vai contar pra gente.
01:51Andresa, como é que estava o seu pai durante todo esse tempo em que ele ficou aí internado?
01:56Ele estava inconsciente, ele estava dormindo o tempo todo, ou ele estava acordado, falava com você?
02:02Quando a gente entrou aqui na segunda-feira, ele estava super desorientado, desde segunda.
02:07E aí ontem a gente chegou à Viela, a gente trocou ele, colocou a blusa do Brasil, que inclusive é a blusa que ele está, depois do desaparecimento dele.
02:14E ele fez a tomografia. Após isso, a tomografia, a gente saiu e voltou à noite pra visitar.
02:20Quando a gente chegou aqui, que foi lá na sala laranja pra ver ele, ele não estava.
02:24Procuramos na vermelha, na amarela, rodamos o hospital, fomos atrás de assistência social.
02:28E aqui a gente pergunta uma coisa e um fica postando pra outro, a gente ficou sem informação.
02:33Até que a gente ligou pro diretor, isso era 10h30 da noite, 11h.
02:37Ele simplesmente deu uma risadinha e disse que não podia fazer nada e desligou o salão na nossa cara.
02:43Então, assim, isso é um absurdo, ninguém se imobiliza pra vamos todo mundo procurar ele nesse leito.
02:48E a gente fica desesperada, sem saber a notícia do meu pai.
02:51A família toda, em poção, procurando, todo mundo já postando a foto pra saber onde ele está.
02:56Isso é um absurdo, a gente está super desesperada atrás dele.
02:59Mas você acha que ele continua desorientado?
03:02Desorientado. Ele chegou a andar, mas ele não consegue ficar andando muito,
03:06porque ele está tendo muita tontura na cabeça devido ao trauma que ele teve.
03:10E aí a gente fica sem saber se ele está desacordado, se ele está acordado.
03:13Ele vai ter que estar aqui, o hospital vai ter que dar conta do meu pai.
03:16Você teve uma informação de um paciente que estava deitado ao lado dele, né?
03:21O que esse paciente falou?
03:22Ele está super consciente, esse paciente.
03:24Ele disse que fazia duas horas, era sete horas da noite que a gente entrou aqui, ia ser nove horas.
03:29Ele disse que ele saía e voltou.
03:31E aí a enfermeira, a companhia que estava do lado dele me disse,
03:35ela disse, olha, eu disse o guarda, ele vai fugir.
03:38É melhor conter ele ou aplicar alguma medicação.
03:41Ninguém fez nada.
03:41A enfermeira falou que quando foi pegar a pulseira de identificação, que ele nem com a pulseira estava,
03:45quando voltou ele não estava mais.
03:47Se aqui, até para a gente visitar, é uma agonia para entrar e um paciente sair, como é que eles deixam?
03:53A gente está sem resposta, sem saber o que fazer.
03:56E essa desorientação do seu pai, ele sabe dizer quem ele é?
04:00Ele saberia tomar algum destino?
04:03As informações dele ficam um pouco controversas, porque uma hora ele disse que está em um lugar,
04:07outra hora eu disse que estava no regional, outra hora eu disse que estava em Pesqueira,
04:10que é a cidade vizinha da gente.
04:12E ele falou ao homem que, olha, eu vou ver se a rodoviária é ali do lado,
04:15aí depois fala outra coisa controversa, ele não sabe onde ele está.
04:18Ele fica procurando alguma coisa, assim, uma saída, não sei, talvez, para poder fazer alguma coisa.
04:23E por que você acha que ele também fugiria, sairia do hospital?
04:26Como é que ele está aí? Como é que tem sido esses dias?
04:28Pela desorientação dele, né, por ele ficar muito tempo parado, às vezes muita gente, assim,
04:33ao redor ele fica agoniado, fica querendo sair, talvez ele estava encontrando uma saída, alguma coisa,
04:38e teve até um guarda, acho que foi no final, porque esse hospital é muito grande,
04:42ele disse que ele chegou lá, ele está descalço, que a gente não deixou a sandália com ele,
04:47porque ele estava deitado quando a gente saiu, ele disse que ele chegou e o guarda disse,
04:51olha, aqui não pode, é para lá.
04:54E ele sentou no banco, porque consequentemente ele está com muita dor de cabeça,
04:57essa última vez ele estava gemendo de dor de cabeça, ele disse, olha, é para lá.
05:00E depois disse, ninguém mais viu ele no hospital.
05:02Então ele foi visto aqui do lado de fora já?
05:04Não, era por dentro, né, por dentro, só que era uma ala que tinha um portão para fora, né.
05:09E alguns pacientes que não viram o desespero da minha irmã, começou a dizer, olha, ele passou aqui uma vez,
05:14aí depois voltou e ninguém estava direcionando ele, olha, vai para lá.
05:18Ele estava andando simplesmente e ninguém fazia nada.
05:21E todo mundo sabia que se tratava de um paciente, né?
05:23Todo mundo sabia, porque desde que ele entrou aqui no hospital, ele está desorientado e todo mundo sabe que ele está desorientado.
05:30Ele tem as medicações para ele tomar, inclusive ele deve estar sem medicação para tomar,
05:34sentindo muita dor, tontura, a gente realmente está muito desesperado.
05:40E o hospital é responsável pelo meu pai, o hospital vai ter que dar conta do meu pai,
05:44porque ele vai ter que estar aqui dentro, isso é um absurdo.
05:47Então, Andressa, a gente vai acompanhar, ou você quer falar, quer finalizar?
05:51A gente apela a todo mundo para que quem vê a foto dele, pela foto, né, tem como identificar,
05:56entrar em contato, é o número, o meu e da minha irmã.
05:59Por favor, ajudem a gente divulgando para que a gente possa encontrar meu pai.
06:03Convido!
06:04Certo, vamos divulgar o número agora.
06:07O DDD é 87 e o número da Andressa é 99, aliás, 9, 9, 1, 2, 1, 19, 32.
06:16Eu vou repetir, o DDD é 87 e o número é 9, 9, 1, 2, 1, 19, 32, tá?
06:24A gente deseja boa sorte para você, fica calma.
06:27Se Deus quiser, tudo isso vai terminar um final feliz, tá?
06:31E a gente também vai procurar a resposta, né, que o Hospital da Restauração tem que dar para esse caso absurdo.
06:38Eu volto contigo no estúdio, Eli.